quinta-feira, maio 02, 2024

Ministério Público pede condenação de Renan Filho por abuso de poder em eleição

 

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro dos Transportes, Renan Filho01 de maio de 2024 | 18:08






Ministério Público pede condenação de Renan Filho por abuso de poder em eleição

BRASIL

Parecer do Ministério Público Eleitoral em Alagoas pede a condenação do ministro dos Transportes, Renan Filho, e do governador de Alagoas, Paulo Dantas, ambos do MDB, por suposto abuso de poder econômico nas eleições de 2022.

A peça da Procuradoria conclui que houve uso da máquina pública com fins eleitorais na implementação, no fim de 2021, de um programa de incentivos financeiros para manutenção na escola de alunos de ensino médio, com bolsas e premiações.

O órgão também pede a condenação do ex-secretário de Educação de Alagoas e atual deputado federal, Rafael de Brito (MDB).

Procurados pela Folha, todos negam irregularidades.

O documento foi assinado na segunda-feira (29) e levado ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do estado.

Segundo a investigação, o Governo de Alagoas burlou regras para iniciar pagamentos ainda em dezembro de 2021 em uma tentativa de escapar da legislação que veda o início da oferta de benefícios como esse em ano eleitoral.

O programa, segundo argumenta o documento, seria de caráter gratuito, exigindo-se tão somente o preenchimento de requisitos pelos beneficiários —não havendo, assim, contrapartidas, o que poderia configurar exceção à vedação prevista em lei.

A conclusão é pela inelegibilidade e cassação do diploma de Paulo Dantas e Rafael Brito. A Renan Filho, somente a inelegibilidade.

Renan Filho, hoje ministro do governo Lula (PT), era governador quando a manobra apontada foi realizada. Paulo Dantas assumiu o governo em maio de 2022, quando Renan Filho se licenciou para a eleição, e manteve os pagamentos ao longo do ano.

O programa batizado de Escola 10 foi uma das bandeiras eleitorais de Renan ao Senado, Brito à Câmara e Dantas ao governo, cargos para os quais foram eleitos. Renan Filho está licenciado enquanto é ministro. O Ministério Público afirma que as condutas impactaram no resultado eleitoral.

O documento da Procuradoria não se debruça sobre a efetividade ou qualidade da política pública, mas, sim, nas supostas irregularidades na implementação.

“É fácil perceber que houve verdadeiro atropelo nas etapas orçamentárias de execução da despesa (empenho, liquidação e pagamento) para culminar no pagamento (execução financeira) dos benefícios, tudo com o fim de fazer transparecer que o programa “Bolsa Escola 10″ teria execução orçamentária em 2021”, diz trecho do parecer.

A lei que criou o programa é de 10 de dezembro de 2021. Para que ele estivesse em execução neste mesmo ano, e assim configurasse ação já em andamento, o governo de Alagoas acelerou os pagamentos a alunos. As transferências ocorreram entre os dias 24 e 30 de dezembro, em valor total de R$ 18 milhões.

A investigação aponta, no entanto, que houve burla às previsões legais para liberação de recursos. Não houve empenho em alguns dos pagamentos e todos não passaram pelas fases de liquidação e ordem de pagamentos.

Há também empenhos, que são a primeira fase da execução orçamentária, anteriores a seu respectivo processo administrativo. “Vê-se claramente que o governo do estado de Alagoas lançou mão de expedientes administrativos irregulares com o fim principal de afastar a incidência da conduta vedada”, diz o parecer.

Além disso, é apontado que o governo alterou, sem previsão legal anterior, o escopo do programa. Ampliou-se para todos os alunos de ensino médio, embora a lei previa que só estudantes em situação de vulnerabilidade deveriam ser atendidos —posteriormente, a legislação foi atualizada para que o programa se tornasse universal.

“Para o Ministério Público Eleitoral, portanto, a partir do que consta nos autos, restou plenamente configurada a conduta vedada”, diz o texto, “uma vez que Renan Filho, enquanto governador de Alagoas, permitiu o uso promocional do programa social em benefício de pré-candidatos, bem como Paulo Dantas e Rafael Brito autorizaram/fizeram uso promocional em favor de suas próprias candidaturas, da distribuição de incentivos financeiros aos alunos da rede pública estadual de ensino em ano eleitoral.”

Em nota, Renan Filho, Paulo Dantas e Rafael Brito argumentam que o Escola 10 não pode ser configurado como iniciativa de “distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública”.

