sexta-feira, junho 20, 2025

A linguagem simples e atraente da poesia de Casimiro de Abreu


Biografia do Poeta: CASIMIRO DE ABREU - Autor do Poema "Meus Oito Anos" ! -  YouTubePaulo Peres
Poemas & Canções

O poeta Casimiro José Marques de Abreu (1839-1860), nascido em Barra de São João (RJ), foi um intelectual brasileiro da segunda geração romântica. Sua poesia tornou-se muito popular durante décadas, devido à linguagem simples, delicada e cativante, conforme o poema “Meus Oito Anos”, que fala da saudade de sua infância.

MEUS OITO ANOS
Casimiro de Abreu

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
Do despontar da existência!
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!

Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!


Alta de juros para 15% é incompreensível e faz a festa dos banqueiros

Publicado em 19 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Mercado projeta a taxa básica de juros em 15% para 2025

O mercado projetava taxa básica de juros em 15% este ano

Brenda Silva
da CNN

A ministra Gleisi Hoffmann, que comanda a Secretaria de Relações Institucionais, afirmou ser “incompreensível” a alta da taxa básica de juros anunciada pelo Banco Central (BC) na quarta-feira (18). A Selic foi elevada de 14,75% para 15% ao ano.

“No momento em que o país combina desaceleração da inflação e déficit primário zero, crescimento da economia e investimentos internacionais que refletem confiança, é incompreensível que o Copom aumente ainda mais a taxa básica de juros”, escreveu a ministra em publicação no X nesta quinta-feira (19).

Esta é a sétima vez que o Comitê de Política Monetária (Copom) eleva a Selic desde a retomada do ciclo de aperto monetário em setembro de 2024. Em comunicado, o BC sinalizou que o ciclo de aumentos será interrompido.

“O Brasil espera que este seja de fato o fim do ciclo dos juros estratosféricos”, completou a ministra.

Em maio, Gleisi afirmou que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, está administrando os efeitos de uma “herança maldita” deixada por seu antecessor, Roberto Campos Neto.

O Brasil ocupa agora a segunda posição no ranking dos maiores juros reais do mundo, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic para 15%.

Este é o patamar mais elevado para os juros básicos do país desde maio de 2006, quando a taxa ficou em 15,25%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em seu comunicado, o BC sinaliza juros em 15% por tempo “bastante prolongado”. Comércio e indústria mostram surpresa e acendem alerta sobre alta da Selic. Realmente, não faz sentido, estes juros estão forçados demais, fazem a alegria dos banqueiros(C.N.)

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Piada do ano! Se a delação de Cid for anulada, as acusações serão mantidas


Prisão preventiva de Mauro Cid: fundamentos jurídicos

Se a delação for anulada, Cid vai pegar uma longa cadeia

Ana Gabriela Oliveira Lima e Arthur Guimarães de Oliveira
Folha

Dentre os argumentos das defesas de réus para tentar a anulação da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, apenas uma eventual falta de voluntariedade do delator poderia prejudicar a utilização de provas e interferir no processo no STF (Supremo Tribunal Federal) que investiga a trama golpista de 2022, avaliam especialistas ouvidos pela Folha. Esse cenário, porém, é considerado remoto no caso do militar, que tem reiterado publicamente a higidez do acordo.

As outras possibilidades —como eventuais omissões ou quebra de sigilo, com a divulgação de informações referentes à colaboração— teriam potencial de prejudicar apenas Cid, que pode perder seus benefícios.

TRÊS PEDIDOS – As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem Cid era ajudante de ordens, e do general Braga Netto pediram a anulação do acordo sob argumento de que Cid mentiu ao Supremo e contou detalhes de seus depoimentos a amigos.

O pedido foi inicialmente negado por Alexandre de Moraes, que citou a fase atual do processo, e pode ser analisado no julgamento final.

A nulidade da delação também foi pedida pela defesa de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro e réu no caso da trama golpista, preso nesta quarta-feira (18) sob suspeita de obstrução de Justiça.

