sábado, agosto 06, 2022
Os riscos da ascensão da esquerda na América Latina
Série de reportagens que mostra como o crescimento da esquerda pode abalar a democracia, atrasar o desenvolvimento e comprometer o futuro da região.
Por José Fucs
Quando tomar posse como presidente da Colômbia no domingo, 7, Gustavo Petro, de 62 anos, um ex-integrante do grupo guerrilheiro M-19, estará escrevendo um capítulo inédito na história do país, ao se tornar o primeiro político de esquerda a ocupar a Casa de Nariño, sede do governo colombiano.
Com sua eleição, em junho, Petro, que iniciou sua carreira política na década de 1970, enquanto participava clandestinamente da luta armada, engrossou a chamada “maré rosa” – uma expressão criada pela própria esquerda para “romantizar” a ascensão em série de seus líderes na América Latina nos últimos anos.
Em outubro, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmar as previsões das pesquisas e vencer as eleições no Brasil, o grupo ganhará o reforço de um esquerdista da velha guarda, que ainda é visto como um “guia” pelas esquerdas latino-americanas, apesar dos processos por corrupção que enfrenta na Justiça.
Se Lula realmente voltar ao Palácio do Planalto, a esquerda controlará 13 dos vinte países da região, incluindo as seis maiores economias, estendendo os seus tentáculos de Tijuana, no México, à Terra do Fogo, no Chile e na Argentina (veja os mapas acima).
Com o objetivo de contribuir para a compreensão do fenômeno, o Estadão lança uma série de reportagens especiais sobre o crescimento da esquerda na América Latina. Iniciada com esta reportagem, que aborda as razões que estão levando seus líderes à vitória, os riscos que isso poderá representar para o futuro, a série vai dar um mergulho em três casos que ilustram de forma emblemática as experiências desastrosas da esquerda latino-americana no governo.
O primeiro será o da Argentina, onde o presidente Alberto Fernández, cuja popularidade está em queda livre, enfrenta um quadro econômico catastrófico e dificilmente conseguirá fazer o seu sucessor, nas eleições de 2023.
Depois, virá o caso do Chile, onde o presidente Gabriel Boric, que está há apenas cinco meses no cargo e se apresentou nas eleições como uma voz moderada da esquerda, tornou-se um dos mandatários mais impopulares da região, segundo as pesquisas, com apenas 35% de aprovação.
Por último, será a vez da Nicarágua, que se transformou numa ditadura de esquerda à la Cuba e Venezuela, sob o comando do ex-líder sandinista Daniel Ortega, responsável pela instalação de um regime de terror no país, com a perseguição e a prisão indiscriminada de líderes da oposição.
Além das reportagens especiais, o Estadão deverá publicar uma série de entrevistas exclusivas com analistas, escritores e acadêmicos, do País e do exterior, que acompanham com lupa os acontecimentos políticos, econômicos e sociais da América Latina.
Eufóricos com a conquista e a reconquista de novas e velhas trincheiras, políticos, intelectuais e militantes da esquerda espalhados pela América Latina e pelo mundo apressaram-se em atribuir a ascensão do grupo a um suposto apoio às suas bandeiras e à rejeição das políticas pró-mercado implementadas pelos governos de direita e centro-direita que estavam no poder em vários países da região, como Colômbia, Chile, Peru, Bolívia e Honduras.
Em meio à excitação da turma, proliferaram por aí velhos clichês anticapitalistas, calcados na ideia – cultivada desde os tempos do comunismo e agora repaginada – de que a esquerda é a “legítima” representante dos “descamisados” e de que ela – e só ela – é capaz de levar à prosperidade geral e à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos – uma crença jamais comprovada pelas experiências do chamado “socialismo real”. “Há uma clara demonstração de insatisfação com a agenda neoliberal”, diz um dos chavões mais repetidos pelo grupo. “Isso é o reflexo do inconformismo com o aumento da fome e da desigualdade”, afirma outro.
Mas, na verdade, embora a América Latina tenha graves problemas estruturais, como a pobreza que atinge boa parte da população, a falta de serviços públicos de qualidade e a corrupção generalizada, que se perpetuam independentemente de quem está no poder, a ascensão da esquerda teve pouco ou nada a ver, de acordo com os analistas ouvidos pelo Estadão, com uma guinada ideológica dos eleitores.
“As pessoas falam de uma ‘maré rosa’, mas eu acredito que o que está acontecendo é uma maré contra os incumbentes. Elas estão votando contra os governos anteriores, independentemente de serem de direita ou de esquerda”, afirma o cientista político Nicolás Saldías, analista para a América Latina e o Caribe da Economist Intelligence Unit (EIU), ligada ao grupo que publica a revista britânica The Economist.
“Isso é um movimento de revolta contra o status quo. Não é uma predisposição do eleitorado em favor de plataformas de esquerda”, diz o também cientista político Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas da Eurasia, uma consultoria internacional especializada em avaliação de riscos. “A esquerda está ganhando as eleições agora, porque mais governos de direita ou de centro estavam no poder na América Latina.”
De acordo com Garman, a região está dominada por um profundo sentimento de desencanto, com baixíssimos índices de confiança em relação ao sistema – aí incluídos os partidos, as lideranças políticas e o Judiciário. Apesar de isso ser uma tendência mundial, ele afirma que a América Latina aparece no topo dos rankings globais de desencanto com o sistema. “A geologia da opinião pública está podre. É esse caldeirão de revolta que está elegendo a esquerda.”
O processo de deterioração começou em meados da década passada, com o fim do ciclo de alta dos preços das commodities, que beneficiou tremendamente a primeira onda de governos de esquerda na região, a partir dos anos 2000.
A economia dos países latino-americanos, altamente dependentes da exportação de commodities, perdeu força. A classe média emergente deu marcha à ré na escala social. Milhões de pessoas voltaram para a pobreza. A insatisfação cresceu de forma considerável.
Houve manifestações contra a baixa qualidade dos serviços públicos, como as que ocorreram no Brasil, em 2013, que depois acabaram levando ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Sua queda colocou um ponto final nos quase 14 anos de governo do PT, em meio a escândalos bilionários de corrupção, e abriu espaço para o seu vice Michel Temer assumir o posto e para a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.
Um pouco antes ou um pouco depois, conforme o caso, outros líderes de esquerda que estavam no poder na América Latina na Argentina, no Chile, no Uruguai, no Equador, na Bolívia também perderam seus cargos para opositores de direita e de centro-direita.
