sábado, junho 28, 2025

Lula: plano Safra será o maior da história pelo terceiro ano seguido

 

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/Arquivo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva28 de junho de 2025 | 10:01

Lula: plano Safra será o maior da história pelo terceiro ano seguido

brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em suas redes sociais que o Plano Safra 2025/2026 será o maior da história pelo terceiro ano seguido. A perspectiva é que o plano seja anunciado na próxima semana.

Em sua conta no “X”, ele afirmou ainda que o governo tem investido mais nos grandes produtores que impulsionam o comércio exterior do País, mas também nos pequenos que colocam comida na mesa dos brasileiros. “Neste governo, ninguém fica para trás”.

Lula escreveu também sobre sua visita à favela do Moinho, no centro de São Paulo. O presidente disse que “foi muito especial”, e que foi possível conhecer uma comunidade que representa a força do povo brasileiro, que persiste e luta diariamente por uma vida melhor. “Enquanto presidente, tenho a honra e o dever moral de ajudar os moradores dessa comunidade. E é isso que vamos fazer”.

Wilian Miron, Estadão ConteúdoPoliticaLivre

Julgar exige muita coerência, isenção e consciência de falibilidade

Publicado em 27 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Gilmarpalooza': o que é evento do ministro do STF Gilmar Mendes? - YouTubeConrado Hübner Mendes
Folha

Juiz de surfe, durante as Olimpíadas de Paris, tirou foto festiva na presença do surfista e do técnico do time australiano, seus compatriotas. O post no Instagram veio com legenda: “Esses três garotos fazendo suas coisas nas Olimpíadas”. A Associação Internacional de Surfe excluiu o árbitro da competição e fez declaração pública:

“É inapropriado que juiz interaja dessa maneira com um atleta e sua equipe. Para proteger a integridade e a imparcialidade da competição, e em conformidade com o Código de Conduta da ISA e o Código de Ética do COI, o Comitê decidiu remover o juiz do painel de jurados pelo restante da competição.”

CREDIBILIDADE – Ninguém perguntou ao juiz se ele se sentia capaz de avaliar a performance esportiva de seu compatriota de modo imparcial, ninguém afirmou que o juiz era boa pessoa, com histórico irrepreensível e estava apto a julgar imparcialmente até o próprio pai. Foi afastado da competição porque estava em jogo a credibilidade e a justiça de toda uma competição, não a análise do caráter daquela pessoa.

Jannik Sinner, tenista italiano número um do mundo, teve resultado positivo em teste de doping meses atrás. A agência antidoping o isentou de responsabilidade pois ele não teria consciência de que o spray usado por seu fisioterapeuta continha substância proibida. Pouco depois, diante da repercussão, recebeu suspensão de três meses.

Simona Halep, tenista romena, ex-número um do mundo, teve substância proibida detectada em seu sangue. Foi suspensa por quatro anos. Dois casos de doping muito parecidos, mas processos e sanções muito diferentes. Na prática, a decisão encerrou a carreira da atleta, pois não teve condições de se manter competitiva até a volta.

TESE DE DJOKOVIC – Alguns tenistas saíram a público para, respeitosamente, perguntar. Novak Djokovic, tido como o maior de todos os tempos, pediu “protocolos padronizados” e criticou a “falta de consistência em casos parecidos com resultados diferentes”.

Ugo Giorgetti, cineasta e comentarista esportivo, dias atrás disse na Feira do Livro, em São Paulo, que “juiz ladrão é uma instituição brasileira”. Não era frase sobre a magistocracia, mas ironia romântica sobre efeitos de novas tecnologias, como o VAR, no futebol. São recursos que não permitem mais perguntar se os espetaculares gols não televisionados de Pelé e Garrincha, gravados apenas na memória de torcedores veteranos, de fato existiram.

Na mesma feira, jogo de futebol entre escritores, jornalistas e convidados, nas categorias feminina e masculina, divertiu o estádio do Pacaembu. O escritor Humberto Werneck chamou o evento de “ficcionistas contra friccionistas”. Apesar de amistoso, os jogos tiveram o benefício de um árbitro profissional, qualificado, uniformizado, desprovido de relações e interesses no resultado. Afinal, nem mesmo poetas aceitam injustiça no futebol assim placidamente.

NUMA HORA BOA? – Por que tanta anedota numa hora dessas? Porque está começando o Fórum de Lisboa, lugar em que a cúpula do Poder judicial, do Poder Legislativo e do Poder Executivo se encontram com o poder corporativo e seus chaveiros da advocacia privada. Negociar o país bem longe do país.

