sexta-feira, agosto 05, 2022

Bolsonaro e Centrão arruínam as instituições - Editorial



Bolsonaro exterminou as pastas da Saúde, Educação e Meio Ambiente e cooptou para a defesa de seus interesses órgãos da República, como a PGR

A degradação institucional promovida pelo presidente da República e pelos líderes do Centrão no Congresso é ampla e profunda. Não terminou ainda e está exclusivamente marcada por interesses eleitorais de Bolsonaro e dos partidos fisiológicos em aumentar suas bancadas para continuar parasitando o Orçamento no próximo governo, seja qual for.

A barreira para impedir o impeachment de Bolsonaro foi erguida ao preço de entregar a PP, PL, Republicanos e outras legendas fisiológicas o controle orçamentário. O resultado foi a criação das emendas do relator, cuja falta de transparência foi condição essencial para a distribuição de dinheiro público a currais eleitorais demarcados pelos caciques dos partidos governistas. Há rastros fortes de corrupção nas obras que financiaram e a Polícia Federal está no encalço de um dos ninhos de propulsão de obras irregulares, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, enquanto que os repasses de grande parte das emendas secretas para a Codevasf aguarda investigações sérias. Ambos são dirigidos por pessoas indicadas pelo PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira, e do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

O regimento da Câmara foi jogado pela janela na votação de propostas de emenda constitucional (PECs). A Constituição pode ser mudada em uma noite, com votações a toque de caixa na Câmara e no Senado, atropelando prazos regulamentares obrigatórios. A esbórnia está a serviço da pressa e esta, dos interesses. Depois que o governo enterrou a Lava-Jato com a ajuda da Procuradoria Geral da República, que eliminou as forças-tarefas com a ladainha de aumentar a produtividade das operações - e nunca mais se ouviu falar delas - o Congresso reformou, com apoio do PT, a lei de improbidade administrativa.

Um dos objetivos da mudança - é agora preciso provar a intenção do administrador em causar prejuízos aos cofres públicos - foi prospectivo. O STF julga uma ação que pode absolver políticos sob processo, como Arthur Lira, Wilson Witzel, Anthony Garotinho e Eduardo Cunha, entre outros.

Com o apoio de Lira, Ciro e por vezes de Rodolfo Pacheco, presidente do Senado (PSD-MG), Bolsonaro fez do orçamento fundo auxiliar da campanha para a reeleição, furando o teto de gastos várias vezes. Na última, aumentou para R$ 600 o Auxílio Brasil e criou vale para caminhoneiros.

O Centrão e o presidente da República infernizaram a Petrobras para mudar sua política de preços, criticaram seus altos lucros para em seguida pedir às estatais que antecipem dividendos ao governo, presumivelmente para haver recursos que permitam pagamento integral dos R$ 16 bilhões de emendas do relator no ano.

Com o sinal errado vindo do Executivo, que deveria indicar rumos e coordenar seus objetivos com os do Legislativo, o Congresso sentiu-se à vontade para fazer de tudo. A Câmara aprovou ontem projeto de lei para a renovação da frota de ônibus e caminhões, com prioridade para os caminhoneiros autônomos. O dinheiro para bancar o programa virá da Cide-combustíveis e, o que é muito ruim, dos recursos que as empresas de óleo e gás usariam para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O Executivo fez más escolhas, a base governista segue piorando-as.

O desejo das legendas que passaram a dominar o orçamento é o mesmo de Bolsonaro: continuísmo. O fundo eleitoral bateu recorde, R$ 4,9 bilhões. Com eleições mais caras, o interesse das cúpulas é apostar no certo e canalizar a maior parte dos recursos a quem já possui cargo eletivo, inibindo a renovação. O objetivo para os partidos que não têm candidato a presidente, e mesmo para alguns que têm, é aumentar seu cacife no jogo legislativo, ampliando suas bancadas.

O governo diminui as receitas da próxima administração sem cerimônia. Reduziu em 35% o IPI e quer cumprir velha promessa de campanha, a atualização da tabela do IR, além de ter criado a armadilha temporária dos R$ 600 do Auxilio Brasil, que prometeu manter se reeleito. O Bolsa Família, focado e exitoso, custava R$ 35 bilhões; seu substituto, desfigurado e sem foco, custará R$ 150 bilhões - e não há recursos sem cortes drásticos nos investimentos e no custeio do Estado.