Frustração
De repente, parecia que a onda da esquerda latino-americana tinha ficado para trás. No entanto, como os preços das commodities continuaram baixos por um bom tempo, a situação anterior não se alterou significativamente. Pior: foi agravada pela pandemia, que atingiu justamente a baixa classe média e os mais vulneráveis, reforçando a insatisfação já existente contra o sistema. Resultado: a direita está sofrendo hoje os efeitos do mesmo quadro econômico tóxico que contribuiu para a derrota da esquerda na região alguns anos atrás.
“Esses governos de direita e centro-direita podem ter sido beneficiados pelo fim do primeiro boom de commodities, substituindo governos de esquerda. Mas, como o fim desse ciclo teve um efeito prolongado, eles também foram vítimas do sentimento de frustração e se tornaram extremamente impopulares”, diz o escritor Alvaro Vargas Llosa (filho do Prêmio Nobel de Literatura de 2010, Mario Vargas Llosa), coautor dos livros Manual do Perfeito Idiota Latino-americano, publicado em 1996, e A volta do idiota, lançado em 2005, nos quais ele fala com ironia sobre a atuação e a mentalidade das esquerdas na região.
Mesmo que os preços das commodities tenham voltado a disparar após o surgimento do coronavírus, no fim de 2019, o cenário econômico ficou bem mais complicado do que no início dos anos 2000. A inflação, puxada pelo desarranjo causado nas cadeias de produção pela pandemia, deu um salto em todo o mundo. A economia global desacelerou. Países desenvolvidos, como os Estados Unidos, estão no limiar de uma recessão. Os juros, que registraram recordes de baixa no boom das commodities, agora estão subindo na maioria dos países, para domar a elevação dos preços. “A sensação de bem-estar econômico não está acompanhando este ciclo de alta de preços das commodities. Então, os ganhos políticos não são os mesmos”, afirma Garman.
Além de tudo disso, a esquerda agora ainda está se beneficiando, em alguns países, da reação dos eleitores de centro contra os candidatos da direita radical, como aconteceu no Chile, com José Antonio Kast, e como poderá acontecer no Brasil, de acordo com as pesquisas, com o presidente Jair Bolsonaro, que disputa a reeleição.
“Os eleitores de centro estão com medo de ser identificados com os líderes e as forças populistas de extrema direita”, diz Vargas Llosa. “Eles acham que vão pagar um preço mais alto se forem identificados com populistas de direita do que com populistas de esquerda.”
O problema, independentemente das razões que estejam levando as esquerdas ao poder na América Latina, são os riscos, muitas vezes negligenciados, que isso envolve. Na primeira onda de governos do grupo na região, que incluía, além de Lula e Dilma, os ex-presidentes Hugo Chávez (1954-2013), da Venezuela, Néstor e Cristina Kirchner, da Argentina, Michelle Bachelet, do Chile, José Mujica, do Uruguai, Fernando Lugo, do Paraguai, Rafael Correa, do Equador, e Evo Morales, da Bolívia, o estrago foi grande.
Os governos de esquerda fizeram da Venezuela um Haiti, da Argentina uma Venezuela e, se bobear, farão do Chile uma Argentina. Em nome do combate à desigualdade, eles acabaram por socializar a pobreza, ainda que, durante o percurso, tenham conseguido dar alguma sensação de melhora, com gastos sem lastro de recursos públicos e o uso de anabolizantes para turbinar a economia.
Muitos analistas têm procurado realçar as diferenças existentes entre os próprios líderes da nova onda de esquerda e entre eles e os integrantes da primeira onda. Ok. Mas, ainda que elas existam mesmo nos dois casos, a receita para a economia costuma ser sempre a mesma, temperada por um discurso nacionalista e anti-imperialista. A medida pode até variar. Os ingredientes, porém, não. A lista das bruxarias inclui: irresponsabilidade fiscal, aumento de tributos, intervencionismo do Estado, expansão de estatais, protecionismo, regulação excessiva, “demonização” do lucro e da livre iniciativa, favorecimento de sindicatos e concessão indiscriminada de subsídios e de benefícios.
“Se, em vez de implementar uma política para melhorar o ambiente de negócios, o governo aumentar impostos e dificultar investimentos, você terá baixo crescimento e uma população desapontada, porque ele não conseguirá entregar o que prometeu, como aumento da renda e expansão massiva dos serviços sociais”, afirma Nicolás Saldías, da EIU.
Tragédia
Na área externa, apesar de Boric, do Chile, estar se mostrando um crítico da política de direitos humanos de Cuba, da Venezuela e da Nicarágua, ele é praticamente uma voz isolada neste campo. Os presidentes do México, Andrés Manuel López Obrador, da Argentina, Alberto Fernández, da Bolívia, Luis Arce, e de Honduras, Xiomara Castro, entre outros mandatários latino-americanos, continuam a “passar pano” para as três ditaduras regionais. Arce e Obrador, considerado por Vargas Llosa como o principal líder da nova “maré rosa”, nem foram à Cúpula das Américas, organizada pelo presidente americano Joe Biden, em protesto pela exclusão de Cuba, da Venezuela e da Nicarágua do encontro.
Mesmo Petro, da Colômbia, que durante a campanha eleitoral procurou se distanciar do atual presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ainda que fosse um admirador declarado de Chávez, anunciou antes mesmo da posse a reabertura das fronteiras com a Venezuela, cujo governo não era reconhecido na gestão de Iván Duque, de centro-direita, que o antecedeu no posto.
Lula, por sua vez, mantém a mesma posição complacente que sempre teve nesta questão, como mostrou mais uma vez no fim do ano passado, ao comparar Ortega, da Nicarágua, com a ex-chanceler da Alemanha Angela Merkel e o ex-presidente da Espanha Felipe González. “Por que a Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder e o Daniel Ortega não? Por que o Felipe González pode ficar 14 anos no poder? Qual a lógica?”, afirmou, “esquecendo-se” de que ambos foram eleitos democraticamente, enquanto Ortega garantiu o seu quarto mandato como presidente em um pleito manchado por suspeitas de fraude, realizado depois que ele mandou prender seus principais concorrentes.
“O Lula foi um dos principais instigadores da tragédia sofrida pela América Latina pelas mãos de demagogos de extrema esquerda, ainda que ele não fosse um deles. Embora também fosse um demagogo, não era um demagogo de extrema esquerda, mas deu seu apoio a todas as causas antidemocráticas na região durante todo o período em que esteve no governo”, diz Vargas Llosa. “Ele foi uma força importante atrás do Chávez e um dos grandes aliados de Cuba e do Evo Morales.”
