BELO HORIZONTE - O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, disse ontem que as prisões do empresário Enivaldo Quadrado, sócio da corretora Bônus-Banval, e de Marcos Valério Fernandes de Souza, reforçam o seu clamor para que o julgamento do processo do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), seja agilizado. Réu no processo e deputado federal cassado em novembro de 2005, Dirceu afirmou que ainda não decidiu se irá retomar a campanha pela sua anistia na Câmara.
"Eu quero ser julgado o mais rápido possível. Eu não tenho medo da Justiça", disse. Indagado se as prisões de Valério e Quadrado, ambos também réus no processo do mensalão, reforçavam seus argumentos pela celeridade do trâmite processual, declarou. "É mais uma razão para julgar, para julgar rápido". Para o ex-ministro, pelo "andar da carruagem", seu julgamento não ocorrerá antes de 2011.
"Considero isso uma coisa inaceitável. Você não pode acusar alguém de ser chefe de quadrilha e corrupto e depois falar que ele vai ser julgado sete, oito anos depois. Não fui eu que organizei o processo, a denúncia com 40 réus, nem acusei cada réu, quatro, cinco vezes pelo mesmo crime, o que dá direito a quatro, cinco testemunhas...", disse. "Eu não pedi foro privilegiado, eu deveria ser julgado na primeira instância. Já teria sido julgado", disse.
Dirceu esteve em Belo Horizonte para participar de um debate sobre a crise, o pré-sal e o novo marco regulatório do setor petróleo, na sede do Sindicato dos Petroleiros de Minas (Sindipetro/MG). O ex-ministro negou que já esteja dando início à campanha pela sua anistia, cujo pedido formal depende do recolhimento de 1,2 milhão de assinaturas, mas destacou que acredita que o "julgamento político" pode "ser revisto".
"Não tomei uma decisão ainda sobre essa questão da anistia. Podia responder: "não vou pedir". Vou conversar com meus advogados, vou consultar dezenas de pessoas que me apóiam para tomar uma decisão", afirmou. "Minha situação é a seguinte: eu não vou ser julgado e não posso me candidatar. Eu fui cassado. A cassação não tem nada a ver com o processo (do mensalão), porque a Câmara disse isso, que me cassou independente de eu ser inocente ou não e que aquilo era um julgamento político. Ora, se é um julgamento político, ele pode ser revisto".
Fonte: Tribuna da Imprensa
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