Bolsonaro exterminou as pastas da Saúde, Educação e Meio Ambiente e cooptou para a defesa de seus interesses instituições da República, como PGR, AGU e CGU. É uma obra notável de destruição, que pode crescer com o ‘esforço concentrado’ da Câmara.

Valor Econômico

Situação na maior usina nuclear da Europa "fora de controle"




Nunca na era nuclear uma guerra esteve tão perto de uma usina deste tipo

Forças russas ocupam a usina nuclear ucraniana de Zaporíjia desde março. Chefe da Agência Internacional de Energia Atômica diz que todos os princípios de segurança nuclear foram violados após captura da instalação.

Por Stuart Braun

Especialistas dizem que a usina nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia, a maior da Europa, está "extremamente vulnerável" a um colapso, depois que o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que todas as medidas de segurança foram "violadas" pelas forças russas, que ocupam o local desde março. A usina também está perto de áreas de combate entre os ucranianos e os invadores russos.

Se a usina perder a energia da rede devido a um potencial aumento de combates na região, os geradores e baterias de backup não seriam suficientes para resfriar os seis reatores e os grandes reservatórios de combustível altamente radioativo, disse Shaun Burnie, especialista nuclear do Greenpeace Ásia Leste.

Somam-se a essas preocupações as suspeitas de que as forças russas estariam usando Zaporíjia como depósito de armas e cobertura para o lançamento de ataques. O secretário de Estado americano, Anthony Blinken, disse que a Rússia estaria usando a instalação nuclear como o "equivalente a um escudo humano". A declaração foi feita naconferência da ONU sobre não proliferação nuclear, nesta semana.

Usar a usina para esses fins viola a Convenção de Genebra, que prevê cuidados especiais se "instalações contendo forças perigosas" estiverem localizadas perto de combates. Cerca de 500 soldados russos estão atualmente no local.

Quando os primeiros combates começaram nas proximidades da usina, no início de março, foi a primeira vez na era atômica que uma guerra chegou tão perto de uma grande instalação desse tipo.

E, depois que as forças russas ocuparam a usina em meados de março e permitiram que a equipe ucraniana continuasse seu trabalho, as notícias de Zaporíjia, que atualmente opera três de seus seis reatores, passar a ser intermitentes.

Segurança nuclear "violada" por ocupantes russos

Agora, no entanto, aumenta novamente a preocupação de que a planta não esteja sendo suficientemente mantida.

"[É uma] violação de todas as medidas de segurança nuclear possíveis que você possa imaginar", disse Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em entrevista à DW.

"É verdade que há explosivos e outros materiais estocados perto dos reatores?", questiona ele sobre informações de que mísseis e outras armas poderiam ser lançados do local, com contra-ataque impossível devido à extrema ameaça de um acidente.

Grossi também está preocupado com o fato de os funcionários ucranianos sob comando dos ocupantes russos em Zaporíjia não conseguirem cumprir adequadamente suas funções e ainda enfrentarem ameaças de violência.

"Estou tentando montar uma missão técnica, liderada por mim, para ir até lá [Zaporizhia] para resolver vários problemas", disse à DW.

Mas o acesso será impossível sem o acompanhamento das forças de paz da ONU, explica Grossi, razão pela qual ela está com contato com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Em entrevista à AP, Grossi disse que a AIEA tem apenas contato "irregular" com funcionários do local. Ele também está preocupado de que os equipamentos necessários, incluindo peças de reposição para manutenção dos reatores, não estejam sendo entregues devido a cadeias de suprimentos interrompidas.

"Não temos certeza se a planta está recebendo tudo o que precisa", afirmou, acrescentando que a situação está "completamente fora de controle".

Planta "extremamente vulnerável”

Shaun Burnie, do Greenpeace, concorda que é vital que funcionários locais treinados mantenham suas posições e possam trabalhar com segurança na usina. Embora a Rússia tenha mais que o dobro de reatores do que a Ucrânia, a maioria deles são modelos mais antigos, o que significa que seus engenheiros não têm experiência para operar a tecnologia em Zaporínjia, que é mais moderna.

A equipe local também seria necessária no caso de inundações regulares do rio Dnieper, que flui nas proximidades da usina e pode danificar as barragens e reservatórios que fornecem água de resfriamento para os reatores.

Petro Kotin, chefe da estatal ucraniana Energoatom, operadora de usina nuclear, acusou a Rússia de sequestrar até 100 funcionários de Zaporínjia.