Discurso belicoso
Do ponto de vista político e institucional, já estão ocorrendo algumas tentativas de aumento de poder e de restrições às liberdades por parte de líderes de esquerda latino-americanos, trazendo à tona o fantasma de Chávez, que mudou as regras eleitorais e “aparelhou” o Judiciário para se perpetuar na Presidência.
Obrador, do México, por exemplo, tornou-se um crítico público de veículos de comunicação e de jornalistas, a quem chamou recentemente de “conservadores”. O discurso belicoso contra a imprensa levou a um aumento recorde dos assassinatos de jornalistas, que já chegam a 31 desde o início de seu governo. Também há iniciativas, por meio de seus correligionários, para restringir a privacidade e a liberdade de expressão no meio digital.
Como se vê, quando a esquerda chega ao poder na América Latina, os riscos de a coisa descambar, gerando retrocessos para a democracia e condenando os países da região ao atraso, não podem ser desprezados. No ano que vem, com a realização de eleições presidenciais na Argentina, nas quais as chances de vitória de Fernández são pequenas, conforme as pesquisas, a Argentina terá a oportunidade de superar o caos econômico e político em que se encontra.
Se a derrota do peronista Fernández se confirmar, a Argentina será o primeiro país a deixar o grupo de líderes que compõem a nova onda de esquerda latino-americana. Antes disso, porém, nas eleições de outubro, é o Brasil que terá de definir o seu futuro, levando em conta os resultados trágicos deixados pela esquerda na América Latina.
O Estado de São Paulo
XI e a elite chinesa: rumo ao Império Central, com Pequim como centro do sistema global?
Com Xi Jinping a elite chinesa está determinada a voltar a dar pleno sentido ao velho nome do seu país.
Por Bruno Cardoso Reis
As memórias e as biografias, as escritas de vida são uma forma de escrita de que sempre gostei especialmente. Não adiro a uma visão simplista da história moldada apenas pelos feitos grandes homens ou, até das grandes mulheres. Karl Marx definiu bem o problema quando afirmou que os homens fazem a história, mas não em circunstâncias da sua escolha. E creio que mesmo esse velho machista reconheceria que se pode dizer o mesmo relativamente às mulheres e outras pessoas. Rejeito é uma visão da sociedade e da política governada apenas por forças impessoais. Os líderes em diferentes áreas fazem muita diferença. A ideia de que o nosso último século seria o mesmo sem Hitler ou Roosevelt ou Mao não me parece credível. Para percebermos e anteciparmos a ação das principais potências mundiais temos de ter em conta o perfil dos seus líderes.
Uncle Joe?
Não abundam boas obras sobre Joe Biden, atual presidente dos EUA. Gosto especialmente da do jornalista da New Yorker, Evan Osnos – exceto o título, que aqui omito. Osnos tirou pleno partido da sua grande experiência a cobrir a vida política na capital norte-americana, bem como do acesso fácil aos principais protagonistas, que resultou em muitas entrevistas reveladoras sobre Biden, inclusive com o próprio.
Traça um perfil equilibrado. Destaco entre os pontos fracos a indisciplina verbal e uma certa facilidade em perder a calma. Como principal ponto forte de Biden temos a resiliência face à adversidade, começando com a morte da sua primeira mulher e uma jovem filha num acidente de automóvel, pouco antes de tomar posse como senador. Como diz Biden: “o desastre é inevitável nalgum ponto da nossa vida, mas desistir é imperdoável.” Uma máxima útil para perceber a longevidade de uma carreira política que começou com a sua eleição em 1973 como senador.
Convém lembrar que a primeira tentativa de Biden chegar à presidência foi em 1988. Se o ajudou ou não uma outra máxima sua – “no funny hats” – fica ao critério do leitor. O livro também nos ajuda a perceber que o seu interesse pela Ucrânia não é de agora. Como vice-presidente entre 2009-2017 Biden tinha como uma das suas pastas as relações com Kiev que visitou várias vezes. E também vem de há muito a sua preferência por uma postura de maior retraimento externo dos EUA, pelo menos no que diz respeito ao emprego de tropas norte-americanas. Por exemplo, ele sempre defendeu que era possível lidar com a Al-Qaida sem forças americanas no terreno no Afeganistão. Depois de décadas a cultivar um perfil afável, Biden prefere, em todo o caso, que não lhe chamem uncle Joe, quer ser um levado a sério como líder dos EUA.
Xi quer o poder todo
Há muitas opções de leitura sobre Xi Jinping que assumiu, em 2012-13, a chefia do Partido-Estado chinês. Recomendo uma boa síntese da lavra de Kerry Brown, distinto sinólogo responsável pelo Lau China Institute de Londres, com um subtítulo significativo: a study in power. Nomeadamente ele permite perceber que Xi é um príncipe vermelho, herdeiro dos fundadores do partido comunista chinês. Mas como com muitos outros da sua geração esta herança foi temperada pela experiência amarga da Revolução Cultural em que muita da elite comunista passou por humilhações, violência e exílio interno. No caso de Xi isso resultou num perfil bem mais duro do que o do seu pai, Xi Shongchun, que no quadro comunista chinês tende a ser visto como um moderado, um apaziguador, um modernizador. Já Xi Jinping parece determinado a não voltar nunca a perder o controlo da situação.
O seu pai Xi Shongchun era também era um especialista nas relações com os Nacionalista do Kuomintang, que se refugiaram em Taiwan, sob proteção naval norte-americana, quando perderam a guerra civil no continente em 1949. E como governador de Cantão depois da sua reabilitação recuperou essa prioridade. Mais, o próprio Xi Jinping foi governador da província de Fujian, que fica literalmente em frente de Taiwan. Como tal foi um forte promotor dos laços económicos com a ilha como forma de acelerar a modernização económica da China, na espectativa também de que essa crescente interdependência acabasse por facilitar a reunificação. Taiwan é, portanto, uma velha preocupação dos Xis, pai e filho. O que fica ainda mais claro é que com Xi a elite chinesa está determinada a voltar a dar pleno sentido ao nome do seu país – a China deve voltar a ser o Império Central com Pequim como centro do sistema global. Para Xi isso significa consolidar um Grande Estado forte, com ele como líder incontestado.
