segunda-feira, junho 23, 2025

Teologia da Prosperidade enfrentará nas urnas a Teologia da Libertação

Publicado em 23 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Voto evangélico

Charge do Helio Ribeiro (Arquivo Google)

Merval Pereira
O Globo

Se juntarmos a multidão de milhões de evangélicos reunida na Marcha para Jesus com a pesquisa DataFolha que mostra que a maioria dos brasileiros prefere o trabalho independente a ter carteira assinada, teremos um bom retrato da realidade brasileira.

A esquerda brasileira não entendeu ainda o que se passa na cabeça dos brasileiros de classe média, que procuram um sentido de prosperidade pessoal em seu trabalho e em sua religião.

BOLSONARISTAS – A maioria dos que preferem um trabalho autônomo para ganhar mais é de eleitores do PL, partido do ex-presidente Bolsonaro.

O último censo mostrou que os evangélicos continuam crescendo, e a Teologia da Prosperidade, vendida por pastores menos ortodoxos, encontra mentes ávidas por uma saída do cotidiano de precariedade.

A esquerda brasileira, especialmente o PT, nascida da Teoria da Libertação, não encontrou o respaldo permanente na Igreja Católica e, juntamente com ela, perdeu espaço no seio dos desvalidos.

POLITIZAÇÃO – Da mesma maneira que a Igreja Católica refreou a Teoria da Libertação por sua politização, a politização das igrejas evangélicas está chegando a tal ponto que provoca uma evasão de fiéis para igrejas mais tradicionais, que vendem a espiritualidade em vez da prosperidade inatingível.

A Marcha para Jesus é exemplar de um movimento religioso aparelhado por pastores políticos e políticos populistas que misturam a fé religiosa com objetivos eleitorais.

O ataque dos EUA ao Irã e grande o risco de uma escalada global

Publicado em 23 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

domingo, junho 22, 2025

Trump garante que as instalações nucleares do Irã já foram destruídas

Publicado em 22 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

CRÉDITO: STEVE SACK_CAGLE CARTOONS

Charge do Steve Sack (Revista Piauí)

Wálter Maierovitch
do UOL

O mercurial e contraditório presidente americano Donald Trump vivia um dilema: colocar ou não os EUA no conflito entre Israel e Irã. Trump estaria envolto, como dizem os criminalistas, numa camisa de sete varas. O dilema devia-se ao fato de o líder supremo da teocracia iraniana, Ali Khamenei (86 anos de vida e 36 de poder), ter dado, como se diz no popular, “uma banana” ao ultimato de Trump.

O líder iraniano não jogou a toalha e prometeu promover danos irreparáveis caso o Irã fosse atacado pelos EUA. Trump imediatamente reuniu o Conselho de Defesa, para autorizar o bombadeio.

PROMETEU PAZ – A lembrar: Trump elegeu-se prometendo a paz e dizendo que atuaria na solução rápida dos conflitos em curso — Ucrânia x Rússia e Israel x Hamas.

Trump, politicamente, sabe da divisão que enfrenta. O movimento trumpista conhecido pela abreviatura MAGA (Make America Great Again), atuante dentro do Partido Republicano, está rachado.

Nesse racha, há os que ainda pregam o belicismo — a apelidada doutrina Neon de intromissões, como aconteceu no Iraque, Afeganistão e Líbia. Do lado oposto, com vozes de respeito interno como as de Steve Bannon e Tucker Carlson, estão os que não querem guerra de jeito algum, mantida a posição ao tempo das eleições.

ELE E NETANYAHU – Trump, nessa sinuca de bico que se metera, logo se posicionou para . Ele é sabedor, pelo menos, de poder manobrar o ególatra Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro que se insinua, modéstia de lado, o maior estrategista da história de Israel e do povo hebreu.

Não é bem assim, pois Israel precisa do apoio americano. Caso contrário, não resistirá à guerra com o Irã, sem ignorar que possui frentes de combate abertas na faixa geográfica de Gaza e na fronteira com o Líbano — onde o Hezbollah continua, com bombas, a colocar em risco os agricultores israelenses.