"Algumas dessas pessoas voltam ao trabalho com a psique abalada, declarando que amam o mundo russo por causa das torturas que sofreram dos invasores", disse Kotin.

Burnie está duplamente preocupado após uma recente visita à usina nuclear de Chernobyl, que anteriormente também ocupada pela Rússia, local do pior desastre nuclear do mundo em 1986.

Lá, sua equipe descobriu uma zona de exclusão restrita repleta de minas – o que impediu o monitoramento efetivo da área. Ele disse que também descobriu que equipamentos vitais de monitoramento em Chernobyl foram destruídos, roubados e danificados pelas forças russas.

Grossi, vem pedindo a libertação da usina dos "invasores" russos, dizendo que o presidente russo, Vladimir Putin, está envolvido em "terrorismo nuclear".

Deutsche Welle

Qual é a relação de Taiwan com os EUA?



Visita da presidente da Câmara norte-americana à ilha provocou protestos da China. Apesar de reconhecerem a política de unidade chinesa, EUA veem Taiwan como antigo aliado e abastecem ilha com armas modernas

Por Dang Yuan

Após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945 e a guerra civil chinesa em 1949, dois países na Ásia passaram a atender pelo nome de China: a "República da China”, em Taiwan, que reivindica todo o território chinês desde a derrota na guerra civil, e a "República Popular da China”, proclamada por Mao Tsé-Tung em Pequim em 1949 e que vê Taiwan como uma província rebelde. Essas visões são sustentadas por constituições dos dois territórios até os dias de hoje.

O Partido Comunista Chinês, que governa o lado continental, nunca regeu sob a ilha de Taiwan desde então. Taiwan, por sua vez, nunca conseguiu ditar os rumos da política além do seu território – a região tem eleições democráticas e alternância de governo desde a década de 90.

Por um tempo, ninguém quis mudar essa situação. 

Até que em 2005 Pequim aprovou a Lei Anti-Secessão, que permite ao "Exército de Libertação" chinês reprimir, sob força de armas, uma eventual declaração de independência de Taiwan. O regime chinês aponta já há anos milhares de mísseis na direção de Taiwan, cujo território mais próximo da República Popular da China fica a menos de dois quilômetros de distância. As tensões militares nos dois lados do Estreito de Taiwan têm crescido com frequência.

Isolados da comunidade internacional

Até o início dos anos 70, Taiwan era reconhecida pela comunidade internacional como "República da China". Em 1971, contudo, a Organização das Nações Unidas decidiu que Pequim passaria a representar a China em todos os seus órgãos. Com isso, a "República da China” foi "substituída” pela comunista República Popular da China.

No ano seguinte, o governo alemão retomou os laços diplomáticos com a República Popular da China. A decisão à época foi baseada na política de unidade chinesa, que reconheceu Pequim como o único governo legítimo da China e veta relações diplomáticas com o lado taiwanês, entendimento que continua a vigorar ainda hoje. Atualmente, apenas 14 Estados da comunidade internacional reconhecem Taiwan, entre eles o Vaticano.

Pouco tempo depois, em 1979, depois de alguns anos de reaproximação, foi a vez de os Estados Unidos romperem suas relações com Taiwan e reconhecerem a República Popular da China. No mesmo ano, o Congresso americano aprovou uma lei, a "Taiwan-Relations-Act", que autoriza a venda de sistemas de armamento modernos à ilha e exige do governo americano a manutenção da paz em Taiwan e seu entorno.

EUA querem fortalecer democracia na Ásia

Em Washington predomina na política a opinião de que os EUA, por razões históricas, não podem deixar Taiwan à mercê de Pequim. Durante boa parte da Guerra Fria, Taipei e Washington eram aliados na luta contra a China comunista. Depois, no entanto, os EUA se aproximaram da China comunista quando esta se distanciou da antiga União Soviética. Mais recentemente, os americanos passaram a ver a ascensão do regime de Pequim com grande desconfiança e os chineses como rivais; Taiwan, por outro lado, é um aliado importante, que compartilha dos mesmos valores.

Em sua visita à ilha, a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, foi taxativa: ela quer "deixar muito claro que os EUA não desistirão dos compromissos firmados com Taiwan”. O território também tem importância estratégica, pois a partir dele podem ser observadas as movimentações de todos os navios e aviões de guerra chineses na região do Pacífico.