Do Norte de Inglaterra à Casa Branca de Trump
Por fim, temos as memórias de Fiona Hill, There Is Nothing For You Here: Finding Opportunity in the Twenty-First Century, a história de uma britânica, a primeira da sua família de trabalhadores pobres do Norte desindustrializado de Inglaterra a ir para universidade, que partiu para os EUA em busca de oportunidades, se naturalizou, tornando-se formalmente a principal conselheira sobre a Rússia de Donald Trump. A experiência não foi positiva e a própria Hill reconhece que não devia ter esperado outra coisa. Devemos sempre lembrar-nos que a escrita das memórias de um ator político são a continuação da política por outros meios. Fiona Hill tem muitas contas que acertar com Trump. O livro ajuda a perceber o caos que era trabalhar no interior de uma presidência transformada num reality show, em que só importava a imagem televisiva, com a Fox Newsa passar permanentemente em múltiplos televisores por toda a Casa Branca. Nesse contexto o facto de Hill ser fluente em russo e ter publicado uma das melhores biografias de Putin era irrelevante, ao contrário do calçado que usava. Hill também deixa claro que Trump admirava Putin como um líder forte que não prestava contas a ninguém. Lendo Hill é fácil imaginar o desastre que seria termos Trump na Casa Branca a lidar com uma invasão russa da Ucrânia.
Observador (PT)
Postado há 7 hours ago por Brasil Soberano e Livre
"Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come,
Foto Divulgaçõa
Após publicar a materia denunciando a falta de respeito e de desumanidade para com o pessoal doente que se desloca até Salvador para Trataento Fora do Domicílio, recebi o seguinte comentário do um cidadão leitor deste Blog:
" Dedé, a nossa Câmara de Vereadores, diante da omissão dos seus edis, não vai além de mero órgão público a gastar pequenas fortunas mensalmente. A exemplo desta perene omissão, cito: a construção de mais um "elefante branco" no Parque de Exposição, área destinada a vaquejada. A minha visão sobre tamanha omissão é que todos permanecem grudados a esse desgoverno falido do PT, alimentando-se de migalhas atiradas a cada um, estando aí a inoperância do nosso legislativo, bem como, dos pseudo líderes da oposição, que também, por conveniência, SILENCIAM." (sic)
Nota da redação deste Blog - Os vereadores da suposta " oposição", estão nessa sinuca de bico por não se dar ao respeito e por sua omissão, estão pagado agora um preço muito alto, isso porque o mal feito cedo ou tarde aparaecerá, irão engolir sapo sem direito a vomitar.
Se continuar apoiando o cadidato do Governador Rui Costa, continuará recebendo Migalhas; caso pulem para ACM Neto a situação ainda será pior, tem que se contentar com " pão e água", isso porque caso ACM-Neto seja eleito, não irá deixar de prestigiar Deri e seus deputados, inclusive João Leão, para prestigiar vereadores que pulam de última hora; ou melhor. estarão dando um tiro no pé.
MP firma acordo com produtora da festa 'Me leva pro Bonfim'
Sexta, 05 de Agosto de 2022 - 21:20

Foto: Reprodução
O Ministério Público estadual e a empresa Jpa Promoções Marketing e Representações Eireli, responsável pela festa “Me leva pro Bonfim”, firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), para garantir que a produtora cumpra as medidas de segurança contra incêndio e pânico, previstas legalmente, em seus eventos. Com a assinatura do documento, foi arquivada uma investigação civil sobre o descumprimento do Decreto Estadual n. 21027/2022 , que limitava o número máximo de pessoas em eventos, na festa Me Leva pro Bonfim, realizada em 13 de janeiro de 2022.
Segundo o MP-BA, após investigação, foi constatado que não houve descumprimento do decreto, visto que o número de participantes na festa era menor do que o limite previsto, de 3 mil pessoas. No entanto, o evento não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros Militar do Estado da Bahia (AVCB), que garante proteção e prevenção contra incêndios e danos ao meio ambiente e patrimônio.
Ainda de acordo com o órgão, a empresa será obrigada a adotar todas as medidas de segurança previstas por lei e a requerer o AVCB em todos os eventos realizados. A produtora também deverá pagar uma indenização no valor de 10 mil reais, destinada à Associação Obras Sociais Irmã Dulce, como forma de ressarcir coletivamente os consumidores da festa em decorrência da atuação irregular. Em caso de descumprimento, a empresa poderá sofrer penalidades legais, como multa, embargo e interdição.
Bahia Notícias
Ex-ministra Damares diz que não vai desistir do Senado
Sexta, 05 de Agosto de 2022 - 21:40

Foto: Ed Alves/CB/D.A.Press
A ex-ministra de Direitos Humanos e candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Damares Alves (Republicanos) disse, nesta sexta-feira (5), que “vai dar muito trabalho às raposas”. Ela ainda garantiu que não deve desistir da candidatura por mais que tenha outra candidata bolsonarista no pleito (Flávia Arruda). As informações foram ditas à CNN Brasil.
“Flávia vai também para a disputa. E o povo vai escolher a melhor proposta. Vai ser uma disputa bonita. Eu gosto muito dela, mas também quero ser senadora”, disse Damares.
Fontes ligadas a Flávia Arruda (PL), também ex-ministra, acusaram Damares de traição, quando foram consultados pela emissora.
O presidente da bancada evangélica, Sóstenes Cavalcante (PL), afirma que a candidatura de Damares foi um “equívoco” e “um desserviço para a direita”.
Há ainda quem diga que teve quebra de acordo do que foi estabelecido em conversa com o presidente Jair Bolsonaro (PL), no Palácio do Planalto, no mês passado.
Bahia Notícias
Bolsonaro enviará Orçamento de 2023 sem correção do Imposto de Renda
Sexta, 05 de Agosto de 2022 - 22:00
por Idiana Tomazelli | Folhapress

Foto: Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PL) vai enviar a proposta de Orçamento de 2023 prevendo a manutenção da desoneração de tributos federais sobre combustíveis, a um custo aproximado de R$ 50 bilhões, segundo fontes do governo ouvidas pela reportagem.
Já o reajuste da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física), promessa eleitoral feita por Bolsonaro em 2018, não cumprida e agora renovada pelo presidente, ficou de fora da peça orçamentária a ser enviada pelo Executivo no fim do mês.
Tampouco haverá reserva de recursos para garantir a continuidade do adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil. A manutenção do benefício mínimo de R$ 600 tem sido sinalizada tanto por Bolsonaro quanto pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto.
