sábado, novembro 19, 2022

18 EUA aprovam nova droga contra diabetes que pode revolucionar combate à doença




Um medicamento imunoterápico "revolucionário" que comprovadamente retarda o desenvolvimento do diabetes tipo 1 foi aprovado pelos órgãos reguladores nos EUA.

Por Smitha Mundasad

Especialistas dizem que o teplizumab marca uma "nova era" no tratamento dos pacientes, combatendo pela primeira vez a causa da doença, e não apenas os sintomas.

A droga funciona por meio da reprogramação do sistema imunológico para o impedir de atacar erroneamente as células pancreáticas que produzem insulina.

É provável que esta decisão abra caminho para aprovação do medicamento em outros países.

Cerca de 8,7 milhões de pessoas têm diabetes tipo 1 em todo o mundo.

'Tirando o fardo'

No diabetes tipo 1, o sistema imunológico (que normalmente combate bactérias e vírus) ataca por engano as células-chave do pâncreas que produzem insulina.

A insulina é um hormônio crucial, ajudando o corpo a usar a glicose como energia, e a maioria dos tratamentos atuais se concentra nos pacientes verificarem seus níveis de açúcar no sangue e tomarem insulina — por injeção ou infusão — todos os dias.

Em 2019, um teste mostrou que o medicamento atrasou o desenvolvimento da doença por uma média de dois anos em algumas pessoas do grupo de alto risco da condição.

Especialistas dizem que esse atraso pode ser muito significativo, sobretudo para os jovens que não precisariam tomar insulina diariamente ou monitorar seu nível de glicose com tanta intensidade por esse período de tempo.

Eles sugerem que as pessoas também podem passar mais anos com seus níveis de açúcar no sangue em um patamar saudável, oferecendo mais tempo para se protegerem das complicações de níveis elevados de açúcar no sangue, como doenças renais ou oculares.

O filho de Beth Baldwin, Peter, morreu após sofrer uma cetoacidose diabética em 2014. Ele tinha diabetes tipo 1 não diagnosticada, e seu corpo estava entrando em colapso. Ele tinha apenas 13 anos.

"Uma droga como essa seria transformadora", diz Beth.

"Você não consegue impedir que as pessoas tenham diabetes tipo 1 por enquanto. Mas retardar o início... seria fenomenal — especialmente para crianças."

"Significa três anos sem ter que gerenciar intensivamente a condição, e pode atrasá-la o suficiente para que mais pesquisas sejam realizadas."

"É um grande avanço."

Beth agora trabalha com a instituição beneficente JDRF UK para aumentar a conscientização sobre os sinais de diabetes tipo 1, incluindo sentir muita sede, urinar mais do que o normal, sentir muito cansaço e perder peso sem tentar.

Rachel Connor, da JDRF UK, que financiou parcialmente o estudo, afirmou que "é um divisor de águas. Para mim, é o início de uma nova era para o tratamento de diabetes tipo 1".

"É a primeira vez que conseguimos chegar à raíz de por que a condição se desenvolve, e ajudar a mudar o processo, então não estamos mais apenas tratando os sintomas."

"Uma vez que podemos fazer isso, podemos encontrar outras maneiras de fazer isso melhor e por mais tempo."

O que é diabetes?

Diabetes é uma condição crônica que faz com que o nível de glicose no sangue de uma pessoa fique muito alto.

Existem dois tipos principais:

- Tipo 1: em que o sistema imunológico do corpo ataca e destrói as células que produzem insulina.

- Tipo 2: em que o corpo não produz insulina suficiente ou as células do corpo não reagem à insulina.

O diabetes tipo 2 é muito mais comum do que o tipo 1.

BBC Brasil

Cientista é acusado de alterar dados e distorcer estudo sobre cloroquina




Didier Raoult, médico e microbiologista

Estudos foram feitos com 16 participantes e ao menos quatro tiveram os dados distorcidos. Médico não se pronunciou sobre as acusações

Por Vinícius Prates

O médico e microbiologista francês Didier Raoult está sendo acusado de alterar dados de quatros pacientes e distorcer um estudo sobre o uso da hidroxicloroquina como tratamento para a COVID-19. O remédio, sem eficácia comprovada para o tratamento da doença, foi defendido pelo especialista. A informação foi publicada no jornal francês L'Indépendant, nessa quinta-feira (17/11).