Princípio da unidade chinesa

Para o Partido Comunista chinês, o princípio da unidade chinesa tem uma mensagem e objetivo claros: Taiwan deve ser reintegrada ao continente sob a liderança de Pequim. Já em Taiwan, esse princípio ganha interpretações diferentes. Para o principal partido de oposição de lá, o KMT, os dois lados da disputa acordaram numa rodada de conversas em 1992 em Hong Kong que só existe uma China – se taiwanesa ou comunista, isso depende da interpretação de cada parte interessada. O acordo em questão ficou posteriormente conhecido como "Consenso de 1992".

Para Pequim, o "Consenso de 1992” é a base política para relações pacíficas. Na prática, o governo nunca se pronunciou publicamente sobre a possibilidade de que a palavra "China" poderia se referir a qualquer outro país que não a República Popular da China.

O partido governista em Taiwan, DPP, da presidente Tsai Ing-wen, não é um grande entusiasta do "Consenso de 1992". "Em 1992, ambos os lados chegaram a alguns pontos em comum", afirmou a presidente em seu discurso de posse, em 2016. "Eu respeito esse fato histórico." Ela disse estar disposta a manter a paz e a estabilidade, mas sem desconsiderar a democracia e a vontade popular dos taiwaneses.

A opinião pública em Taiwan está profundamente dividida entre a independência ou a reintegração à China devido aos fluxos migratórios históricos que tem recebido do continente, sobretudo desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Zero tolerância de Pequim

Só o fato de o governo em Taipei se referir a si mesmo como "Taiwan" em vez de "República da China" já é visto por Pequim como um passo que antecede a declaração da independência, já que a nova nação se chamaria Taiwan e a própria China não reconhece a "República da China", tampouco seu hino nacional e bandeira.

Funcionários públicos chineses aprendem na sua primeira introdução ao serviço que Taiwan não tem "presidente”, mas sim uma "chefe administrativa local".

Pequim bloqueia o acesso de Taiwan a organizações internacionais, razão pela qual a ilha não pôde participar da Organização Mundial de Saúde durante a pandemia de Covid-19. A Alemanha também não tem nenhuma missão diplomática em Taiwan, apenas um instituto alemão em Taipei. Já a "República da China" tem uma representação diplomática de Taipei em Berlim. Nos jogos olímpicos, os atletas taiwaneses participam das competições como "chineses de Taipei".

Deutsche Welle

Bolsonarista que matou petista levou mais de 20 chutes na cabeça

 Redação Notícias

Novas imagens das câmeras de segurança mostram que bolsonarista que matou petista levou mais de 20 chutes na cabeça após os disparos. (Foto: Reprodução)
Novas imagens das câmeras de segurança mostram que bolsonarista que matou petista levou mais de 20 chutes na cabeça após os disparos. (Foto: Reprodução)

Novas imagens das câmeras de segurança do local onde ocorreu o assassinato do petista Marcelo Arruda mostram que o policial penal bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho foi atingido por mais de 20 chutes na cabeça após ser baleado em confronto com a vítima, que comemorava o aniversário de 50 anos com uma festa temática do PT, em Foz do Iguaçu (PR), na noite de 9 de julho.

Caído no chão após atirar primeiro contra Arruda e depois ser atingido, Guaranho foi alvo de uma sessão de espancamento de quase seis minutos, como mostra o vídeo obtido pelo UOL.

Foram ao menos 38 agressões, que também incluem chutes no tórax, nas pernas e dois saltos sobre o peito. Enquanto isso, Arruda recebia assistência de pessoas que estavam no salão.

As agressões fazem parte de uma investigação paralela conduzida pela Polícia Civil do Paraná, que apura o impacto das lesões sofridas por Guaranho em decorrência dos chutes e pisões praticados por três convidados da festa. O policial penal também foi ferido por seis tiros disparados por Arruda, que o atingiram no rosto, pescoço e pernas.

Como a investigação da Polícia Civil do Paraná corre em segredo de Justiça, a identidade dos agressores não foi informada, e também está inacessível ao Ministério Público e aos advogados de Guaranho.

Preso preventivamente e denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado, Guaranho teve alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Ministro Costa Cavalcanti há duas semanas, mas continua internado na enfermaria da unidade de saúde. O processo de recuperação ainda é considerado delicado, segundo os representantes legais dele.