Segundo nota do governador de Alagoas e do deputado Rafael Brito, “o programa estabelece contrapartidas que devem ser cumpridas pelos estudantes para terem direito ao recebimento” dos valores previsto pela política.

“O programa Escola 10 é uma política de Estado de enfrentamento à evasão escolar, com condicionantes de desempenho. Portanto, não se trata de um programa de doação”, diz nota de Renan Filho.

O Ministério Público Eleitoral em Alagoas, por sua vez, entende que o programa exige o cumprimento de requisitos, como frequência escolar, e isso não poderia ser entendido como contrapartidas.

O projeto de Alagoas prevê aos jovens que retornam à escola um pagamento de R$ 500, contanto que estejam com o ciclo vacinal completo. Além disso, há uma bolsa mensal de R$ 100 caso haja frequência mínima de 90% nas aulas e premiação de R$ 2.000 aos concluintes.

A política foi uma das que inspiraram o governo Lula a criar o Pé-de-Meia, que também prevê bolsas e poupança para alunos do ensino médio. É uma das principais aposta da gestão na área da educação.

Renan Filho também é alvo de outra iniciativa do Ministério Público, que já pediu cassação de seu diploma. Conforme o documento enviado ao TRE alagoano, Renan foi beneficiado pelo uso indevido da máquina pública nas eleições de 2022 por intermédio do programa do governo estadual Pacto Contra a Fome, de distribuição de cestas básicas.

Paulo Saldaña e Renato Machado, Folhapress

Saiba quais são os tipos de corrupção, penas previstas e como denunciar

 Foto: Divulgação

Polícia Federal02 de maio de 2024 | 07:31

Saiba quais são os tipos de corrupção, penas previstas e como denunciar

BRASIL

A corrupção é uma das principais questões políticas do Brasil e do mundo. O tema é recorrente em debates e no noticiário e tipificado como um crime perante o Código Penal.

O assunto também costuma constar na lista das principais preocupações dos brasileiros nas pesquisas de opinião.

Em levantamento do Datafolha divulgado em dezembro, por exemplo, foi citada como a principal questão por 8% dos entrevistados. Esse índice chegou a 37% em 2017, auge da repercussão da Operação Lava Jato, a mais conhecida ação anticorrupção do país, hoje alvo de muitas críticas.

Saiba quais são os tipos de corrupção, penas previstas e como denunciar:

QUAIS OS TIPOS DE CORRUPÇÃO?
Corrupção ativa
É a modalidade de crime cometida por pessoa que não é funcionária pública. Esse tipo de corrupção é o simples ato de oferecer a um servidor uma vantagem em troca de um benefício pessoal.

O Código Penal brasileiro diz que corrupção ativa é “oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício”.

Um exemplo é oferecer dinheiro a um guarda de trânsito para que ele não aplique uma multa.

Corrupção passiva
É um crime praticado por um funcionário público contra a administração pública. O ato de oferecer uma vantagem em troca de benefício já configura crime.

Segundo o Código Penal, corrupção passiva é “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”.

Por exemplo, um juiz que dá um habeas corpus para um traficante porque recebeu dinheiro.

Há um tipo penal específico chamado prevaricação. Quando o agente público retarda ou deixa de praticar algum ato para satisfazer o interesse próprio ou por violação de algum dever funcional que ele tenha. Exemplos são casos de policiais ou fiscais que não tomam providência diante de uma irregularidade para proteger determinada pessoa.

Peculato
Configura crime de peculato quando um funcionário público se apropria de um bem que recebeu em razão da função.

Por exemplo, quando um servidor tem acesso a um computador por causa da sua função, se apropria dele e não devolve para a administração pública.

A pena é mais branda para os casos culposos, ou seja, quando o servidor público não teve intenção de cometer o crime ou para os casos onde o servidor incorre em erro de outra pessoa.

Concussão
De acordo com o Código Penal, é o ato de “exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”.

O crime pode ser confundido com o de corrupção passiva. No entanto, é diferente por ser um ato de “exigir”, enquanto, o primeiro é de “solicitar” ou “receber”.

QUAL A PENA PREVISTA PARA CASOS DE CORRUPÇÃO?
Crimes de corrupção ativa, passiva, peculato ou concussão, a pena é de 2 a 12 anos de prisão. No caso da prevaricação, a pena é mais branda, com reclusão de 3 meses a 1 ano.

Por se tratar de crimes que envolvem questão patrimonial, o Código Penal estabelece, além da pena privativa de liberdade, a aplicação de uma multa.