A constatação de fraude foi dada com base em documentos inéditos publicados pelo programa francês Complément d'Enquête. De acordo com os dados obtidos, o estudo do especialista se baseava em parte de dados errados ou mal transcritos. 

"O professor Raoult se baseou em um estudo encomendado por suas equipes para afirmar que a hidroxicloroquina era a resposta para a COVID-19. O que nenhum outro estudo publicado no mundo desde então confirmou", escreveu o jornal francês.

Ainda segundo o documento, pelos menos quatro pacientes em 16 participantes tiveram os resultados de tratamento distorcidos.

"O programa também pediu aos cientistas que refizessem o estudo com base em dados reais e, sem surpresa, estes últimos não podem concluir sobre a eficácia do tratamento", escreveu o Complément d'Enquête. 

De acordo com o jornal, o Complément d'Enquête tentou entrar em contato com o especialista, porém, o médico não se manifestou.

AFP / Estado de Minas

O silêncio é de ouro




Bolsonaro completou 17 dias sem compromissos externos desde que perdeu a eleição presidencial. Mais ainda, abandonou a rotina frenética de comunicação. 

Por Natália Lázaro (foto)

Jair Bolsonaro completou, nesta quinta-feira (17), 17 dias sem compromissos externos desde que perdeu a eleição para Lula, do PT. Nesse período, sua agenda oficial registrou quatro audiências com Renato de Lima França, o Subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência, e com Célio Faria Júnior, da Secretaria de Governo. Também ficaram anotadas duas reuniões com o Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira; com Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU); e com Bruno Bianco, da Advocacia Geral da União. Além desses auxiliares próximos, ele se encontrou com alguns políticos, como o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), e o vice-líder do Progressistas no Senado Federal, Luis Carlos Heinze (PP/RS). A reclusão, em parte, pode ser explicada pelo fato de Bolsonaro ter sido acometido por uma erisipela nas pernas. Mais surpreendente é o silêncio do político. Durante o seu mandato, ele produziu polêmicas em sequência, postou incansavelmente nas redes sociais e tornou a live semanal no YouTube um ritual quase sagrado. A interrupção dessa rotina frenética de comunicação, que conduziu o país a diversas crises, mostra como foi duro para Bolsonaro tornar-se o único mandatário a não alcançar a reeleição no período pós-redemocratização. Quem trabalha perto dele, diz que ele tem demonstrado uma certa apatia e que os silêncios se repetem também dentro do Palácio da Alvorada.

Durante o mês de novembro, Bolsonaro falou apenas duas vezes em público. A primeira, 48 horas depois de ter saído o resultado das urnas. Antes de fazer um pronunciamento em que não reconheceu a derrota, ele procurou as Forças Militares e indagou sobre a possibilidade de ir à Justiça contra o resultado. Consultou-se, além disso, com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio de Oliveira, com o ministro da Segurança-Pública, Anderson Torres e com o advogado-geral Bruno Bianco. A segunda fala aconteceu no dia seguinte. Nesse momento, caminhoneiros bolsonaristas que protestavam contra a vitória de Lula já fechavam rodovias por todo o país havia quase três dias. Como os piquetes ameaçavam provocar desabastecimento em alguns estados, além de atrapalhar a vida de muita gente, Bolsonaro gravou um vídeo pedindo que eles desbloqueassem as estradas.

Os piquetes de caminhoneiros não foram a única reação ao resultado das eleições. Há quinze dias, eleitores de direita mantém acampamentos em frente aos quartéis das Forças Armadas de diversas cidades. Eles pedem uma intervenção dos militares, que impeça a posse de Lula e mantenha Bolsonaro no poder até a realização de novas eleições, em data incerta. Sobre essas vigílias, o presidente não disse nada.

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito e convocou todas as forças policiais para investigar a organização e estrutura dos acampamentos. Já surgiram indícios de que existe uma “organização piramidal” por trás delas. Os cidadãos comuns são convocados por líderes locais, que respondem a organizadores maiores, como grandes empresários, em especial dos do agronegócio. Entre os nomes encontrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), está Emilio Dalçoquio, empresário de Santa Catarina e amigo pessoal de Bolsonaro.