Todos os consensos éticos elementares sobre o julgar e aplicar a lei ficam em suspenso. Acima de qualquer suspeita e código de conduta, pessoas boas ficam isentas.

Piada do Ano! Trump “avisado” que o Planalto não vai tolerar sanções a Moraes

Publicado em 28 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Brasília (DF), 22/04/2025 - Ministro Alexandre de Moraes durante sessão de julgamento da denúncia sobre o núcleo 2 da PET 12.100. Foto: Antonio Augusto/STF

Moraes está levando o Brasil por caminhos perigosos

Jamil Chade

A decisão de Donald Trump de romper negociações com o Canadá e indicar que aplicará tarifas contra os bens do país vizinho devem servir de alerta ao Brasil e a todo o mundo. O recado está dado: a Casa Branca irá agir de forma agressiva sempre que suas empresas de tecnologia e plataformas digitais forem ameaçadas.

O governo canadense não se intimidou diante da pressão e optou por manter seus planos de cobrar impostos sobre as empresas de tecnologia. Nesta sexta-feira, Trump rebateu e classificou as taxas do Canadá como um “ataque direto e flagrante ao nosso país”.

FIM DA NEGOCIÇÃO – “Obviamente, eles estão copiando a União Europeia, que fez a mesma coisa e, atualmente, também está em discussão conosco”, disse Trump. “Com base nesse imposto flagrante, estamos encerrando TODAS as discussões sobre comércio com o Canadá, com efeito imediato. Informaremos ao Canadá a tarifa que eles pagarão para fazer negócios com os Estados Unidos da América nos próximos sete dias”, completou o presidente.

A mensagem é explícita: o país que ousar mexer na estrutura financeira e de poder das plataformas digitais – um pilar da base de Trump – será considerado como tendo agido contra os interesses do governo americano.

No governo brasileiro, fontes do mais alto escalão admitem a situação das redes sociais como uma “potencial” área de conflito com os EUA e mandam um recado ao governo de Donald Trump:

algum tipo de sanção contra autoridades no país (leia-se Alexandre de Moraes.

SUPREMO REAGE – Nesta quinta-feira (26), o STF começou a ampliar a responsabilidade das plataformas diante da disseminação de postagens criminosas ou antidemocráticas. Fontes do alto escalão em Brasília não descartam que, depois da decisão sobre o Marco Civil da Internet, as empresas do setor façam pressão por sanções, e que governos, como o dos EUA, considerem tais medidas.

Mas Brasília indicou que já mandou mensagens à Casa Branca assinalando que há limites e que qualquer ação que envolva sanções não será tolerada. “Os recados foram dados”, disse um negociador brasileiro.

“Temos linhas vermelhas na questão de ingerência sobre soberania”, disse. Para o governo, uma sanção contra ministros do STF seria considerada um ataque contra as “instituições da República”.

RESPOSTA CONTUNDENTE – O governo prevê que haverá uma “resposta contundente”, ainda que não haja previsão de sanção. A resposta será na esfera da política.

O Brasil também admite que existe uma “preocupação” em relação à ingerência externa nas eleições. Para membros do governo, a questão é “potencialmente um tema de conflito” com os EUA, principalmente em 2026.

Se aplicada, a sanção a Moraes seria inédita na relação entre os dois países e não foi adotada nem mesmo durante a ditadura militar, enquanto generais e membros do governo torturavam e matavam.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Trump acaba de romper as negociações com o Canadá. Que era o maior aliado dos EUA. O Brasil é o próximo da lista e o governo de Lula da Silva ainda fica tirando onda, mandando “mensagens” à Casa Blanca, que são embutidas no noticiário da imprensa amestrada, como dizia Helio Fernandes. Assim, vamos aguardar para ver a resposta que a matriz USA pretende dar às provocações da filial Brazil. (C.N.)

Messias, da AGU, desmente Haddad e nega decisão de ir ao STF pelo IOF


Maioria dos evangélicos quer dialogar com governo”, diz advogado-geral da  União à CNN | CNN Brasil

Messias entra na discussão para colocar as coisas em ordem

Raquel Landim
do UOL

A Advocacia Geral da União (AGU) informou nesta quinta-feira que o governo ainda não decidiu se vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a derrubada do IOF. “Não há decisão tomada e todas as questões jurídicas serão abordadas tecnicamente pela AGU após oitiva da equipe econômica”, informa a nota.