MAURO CID NEGA – Nesse caso, a solicitação cita também possível quebra de voluntariedade do pedido e conta com fotos e áudios de conversas entregues à Justiça por seu advogado e que comprovariam a quebra do sigilo feita pelo delator. Mauro Cid nega que isso tenha ocorrido.

Também comporia prova de descumprimento da regra um perfil que, segundo a revista Veja, teria sido usado por Cid nas redes sociais para falar da delação, episódio questionado pela defesa de Bolsonaro durante interrogatório em 10 de junho no STF.

Para o advogado Rogério Taffarello, especialista em direito penal e sócio do Mattos Filho, o vazamento do áudio e das mensagens pode dar base para a perda dos benefícios de Cid.

VIOLAÇÃO GRAVE – “Deverá haver uma avaliação de proporcionalidade, se isso é uma violação grave o bastante para a rescisão do acordo. Existe uma série de cláusulas, algumas cujas violações são menos relevantes, outras mais.”

Ricardo Yamin, doutor em direito pela PUC-SP, concorda que a quebra de sigilo pode ensejar a perda de benefícios combinados entre a Polícia Federal e Cid. O conteúdo da delação, entretanto, permaneceria intacto. O mesmo tenderia a acontecer se fosse comprovado que o militar mentiu.

A delação de Cid ajudou a fundamentar relatório da PF e denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre a trama golpista, mapeando a participação de Bolsonaro e outros atores e fornecendo detalhes sobre questões como a minuta golpista e o plano Punhal Verde Amarelo, que previa o assassinato de Moraes, do presidente Lula (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

CID NUMA BOA – O acordo prevê ao tenente-coronel perdão judicial ou pena privativa de liberdade inferior a dois anos, assim como a restituição de bens e valores apreendidos. Também está prevista a extensão dos benefícios a familiares de Cid, bem como ação da PF garantindo segurança.

O caso de omissão no depoimento de Cid também poderia resultar em perda de benefícios, mas a prática jurídica tem sido de pedido de ajuste no depoimento do colaborador, aponta Thiago Bottino, professor da FGV Direito Rio.

“Isso aconteceu com várias empresas na Lava Jato, como a Odebrecht e a Andrade Gutierrez”, diz.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Êpa! É uma tremenda maluquice, tipo Piada do Ano, quando advogado diz que a delação de Cid pode ser anulada, mas as acusações seguiriam valendo. Acusações de delação só valem se forem comprovadas por provas materiais, a lei é muito clara a respeito. Se a delação de Cid for anulada, só ficam valendo as acusações que obtiveram confirmação segura, por outros meios. (C.N.)


No STF, até ministro aposentado terá segurança 24 horas, pelo resto da vida


EQUIPE DE AGENTES DA POLÍCIA JUDICIAL DO STF E DA BAHIA ATUA EM MISSÃO DE SEGURANÇA E ESCOLTA DO MINISTRO BARROSO - AGEPOLJUS

Dias Toffoli (terceiro, à direita) posou com alguns seguranças

Vicente Limongi Netto

À triste quadra de dificuldades, dramas e tragédias de todos os níveis e tamanhos, diariamente humilhando o Brasil e os brasileiros, juntam-se agora a notável e justa decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que todos os encantadores ministros da Suprema Corte, inclusive os aposentados, passem a ter direito vitalício a esquema de segurança.

A formidável decisão trouxe alívio para a maioria dos atuais ministros do STF. Que até então, coitados, evitavam ir sozinhos, como qualquer mortal, na padaria, praia, shopping, estádio de futebol, cinema, sorveteria, ou viajar de avião, sob pena de serem apedrejados por populares. Ou, no mínimo, ouvirem aquele carinhoso palavrão maternal muito conhecido dos árbitros de futebol.