Para a oposição, no topo da pirâmide há membros do governo fazendo contato discreto com os líderes, trocando informações sobre as mobilizações e estabelecendo regras e limites para os atos. Uma dessas regras seria não mencionar Bolsonaro nas manifestações, com o intuito de blindá-lo. De fato, não são vistas nas ruas faixas ou cartazes com o nome do presidente. Segundo os manifestantes, isso demonstra que o inconformismo não se restringe ao resultado da eleição e está voltado para “o sistema como um todo”.

Também no Palácio do Planalto o assunto da eleição ainda não morreu. Como revelou O Antagonista nesta semana, uma consultoria contratada pelo PL para auditar as urnas produziu um relatório afirmando que modelos mais antigos do equipamento têm uma fragilidade grave, que tornaria inválidos milhões de votos. Seria causa suficiente para anular as eleições. A direção do partido de Bolsonaro diz que o relatório não é válido e que só em dezembro será apresentada a sua versão definitiva. Mas não se pode descartar neste momento a hipótese de que mais uma contestação da votação seja encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes do final do ano.

Outras ideias com chances nulas de sucesso têm sido levadas a Bolsonaro, como um novo pedido de impugnação da candidatura de Lula devido às acusações na Lava Jato. Aliados mais sensatos, no entanto, dizem que está na hora de aceitar o resultado das urnas e deixar o país seguir seu rumo. Essa seria a melhor maneira de o presidente manter sua influência nos próximos anos, valendo-se do fato de que sua distância em relação a Lula foi de apenas dois milhões de votos. Bolsonaro, que ajudou o PL a eleger a maior bancada na Câmara, deve receber o cargo de Conselheiro Nacional do partido. Seus gastos seriam bancados pela legenda a partir de 2023, incluindo moradia e advogados.

Dezembro dirá se o presidente vai ser fiel ao seu estilo até o último instante, e buscar mais um confronto, ou se ele vai optar por uma saída discreta. Enquanto isso, o silêncio é de ouro.

Revista Crusoé

O discurso de Lula na COP 27




O presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva não teve um bom começo no cenário internacional, ao discursar, na COP 27.

Por Ney Lopes (foto)

Certamente, a opinião será contestada pelos seus seguidores, que formaram, em parte, uma “claque” para aplaudi-lo, na sala onde ele falou durante o evento.

Aquela seria uma oportunidade do eleito mostrar altivez, esquecer primarismos políticos e evidenciar ao mundo que o Brasil terá uma política ambiental soberana e independente.

Assim não aconteceu.

O presidente usou a COP 27 para repetir o seu “discurso de campanha” ao afirmar que “infelizmente, desde 2019, o Brasil enfrenta um governo desastroso em todos os sentidos – no combate ao desemprego e às desigualdades, na luta contra a pobreza e a fome, no descaso com uma pandemia que matou 700 mil brasileiros, no desrespeito aos direitos humanos, na sua política externa que isolou o país do resto do mundo, e também na devastação do meio ambiente”.

O presidente eleito chegou a citar que o Brasil estava dividido pela propagação em massa de fake News e discursos de ódio, como se isto interessasse ao meio ambiente.

Um fórum internacional como a COP 27 não é local para lavar “roupa suja” da política interna dos países.

O objetivo é buscar alternativas globais que assegurem uma vida saudável no planeta.

Embora tenha se referido “an passant” às promessas de liberação de recursos pelos países ricos para ajudarem em políticas ambientais, o eleito perdeu a oportunidade de cobrar com ênfase o cumprimento desses acordos.

Esse ponto teria repercussão na execução de metas ambientais a que se propõem na Amazônia.

Entretanto, preferiu agradar as grandes potencias, cedendo em tudo que elas reivindicam, como se nada existisse de positivo na política ambiental do nosso país.

É um absurdo prometer o desmatamento “zero” na Amazônia.

Pode agradar o agronegócio americano pela redução da nossa área agricultável e aumento de mercado para eles.

O nosso Código Florestal, exemplo para o mundo, prevê 80% de preservação e 20% de exploração, que é uma medida justa.