E reforça: “A comunicação sobre eventuais desdobramentos jurídicos do caso será feita exclusivamente pelo Advogado-Geral no momento apropriado”.

RECADO DE MESSIAS – A direção da AGU é ocupada pelo ministro Jorge Messias. A nota contraria, parcialmente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que espalhou a notícia de que o governo deveria recorrer ao Supremo.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Haddad afirmou que a decisão de judicializar ou não o tema cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que “na opinião de juristas do governo, que tiveram vitórias nos tribunais, é fragrantemente inconstitucional”.

“Sendo uma prerrogativa legal, nem nós devemos nos ofender quando um veto é derrubado e nem o Congresso pode se ofender quando uma medida é considerada pelo Executivo incoerente ou inconstitucional”, afirmou o ministro.

MOTTA JÁ AVISOU – Ainda durante as negociações, o presidente da Câmara, Hugo Motta, havia afirmado que recorrer ao Supremo só “pioraria o ambiente” e que o Legislativo não tinha interesse em “tocar fogo no país”.

Nesta quarta-feira (26), o Congresso surpreendeu o governo e derrubou o decreto de aumento de IOF feito pela equipe econômica para garantir o regime fiscal. Foram 383 votos favoráveis e 98 contrários em sessão semipresencial na Câmara e votação simbólica no Senado.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse também que “cada poder deveria entender o seu limite”. E chegou a afirmar que recorrer ao Supremo só “pioraria o ambiente” e que o Legislativo não tinha interesse em “tocar fogo no país”.

JUDICIALIZAÇÃO – Outros líderes políticos têm se manifestado contra a judicialização do tema. Nas redes sociais, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, escreveu:

“Haddad cogita acionar o STF para reverter a derrubada do aumento do IOF. Além de ignorar a vontade do Congresso, o governo tenta transformar um fracasso político numa questão judicial. Um movimento perigoso que desrespeita a democracia e esvazia o papel do Legislativo”.


STF não é saída, é sintoma: a crise do IOF expõe fragilidade política do governo


Charge do Gilmar Fraga (gauchazh.clicrbs.com.br)

Pedro do Coutto

A recente derrota do governo Lula no Congresso, com a derrubada do decreto que aumentava o IOF sobre transações cambiais, escancarou não apenas uma falha de articulação política, mas também uma tendência preocupante de judicialização da política. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reagiu indicando que o caminho para reverter a decisão poderia ser o Supremo Tribunal Federal.

Ao afirmar que “a saída para o IOF é ir ao STF”, Haddad não apenas expôs a fragilidade da base aliada, como também acendeu um alerta sobre os limites institucionais entre os Poderes da República. Recorrer ao STF contra uma decisão soberana do Congresso é uma distorção perigosa. A votação que rejeitou o decreto foi expressiva: 383 votos contra, 98 a favor. Ou seja, não se trata de um impasse técnico ou de interpretação jurídica — é uma sinalização política robusta.

DEBATE – Buscar no Judiciário a reversão desse resultado é, na prática, deslocar o debate da arena democrática para um ambiente que não foi feito para arbitrar embates políticos dessa natureza. Trata-se de um gesto que compromete a autonomia do Legislativo e, ao mesmo tempo, sobrecarrega o Supremo com demandas que não lhe competem.

É compreensível o desconforto de Haddad. A equipe econômica enfrentava dificuldades para cumprir metas fiscais, e o aumento do IOF era uma das alternativas encontradas para reforçar a arrecadação. Mas o erro não foi apenas técnico: foi político. Faltou articulação prévia, diálogo com o Congresso, construção de base. Em vez de preparar o terreno, o governo apostou na canetada — e colheu uma derrota acachapante.

A situação é ainda mais grave quando se observa o cenário interno. A gestão Lula vive um momento de desarticulação não apenas externa, com o Congresso, mas também dentro do próprio Executivo. Haddad está isolado. Diverge da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e enfrenta resistências veladas do chefe da Casa Civil, Rui Costa. Essa fragmentação compromete a coerência das decisões econômicas e enfraquece a capacidade de resposta do governo diante de derrotas como essa.