O advogado Luciano Santoro relaciona as agressões à gravidade da lesão, e diz que Guaranho perdeu a memória do dia do tiroteio. "Chutaram muito a cabeça dele. É um milagre ele ter sobrevivido".

10 pontos sobre o caso do assassinato do petista

Como estão as investigações sobre as agressões?

O inquérito conduzido pela Polícia Civil do Paraná será concluído após o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para apurar o grau das lesões em decorrência das agressões, que será feito em Jorge Guaranho assim que ele tiver alta hospitalar, prevista para os próximos dias.

"[Guaranho] será submetido ao exame de corpo de delito, necessário para a conclusão da investigação", informou em nota a Polícia Civil.

"É um fato grave. Assim que o inquérito for concluído, o Ministério Público irá analisar a conduta dos agressores e tomará as providências cabíveis", informou o promotor Tiago Mendonça Lisboa em entrevista ao UOL.

Como começou o desentendimento?

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), Guaranho foi ao local pela primeira vez de carro com a esposa que estava com a filha do casal do colo no banco traseiro para "provocar" os convidados, já que a festa era alusiva ao PT. Após uma discussão, Arruda atirou areia na direção do carro. O policial penal sacou uma arma, prometendo voltar.

Como reagiram Arruda e os convidados após a chegada do atirador?

O vídeo mostra a reação dos convidados e da vítima nos momentos que antecederam o tiroteio. No salão, Arruda se despediu de algumas pessoas e se juntou aos amigos, que estavam na área externa do salão, nos fundos.

Ao perceber a chegada de Guaranho, um dos convidados levantou rapidamente da cadeira. Arruda sacou a arma da cintura e caminhou na direção de Guaranho, que atirou, dando início ao confronto.

Como começaram as agressões?

Após ser atingido pelos disparos em meio ao tiroteio, Guaranho caiu no chão. Nesse momento, um homem de bermuda e boné que se protegia da linha de tiro atrás de uma parede nos fundos do salão acertou quatro chutes na cabeça do policial penal bolsonarista. Em seguida, um dos convidados se aproximou e afastou com o pé a arma usada por Guaranho.

Como as agressões se intensificaram?

Cerca de um minuto depois do confronto, o segundo agressor entrou no salão. Nesse momento, três pessoas agrediram Guaranho ao mesmo tempo.

O primeiro, visto logo após o tiroteio, acertou dois chutes na cabeça do policial penal. Após chutar cinco vezes o corpo de Guaranho, o segundo agressor deu outros três chutes na cabeça dele.

E um terceiro agressor deu um chute também no corpo de Guaranho. Foi a única participação dele no espancamento. Em seguida, ele retirou a camisa para estancar o sangramento de Arruda e se dedicou apenas ao socorro ao amigo.

Como foram os pulos sobre o peito de Guaranho?

Dez segundos depois da sequência de espancamento, o segundo agressor pegou impulso e pulou com os dois pés sobre o corpo de Guaranho. Em seguida, saltou mais uma vez sobre o peito do policial penal.

Na sequência, deu outros cinco chutes na cabeça do atirador, aparentou xingá-lo e acertou mais um chute no corpo do bolsonarista. Só saiu do local naquele momento após ser retirado por uma mulher.

As mulheres no local impediram que ocorressem mais agressões?

Sim. Após a série de agressões descrita acima, o segundo agressor retornou ao local para chutar mais uma vez a cabeça de Guaranho e só foi afastado após nova discussão com a mesma mulher que o retirou do local no momento anterior. O primeiro agressor se aproximou de Guaranho, mas foi convencido por outra mulher a se afastar.

O segundo agressor foi o mais violento?

É o que as imagens mostram. Após os ataques relatados acima com base nas câmeras de segurança do local do crime, ele voltou a agredir Guaranho em outras duas ocasiões.

Em uma delas, desferiu dois chutes na cabeça e deu um pisão no peito do policial penal antes de ser afastado dali. Em alguns momentos, Guaranho erguia a mão, aparentando pedir por ajuda. Dois minutos depois, esse agressor voltou correndo ao salão para acertar uma sequência de outros sete chutes na cabeça de Guaranho, que em seguida ficou inconsciente.

Essas agressões podem ser consideradas um crime?

Sim, mesmo alegando que foram cometidas no calor dos acontecimentos, eles podem virar réus por lesão corporal ou tentativa de homicídio. Para que isso ocorra, é necessário que a Polícia Civil conclua a investigação e encaminhe o inquérito ao Ministério Público para que seja oferecida denúncia à Justiça.