COMO DENUNCIAR CORRUPÇÃO?
Existem vários caminhos para denunciar um caso de corrupção. Um deles é por meio do órgão público responsável. O cidadão pode denunciar um ato de que foi testemunha ou vítima. Toda administração tem uma controladoria ou ouvidoria que tem por função receber denúncias.

O Ministério Público do Estado de São Paulo, por exemplo, tem um serviço de atendimento ao cidadão por onde qualquer pessoa pode fazer a denúncia, anônima ou não, no site da instituição.

A denúncia também pode ser feita na polícia por meio de um boletim de ocorrência.

ALGUNS DOS CASOS MAIS CONHECIDOS DE CORRUPÇÃO DO PAÍS
2004 – Banestado
Em 2004, com base em uma investigação da Polícia Federal, uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) apurou as responsabilidades sobre a evasão de divisas do Brasil. A suspeita tratava da movimentação para o exterior de um montante que somava US$ 30 bilhões, entre 1996 e 1997.

O principal destino do dinheiro no exterior era a agência do Banestado (Banco do Estado do Paraná) em Nova York.

Segundo a PF, um grupo de doleiros operava diversas contas no Banestado em Nova York, de onde movimentavam dinheiro para outros bancos nos EUA. De lá, eles reenviaram a paraísos fiscais.

Além de suspeita de lavagem dinheiro e ligações com o tráfico, o relatório da PF apontou, à época, o envolvimento de políticos e familiares de políticos no esquema.

2005 – Mensalão
O mensalão foi um esquema ilegal de financiamento político em troca de apoio parlamentar no primeiro mandato de Lula (2003-2006). O esquema foi revelado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) em entrevista à Folha.

À reportagem Roberto Jefferson disse que congressistas aliados recebiam uma espécie de mesada em troca de apoio a votações de interesse do Executivo.

Esse foi o principal caso de corrupção do primeiro mandato do petista e até hoje uma fonte de desgaste para o partido. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal condenou 25 pessoas no caso, como ex-parlamentares, banqueiros e operadores.

2007 – Mensalão tucano

A denúncia oferecida em 2007 contra 15 pessoas apontou um esquema de desvio de dinheiro de estatais para financiar a campanha de reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998.

À época, a Procuradoria-Geral da República acusou o tucano de desviar R$ 3,5 milhões de empresas estatais de Minas (Copasa, Comig e Bemge) para sua fracassada campanha à reeleição.

A denúncia foi aceita pelo STF dois anos mais tarde. Azeredo foi condenado e chegou a passar um ano e meio preso, entre 2018 e 2019. Posteriormente, a sentença foi revertida.

2014 – Petrolão
As investigações da Operação Lava Jato começaram com uma rede de doleiros que operava no Paraná, ligados a Alberto Youssef. A apuração avançou na sequência para a Petrobras, e se descobriu que diretores e funcionários da Petrobras cobravam propina de empreiteiras e fornecedores para facilitar seus negócios com a estatal.

Os contratos dessas empresas com a Petrobras eram superfaturados para permitir o desvio de dinheiro dos cofres da estatal para os beneficiários do esquema.

Os recursos beneficiavam também partidos responsáveis pela indicação dos diretores da Petrobras que colaboravam com o esquema, além de candidaturas desses grupos políticos.

Dez anos depois da deflagração de sua primeira fase, a operação permanece no debate político do país, com desdobramentos ainda em andamento no Judiciário e discussões sobre medidas tomadas no auge das investigações.

Priscila Camazano/FolhapressPoliticaLivre

Lula sanciona lei que altera tabela do Imposto de Renda e promete isenção para ganhos de até R$ 5 mil

Quarta-Feira, 01/05/2024 - 20h00

Por Redação

Lula sanciona lei que altera tabela do Imposto de Renda e promete isenção para ganhos de até R$ 5 mil
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Durante um ato com trabalhadores na zona leste de São Paulo, nesta quarta-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Projeto de Lei nº 81/2024, que altera a tabela do Imposto de Renda, elevando a isenção para quem recebe até dois salários mínimos por mês. Ele reiterou sua promessa de, até o término de seu mandato em 2026, conceder isenção do imposto de renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil mensais. As informações são da Agência Brasil.