Travado por restrições legais que impedem a inclusão de parte de suas promessas na peça orçamentária, o presidente buscará contornar a situação desfavorável com o discurso de que vai construir a solução com o Congresso logo após as eleições.
Há o temor entre auxiliares do presidente de que a ausência de previsão de recursos para honrar as promessas seja um ponto explorado politicamente por opositores durante a campanha. Tecnicamente, porém, o Executivo é obrigado a seguir os marcos legais em vigor, como o teto de gastos (regra que impede as despesas de crescerem acima da inflação).
Os cálculos para o envio do Orçamento foram discutidos em reunião desta quinta-feira (4) da JEO (Junta de Execução Orçamentária), formada pelos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia).
Segundo técnicos ouvidos pela reportagem, a manutenção da desoneração sobre combustíveis foi decidida pelos ministros e valerá tanto para o diesel quanto para a gasolina. Os dois itens ficariam livres de tributos federais até o fim deste ano.
Bolsonaro optou pela desoneração por temer o impacto da forte alta dos combustíveis sobre suas chances de reeleição. O presidente está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto.
Havia uma controvérsia em torno do tema, dado que o corte de tributos acaba incentivando o consumo de combustíveis fósseis, mais poluentes. Por outro lado, há a avaliação de que a medida contribuiu para reduzir o preço das bombas e conter a inflação.
A inclusão da desoneração no Orçamento também joga no colo de Lula qualquer eventual decisão de subir novamente os tributos, caso o petista vença as eleições e queira recompor as receitas federais.
No caso da correção da tabela do IRPF, a Receita Federal já preparou um leque de cenários com mais de cem combinações de mudanças. As faixas salariais usadas para aplicar o desconto do Imposto de Renda estão congeladas desde 2015 —o que, na prática, significa maior carga tributária para as famílias. Qualquer mudança, por outro lado, significará perda de receitas para a União.
O déficit previsto pelo governo no momento está próximo ao limite de R$ 65,9 bilhões autorizado pela LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2023.
O impacto da correção da tabela, por sua vez, pode ser menor ou maior a depender do modelo escolhido. As simulações indicam que o efeito sobre a arrecadação pode ser pequeno, de R$ 6 bilhões, ou bem mais significativo, de até R$ 94 bilhões. Integrantes da equipe econômica têm defendido a previsão de compensações, como limitar as despesas médicas que podem ser deduzidas do IR para quem entrega a declaração pelo modelo completo.
No plano das despesas, o governo definiu a inclusão, na proposta de Orçamento, de uma reserva de R$ 11,5 bilhões para a concessão de reajustes ao funcionalismo federal. Essa verba fica dentro do teto de gastos.
Ainda não há decisão sobre o formato do reajuste, mas fontes do governo afirmam que os aumentos podem ser seletivos, isto é, para algumas carreiras. Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, o governo estuda usar a inflação prevista para 2023 como referência para os reajustes, dado que ela será menor do que a deste ano.
Cerca de um milhão de servidores estão com salários congelados desde 2017. Outras categorias, com remunerações mais elevadas, tiveram o último reajuste em 2019. Neste ano, Bolsonaro tentou contemplar apenas os policiais, mas o movimento deflagrou reações das demais carreiras e o presidente desistiu da benesse.
Já a continuidade do adicional de R$ 200 às famílias do Auxílio Brasil teria um custo de R$ 52 bilhões, valor que não cabe no Orçamento sob as regras atuais.
A verba para o programa deve ser fixada em R$ 106 bilhões, o suficiente para garantir o piso de R$ 400 aos beneficiários, inclusive os que foram incluídos recentemente, após a PEC (proposta de emenda à Constituição) das bondades. O governo incluiu cerca de 2,2 milhões de famílias em agosto, segundo a Caixa.
A inclusão agora da dotação integral para o pagamento dos R$ 600 às famílias acabaria inviabilizando o funcionamento da máquina pública, pois resultaria na compressão das despesas discricionárias (que incluem investimentos e gastos de custeio).
A estratégia política do governo é indicar a possibilidade de envio de uma mensagem modificativa do Orçamento em outubro ou novembro, após as eleições, incluindo as despesas prometidas por Bolsonaro.
Embora o assunto seja considerado delicado, nos bastidores há o reconhecimento de que a promessa de manter o Auxílio Brasil em R$ 600 pode acabar levando a alguma discussão de suavização do teto de gastos.
O próprio presidente já manifestou o desejo de rever a regra de limitação de despesas.
"No ano passado, nós tivemos um excesso de arrecadação, arrecadação a mais, na casa dos R$ 300 bilhões. Você não pode usar um centavo disso na infraestrutura dada a emenda constitucional do teto lá atrás. Isso daí muita gente discute que tem que ser alterado alguma coisa. A gente vai deixar para o futuro, [para] depois das eleições discutir essa questão", disse ele em entrevista a uma rádio em abril.
Mais recentemente, Bolsonaro afirmou que manter o Auxílio Brasil de R$ 600 requer a aprovação de uma nova PEC, embora não tenha detalhado seu conteúdo. O teto de gastos é uma regra prevista na Constituição.
Lula, por sua vez, já defendeu publicamente a derrubada do teto. "Não haverá teto de gastos no meu governo. Não que eu vá ser irresponsável, gastar para endividar o futuro da nação. Vai ter que gastar no que é necessário", afirmou.
No entanto, há o alerta, tanto dentro do governo quanto no mercado financeiro, de que seria importante qualquer alteração no teto vir acompanhada de medidas para rever despesas menos eficientes.
Bahia Notícias
80 Anos de Caetano: Conheça a história por trás das músicas mais tocadas no Brasil
Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 00:00
por Erem Carla

Foto: Divulgação
Caetano Emanoel Viana Teles Veloso completa, neste dia 7 de agosto, 80 anos de idade. Baiano nascido em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, Caetano se consagrou como artista e carrega consigo uma carreira de mais de 55 anos que ultrapassa não só as décadas, mas gerações e tendências.
Um estudo do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) analisou, a partir das suas 631 músicas e 1.953 gravações cadastradas no banco de dados, quais são as músicas mais tocadas do artista no Brasil.
Para a surpresa dos fãs do cantor, “Odara” ou “O Leãozinho”, composições famosas de Caetano, não estrelam nem no top 5 da lista de músicas mais tocadas nos últimos 10 anos.
O primeiro lugar ficou com “Sampa”, seguido por “Você é Linda” - a primeira descreve a estranheza do baiano em terras paulistas, já a segunda narra o encantamento de Caetano por sua vizinha, uma soteropolitana.
