segunda-feira, março 03, 2025

Justiça dá prazo para conselheiros do Tribunal de Contas do DF explicarem gratificação de R$ 780 mil

 

Foto: Divulgação
Sede do Tribunal de Contas do Distrito Federal03 de março de 2025 | 09:40

Justiça dá prazo para conselheiros do Tribunal de Contas do DF explicarem gratificação de R$ 780 mil

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A Justiça do Distrito Federal deu 15 dias para que os conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF) expliquem uma gratificação individual de R$ 780 mil, aprovada por eles mesmos em dezembro. O benefício foi concedido em uma sessão a jato, que durou 30 segundos. Procurado, o TC-DF disse confiar que a Justiça “seguirá as leis e a jurisprudência vigentes”.

A decisão do tribunal foi questionada na Justiça do Distrito Federal pelo Observatório Social, entidade que monitora os gastos com dinheiro do contribuinte. A associação pediu que a verba seja devolvida aos cofres públicos. Na última segunda-feira, 24, a juíza Maria Silda Nunes abriu o prazo de defesa aos conselheiros.

No fim de janeiro, a magistrada lamentou que o processo não tenha sido analisado a tempo durante o plantão do Judiciário, antes de os conselheiros receberem a gratificação, aprovada por unanimidade.

O bônus, que consiste em adicional de um terço sobre os salários, corresponde ao período de 2018 a 2023. De acordo com a decisão do plenário, o benefício concedido aos integrantes do Poder Judiciário também deve ser aplicado ao Tribunal de Contas, órgão auxiliar do Legislativo.

O TC-DF sustentou que o pagamento é “direito reconhecido de todos os membros das carreiras da Magistratura, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas”. Destacou, ainda, que seguiu as regras internas e vai aguardar a decisão final da Justiça sobre o caso.

Eduardo Barretto/André Shalders/EstadãoPoliticaLivre

Falas polêmicas e atos de Lula desagradam mulheres e derrubam aprovação no segmento

Publicado em 3 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Mulheres têm mostrado descontentamento com o governo

Pedro do Coutto

O eleitorado feminino reagiu negativamente ao desempenho recente do presidente Lula da Silva com base na forma com que demitiu a ex-ministra Nísia Andrade do Ministério da Saúde. O episódio deixou marcas sensíveis e esta parcela da população que acompanhou o mal-estar entre o presidente da República e Nísia Andrade sentiu o clima entre ambos após o desfecho verificado.

Historicamente apoiadoras de Lula, as mulheres têm mostrado descontentamento com o governo e com a postura do petista, seja por falas não adequadas ditas de improviso em seus discursos ou relacionadas à alta dos preços dos alimentos. A queda na avaliação positiva do governo nesse grupo, mostrada pelas últimas pesquisas Genial/Quaest e Datafolha, combina com a conclusão do levantamento da consultoria Gobuzz: as mulheres, que representam 52% do eleitorado, foram impactadas por declarações do presidente, como a que ele diz que é um amante da democracia, “porque, na maioria das vezes, os amantes são mais apaixonados pela amante do que pelas mulheres”.

RECUO – Segundo o levantamento da Quaest divulgado no mês passado, o índice de aprovação do governo, além de cair cinco pontos percentuais no público em geral (de 52% para 47%), diminuiu no segmento feminino: 49% das entrevistadas afirmam agora aprovar o governo, contra 54% em dezembro.

A tendência de queda também apareceu na última pesquisa Datafolha, que mostrou que o percentual do eleitorado que considera Lula 3 ótimo ou bom caiu 11 pontos em apenas dois meses, de 35% para 24%. Entre as mulheres, a parcela que vê o governo positivamente caiu 14 pontos, de 38% para 24%.

INSATISFAÇÃO – O presidente Lula de uns tempos para cá vem demonstrando uma insatisfação com uma parte de seus ministros. No caso da ex-ministra da Saúde, o fato que gerou a sua decisão foi o diálogo entre Nísia Trindade e o Centrão que lutava por mais verbas capazes de acomodá-los no governo. Essa acomodação tem um preço muito alto, pois se uma parte se destina a ações positivas, outra parte vai para o bolso dos que estão pouco ligando em realizar medidas benéficas com base nos recursos repassados a parlamentares.

