quinta-feira, dezembro 18, 2008

Eleições agitam escolas na capital e no interior

Emanuella Sombra A TARDE
Marco Aurélio Martins/Agência A TARDE
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Apesar do clima ameno que prevaleceu na maioria das sessões visitadas por A TARDE, em Salvador, a eleição para escolha de diretores da rede estadual de ensino público teve momentos de tensão.
No Colégio da Polícia Militar, em Dendezeiros, uma das candidatas das chapas concorrentes acusou a atual diretora, que concorre à permanência no cargo, de impedir a presença de fiscais das chapas adversárias nas duas salas onde ocorreu a votação.
A professora Reginalva Silva Ribeiro, vice-diretora do período matutino e candidata pela chapa 3, acusou a atual diretora, Jaciara Simões, da chapa 2, de cometer a irregularidade. Analista técnica da Diretoria Regional de Educação em Salvador (Direc), Lúcia Soledade esteve na escola durante a manhã e disse ter recebido a informação de que Reginalva não havia designado um fiscal, descartando, portanto, eventual proibição.A TARDE tentou entrar em contato com a diretora do colégio e com os membros da comissão seletiva local, responsável pela fiscalização das urnas, mas a equipe de reportagem foi barrada na porta da instituição, sob argumento de que a entrada não poderia ser liberada sem a autorização de um superior. Após 40 minutos de espera, o acesso continuava sendo negado e o nome do superior, omitido. Presença dos pais – Em outras escolas visitadas, a expectativa era que pelo menos 30% de pais de alunos comparecessem à votação. Pela regra, a eleição em cada escola terá validade se um percentual mínimo de cada segmento votar – 30% de estudantes com mais de 14 anos, 50% de servidores administrativos e 50% de professores. No Colégio Estadual Praia Grande, em Periperi, até o meio-dia de quarta-feira, 17, 160 pais já haviam comparecido, o que correspondia a 12% do total para este segmento.“O maior problema é a vinda dos pais. Então, não sabemos se a eleição vai ser validada. Eu acredito que a Secretaria de Educação deveria estipular um percentual menor”, avaliou Cléber Azevedo, professor do Colégio Central, em Nazaré, e concorrente em uma das duas chapas inscritas.
Previstas para ocorrer após o término da votação, às 20h, as apurações não tiveram os resultados divulgados até o fechamento desta edição.Iniciativa inédita – É a primeira vez que os diretores de escolas estaduais são escolhidos por meio de eleição direta. Ao todo, 999 unidades da Bahia participam do processo eleitoral, sendo que 74,7% delas apresentaram candidato único. Das 1.535 escolas convocadas pela Secretaria de Educação, 536 não tiveram professores inscritos no Curso de Gestão Escolar – pré-requisito para a candidatura – ou não tiveram candidatos considerados aptos. Nas unidades em que a eleição for invalidada por falta de quórum, o secretário de Educação nomeará uma chapa diretora. Pintor autônomo e pai de um estudante no Colégio Central, Jailton Pereira, 42, disse que só pôde votar porque não possui horário fixo de trabalho. “Eu tenho mais facilidade de estar presente, participo muito das reuniões e acho que votar é um meio de escolher o diretor que realmente faz um trabalho com a comunidade”.
Fonte: A Tarde

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