Composta em 1978, "Sampa" foi criada para um programa de TV em comemoração ao aniversário da cidade.
“Havia, no meu caso, uma questão de classe: eu andava num ambiente de classe média para baixo, então havia essa deselegância. Eu não conhecia aqueles paulistas que consideram os outros como uma classe muito inferior, por terem mais dinheiro e mais viagens ao exterior”, disse Caetano à Folha em 2004.
O cantor ainda afirmou que achou a cidade feia e provinciana. “Cheguei com a [Maria] Bethânia, e a cidade nos pareceu feia, não parecia grande... nos pareceu provinciana, com aqueles cartazes de cinema de mau gosto. Tinha algo de cidade do interior”, afirmou.
Quanto a “Você é Linda”, canção que já foi tema de novela, uma fã é musa inspiradora da música. O historiador Jairo Severiano e o musicista Zuza Homem de Mello contam no livro “A Canção no Tempo” que a música é consequência de um “encontro” de Caetano em Salvador.
Enquanto se apresentava, o artista notou uma mulher à beira do palco e, dias depois, viu a moça do outro lado da rua em Ondina, bairro onde morava. “Fiz para uma menina chamada Cristina, de quem eu gostei muito intensamente na Bahia, nos anos 80, e que morava defronte à minha casa, do outro lado da rua, em Ondina”, contou Caetano.
Em comemoração do seu aniversário, Caetano decidiu presentear seus fãs com uma live ao lado dos filhos Moreno, Zeca e Tom, além da irmã Maria Bethânia. O show acontece na Cidade das Artes, a partir das 20h30, com transmissão simultânea pelo Globoplay, Multishow e um trecho exibido ao vivo pelo Fantástico, na Globo.
Bahia Notícias
Varíola dos macacos não é exclusiva de homens que fazem sexo com homens; entenda
Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 00:00
por Alexandre Brochado

Foto: Freepik
Em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia recomendado que homens que fazem sexo com homens reduzissem o número de parceiros sexuais como forma diminuir a transmissão da varíola dos macacos (lembre aqui). Entretanto, a infectologista Clarissa Ferreira alerta que a doença não é exclusiva deste público.
“É importante reforçar que a doença não é exclusiva de homens que fazem sexo com homens, é muito mais por conta da proximidade em decorrência das relações sexuais que eles acabaram se infectando. Simplesmente um estudo dos casos da varíola dos macacos que aconteceu, e que foi avaliado, viu a prevalência da doença, mas qualquer pessoa pode se infectar tendo contado com a pessoa doente”, explicou a especialista, em entrevista ao Bahia Notícias.
De acordo com a médica, a transmissão da varíola dos macacos não acontece por conta da orientação sexual, mas sim através das relações sexuais e da próximidade, que são fatores que expõem a doença. “As lesões, qualquer tipo de lesões, mesmo sendo discretas, oferecem riscos de transmissão, inclusive se for por contato direto com essa lesão”, apontou.
Entre os sintomas, a varíola dos macacos provoca febre, dor de cabeça, calafrios, dor muscular, além das lesões que podem surgir no rosto, dentro da boca, mãos, pés, peito, genitais ou ânus. Segundo a infectologista, a infecção pode se desenvolver no reto e, no último trabalho publicado sobre os casos que ocorreram no mundo, grande parte das pessoas tiveram lesão no local.
Em relação ao tratamento das lesões, os médicos orientam cuidados sintomáticos, além de recomendar deixar as lesões limpas e secas, e evitar coçar, como forma de prevenir infecções secundárias, que podem ser causadas por microorganismos presentes nas unhas.
Pessoas com sintomas, ou com suspeita da doença, precisam procurar os serviços de saúde. Conforme o protocolo de ação contra a doença, divulgado pela Prefeitura de Salvador, o esquema de ação vai envolver a definição de casos, o isolamento, a avaliação do quadro e o estabelecimento do tipo de isolamento a ser adotado, que pode ser domiciliar (para casos leves) ou hospitalar (em situações mais graves) - veja aqui.
Entre as dúvidas frequentes sobre a doença, está a prevenção. Clarissa informa que para conter a infecção da varíola dos macacos se deve evitar o contato com pessoas doentes.
“Uma vez que tem alguém com algum tipo de lesão de pele é preciso ficar atento para evitar esse contato, evitar a aquisição desse vírus, porque é uma doença transmitida pelo contato principalmente. E uma vez que você teve contato com alguém é necessário ficar monitorando os sintomas, se vai ter febre, dor no corpo e alguma lesão de pele”, citou a médica.
A imunização contra a doença seria outra maneira de prevenir a varíola dos macacos. A vacina contra a varíola humana tem eficácia de até 85% e, conforme a infectologista, a depender do número de casos circulantes, há a possibilidade de ter que recuperar a vacina para avaliar a aplicação, mas isso depende de questões de políticas públicas.
Bahia Notícias
Estado é condenado a indenizar em R$ 100 mil família de homem atropelado por viatura
Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 00:00
por Cláudia Cardozo

Foto: Mateus Pereira / GOVBA
A família de um homem atropelado por uma viatura policial em Santo Antônio de Jesus será indenizada em R$ 100 mil pelo Estado da Bahia. A condenação de primeiro grau foi mantida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Segundo a ação, o homem foi atropelado por uma viatura do 14º Batalhão da PM, por volta das 12h em um dia de dezembro de 2010, quando atravessava a Avenida Luís Viana Filho, em Santo Antônio de Jesus. A viatura estava em alta velocidade e avançou o sinal vermelho, no momento em que colidiu com a vítima. O homem permaneceu internado por 18 dias, porém faleceu por não resistir aos ferimentos.
O Estado da Bahia, em sua defesa, alegou culpa exclusiva da vítima, que teria atravessado a via fora da faixa de pedestres, “tendo saído de trás de um caminhão estacionado, o que tornou impossível ao policial condutor da viatura evitar a colisão”. Afirma, ainda, que o veículo policial estava em diligência, com o giroflex e a sirene ligados, “de modo que tomou todos os cuidados necessários no episódio”. Por fim, argumenta que a parte autora não comprovou a ocorrência efetiva de danos materiais no caso em apreço, razão pela qual tal pedido também deve ser indeferido.