Essa omissão, pelo menos, acarreta um duplo prejuízo para o país, uma vez que marca uma imposição na qual não se distingue o que é construtivo e o que se dissolve no ar sem apresentar qualquer resultado a favor da sociedade. Tais verbas custam caríssimo tanto ao país quanto ao governo, pois escapam de um conteúdo concretamente positivo, sobretudo na faixa do eleitorado feminino.

Há um sinal de alerta no quadro geral, o que agrava sensivelmente a posição do governo. Lula  terá que trilhar um caminho heroico capaz de mudar o quadro sucessório. Não será fácil, sobretudo porque há vários candidatos em potencial que podem disputar o primeiro turno. E tal perspectiva é um desafio para ele mesmo.

VÍDEO: Coro de "sem anistia" ecoa no Pelourinho durante show de Teresa Cristina: "Bandido tem que ser preso"

 

VÍDEO: Coro de "sem anistia" ecoa no Pelourinho durante show de Teresa Cristina: "Bandido tem que ser preso"
Foto: Reprodução/TVE

O Carnaval do Pelourinho, em Salvador, foi palco de um momento de protesto político na noite deste domingo (2). Durante o show da cantora Teresa Cristina, foliões iniciaram um coro de “Sem Anistia”, em resposta aos pedidos de grupos bolsonaristas pela anistia dos condenados pelos ataques aos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023.

 

O ato espontâneo do público aconteceu ao final da apresentação, quando a cantora chamava a banda para se despedir. Diante da manifestação, Teresa Cristina não hesitou em reforçar o coro e se posicionar.

 

"Anistia é o caralh*, p*rra! Aproveitar que não está filmando. Que isso, gente?! Bandido tem que ser preso. Tem que ser preso! Não é só ele não. Ele, os filhos, a mulher, todo mundo, pô", declarou a artista, arrancando aplausos e mais gritos de “Sem Anistia” da multidão. Em seguida, ela puxou o coro de “Uh, vai ser preso!”, acompanhado com entusiasmo pelos foliões.

 

 

Recentemente, também no Carnaval de Salvador, as manifestações políticas marcaram a passagem da banda BaianaSystem pelo Circuito Osmar, no Campo Grande. 
 

É Copa do Mundo! Público vai à loucura em comemoração por Oscar de "Ainda Estou Aqui" no Pelourinho

 

É Copa do Mundo! Público vai à loucura em comemoração por Oscar de "Ainda Estou Aqui" no Pelourinho

Por Laiane Apresentação / Rebeca Menezes

É Copa do Mundo! Público vai à loucura em comemoração por Oscar de "Ainda Estou Aqui" no Pelourinho
Foto: Reprodução / Bahia Notícias

O público que acompanhava a transmissão do Oscar 2025 foi à loucura com o anúncio da vitória de "Ainda Estou Aqui" como Melhor Filme Internacional.

 

A conquista inédita para o Brasil foi acompanhada por um telão instalado em um dos palcos do Pelourinho, pelo Governo da Bahia.

 

Além dos gritos e do clima de Copa do Mundo - apesar dos apelos da atriz Fernanda Torres -, os foliões também gritavam "sem anistia".


Pressão do Congresso para ressuscitar emendas expõe alívio e críticas no governo Lula

 Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Arquivo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Randolfe Rodrigues (PT-AP)03 de março de 2025 | 07:20

Pressão do Congresso para ressuscitar emendas expõe alívio e críticas no governo Lula

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A pressão do Congresso Nacional para ressuscitar emendas parlamentares canceladas no fim do ano passado e reabilitar restos a pagar desde 2019 enfrenta críticas no governo Lula (PT).

Segundo relatos colhidos pela reportagem, o Executivo não deu aval ao projeto de lei aprovado pelo Senado, embora a proposta tenha sido apresentada pelo seu próprio líder no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Mesmo assim, há uma avaliação entre técnicos do governo de que o texto, que agora tramita na Câmara dos Deputados, representa um mal menor, uma vez que a estratégia original dos parlamentares mirava o resgate de um valor ainda mais significativo de emendas.