FRAGILIDADE – A tentativa de judicializar a derrota é, portanto, sintoma de uma fragilidade mais profunda. O Supremo Tribunal Federal não pode ser utilizado como um recurso automático para reverter fracassos políticos. Essa prática cria um perigoso desequilíbrio entre os Poderes, colocando o Judiciário em posição de árbitro de decisões que deveriam ser resolvidas no campo da política. Não há democracia saudável quando o Executivo recorre ao Judiciário para corrigir o que não conseguiu negociar com o Legislativo.

Haddad chegou a sinalizar que, se não houver reversão, o governo pode apresentar um novo pacote de medidas, com taxação de apostas esportivas, revisão de benefícios fiscais e até mudanças em isenções de imposto de renda sobre investimentos. Essa é, de fato, a trilha mais sensata: reavaliar os caminhos, calibrar os ajustes fiscais e, principalmente, dialogar com o Congresso para construir soluções sustentáveis. É no espaço político — e não no contencioso judicial — que se encontra a legitimidade para reformas duradouras.

SEM BASE SÓLIDA – O episódio do IOF é uma lição. Não se trata apenas de um embate sobre impostos, mas de uma demonstração de que, sem base parlamentar sólida e sem respeito aos limites entre os Poderes, qualquer governo está condenado à instabilidade. Haddad, com sua reconhecida capacidade técnica, precisa agora mostrar maturidade política. Transformar a derrota em aprendizado exige, antes de tudo, abandonar a tentação do atalho judicial e voltar à trilha do diálogo.

O STF não é uma extensão do Planalto. Nem deve ser convocado a cada vez que um projeto do Executivo naufraga no Congresso. Essa prática corrói o pacto democrático e alimenta uma cultura autoritária disfarçada de legalismo. O que está em jogo não é apenas a arrecadação de alguns bilhões — é a saúde institucional do país. A democracia exige resiliência, e o primeiro passo é aceitar que, às vezes, perder faz parte do processo. Desde que se saiba perder com inteligência.


Lei que cria CNH gratuita para população de baixa renda é sancionada

 O projeto, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), foi aprovado pelo Congresso Nacional no fim de maio e tem como objetivo facilitar o acesso à habilitação para a população mais vulnerável.

Lei que cria CNH gratuita para população de baixa renda é sancionada (Foto: Igor Matias)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta sexta-feira, 27, a lei que permite o uso de recursos arrecadados com multas de trânsito para custear a formação e habilitação de condutores de baixa renda inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Até então, os valores provenientes de multas só podiam ser aplicados em ações como sinalização, engenharia de tráfego, policiamento, fiscalização e educação no trânsito. Agora, com a nova legislação, os recursos também poderão cobrir taxas e despesas do processo de obtenção da CNH.

O projeto, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), foi aprovado pelo Congresso Nacional no fim de maio e tem como objetivo facilitar o acesso à habilitação para a população mais vulnerável.

A nova lei também moderniza o processo de transferência de veículos, permitindo que o procedimento seja feito de forma eletrônica, com assinaturas digitais qualificadas ou avançadas nos contratos de compra e venda.

Além disso, a vistoria veicular também poderá ser realizada eletronicamente, de acordo com normas definidas pelos órgãos executivos de trânsito estaduais e do Distrito Federal.

O contrato eletrônico devidamente assinado por comprador e vendedor, perante o órgão de trânsito da União, terá validade em todo o território nacional, devendo ser reconhecido pelos Detrans de todos os estados e do Distrito Federal.

por João Paulo Schneider 

Com informações da Agência Brasil 

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Passageira que trazia 9 quilos de maconha da BA é presa em Sergipe

 A apreensão aconteceu na manhã desta sexta-feira, 27, no município de Indiaroba, região Sul do estado.

Passageira que trazia 9 quilos de maconha da BA é presa em Sergipe (Foto: SSP)

Uma operação conjunta das forças de segurança de Sergipe resultou na prisão em flagrante de uma mulher que transportava cerca de 9 quilos de maconha em um ônibus interestadual. A apreensão aconteceu na manhã desta sexta-feira, 27, no município de Indiaroba, região Sul do estado.

A ação foi coordenada pela Delegacia Regional de Tobias Barreto, em parceria com a Polícia Penal de Sergipe e a Divisão de Inteligência Policial (Dipol). A operação foi desencadeada após a Polícia Civil receber informações de que a suspeita teria ido a Salvador buscar drogas para serem distribuídas em Sergipe.

Com base na denúncia, as forças de segurança montaram pontos de vigilância nos municípios de Tobias Barreto, Cristinápolis e Indiaroba. Durante as abordagens, um ônibus vindo da Bahia foi interceptado em Indiaroba.