O laudo médico aponta que a vítima sofreu traumatismo torácico, com fraturas em uma costela atingindo o pulmão. Uma testemunha afirmou que havia um semáforo no local do acidente e que o mesmo se encontrava fechado (vermelho) para a passagem de veículos, momento em que surgiu uma viatura policial em alta velocidade, avançando o sinal vermelho, vindo a atropelar a vítima que, nessa hora, atravessava a faixa de pedestres.
Em primeira instância, a Justiça entendeu que o Estado tem o dever de indenizar a família da vítima. “Também não há dúvidas acerca de que o falecimento do de cujus ocorreu em virtude do referido atropelamento, conforme indicado pelos relatórios médicos e pelo laudo do exame de necrópsia juntados aos autos”, diz a sentença da 2ª Vara Cível e Comercial de Santo Antônio de Jesus. O juízo refutou a tese de que a vítima teria atravessado fora da faixa de pedestre.
A testemunha apontou que a faixa de pedestre próxima ao sinal de trânsito estava apagada, não sendo possível identificá-la com clareza. Aduz, entretanto, que o local do acidente foi próximo ao sinal, “onde tinha uma faixa de pedestre, mas ela não estava totalmente visível". “Não há como se afastar, portanto, a responsabilidade do Estado no caso em apreço, pela mera da alegação de que o de cujus não utilizou a faixa de pedestres do local. A uma porque o réu não produziu nenhuma prova neste sentido, ônus que lhe incumbia. Ademais, a prova testemunhal produzida, único elemento de prova destes autos que apresenta a dinâmica do fatídico evento, indica que a faixa de pedestres do local estava apagada e que o sinal semafórico foi desrespeitado pelo agente estatal”, diz a sentença.
Na decisão de piso, o juízo observa que, apesar da viatura estar em serviço de urgência, com uso do giroflex, “tal prioridade não isenta o condutor do veículo oficial de observar as regras básicas de trânsito, dispensando as cautelas devidas, especialmente quando há na via sinal semafórico fechado para si e aberto para os pedestres”. Por isso, foi fixado uma indenização no valor de R$ 100 mil, apesar de como dito na sentença, o valor só é capaz de “amenizar o sofrimento, a angústia e o trauma sofridos, possuindo, ademais, nítido caráter pedagógico, para que o réu seja mais cauteloso na orientação e formação de seus agentes, evitando-se, assim, novas condutas danosas e atentatórias aos direitos fundamentais”.
O Estado da Bahia recorreu da decisão, argumentando que só seria possível condená-lo a indenizar se restasse “caracterizada a culpa do condutor do veículo oficial, que, em verdade, estava no exercício de suas atividades, tendo tomado todas as precauções que lhe cabiam, no sentido de evitar quaisquer fatos adversos”. O Estado voltou a culpar a vitima por atravessar a via de “maneira desatenta, sem observar o trânsito”, “colocando-se em situação de vulnerabilidade, estando suscetível, portanto, a acidente, como de fato ocorreu". Entretanto, ao analisar os autos, o desembargador-relator do caso, José Alfredo Cerqueira da Silva, manteve a condenação contra o Estado por entender que houve culpa do réu no acidente.
Bahia Notícias
Piso salarial da enfermagem vale só no setor privado até as eleições, diz conselho
Sábado, 06 de Agosto de 2022 - 08:40
por Heloísa Mendonça | Folhapress

Foto: Divulgação
A lei que estabelece o piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras entrou em vigor nesta sexta-feira (5), com a publicação no Diário Oficial da União, mas só poderá ser aplicada, por enquanto, em instituições privadas e filantrópicas e municípios que tenham disponibilidade orçamentária, segundo o presidente do Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo), James Francisco dos Santos.
Já instituições estaduais e federais só poderão pagar o novo piso após as eleições. "A lei eleitoral não permite ajustes nesse período, só após o pleito, que teoricamente já será no fim do ano fiscal. Então [o piso salarial] deve começar a valer só em 2023", afirmou Santos à reportagem.
Por força da Emenda Constitucional 124, promulgada em meados de julho, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios têm até o fim do atual exercício financeiro para ajustar as remunerações e os respectivos planos de carreira de seus profissionais.
A medida publicada nesta sexta cria um piso mensal de R$ 4.750 para os enfermeiros. Técnicos em enfermagem devem receber 70% desse valor, e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50%.
A lei que institui os pisos nacionais também determina que as remunerações e os salários atualmente pagos a quem já ganha acima desses pisos deverão ser mantidos, independentemente da jornada de trabalho para a qual o trabalhador foi admitido. E que os acordos individuais ou coletivos também devem respeitar esses valores mínimos.
Bolsonaro vetou, porém, o trecho que previa o reajuste anual automático do piso salarial pela inflação. "Vimos a lei como uma vitória para a valorização da categoria. O novo piso vai beneficiar 90% dos profissionais de enfermagem de todo o país. Agora vamos correr atrás para que a questão do reajuste seja contemplada, já que o poder de compra do próximo ano não será o mesmo", disse o presidente do Coren-SP.
ENTIDADES QUESTIONAM
Deputados preveem que a mudança acarrete em um aumento de gasto com pessoal na ordem de R$ 16,31 bilhões ao ano, considerando instituições de saúde públicas e privadas. Segundo integrantes do governo, não é necessária uma medida para compensar o aumento de despesas com a criação do piso para enfermeiros.
Entidades nacionais de representação da saúde estão, no entanto, preocupadas com o custeio do aumento salarial. Elas emitiram uma nota na qual afirmam que consideram "danosa para o setor a implementação do Piso Nacional da Enfermagem sem que tenham sido definidas as fontes de custeio para pagar essa conta".
O texto, assinado apenas por entidades nacionais, por meio da CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde), afirma que é justa a valorização dos profissionais, pede urgência na definição dessas fontes e ressalta que, sem isso, a manutenção do acesso à saúde da população brasileira está seriamente ameaçada.
Além da CNSaúde, assinam o documento a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica), Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), ABCVAC (Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas), ABCDT (Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante), Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), CNM (Confederação Nacional de Municípios), CMB (Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos), Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) e a FBH (Federação Brasileira de Hospitais).
Bahia Notícias
Justiça da BA decreta prisão de candidato a vice governador em SE
em 5 ago, 2022 21:42

A Justiça da Bahia determinou na última quinta-feira, 4, a prisão temporária de sete pessoas, entre elas, o empresário Sérgio Gama, candidato a vice-governador de Sergipe na chapa liderada pelo candidato Rogério Carvalho (PT). A defesa do político sergipano fala em perseguição política e alega que ele não tem envolvimento com atos ilícitos e que sequer foi ouvido pelas autoridades.