Para se ter ideia da dependência, e como informaram as agências internacionais de notícias, o estoque israelenses de mísseis de modelo Arrow, utilizados para interceptar os mísseis iranianos, já está baixo. Somente 5% dos mísseis iranianos conseguem furar o sistema de escudo de Israel, que emprega os mísseis Arrow. Isso significa uma necessidade de manutenção do escudo protetor.

GUERRA DE MENTIRAS – Atenção: para tentar furar o “escudo” usado por Israel, o Irã anunciou, como propaganda de guerra e pelas suas mídias, o uso de mísseis hipersônicos.

Aliás, pelo que noticiam as mídias internas controlados pela ditadura teocrática, o cidadão iraniano imagina que o Irã está vencendo a guerra com facilidade e os líderes mortos caíram em combate. Quanto à rede televisiva, acabou atingida por uma mera distração.

Tem mais: a central nuclear de Fordow — que funcionaria para enriquecimento de urânio igual ou acima de 60% de potência — é subterrânea, com 90 metros de profundidade. Ou seja, apenas bombas penetrantes e pesadas conseguiriam chegar ao coração da Fordow, e só os americanos produzem bombas de tonelagem.

NEGOCIAÇÕES? – Quando do início do conflito, na sexta-feira (13), Trump foi logo avisando da não participação americana na ofensiva de Israel. Deixou claro que o aliado Estado da estrela de Davi seria protegido apenas defensivamente.

Na ocasião, Trump estava engasgado com o insucesso do acordo nuclear, por não ter o Irã aceitado a proposta de encerrar o enriquecimento do urânio e estar a transformá-lo em combustível para armamentos de guerra, como artefatos e bombas nucleares. Trump deu o prazo de 61 dias para a volta às negociações.

Terminado sem resposta o prazo, Israel realizou o primeiro ataque no dia seguinte.

DIVIDIR A GLÓRIA – Trump, a partir daí e da vantagem inicial de Israel, começou a tomar partido e querer dividir as vitórias com o sanguinário premiê israelense, Benjamin Netanyahu.

Ouviu e ficou agradado com o pronunciamento incendiário do ministro da Defesa israelense, Israel Katz. Tal ministro prometeu “queimar Teerã”, como num surto de Nero, que incendiou Roma.

Para o reverendo Mike Huckabee, embaixador dos EUA em Israel, Trump é um enviado de Deus para resolver o problema nuclear criado pelo Irã. O presidente americano, então, surfou nas propagandas de guerra.

PALAVRAS DE TRUMP – Confira as declarações de Trump sobre mais esse conflito:

1) Que a intervenção americana só ocorreria se o Irã atacasse as bases americanas. Também se atingisse os interesses americanos, numa referência a interesses comerciais. Pelo jeito, mencionava o fechamento do estreito de Ormuz (entre Omã e Irã), por onde passa um quarto do petróleo produzido no mundo.

2) “É possível que sejamos envolvidos no conflito”. A frase é do último domingo e anuncia uma provável entrada dos EUA no conflito.

3) Na segunda-feira, aconselhou a evacuação de Teerã, com urgência. Esqueceu-se que é uma cidade de 10 milhões de habitantes. Com isso, criou confusão, pois muitos tentaram sair de Teerã em direção à periferia ou ao interior, com filas nas estradas e espera de mais de cinco horas para abastecer os carros.

4) Na terça, Trump tentou assustar Ali Khamenei: “Sabemos onde se esconde, mas, no momento, não queremos eliminá-lo”. Disse, também, ter o controle do espaço aéreo de Teerã.

5) Na quarta, ressaltou que Irã suplicava a volta às negociações, mas a condição é uma só, ou seja, o fim do enriquecimento do urânio.

Palavras, o vento leva. O que no final valeu foram os superbombardeiros B-2.

