FORTALEZA - O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Autarquia de Trânsito de Fortaleza resolveram só aplicar a nova lei do uso do capacete a partir de março. Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF) exige as mudanças nas 10 rodovias BR que cortam o Ceará desde terça-feira.
Segundo o inspetor da PRF, Stênio Pires, os motoqueiros já tiveram tempo suficiente para se adequarem às exigências do Contram. "Já ocorreram três prorrogações. Não podemos dar outro prazo para que mais motoqueiros morram."
Em Brasília, motoclicistas de Brasília já usam o capacete com a faixa e o selo de segurança do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Em São Paulo, as novas regras de segurança para os motoqueiros fizeram as lojas especializadas na venda de equipamentos zerarem estoques no Centro da cidade. Pelo menos dos kits com quatro adesivos refletivos para capacetes - uma das exigências da Resolução 203 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), em vigor desde o dia 1º.
De dez lojas visitadas ontem, oito estavam sem o produto e duas só tinham poucas peças. Segundo o vendedor Michelangelo Firmino, desde as 9h, centenas de motoqueiros procuravam os adesivos refletivos, vendidos, em média, a R$ 10. "Pedimos para o fornecedor entregar, só que não deu tempo de chegar aqui", disse. "O jeito é dispensar os clientes", afirmou Firmino.
Gerente de outra loja, Cláudio Paixão mantinha no balcão poucos kits. "Nunca vendemos tão rápido. As novas regras pegaram todo mundo de surpresa e fizeram o estoque chegar no limite. Mas é importante que as pessoas comprem o kit em lojas especializadas porque o produto vem direto do fabricante e é de qualidade."
A dificuldade irritou o motoboy autônomo Marcelo Dezidério. "Eu acho essa regra uma palhaçada. Não vai dar em nada. É só para a gente gastar dinheiro", reclamou . "Depois de seis meses, será esquecida."
Apesar do alerta, muitos motoqueiros preferiam optar pelo comércio ambulante, que vendia o kit na calçada, por R$ 5. A diferença é que os adesivos não estavam embalados e tinham de ser cortados na hora em quatro pedaços iguais. O camelô Fábio Peres, por exemplo, estava na Rua Conselheiro Nébias e vendia o kit por R$ 5. "É uma oportunidade de dinheiro extra, ainda mais agora, no início do ano."
O diretor de Qualidade do Inmetro, Alfredo Lobo, lamentou o surgimento de um comércio paralelo. "O pessoal está tendendo a falsificar selo e aí pode virar um caso de polícia." Os órgãos estaduais já foram avisados e a Polícia Federal, informou, "tem desbaratado verdadeiras quadrilhas especializadas em falsificações no País". Segundo ele, os principais problemas de falsificação do selo do Inmetro são registrados com brinquedos, capacetes e preservativos masculinos
Fonte: Tribuna da Imprensa
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