Integrantes do governo foram alertados de que os congressistas almejavam resgatar outros R$ 3,8 bilhões em emendas previstas no Orçamento de 2024 que não foram executadas, em meio às idas e vindas causadas pelo bloqueio determinado pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).

No ano passado, a corte determinou a suspensão das emendas até que fossem atendidas condições mínimas de transparência na aplicação dessas verbas.

Quando houve aval de Dino para o pagamento de parte do dinheiro, faltavam poucos dias para o fim do ano —o que gerou correria para tentar executar os gastos a tempo.

Nos bastidores, o Executivo alegou falta de tempo hábil para empenhar todas as emendas —o empenho é a primeira fase do gasto, quando é feita a reserva de recursos.

Apesar das justificativas, parlamentares culparam o governo pelo que viram como uma ação deliberada para não honrar as verbas indicadas, usando as decisões de Dino como pretexto.

Por isso, iniciou-se uma mobilização para tentar recolocar essas verbas no Orçamento de 2025, mas o governo avisou que não há que se falar em retomada dessas emendas.

Como não foram nem sequer empenhadas, elas não ficam penduradas nos chamados restos a pagar (despesas herdadas de anos anteriores) e simplesmente deixam de existir.

Incorporar o valor neste ano implicaria, necessariamente, reduzir outras despesas discricionárias do Executivo. Enquanto isso, os congressistas ampliariam seu domínio sobre o Orçamento, que já conta com R$ 50,5 bilhões em emendas garantidos para este ano.

A proposta que foi aprovada pelo Senado tem um alcance menor. Ela ressuscita emendas cuja execução já tinha sido iniciada. Elas foram empenhadas no passado, só não foram pagas —por isso estavam inscritas em restos a pagar.

Em 31 de dezembro de 2024, elas foram canceladas pelo Executivo diante do fim do prazo para a conclusão desses desembolsos. O Congresso até tentou assegurar na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2025 a prorrogação desse prazo até o fim deste ano, mas o artigo foi vetado por Lula.

Agora, o projeto permite o restabelecimento desses restos a pagar cancelados. O Tesouro Nacional afirma que R$ 6,2 bilhões poderiam ser revalidados, dos quais R$ 2,3 bilhões em emendas parlamentares.

Dessas, R$ 2,2 bilhões são das antigas emendas de relator (RP 9), declaradas inconstitucionais pelo STF, e R$ 59 milhões das emendas de comissão (RP 8).

Técnicos do governo, porém, afirmam que o potencial de emendas é maior e chega a R$ 4,5 bilhões, pois havia uma parcela de verbas carimbadas pelos congressistas dentro das ações do próprio Executivo.

O projeto de lei deve entrar na pauta de votação da Câmara logo após o Carnaval, mesmo com a decisão de Dino que destravou na última semana o pagamento das emendas deste ano e validou o acordo sugerido pelo Congresso. A urgência —medida que acelera a análise do projeto— já foi aprovada pelos deputados.

O mal-estar em torno das emendas de 2024 foi uma das pautas da primeira reunião de líderes convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O principal encaminhamento foi justamente a votação do projeto dos restos a pagar, o que aconteceu no dia seguinte naquela Casa.

Segundo um senador ouvido sob reserva, as queixas eram duas: primeiro, pelo não pagamento das emendas em si. Segundo, pelo veto do governo ao dispositivo incluído pelo Congresso na LDO para prorrogar o prazo de execução dos restos a pagar até o final do ano.

Embora contrariado, o governo considera que ressuscitar as emendas canceladas em 2024 é um mal menor porque elas não comprometem o Orçamento de 2025, só exigem maior esforço de gestão do limite financeiro anual para efetuar os desembolsos.

Como o teto de pagamento será o mesmo, é possível que haja um efeito substituição: em vez de pagar uma emenda mais nova, quita-se alguma mais antiga. Apesar disso, ainda não há certeza sobre qual será a posição da área técnica num eventual processo de sanção do texto.