57% apoiam direito à reeleição de presidentes, governadores e prefeitos, diz Datafolha

 Foto: José Cruz/Arquivo/Agência Brasil

Urna eletrônica21 de junho de 2025 | 16:36

57% apoiam direito à reeleição de presidentes, governadores e prefeitos, diz Datafolha

brasil

Pesquisa Datafolha mostra que a maioria dos brasileiros (57%) é a favor de permitir que presidentes, governadores e prefeitos disputem a reeleição, na contramão da proposta de reforma política que tramita no Senado. Outros 41% são contrários à possibilidade de continuidade no cargo.

O levantamento indica, por outro lado, que a maior parte da população (59%) apoia a ampliação de todos os mandatos eletivos de quatro para cinco anos, como prevê o projeto. Nesse caso, 37% são contrários.

Os dois pontos são temas centrais da proposta de emenda à Constituição que foi aprovada no mês passado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (PEC 12/2022). Ela pretende acabar com a reeleição no Executivo e unificar a duração dos mandatos e as datas das eleições.

O texto, sob relatoria do senador Marcelo Castro (MDB-PI), ainda precisa ser aprovado em dois turnos por pelo menos 60% dos senadores (o equivalente a 49 dos 81 votos) e, depois, dos deputados (308 dos 513 votos), o que ainda não tem data prevista para acontecer.

Eventuais mudanças seriam feitas de forma gradual e não afetariam as eleições de 2026.

A última vez que o Datafolha perguntou sobre reeleição foi há dez anos, em junho de 2015, quando o cenário era inverso: 67% eram contra permitir que o presidente tentasse um novo mandato, e 30%, a favor –números semelhantes aos registrados nas esferas estadual e municipal.

Na ocasião, o país vivia uma crise política e econômica, com o segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) acuado pela Operação Lava Jato, pelo Congresso e por protestos nas ruas, em um cenário que pavimentaria o caminho para o impeachment no ano seguinte.

Com os resultados atuais, o Brasil volta a patamares registrados em novembro de 2007, quase um ano após a reeleição de Lula (PT). Na época, 58% dos brasileiros endossavam a possibilidade de reeleição do presidente, 57%, dos governadores, e 56%, dos prefeitos.

Em julho de 2005, data da primeira medição do Datafolha sobre o tema, os índices foram mais altos. O apoio à possibilidade de disputar um novo mandato alcançou 65%, 64% e 63% em cada esfera, respectivamente, num período em que o governo federal sustentava alta aprovação.

Desta vez, o instituto entrevistou presencialmente 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 10 e 11 de junho, em 136 municípios em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa mostra maior apoio à reeleição presidencial entre os jovens de 16 a 24 anos, os menos escolarizados e os mais pobres. O índice também é superior entre os eleitores que aprovam o atual governo Lula (74%) e os mais identificados com o PT (71%), em comparação aos que preferem o PL (48%).

O número, porém, não varia tanto de acordo com a cor ou religião dos entrevistados.

Em relação à ampliação dos mandatos para cinco anos, o Datafolha havia feito a mesma pergunta em dezembro de 2019. De lá para cá, a porcentagem que se diz favorável à mudança cresceu de 53% para 59%, enquanto a taxa de contrários recuou de 42% para 37%.

O apoio a mandatos mais longos é maior entre os homens (63%) do que entre as mulheres (55%) e também entre os mais instruídos (65%) e os que têm renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos (68%).

Júlia Barbon/FolhapressPoliticaLivre

STF julga Bolsonaro entre ecos da Lava Jato e freio a ameaças antidemocráticas

Foto: Antonio Augusto/Arquivo/Ascom/STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro22 de junho de 2025 | 07:09

STF julga Bolsonaro entre ecos da Lava Jato e freio a ameaças antidemocráticas

brasil

Concentração de poder em um juiz, imparcialidade posta em dúvida, uso de prisões preventivas e delação premiada sob questionamentos.