O combate ao desmatamento ilegal deve ser feito.

Ninguém contesta isto.

Outro ponto praticamente esquecido pelo presidente eleito foi a exaltação ao nosso agronegócio, setor que é exemplo de eficiência.

Lula prometeu apoiar, porém percebe-se que ele ainda tem o sotaque de rejeição, quando chamou parte do setor de fascista e direitista e afirmou que limitaria a exportação de carne.

Próximo às eleições, no entanto, amenizou o tom.

O presidente eleito repetiu que “O mundo sente saudade do Brasil”.

Porém, a saudade do Brasil é simbolizada por gestos como de Joaquim Nabuco o nosso grande diplomata e político –defensor da libertação dos escravos ainda no Império.

Enquanto os Estados Unidos simpatizavam com a escravatura, Nabuco não cedeu, nem demonstrou ingenuidade ou subserviência ao grande país do Norte.

Apelou para negociações, que resultaram positivas.

O mesmo deve acontecer na atualidade, em matéria de meio ambiente.

Infelizmente, o discurso de Lula na CPO 27 não teve essa altivez.

Preferiu combater o seu adversário interno e concordar com as pressões externas.

Preocupante!

*Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal; ex-presidente do Parlamento Latino Americano; ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal; procurador federal 

Diário do Poder

Moraes manda bloquear contas de suspeitos de atuar em atos antidemocráticos


BRASÍLIA, DF (UOL/FOLHAPRESS) - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou bloquear contas bancárias ligadas a 43 pessoas e empresas suspeitas de envolvimento com atos antidemocráticos realizados em algumas cidades do país questionando o resultado das eleições.

A decisão, de sábado (12), está sob sigilo. A Polícia Federal terá dez dias para tomar o depoimento dos alvos e indicar as as diligências que entender necessárias.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) cobram as Forças Armadas para que promovam um golpe que impeça a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro teve uma inédita derrota para um presidente que disputava a reeleição no país.

Na decisão, Moraes diz que não há dúvidas de que os movimentos reivindicatórios de empregadores e trabalhadores, seja por meio de greves, reuniões e passeatas, não podem obstar o exercício, por parte do restante da sociedade, dos demais direitos fundamentais.

Ele acrescentou que é "claramente abusivo" o exercício desses direitos que impeçam o livre acesso das demais pessoas aos aeroportos, rodovias e hospitais, por exemplo, "em flagrante desrespeito à liberdade constitucional de locomoção (ir e vir), colocando em risco a harmonia, a segurança e a saúde pública".

Moraes disse que informações prestadas pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) deram conta de que empresários estariam financiando os atos antidemocráticos sob análise, com o fornecimento de infraestrutura completa (refeições, banheiros, barracas, etc) para a manutenção do abuso do direito de reunião, além do fornecimento de diversos caminhões para o reforço da manifestação criminosa.

"O potencial danoso das manifestações ilícitas fica absolutamente potencializado considerada a condição financeira dos empresários apontados como envolvidos nos fatos, eis que possuem vultosas quantias de dinheiro, enquanto pessoas naturais, e comandam empresas de grande porte, que contam com milhares de empregados, sujeitos às políticas de trabalho por elas implementadas", escreveu o ministro.

Moraes também afirma que o comportamento inautêntico e coordenado de caminhões para Brasília "para ilícita reunião nos arredores do quartel-general do Exército, com fins de rompimento da ordem constitucional, inclusive com pedidos de intervenção federal, mediante interpretação absurda do artigo 142 da Constituição Federal pode configurar crime de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito (artigo 359 do Código Penal)".

Desde a eleição de Lula, apoiadores do presidente Bolsonaro contrários ao resultado do pleito vêm citando o artigo 142 da Constituição para pedir que o Exército promova uma intervenção militar ou intervenção federal, o que configuraria um golpe de Estado.

YAHOO

O texto, porém, não prevê que as Forças Armadas possam ser usadas para rejeitar o resultado da eleição, como prerrogativa de um golpe, nem atuar sem a autorização dos Poderes.

O diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, entrou de férias nesta quarta (16), após o MPF (Ministério Público Federal) do Rio pedir seu afastamento por 90 dias.