CHUVAS NO SUL – Rastros de agonias crescem com escombros. Garras do desespero secam as lágrimas dos obreiros gaúchos. Chuvas e enchentes fortes voltaram a causar sofrimento e tristeza em cidades do Rio Grande do Sul. Algumas pessoas morreram, centenas de famílias estão morando em abrigos, o que dilacera e esmaga a felicidade de famílias inteiras.

A teimosa esperança pela vida esmaga a raiva. Penaliza sorrisos. O frio espanta o choro. Travo soluços.  A tensão coletiva não sai da alma. Permanece doendo nos ossos. Dias e noites surgem tristes. Ninguém prega o olho.

O quadro avassalador de tragédias se multiplica. Insiste em voltar.  Humilha o céu. Ninguém sabe quando o sofrimento vai acabar. Continuam a fibra e o ânimo para ajudar os necessitados que perderam tudo. A energia vem de Deus. Ganharia saudável alívio caso São Pedro puxasse as orelhas das açodadas chuvas.

PICARETA –   Lula realmente chegou ao fundo do poço. Picareta, intruso e ridículo papel, no grupo dos 7 países mais ricos, depois da patética aula de ginástica artística que deu ao presidente Macron, em Paris, exibindo aquele barrigão de come-se e bebe-se demais da conta.

Cada dia que passa Lula fica mais desmoralizado aos olhos do Brasil e do mundo.


Ações na Tríplice Fronteira envolvem até o Hezbollah e a facção PCC

 


A Polícia Federal prendeu em novembro de 2023 três pessoas que teriam  ligações com o grupo libanês Hezbollah Há anos, autoridades brasileiras  investigam possível ligação do Hezbollah com PCC na Tríplice Fronteira:Allan Santos
Timeline

O que parecia há uma década apenas uma hipótese levantada por analistas de contraterrorismo internacionais hoje se confirma com força e consistência: o grupo terrorista libanês Hezbollah e a facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) estabeleceram uma aliança funcional na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

A relação envolve não apenas logística de contrabando e tráfico de entorpecentes, mas também proteção carcerária, financiamento do terrorismo e fornecimento de armas com possível origem iraniana.

COISA ANTIGA – Nos últimos meses, documentos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, de agências de segurança dos Estados Unidos e de organismos internacionais como a Fundação para a Defesa das Democracias (FDD) vieram a público para confirmar o que já era conhecido nos bastidores da inteligência: o Hezbollah opera no Brasil desde os anos 1980, infiltrado na comunidade libanesa de Foz do Iguaçu, e desde os anos 2000 mantém vínculos comerciais e logísticos com o PCC.

Segundo matéria publicada pela Gazeta do Povo, o Hezbollah já atua no contrabando de cigarros, tráfico de armas e movimentação de cocaína para fora do Brasil. A reportagem afirma:

“Para intensificar suas ações criminosas, o Hezbollah começou a fazer parcerias com facções criminosas brasileiras a partir dos anos 2000”.

TUDO DOMINADO – O grupo utiliza rotas dominadas pelo PCC para enviar drogas aos portos de Santos e Paranaguá e, em contrapartida, fornece armas leves de origem estrangeira, além de oferecer contatos logísticos no Oriente Médio e África.

Em 2023, a Operação Trapiche da Polícia Federal desarticulou uma célula do Hezbollah com atuação direta em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os presos estavam mapeando sinagogas e centros judaicos, e buscavam recrutar brasileiros para uma rede terrorista.

Embora o governo brasileiro tenha se recusado a classificar oficialmente o Hezbollah como organização terrorista, o Ministério Público Federal confirmou que as movimentações financeiras investigadas envolviam recursos destinados ao Líbano.

PRISÃO DE TERRORISTAS – Além disso, a Operação Sem Fronteiras, realizada em 2020 com cooperação de autoridades da Argentina, Paraguai, Chile, EUA e Romênia, resultou na prisão e extradição de três membros do Hezbollah acusados de financiar o grupo com dinheiro proveniente do tráfico de cocaína.