Apesar das diferenças entre um caso e o outro, esses são alguns dos paralelos que fazem com que ecoe a já finada operação Lava Jato em parte das críticas aos inquéritos que desaguaram na ação da trama golpista e são conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Especialistas argumentam que uma parcela da atuação heterodoxa da corte precisa ser analisada a partir da posição do STF como principal anteparo às investidas antidemocráticas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em meio à inação de outras instituições de controle ao longo de seu governo como da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Ainda assim, há medidas que são vistas como erros e excessos pelo tribunal.

Com isso, ainda que de um lado a realização do julgamento de um ex-presidente junto a militares de alta patente por uma tentativa de golpe indique uma corte em certa medida fortalecida, de outro alguns dos métodos utilizados no decorrer das investigações colocam no horizonte a pergunta quanto ao risco de também eventuais condenações envolvendo a trama golpista virem a desmoronar mais adiante.

“Existe, sim, um paralelo relevante entre a Lava Jato e os processos do golpe agora. Ambos desvelaram crimes gravíssimos, juntaram provas, gravações, documentos, falas, reuniões ilícitas, gravemente ilícitas. Mas ambos os processos padecem de vícios. E de vícios graves”, diz Miguel Gualano de Godoy, professor de direito constitucional da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

Para ele, apesar de o Supremo ter ajudado a proteger a democracia, há uma série de problemas na forma como ele fez isso.

Ele vê como problemática, por exemplo, a concentração de relatorias em Alexandre de Moraes e a decisão de não considerá-lo impedido para relatar o caso da trama golpista depois de as investigações o apontarem como vítima de um plano de assassinato.

Também para Rubens Glezer, professor da FGV Direito SP, é possível estabelecer uma aproximação entre a atuação da corte nos diferentes inquéritos conduzidos por Moraes e a Lava Jato.

“É inegável que você vai ter vícios processuais no inquérito das fake news, no inquérito das milícias digitais, na condução [desses casos], na falta de transparência que o tribunal tem”, diz ele.

Glezer vê como um erro que a corte não ceda minimamente a pleitos das defesas, como o de levar o julgamento ao plenário ao invés da Primeira Turma, assim como entende que o STF deveria tomar medidas para mitigar as acusações de parcialidade.

No caso da questão de impedimento, no entanto, Glezer pondera que há um risco em se validar o entendimento de que ameaças à corte e aos ministros possam dar base para afastá-los dos processos. “É muito sensível esse caso porque o presidente atacou o tribunal e atacou o tribunal como um todo”, diz.

Desde que se tornou relator do inquérito das fake news (por determinação de Dias Toffoli) e dos atos antidemocráticos de 2020 (por sorteio), Moraes acumulou uma série de outras relatorias sem que houvesse sorteio entre os ministros, mas por “prevenção”, quando se entende que há algum tipo de relação entre os processos.

Especialistas, no entanto, têm apontado que a prática vem sendo utilizada de modo extremamente amplo pelo Supremo. Além disso, muitas dessas ramificações não foram abertas a pedido do Ministério Público.

Entre os aspectos explorados pela defesa de Bolsonaro está a atuação proativa do ministro no decorrer das investigações.

Ela alega ainda que teria havido pesca probatória, falta de acompanhamento da PGR em parte da investigação, além de centrar fogo especialmente na delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Até aqui, no entanto, esses questionamentos vêm sendo todos negados pela corte.

Preso em maio de 2023 no âmbito das investigações sobre falsificação de cartão de vacina, Mauro Cid seguiu detido até setembro daquele ano, tendo sido solto depois de firmar um acordo de delação premiada –sucessão de fatos que à época suscitou comparações com o ex-juiz Sergio Moro.

Arquivos encontrados nos dispositivos de Cid, como um plano de golpe, conversas com outros militares sobre as medidas em estudo no final de 2022, além de seus depoimentos são algumas das provas que integram a denúncia.

Parte das informações que municiaram a investigação sobre as vacinas, por sua vez, tiveram origem em uma quebra de sigilo ordenada por Moraes em meio a uma outra investigação contra Bolsonaro iniciada em 2021.