Idiana Tomazelli/Thaísa Oliveira/Folhapress

Entrevista de Bolsonaro a Leo Dias promove entretenimento e ganha as redes

 Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em entrevista ao jornalista Leo Dias03 de março de 2025 | 08:00

Entrevista de Bolsonaro a Leo Dias promove entretenimento e ganha as redes

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Na análise em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram realizada pela Palver, destacou-se a divulgação de vídeos e mensagens discutindo trechos da entrevista do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao apresentador Leo Dias.

A conversa rendeu cortes que repercutiram tanto nos grupos de direita quanto nos de esquerda. A estratégia de comunicação de Bolsonaro aposta na ampla disseminação de sua linha narrativa sobre as acusações que recaem sobre si.

Na última terça-feira (25), o ex-presidente concedeu uma entrevista ao vivo a Leo Dias. Transmitida no canal do apresentador no YouTube, a conversa durou mais de duas horas e cobriu variados temas, desde a vida pessoal até a expectativa de prisão de Bolsonaro.

Ao longo da entrevista, Leo Dias anunciou que a transmissão quebrou o recorde de audiência do canal, com mais de 700 mil pessoas assistindo ao vivo, e que já conta com mais de 2 milhões de visualizações ao todo. Esses números não foram alcançados ao acaso.

Desde o dia anterior à entrevista, mensagens informando sobre a entrevista circularam em diversos grupos bolsonaristas, incluindo um vídeo do deputado federal Mario Frias (PL-SP) que foi compartilhado nos grupos de apoiadores do senador Cleitinho (Republicanos-MG), pedindo aos seguidores para que acompanhassem a conversa.

Nos grupos de direita do WhatsApp, a decisão de participar da entrevista foi bastante discutida, prevalecendo o argumento de que era importante para que o ex-presidente pudesse falar com um público “fora da bolha”. Nos grupos de esquerda, circularam cortes em tom de sátira sobre o fato de Bolsonaro ter perdido as eleições e estar inelegível.

Bolsonaro expôs sua versão sobre a denúncia ofertada pela PGR e reforçou que não estava no Brasil em 8 de janeiro e, portanto, não poderia ter cometido os crimes pelos quais está sendo acusado. Essa linha narrativa é a mesma que já vinha sendo trabalhada nos grupos públicos de mensageria.

O ex-presidente aproveitou a ampla audiência para lançar diversas candidaturas ao Senado Federal para as eleições de 2026. No dia seguinte ao da entrevista, a lista com os nomes apontados passou a circular nos grupos de WhatsApp e Telegram analisados pela Palver.

A participação de Bolsonaro se mostrou uma estratégia interessante. Ao levar a política ao campo do entretenimento, conseguiu transmitir sua mensagem com leveza e espontaneidade sem deixar de discutir assuntos sérios, como é o caso de sua possível prisão. O ex-presidente entende a importância disso desde quando participava dos programas de entretenimento de Luciana Gimenez.

Antes do final da entrevista, Leo Dias informou que também convidou o presidente Lula para uma conversa no mesmo formato. Nos grupos de WhatsApp, circula um vídeo do deputado André Janones (Avante-MG) no qual critica a comunicação de Lula usando como referência positiva a entrevista de Bolsonaro.

Contudo, diferentemente de Bolsonaro, Lula tem muito a perder. Como é governo, precisa responder às demandas da população, alinhar as expectativas sobre os resultados e, principalmente, tentar reverter a tendência de queda de popularidade. Além disso, precisará estar pronto para responder perguntas sobre Putin, Trump e outros temas sensíveis na atual conjuntura política global. Isso exigirá de Lula um preparo muito maior caso aceite conceder a entrevista.

Portanto, a estratégia que se mostra positiva a Bolsonaro pode não funcionar para Lula. Isso não significa que esse tipo de aparição seja um erro, mas que é importante que o presidente esteja preparado para sofrer uma cobrança mais intensa em um cenário que exige mais responsabilidade nas respostas. Estabelecer um canal direto com a população poderia ser uma boa forma de fortalecer a credibilidade e ampliar a voz do presidente.

Felipe Bailez/Luis Fakhouri/FolhapressPoliticaLivre
Nota da redação deste Blog -  Léo Dias entrevista Jair Bolsonaro - entrevista completa

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