“O Hezbollah precisa do PCC para operar no Brasil. E o PCC se beneficia da rede internacional e do acesso a armas que o Hezbollah possui. Essa é uma aliança pragmática, mas com implicações estratégicas graves para a segurança nacional”, afirma o delegado da PF Marco Smith, citado pela Gazeta.

A Lei Antiterrorismo de 2016 (Lei nº 13.260) não tem sido aplicada nesses casos. Segundo o pesquisador Diorgeres de Assis Victório, a legislação é tecnicamente falha e insuficiente para enquadrar casos de terrorismo não motivados por xenofobia ou preconceito étnico-religioso — o que, na prática, torna o Brasil um país permissivo para operações encobertas.

FALTA O BRASIL – Enquanto Argentina e Paraguai já classificam formalmente o Hezbollah como organização terrorista, o Brasil continua sem posicionamento claro. O silêncio do Ministério da Justiça e Segurança Pública diante da crescente presença do Hezbollah no Cone Sul e dos alertas da inteligência internacional reforça o temor de que o país esteja se tornando um elo vulnerável na arquitetura da segurança ocidental.

OUTRO RISCO -Mais grave ainda é a possibilidade — levantada por fontes da comunidade de inteligência americana — de que, com a morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em ataque aéreo israelense em setembro de 2024, sobreviventes da cúpula terrorista busquem refúgio em território latino-americano.

Autoridades de segurança da Argentina e do Paraguai já elevaram o nível de alerta. O Brasil, por ora, permanece em silêncio.

Não se trata de uma conspiração. Trata-se de uma realidade documentada. A Tríplice Fronteira tornou-se um dos centros de financiamento do terrorismo internacional e o Estado brasileiro, por conveniência ideológica ou fragilidade institucional, permanece omisso.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

Se parece censura, nada como censura e grasna como censura, então é censura

Publicado em 20 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Charge sobre censura - Donny Silva

Charge do Nani (nanihumor.com)

Lygia Maria
Folha

O STF formou maioria para tornar inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. Os membros da Corte ainda definirão quais conteúdos precisam ser retirados do ar pelas plataformas após notificação de usuários (sem necessidade de ordem judicial) —atualmente, isso se dá com violação direitos autorais e imagens de nudez não consentidas. Se não removerem, as empresas correm risco de punição.

Tais conteúdos podem incluir crimes contra a honra e o vago ataque ao Estado democrático de Direito. São condutas subjetivas, que exigem julgamento criterioso, com apresentação de provas e direito ao contraditório.

INCONVENIENTES – Essa invasão do Supremo na seara do Legislativo promove insegurança jurídica e incita censura generalizada por parte das plataformas, que tentarão evitar a responsabilização a todo custo. Basta ver como o Judiciário lida com a liberdade de expressão.

Neste mês, o STJ condenou jornalistas e a revista IstoÉ a pagarem R$ 150 mil por danos morais ao ministro Gilmar Mendes, do STF, devido a uma reportagem de 2017. Segundo a decisão estapafúrdia, o texto era muito irônico.

Outro ponto de preocupação no julgamento do artigo 19 é a escolha do órgão que fiscalizará a remoção de conteúdo. Sobre o tema, Gilmar se referiu a uma frase do ditador chinês Deng Xiaoping: “a cor do gato não importa, o importante é que ele cace o rato”.

A COR É CRUCIAL – Mas, no caso, a cor do gato é crucial. Uma entidade do Executivo federal, sem formato colegiado, seria temerária e é típica de ditaduras.

O ministro já sugeriu antes que a tarefa poderia ficar a cargo da Autoridade Nacional de Proteção de Dados, uma autarquia ligada ao Ministério da Justiça que fiscaliza o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados —manipulada nos últimos anos para minar a Lei de Acesso à Informação, que garante a transparência de dados públicos.

Assim, o provérbio mais adequado para a bagunça criada pelo STF seria “se parece com um pato, nada como um pato e grasna como um pato, então é um pato”. Ou seja, se parece com censura, nada como censura e grasna como censura, então é censura.

 

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