Ao mesmo tempo em que questiona uma série de atos processuais de Moraes que culminaram na prisão de Cid, a defesa de Bolsonaro contesta ainda a validade de sua delação. Argumentam que não haveria voluntariedade por parte do tenente-coronel e que ele teria descumprido o acordo. Também questiona a participação de Moraes na colheita de provas.

Godoy (UFPR) avalia que hoje não existe um cenário de anulação na corte, porque o Supremo tem refutado tais objeções, ainda que, segundo ele, com argumentos muito frágeis. “Mas nada garante que, com a mudança da composição do Supremo, esses processos não possam eventualmente ser anulados lá na frente.”

Segundo Glezer, a conjuntura política importará mais que a jurídica nesse quesito. Ele aponta que se, de um certo ângulo, o tribunal está mais forte do que nunca ao julgar o ex-presidente e militares, em paralelo um outro processo pode estar acontecendo: o de corrosão de sua autoridade.

“Se em algum momento a gente nunca pensou que uma ordem do STF pudesse ser desobedecida, o fato é que existe uma certa apreensão, você tem que ficar checando. O quanto que ele consegue esticar a corda agora?”

Para ele há um paradoxo na medida em que, ao mesmo tempo em que a corte age para coibir os ataques às instituições, ela dá também ainda mais munição para as investidas contra o próprio tribunal e para que sua atuação seja deslegitimada.

Fabiana Luci, professora da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) que analisou a forma como a atuação do Supremo foi noticiada pela imprensa durante o governo Bolsonaro até o 8 de Janeiro, considera que o saldo para a imagem da corte teria sido negativo, com potencial impacto em sua legitimidade.

Segundo ela, enquanto as decisões envolvendo a gestão da pandemia teriam sido acompanhadas por uma visão mais positiva da atuação da corte, no casos ligados a atos antidemocráticos e de relação entre Poderes, a abordagem teria sido mais crítica, no sentido de que a corte estaria concentrando poderes em excesso.

Concentração de relatorias com Moraes
Ao longo dos últimos anos a relatoria de uma série de investigações que miram o bolsonarismo foram sendo atribuídas a Moraes sem que houvesse sorteio entre demais ministros da corte.
Nesses casos, a relatoria foi definida por “prevenção”, o que no jargão jurídico ocorre, por exemplo, quando um juiz já tiver antecedido aos outros na prática de algum ato relacionado ao processo ou por conexão probatória.

Inquérito das milícias digitais (Inq. 4.874)
Investigação em cujo guarda-chuva foram incluídos desde a investigação do cartão de vacina, das joias sauditas e da trama golpista, foi instaurada em 2021 por Moraes em um drible à PGR, que tinha pedido o arquivamento do inquérito referente aos atos antidemocráticos de abril de 2020. O ministro arquivou a investigação como solicitado pelo órgão, mas abriu em sequência a nova investigação. E usou o caso arquivado, do qual tinha se tornado relator por sorteio, para justificar a relatoria do novo.

Vazamento de dados sigilosos da PF (Inq. 4.878)
Com base no inquérito das fake news, do qual se tornou relator por determinação do então presidente do STF, Dias Toffoli, Moraes se tornou relator por prevenção do inquérito aberto de ofício, em 2021, após pedido do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A nova investigação mirava o ex-presidente por suposto vazamento de dados sigilosos de uma investigação sobre um ataque hacker contra o TSE em 2018. A partir de dados obtidos em quebras de sigilo de Mauro Cid nesse processo foram obtidos elementos que se desdobraram em outras investigações como a d o cartão de vacina

Cartões de vacina (Petição 10.405)
Já a investigação envolvendo a suspeita sobre os cartões de vacinação teve a relatoria distribuída a Moraes usando como fundamento o inquérito das milícias digitais

Trama golpista sob gestão Bolsonaro (Petição 12.100)
Já a relatoria da petição da trama golpista, em que Bolsonaro foi denunciado, teve a prevenção justificada pela investigação sobre suposta falsificação de cartões de vacina –foi nessa apuração que Mauro Cid foi preso

Renata Galf/Folhapress

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