 

“Esse país vai tratar com muito respeito 203 milhões de homens e mulheres que moram nesse país. A economia brasileira já voltou a crescer, o salário já voltou a crescer, o imposto de renda eu prometi para vocês que até o final do meu mandato, até R$ 5 mil as pessoas não pagarão imposto de renda. E estou dizendo para vocês a palavra continua em pé”, disse Lula, destacando a articulação dos seus ministros com o Congresso Nacional na aprovação de medidas de interesse do governo.

 

“Foi assim que nós fizemos, pela primeira vez no momento de democracia, a reforma tributária em que a gente vai despenalizar a pessoa de classe média que paga muito e fazer com que o muito rico pague um pouco do Imposto de Renda nesse país porque só o pobre é que paga. Nessa proposta de Imposto de Renda todo o alimento da cesta básica será desonerado e não terá Imposto de Renda sobre comida do povo trabalhador desse país”, acrescentou.

 

Durante o mesmo evento, Lula também assinou o decreto de promulgação da Convenção e Recomendação sobre o Trabalho Decente para as Trabalhadoras e os Trabalhadores Domésticos.

Bancada evangélica reage a proibição de conversão religiosa em prisões


Por Redação

Bancada evangélica reage a proibição de conversão religiosa em prisões
Foto: Divulgação / Universal

A recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) de proibir a conversão religiosa de detentos virou alvo da bancada evangélica. A decisão do colegiado vinculado ao Ministério da Justiça foi publicada na última segunda-feira (29).

 

A bancada evangélica estuda publicar um comunicado acusando o colegiado de “perseguição religiosa”. Em outra frente, a Comissão de Segurança da Câmara avalia convidar o presidente do conselho para explicar o que, na visão de deputados, seria uma “restrição à liberdade religiosa”.

 

Segundo publicação do Metrópoles, o CNPCP recomendou que as autoridades do sistema prisional assegurem que não aconteça “proselitismo religioso” de qualquer crença. A norma vedou a tentativa de conversão do detento a uma religião diferente da que ele professa.

 

O deputado Junio Amaral, do PL de Minas Gerais, propôs, nesta terça-feira (30), convidar o presidente do CNPCP, Douglas Martins, após uma articulação dos próprios conselheiros. Integrantes do conselho alegaram que a proibição da conversão de detentos foi apresentada de última hora e não foi debatida o suficiente.

Rogeristas festejam puxão de orelha de Lula em Márcio Macêdo

 em 2 maio, 2024 8:15

Adiberto de Souza

Nunca na história do PT sergipano os petistas foram tão contra os petistas quanto agora. Divididos entre os adeptos do senador Rogério Carvalho e do ministro Márcio Macêdo, os vermelhinhos vivem se digladiando, torcendo pelo fracasso uns dos outros. Agora mesmo, os aliados do senador estão comemorando, à boca miúda, o chupa de peito que o presidente Lula da Silva (PT) deu em Márcio durante as comemorações do 1º de Maio, em São Paulo. O “Barba” se queixou da pouca frequência de trabalhadores no evento e prometeu tomar providências contra o ministro a quem, segundo ele, caberia se articular com as centrais sindicais para atrair um grande público. Desde que o puxão de orelhas se propagou na chamada grande imprensa que os rogeristas distribuem pelas redes sociais links da notícia. Por sua vez, os macêdistas saíram em defesa do aliado, chamando de aves agourentas os propagadores da bronca pública no ministro. Nem precisa dizer que os adversários do PT estão vibrando com essas permanentes escaramuças entre os seguidores das duas lideranças petistas, pois sabem que desunido o Partido dos Trabalhadores não chegará a lugar algum. Aliás, essa desastrosa troca de farpas entre aliados de Lula aqui em Sergipe deve naufragar o projeto do PT de conquistar a Prefeitura de Aracaju nas eleições deste ano. Misericórdia!

Ficou pra depois

A Petrobras anunciou um novo adiamento para o início da vigência do contrato com a petroquímica Unigel visando fornecer gás natural às Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados de Laranjeiras e Camaçari. Segundo publicou a coluna de Lauro Jardim, do jornal “O Globo”, o adiamento ocorreu após a área técnica do Tribunal de Contas da União recomendar a suspensão do contrato, citando riscos de prejuízo significativo para a estatal. As duas Fafens dependem desse acordo para produzir amônia e ureia. Crendeuspai!

