NAIRÓBI - Um grupo de manifestantes colocou fogo ontem em uma igreja no Quênia, matando cerca de 50 pessoas que estavam usando o local como abrigo para se protegerem da violência que tomou conta do país nos últimos dias e deixou entre 140 e 250 mortos até agora. A informação foi confirmada por uma fonte do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) que trabalhava na cidade de Eldoret, oeste do país, onde aconteceu o incêndio.
"Essa é a primeira vez na história (do país) que um grupo atacou uma igreja. Nunca esperávamos que a selvageria chegasse tão longe", afirmou o porta-voz da polícia Eric Kiraithe. A explosão de violência no país que possui uma das democracias mais estáveis e uma das economias mais fortes da África chocou o mundo e deixou os próprios quenianos em estado de choque.
Dados oficiais divulgados pela polícia colocaram em 143 o número de mortos desde que os protestos começaram no domingo, após a posse do presidente Mwai Kibaki. No entanto, a oposição, que acusa Kibaki de ter fraudado as eleições para conseguir ser reeleito, afirma que os confrontos entre partidários do presidente e do líder opositor, Raila Odinga, já deixaram cerca de 250 mortos. "É um desastre nacional", afirmou o secretário-geral da Cruz Vermelha queniana, Abbas Gullet.
O presidente queniano convocou ontem uma reunião com dirigentes de partidos políticos para tentar encontrar uma maneira de fazer com que a paz retorne ao país. Odinga, porém, recusou-se a participar da reunião. "Se ele (Kibaki) anunciar que não foi eleito, então conversarei", afirmou o opositor, que não aceitou o resultado da eleição.
Preocupada com a incontrolável onda de violência no país, a comunidade internacional voltou a pedir o diálogo entre Kibaki e Odinga. Num primeiro momento, Washington deu os parabéns a Kibaki, mas então mudou sua reação para expressar "preocupação com as irregularidades".
Grã-Bretanha, União Européia (UE) e outros países fizeram questão de não dar os parabéns ao presidente eleito, expressaram preocupação e pediram conversações de reconciliação. A UE também requisitou uma investigação independente sobre as eleições de 27 de dezembro. O premiê britânico, Gordon Brown, exigiu que as duas partes se reúnam e explorem a idéia de um governo de união.
Odinga acusa o presidente Kibaki de ter fraudado pelo menos 300 mil cédulas eleitorais. A diferença de votos entre os dois candidatos foi de 231.728, segundo os resultados oficiais das eleições para presidente no país africano.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Em destaque
RESPONSABILIDADE EDITORIAL: Por Que o Blog Não Publica Denúncias Anônimas Sem Respaldo Legal e Assinatura dos Prejudicados
RESPONSABILIDADE EDITORIAL: Por Que o Blog Não Publica Denúncias Anônimas Sem Respaldo Legal e Assinatura dos Prejudicados Por José Montal...
Mais visitadas
-
Foto Divulgação QUANDO A BÁRBARIE ATROPELA A FÉ: Jeremoabo Entre a Praga Ancestral e o Colapso da Civili...
-
O Estado de S. Paulo PSD busca se viabilizar com caciques de outros partidos Concebido como projeto político paulista e pessoal do prefeit...
-
SOLIDARIEDADE QUE MOVE CORPOS E CORAÇÕES: Assessoria de Corrida Comemora Aniversário Arrecadando 700 kg de Alimentos para o Abrigo dos Vic...
-
O Congresso Nacional se tornou um picadeiro de circo na atual legislatura, em que a política deu lugar à diversão. Por José Brito e Rodolfo...
-
Vídeo Divulgação - WhatsApp O BRASIL DOS CARTÓRIOS CAROS: COMO ALAGOAS VIROU O EPICENTRO DE UMA DISTORÇÃO NA...
-
Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por PA4 - Ozildo Alves (@sitepa4)
-
Foto Divulgação - WhatsApp VEÍCULO DO PREFEITO ALUGADO À PREFEITURA: Ministério Público Aponta Possível Improbid...
-
A mansão do Coronel João Sá em ruínas, parte da história de Jeremoabo _Bahia em fase terninal. MENSAGEM CÍVICA: No Legítimo 6 de Julho, ...
-
A "MALDIÇÃO DOS CAPUCHINHOS" E O LUCRO QUE ENTERROU A NOSSA HISTÓRIA: O Caso Escandaloso do Casarão do Coronel João Sá Por José...