Os integrantes do grupo estão sendo investigados por causa de denúncias de que estariam circulando armados ou em companhia de grupo armado para ameaçar posseiros no intuito de que se retirem de uma área, no município baiano de Itapicuru, comprada recentemente da empresa Cal Trevo.
No processo disponível no site do Tribunal de Justiça da Bahia, é possível visualizar que o pedido de prisão de Sérgio e outras seis pessoas partiu da Delegacia Territorial de Alagoinhas. O grupo está sendo investigado por crimes contra a liberdade pessoal, ameaça, crimes contra o patrimônio, associação criminosa, entre outros.
A assessoria jurídica de Sérgio Gama emitiu nota de esclarecimento. Confira:
“Em relação aos fatos veiculados na imprensa de que o candidato Sérgio Gama estaria sendo acusado de ameaçar posseiros com mandado de prisão expedido, a assessoria de jurídica esclarece que (i) o candidato jamais teve qualquer envolvimento em atos ilícitos; (ii) que adquiriu em 2021 em sociedade uma área no município de Itapicuru de propriedade da CalTrevo, gerando mais de 30 empregos; (iii) que as acusações são mentirosas e desprovidas de qualquer prova; (iv) coincidentemente esses fatos são apresentados durante o pleito eleitoral dentro de um procedimento que o acusado sequer foi ouvido, o que atesta o uso de informações falsas com o único intuito de manchar a sua honra e imagem. Reforçamos que tomaremos as medidas jurídicas cabíveis cíveis e criminais”.
Por Verlane Estácio
INFONET
Molon será candidato ao Senado e prepara uma vaquinha para financiar sua campanha
Publicado em 5 de agosto de 2022 por Tribuna da Internet

Em represália, o PSB cortou os recursos do Fundo Eleitoral
Johanns Eller
O Globo
A despeito da pressão para que desista da candidatura ao Senado, Alessandro Molon (PSB), durante coletiva de imprensa, anunciou nesta sexta-feira que mantém a candidatura, e lançará uma vaquinha para o financiamento de sua campanha.
A permanência de Molon na disputa era tida como incerta após o diretório nacional do PSB decidir que sua campanha não receberia verba do Fundo Eleitoral.
AMEAÇAS LÁ E CÁ – O gesto do PSB foi uma resposta ao sinal do comando nacional do PT de que Molon não conta com apoio da direção socialista, após a ameaça do PT Rio de romper a aliança com Marcelo Freixo (PSB) e apoiar outro candidato para o governo do estado.
A crise entre os dois partidos se deu porque Molon resistiu a abrir mão de sua candidatura ao Senado para apoiar o nome indicado pelo PT, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano.
O PSB argumenta que Molon descumpriu o acordo para apoiar o nome do PT ao Senado, uma vez que o candidato ao governo do estado já é do PSB. Molon diz que não foi feito acordo nenhum.
FREIXO APOIADO – Depois de alguns dias de impasse, porém, a direção do PT fluminense voltou atrás e o comando nacional do PT anunciou que permanecerá com Freixo.
Agora sem o financiamento do PSB, Molon pretende percorrer o estado e estruturar eventos de campanha a partir do dinheiro recolhido com a vaquinha virtual.
A estratégia conta com o apoio de artistas como Caetano Veloso, Maria Gadu e Pretinho da Serrinha, que já programaram um show para o dia 31 de agosto para arrecadar recursos. A cantora Anitta, que já manifestou apoio à candidatura de Molon nas redes sociais, também avalia se participará do evento.
LAVIGNE À FRENTE – Uma das organizadoras da vaquinha é a produtora Paula Lavigne, coordenadora do grupo de ativistas culturais 342 artes, mulher de Caetano e apoiadora de primeira hora de Molon. “A gente vai arrumar esse dinheiro para a campanha dele”, garante Lavigne, que organizou uma campanha de arrecadação similar na disputa de Boulos há dois anos.
Segundo ela, a campanha de Guilherme Boulos (PSOL) à prefeitura de São Paulo em 2020 amealhou R$ 1 milhão em doações, incluindo vaquinha e a arrecadação de um show de Caetano Veloso em uma live na internet.
Naquela eleição, Boulos fez uma campanha bem sucedida nas redes sociais e deixou concorrentes de peso como Márcio França (PSB) e Celso Russomanno (Republicanos) fora do segundo turno.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Fim de papo. Molon resolveu partir para o tudo ou nada. Não há dúvida de que é o melhor candidato, mas o favorito é Romário (PL) e os três restantes – Molon (PSB), Ceciliano (PT) e Daniel Silveira (PTB) vão dividir os votos entre si, numa eleição realmente muito difícil. (C.N.)
Paulo Octávio será candidato ao governo do Distrito Federal com Felipe Belmonte de vice
Publicado em 5 de agosto de 2022 por Tribuna da Internet

Octávio com Bolsonaro e André Kubistchek, bisneto de JK
José Carlos Werneck
Durante a convenção regional do PSD, realizada na tarde desta sexta-feira, o empresário Paulo Octávio foi confirmado candidato ao governo do Distrito Federal, tendo como vice o advogado Luiz Felipe Belmonte.
Felipe Belmonte é presidente regional do PSC e marido da deputada Paula Belmonte, do Cidadania do Distrito Federal.
BISNETO DE JK – Na ocasião, também foi confirmada também a candidatura de André Kubitschek, filho de Paulo Octávio e da neta de Juscelino, Anna Christina Kubitschek, como candidato a deputado federal, e dos distritais Robério Negreiros, Jorge Vianna e Cláudio Abrantes, à reeleição à Câmara Distrital.
Por fim, Carlos Divino, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, também do PSD, será o candidato ao Senado.
OCTÁVIO TEM CHANCE – O atual governador Ibaneis Rocha cometeu inúmeros erros em sua administração, notadamente nos setores da Saúde e Segurança Pública, além de não cumprir promessas de campanha, principalmente no que se refere aos assentamentos de terras, derrubando muitas moradias já concluídas.
Com o mau desempenho de Ibaneis e o ex-governador José Roberto Arruda optando pela candidatura a deputado, aumenta a chance de Paulo Octávio, empresário pioneiro, que realmente se identifica com Brasília, onde fez toda a sua vitoriosa carreira, com muitas
Vamos aguardar a decisão do eleitor do Distrito Federal, um dos mais antenados do Brasil, pois afinal é dele a palavra final.
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