Troca de posições

O mundo dá voltas e a política muito mais. Em 2022, os candidatos a governador, deputado e senador viviam mendigando apoio aos prefeitos e vereadores. Agora, são estes que estão bajulando aqueles. Portanto, até as eleições de outubro, o governador, parlamentares estaduais e federais serão tratados a pão de ló pelos prefeitos e vereadores candidatos à reeleição. Passado o pleito municipal, o jogo vira e, novamente, o governador, deputados e senadores voltarão a bater nas portas de seus hoje bajuladores visando lhes pedir apoio político para as eleições de 2026. Aff Maria!

Lero-lero partidário

O PSDB, o PDT e o União Brasil estão exibindo propaganda partidária no rádio e na televisão. Hoje e no próximo sábado, o PDT terá quatro minutos e meio para vender seu peixe, enquanto o União terá 30 segundo nesta quinta e o mesmo tempo no sábado para fazer propaganda. O PSDB teve direito a quatro minutos na última terça-feira para elogiar as ações dos tucanos. Cabe ao cidadão desinteressado nesse lero-lero, desligar o rádio e a TV. Home vôte!

Tudo azul

E Valmir de Francisquinho (PL) aproveitou o feriadão de 1º de Maio para lançar sua pré-candidatura a prefeito de Itabaiana. O homem chegou ao evento nos braços de dois aliados, que o conduziram até o concorrido palco. Entre os presentes na festança política se destacaram o prefeito itabaianense Adailton Sousa, o ex-senador Eduardo Amorim, a pré-candidata a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, deputados, vereadores e outros menos votados. Como era de se esperar, a cor predominante no evento foi o azul, usada por Francisquinho há várias campanhas. Então, tá!

Maria Feliciana

A Assembleia aprovou um Projeto de Lei oficializando o nome de Maria Feliciana no Edifício Estado de Sergipe, localizado no centro de Aracaju. De autoria do deputado Garibalde Mendonça (PDT), a propositura foi aprovada por unanimidade na última terça-feira. O legislativo presta uma grande homenagem à “Rainha da Altura”, que morreu no último sábado, aos 77 anos. Os sergipanos apelidaram o edifício com 28 andares de Maria Feliciana, que tinha 2,25 metros e era a mulher mais alta do Brasil. Agora, o nome dela no prédio deixou de ser um apelido carinhoso para se tornar oficial. Supimpa!

Barco de fogo

O deputado federal Nitinho Vitale (PSD) apresentou um Projeto de Lei reconhecendo o Barco de Fogo de Estância como patrimônio nacional, histórico e cultural do Brasil. Segundo ele, o objetivo da propositura é ampliar a visibilidade e aumentar o interesse externo por essa manifestação cultural genuinamente sergipana, criada na década de 30 e presente nos festejos juninos do estado. A confecção do barco de fogo se dá de forma artesanal, em barracões dos fogueteiros, que deram origem a apresentação. Ah, bom!

Lei desrespeitada

Alguém já disse que lei é como vacina, umas pegam, outras não. Uma dessas leis desrespeitadas em Sergipe é a que obriga as casas comerciais especializadas em refeições rápidas a afixarem tabela em local visível informando os índices nutricionais e calóricos dos sanduíches. De autoria do ex-deputado estadual Gilson Andrade (PTC) – atual prefeito de Estância – o projeto neste sentido foi aprovado pela Assembleia há vários anos. Só que quase nenhum restaurante respeita a lei e ninguém exige o seu cumprimento. Assim também já é demais também!

Patinho feio

Sergipe apareceu como patinho feito no levantamento sobre geração de empregos com carteira assinada divulgado pelo Novo Caged do Ministério do Trabalho. Em março passado, Sergipe teve um saldo negativo de -1.875 empregos, ficando entre os três estados com o menor saldo de geração de empregos no país. Os outros dois são Alagoas (-9.589 postos) e Paraíba: (+263 postos). Essa triste informação foi divulgada dias após Sergipe figurar em 1º lugar no ranking da fome do país. Estes são resultados de um governo que, segundo o deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania), “faz muita espuma e pouco chopp”. Só Jesus na causa!

Grana pra campanha

Sugestão aos pré-candidatos que não sabem como conseguir dinheiro para gastar na campanha eleitoral deste ano: peguem R$ 5,00 e façam uma fezinha na Mega-Sena desta quinta-feira. A loteria está acumulada, devendo pagar R$ 28 milhões a quem acertar sozinho as seis dezenas sorteadas. De uma coisa podem ficar certo: para alguns pré-candidatos a prefeito e a vereador, é mais fácil ganhar a bolada da Mega-Sena do que conseguir os votos suficientes para se elegerem nas eleições de outubro. Cruz, credo!

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