A entidade argumenta que ele fez uso indevido do cargo. No pedido, o órgão lista episódios durante a campanha eleitoral em que Silvinei pediu votos irregularmente para Bolsonaro, derrotado por Lula no segundo turno das eleições.

A PRF não informou quanto tempo Vasques ficará fora da função.

Também na quarta, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Rosa Weber, afirmou que a liberdade de expressão não "abriga agressões e manifestações que incitem ao ódio e à violência, inclusive moral".

A fala de Rosa ocorre pouco após episódios em que ministros do STF foram hostilizados por manifestantes bolsonaristas em Nova York. Cinco integrantes do tribunal participaram na cidade americana de um evento promovido pelo Lide, grupo da família do ex-governador paulista João Doria.

O grupo de bolsonaristas realizou atos em frente ao hotel onde estavam os ministros e nas proximidades do local do evento. Os magistrados foram xingados e precisaram de escolta.

O principal alvo dos bolsonaristas foi Moraes, que também preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mas também foram hostilizados os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso.

O Banco Rodobens disse em nota que foi "surpreendido ao verificar que consta em tal relação" e que ainda não teve acesso aos autos, mas que não teve qualquer participação nos atos.

O administrador do Berrante de Ouro, que se identificou apenas como Cristiano, afirmou que os advogados da empresa já estão recorrendo da decisão de Moraes e que demais manifestações serão feitas nos autos do processo. "Nossas manifestações são legais e não estamos impedindo o direito de ir e vir de ninguém."

Josênia de Rossi, administradora da Kadre Artefatos De Concreto E Construção, disse que a empresa pretende recorrer da decisão.

A reportagem tenta contato com os demais citados e, caso haja resposta, o texto será atualizado.

*

QUAIS SÃO OS ALVO DE BLOQUEIOS DE CONTAS BANCÁRIAS POR MORAES

- Agritex Comercial Agricola

- Agrosyn Comercio e Rep. de Insumos Agric

- Airton Willers

- Alexandro Lermen

- Argino Bedin

- Arraia Transportes

- Assis Claudio Tirloni

- Banco Rodobens S.A

- Berrante de Ouro Transportes

- Cairo Garcia Pereira

- Carrocerias Nova Prata Ltda

- Castro Mendes Fabrica de Peças Agrícolas

- Ceramica Nova Bela Vista Ltda

- Comando Diesel Transp e Logística

- Dalila Lermen Eireli

- Diomar Pedrassani

- Drelafe Transportes de Carga

- Edilson Antonio Piaia

- Fermap Transportes Ltda

- Fuhr Transportes Eireli

- Gape Serviços de Transportes

- J R Novello

- Kadre Artefatos de Concreto e Construção

- KNC Materiais de Construção

- Leonardo Antonio Navarini & CIA Ltda

- LLG Transportadora

- M R Rodo Iguaçu Transportes Eireli

- Muriana Transportes Ltda

- MZ Transportes de Cargas Ltda

- P A Rezende e Cia Ltda

- Potrich Transportes

- Rafael Bedin

- Roberta Bedin

- Sergio Bedin

- Sinar Costa Beber

- Sipal Industria e Comercio Ltda

- Tirloni E Tirloni Ltda-Me

- Transportadora Adrij Ltda Me

- Transportadora Chico Ltda

- Transportadora Lermen Ltda - Epp

- Transportadora Rovaris

- Trr Rio Bonito T. R. R. Petr. Ltda

- Vape Transportes Ltda 

CNJ pune juiz do trabalho por 'negligência' e 'morosidade'

sexta-feira, 18/11/2022 - 17h20

por Redação

Imagem sobre CNJ pune juiz do trabalho por 'negligência' e 'morosidade'
Foto: Divulgação

Um juiz do trabalho foi penalizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com pena de censura por ser “negligente” e “moroso” no exercício do cargo. Segundo o CNJ, o juiz não atuou com o devido compromisso no desempenho dos seus deveres funcionais, ante a morosidade na prestação jurisdicional, o elevado acervo de processos pendentes de julgamento. 


Segundo o CNJ, o juiz Eduardo Nuyens Hourneaux já foi penalizado pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), por manter o acervo acima da média e demorar na prolação de decisões e sentenças. À época, ele alegou que enfrentava problemas pessoais que acabaram impactando sua atuação como magistrado na 3ª Vara de Trabalho de Santos.