Ao revistar as bagagens de uma passageira suspeita, os policiais encontraram uma mala recheada de tabletes de substância análoga à maconha. A mulher foi detida no local e encaminhada à Delegacia Regional de Tobias Barreto, onde foi autuada por tráfico de drogas.

A Polícia Civil destacou que a ação é um reflexo da atuação integrada entre os órgãos de segurança pública no enfrentamento ao tráfico de entorpecentes em Sergipe. A instituição também reforçou a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas, que podem ser feitas pelo Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido.

por João Paulo Schneider 

Com informações da SSP

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: Recôncavo Norte e a Independência da Bahia

 Recôncavo Norte e a Independência da Bahia 




Fogo Simbólico chega em Lauro de Freitas nesta segunda-feira dia (30).


Com a inclusão do Recôncavo Norte no trajeto das comemorações da independência da Bahia, a cidade de Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, recebe o Fogo Simbólico nesta segunda-feira (30/6). Desde 2023, o percurso ganhou um novo roteiro, partida do município de Mata de São João passando por Dias d’Ávila, Camaçari e Lauro de Freitas, seguindo no dia seguinte (01/07) para a cidade de Simões Filho, onde se une ao roteiro original, vindo de Cachoeira, Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde e Candeias rumo a capital baiana, Salvador. 

A chama está prevista para chegar às 16h no Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, às margens do Rio Joanes. De lá, a tocha será conduzida em revezamento por atletas, soldados e populares pela Avenida Santos Dumont, Estrada do Coco, seguindo até à Praça João Tiago dos Santos, (Praça da Matriz), no centro da cidade. A tocha será recebida pela prefeita Débora Regis do União Brasil e pelo vice-prefeito e secretário de Cultura, Lazer, Juventude e Esporte (SECULJE), Mateus Reis.

Na terça-feira (01/07), o Fogo Simbólico partirá às 8h, para a cidade de Simões Filho, onde se unirá ao roteiro original, seguindo para o  bairro de Pirajá em direção ao Campo Grande em Salvador.

Em 2023, a Fundação Gregório de Mattos (FGM) incorporou Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João e Dias d’Ávila ao percurso oficial, valorizando o papel desses municípios na consolidação da Independência. A cidade de Lauro de Freitas teve importância singular no processo, abrigando combatentes e enviando soldados da terra para as batalhas.

A ex-prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT) classifica as comemorações como um momento ímpar,  “Os historiadores fizeram um trabalho importantíssimo na inclusão dos municípios na luta pela Independência da Bahia. Precisamos defender nossos direitos através da democracia. É o resgate da nossa história, que é um momento ímpar. Viva ao Dois de Julho”. 

Para o membro da Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas, o historiador e professor Coriolando Oliveira, fala da importância deste trabalho de resgate da história: “É um reconhecimento de Santo Amaro de Ipitanga na luta pela Independência da Bahia. Levamos dois séculos para termos esse reconhecimento. E estamos oficialmente pelo terceiro ano consecutivo celebrando esse momento importante para a história da Bahia e sobretudo de Lauro de Freitas”. 

A valorização da história de participação do Recôncavo Norte para a memória histórico-cultural, nas celebrações do 2 de Julho, ganhou força a partir de um estudo do historiador natural de Camaçari, Diego Copque. Esta pesquisa em contato com historiadores das outras cidades culminou na criação de um consórcio, que pleiteou a reativação do trajeto perdido na história, com o reconhecimento da Fundação Gregório de Matos (FMG) e o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB). 

Este estudo alia-se à uma conquista fruto de uma luta coletiva, construída com dedicação por pesquisadores, lideranças comunitárias e agentes culturais que não deixaram a nossa memória se apagar.

“Como cidadão dei minha contribuição. Assumir custos e tempo. Se dependesse do recurso municipal teria que esperar os editais. Sempre ouvir dos gestores da Cultura, não dispor de recursos nem de dotação orçamentária para pesquisas. Falta escuta e consciência de que a cultura se faz continuamente, com planejamento, transparência e investimento”. Destaca Coriolano. 

Lauro de Freitas, 28 de junho de 2025.

Texto e edição: Fábio Costa Pinto

.                                 Foto: Lucas Moura/Secom


.                            Arquivo pessoal / Divulgação


.                             Foto: Capa do Livro do historiador Diego Copque / Divulgação



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