 

O processo foi relatado pelo conselheiro Mauro Martins, que analisou a situação a partir de 2017. De acordo com o relator, no período apurado, eram mais de 200 processos com mais de 60 dias sem movimentação. "O magistrado apresentou uma gestão processual precária, acumulando um acervo que precisou contar com a colaboração da corregedoria e de outros juízes designados pelo tribunal para equacionar o problema", informou Martins. 

Bahia Notícias

Manifestantes se enganam ao pensar que golpe militar deixaria Bolsonaro no poder

Publicado em 18 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Na antessala do golpe - Tribuna da Imprensa Livre

Charge do J. Bosco (O Liberal)

Roberto Nascimento

Desde a volta da democracia, com o término do governo do general João Figueiredo, todos os presidentes acataram o resultado das urnas, todos. Agora, Jair Bolsonaro e a cúpula palaciana não estão respeitando a vontade da maioria e ainda agem nos bastidores. insuflando seus fanáticos seguidores a acampar em frente aos quartéis para exigir uma intervenção militar.

No entanto, essa loucura sem tamanho não os deixa ver que um golpe, agora, será contra o próprio governo de Jair Bolsonaro, que ainda está no poder, recluso no Palácio Alvorada. Esses fanáticos acham que, se os militares saíssem dos quartéis com seus tanques, navios de guerra e caças supersônicos para a tomada do Poder, como fizeram em 1964, o presidente continuaria a ser Jair Bolsonaro. É um terrível engano.

BOLSONARO DE FORA – Se realmente acontecesse o golpe de estado, os militares colocariam um general de verdade no Poder. Jamais manteriam um destrambelhado capitão que se julga comandante-em-chefe da Forças Armadas, uma situação que somente se configura em situação de guerra.

Será que vou ter que desenhar esse enredo, para que os bolsonaristas possam entender, principalmente os empresários que estão financiando essa baderna.

Aqui no Rio de Janeiro, muitos iludidos com fake news se preparam para mais uma manifestação em frente ao Palácio Duque de Caxias, neste sábado, a pretexto da passagem do Dia da Bandeira.

TENTATIVA DE GOLPE – Oremos para que essas fanáticas manifestações não repitam a tentativa de golpe realizada no Sete de Setembro de 2021, em frente ao “Forte Apache”, como é chamado o Quartel-General do Exército em Brasília.

Naquela ocasião, o comandante da Força Terrestre e o ministro da Defesa não embarcaram na aventura, mantiveram-se firmes na defesa da legalidade e foram demitidos pelo presidente Bolsonaro, que exonerou também os comandantes da Marinha e da Aeronáutica, na ilusão de que a opinião pública julgasse que houve uma mudança geral, sem o caráter de represália que as demissões do ministro da Defssa e do comandante do Exercito realmente tinham.

Creio que as Forças Armadas estão divididas quanto a decisão de intervir, diferentemente do cenário do distante 1964. Aliás, dividida está toda a sociedade, desde 2018. E está na hora de voltarmos à normalidade, para pôr fim ao ódio entre irmãos.

MISSÃO CONSTITUCIONAL – A Constituição é claríssima. Os militares só devem sair dos quartéis para restabelecer a ordem, em caso de convulsão social, e a pedido das autoridades dos três Poderes. Como a sociedade está partida ao meio, uma intervenção armada poderia mergulhar o país numa indesejada guerra civil.

Quem, de bom senso, vai querer viver uma Primavera Brasileira, se um dos resultados da Primavera Árabe foi a destruição da Líbia, sem governo até hoje, passados mais de dez anos dos ataques da OTAN ao país.

Americanos, franceses, italianos e ingleses aproveitaram a guerra civil para matar Muhamad Kadafi e se apropriar dos campos de petróleo no território líbio. Prestem atenção nos exemplos bem recentes. O Brasil é um país muito rico – portanto, eternamente cobiçado pelos abutres internacionais, que sabem como fazer alianças com empresários e políticos infames.

Origem e males trazidos pelo identitarismo são decifrados por Risério num conjunto de ensaios

Publicado em 18 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Capa do livro A Crise da Política Identitária, de Antonio Risério

Ensaios mostram os lados negativos do identitarismo

Demétrio Magnoli
Folha

O “ópio dos intelectuais”, como o qualificou Raymond Aron, já não é o marxismo, mas o identitarismo. Sua origem, história, morfologia e linguagem são decifradas em “A crise da política identitária”, conjunto de ensaios lançado pela TopBooks e organizado por Antonio Risério, intelectual condenado no Santo Ofício da IRUD (Igreja Racialista dos Últimos Dias) e expurgado desta Folha.

São mais de 550 páginas, 20 ensaios inéditos, uma entrevista e alguns artigos de jornal (inclusive deste colunista). Os autores não formam um exército ideológico. Como explica o organizador, “o tom vai de um extremo a outro: da recusa à procura do diálogo”. Há, inclusive, autores favoráveis a cotas raciais nas universidades.

EM LUGAR AMBÍGUO – A doutrina identitária habita lugar ambíguo. Nasceu na universidade e exibe-se como saber acadêmico, mas opera como movimento social e rejeita a aplicação das regras do método científico na avaliação de suas próprias teses.

Wilson Gomes perscruta esse labirinto e oferece um manual sobre suas táticas polêmicas. Uma delas: diante de uma crítica a uma premissa do movimento identitário negro, “o crítico deve ser acusado de racista” e, “se possível, de supremacista branco e fascista”. Você já leu isso, não?

Ricardo Rangel investiga a prática do “cancelamento” literário. Seu registro: “Ao tornar aceitável o banimento de obras culturais, a esquerda identitária dá à direita o argumento (‘se eles censuram, por que eu não posso?’) de que precisa para perseguir obras que interessam à causa do combate ao preconceito”. De passagem, desvenda as contradições do discurso feminista radical aplicado às aventuras de Meghan Markle. Aí, você vai gargalhar —a não ser que seja uma delas…

COLONIZAÇÃO DA FOLHA – Barbara Maidel ilumina a colonização identitária da Folha – não as colunas de opinião, mas o noticiário. Daria excelente ombudsman pois olha o jornal como leitora que acreditou no compromisso de busca da objetividade, não como juiz da “opinião verdadeira”.

Já Pedro Franco desvia o holofote para a absorção do identitarismo pelas corporações, indicando suas consequências imprevistas. Sugiro a leitura, especialmente, a executivos engajados na moda de ESG.

Identitários amam quantificação, mas seguem a receita de Churchill: “Só devemos acreditar em estatísticas que nós mesmos fabricamos”.

MANIPULAÇÃO DE DADOS – César Benjamin e Bruna Frascola anotam instâncias de manipulação de estatísticas sobre as relações entre cor de pele e pobreza no Brasil. Gustavo Alonso narra a história da campanha virtual pelo vira-lata na cédula de 200 reais para concluir que, apesar de tudo, continuamos apegados à noção antirracista de miscigenação.

“O identitarismo é uma das formas mais poderosas de americanização da política e das relações sociais hoje no mundo”, constata Wilson Gomes.

A doutrina surgiu nos EUA e, na sua versão de esquerda, tomou de assalto o Partido Democrata, produzindo resultados catastróficos. Empurrou os eleitores brancos para a extrema direita e “deu a Trump os elementos para fomentar um identitarismo de direita baseado na identidade do homem branco”.

EFEITO TRUMP – Raphael Garcia cita uma frase de Steve Bannon, guru da direita nacionalista nos EUA e amigo do peito de Eduardo Bolsonaro: “Enquanto vocês estiverem falando de políticas de identidade, nós ganharemos”.

Lá, a vitória de Trump deflagrou uma onda de críticas de esquerda à obsessão identitária. Aqui, onde tudo chega mais tarde, a igreja identitária vive seu apogeu, que coincide com a cavalgada triunfante da direita nas eleições para o Congresso.

O livro oferece muito mais. Nele, há brilhantes análises conceituais ao lado de inúmeras hipóteses problemáticas. Tem dupla vocação. Numa ponta, material inflamável para as fogueiras inquisitoriais acesas em cerimônias de purificação identitária. Na outra, leitura instigante para mentes que acreditam no debate honesto.

 

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