O que dizem os advogados de Guaranho?

Em nota conjunta, os advogados Cleverson Ortega, Poliana Lemes e Luciano Santoro dizem acompanhar a investigação paralela conduzida pela Polícia Civil do Paraná sobre as agressões sofridas por Guaranho.

"[O policial penal] foi vítima de um crime brutal, com mais de cinco minutos de intensas agressões quando já agonizava após ser ferido por ao menos seis tiros (...). Uma barbárie que não se justifica, sendo um milagre ter sobrevivido", dizem.

por Herculano Barreto Filho, da Folhapress

YAHOO

Jô Soares morre em São Paulo, aos 84 anos

 sex., 5 de agosto de 2022 6:23 AM

Famosos prestam homenagens a Jô Soares nas redes sociais; Apresentador morreu no início desta sexta-feira (05)
Famosos prestam homenagens a Jô Soares nas redes sociais; Apresentador morreu no início desta sexta-feira (05)

O ator, escritor e diretor Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira, aos 84 anos. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde 25 de julho deste ano para tratar uma pneumonia. Ex-esposa do artista, Flavia Pedra Soares disse que ele estava "cercado de amor e cuidados" e informou que o funeral será restrito para família e amigos próximos.

"Aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida. A vida de um cara apaixonado pelo país aonde nasceu e escolheu viver, para tentar transformar, através do riso, num lugar melhor", escreveu Flavia.

E continuou: "Viva você meu Bitiko, Bolota, Miudeza, Bichinho, Porcaria, Gorducho. Você é orgulho pra todo mundo que compartilhou de alguma forma a vida com você. Agradeço aos senhores Tempo e Espaço, por terem me dado a sorte de deixar nossas vidas se cruzarem. Obrigada pelas risadas de dar asma, por nossas casas do meu jeito, pelas viagens aos lugares mais chiques e mais mequetrefes, pela quantidade de filmes, que você achava uma sorte eu não lembrar pra ver de novo, e pela quantidade indecente de sorvete que a gente tomou assistindo. Obrigada para sempre, pelas alegrias e também pelos sofrimentos que nos causamos. Até esses nos fizeram mais e melhores. Amor eterno, sua, Bitika".

Nascido José Eugênio Soares, Jô nasceu em 16 de janeiro de 1938, no Rio de Janeiro. Ele trabalhou nas emissoras Continental, TV Rio, Tupi, Excelsior, Record, SBT e na Globo.

Depois dos programas voltados ao humor, o artista iniciou sua carreira como apresentador no SBT, com o programa “Jô Soares Onze e Meia”, que foi ao ar entre 1988 e 1999. Logo em seguida, em 2000, foi ao ar, na TV Globo, o talk-show mais famoso do país: o “Programa do Jô”, que ficou no ar por 16 anos.

A morte de Jô foi lamentada por artistas nas redes sociais. A apresentadora Adriane Galisteu postou: "Meu Deus o mundo sem você…. Meu amado amigo , diretor, conselheiro , vizinho que tristeza… você sempre foi cercado de amor e sempre será assim ! Vou seguir te aplaudindo e através de suas obras aprendendo com vc! Obrigada por tantas risadas , tantas conversas por todos os ensinamentos".

A também apresentadora Ana Maria Braga foi outra que também fez sua homenagem ao artista. "Eu tive a honra de conhecer e conviver com esse jornalista e humorista tão talentoso e querido de todos nós. Hoje o dia amanheceu mais sem graça. Vá em paz meu amigo!", escreveu ela.

"O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto", lamentou Zélia Duncan.

YAHOO

MDB do Rio abandona Tebet e decide apoiar Lula

 Quinta, 04 de Agosto de 2022 - 22:00


por Fábio Zanini | Folhapress

MDB do Rio abandona Tebet e decide apoiar Lula
Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução/Agência Brasil

O diretório estadual do MDB do Rio de Janeiro aprovou moção em que apoia a candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de a sigla ter lançado oficialmente a senadora Simone Tebet (MS) na disputa.
 

"A gravidade especial do momento, não qualquer desmerecimento à candidatura posta pelo MDB, nos impõe já no primeiro turno das eleições apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mais qualificado entre todos para governar. Ao fazê-lo estamos cumprindo nossos deveres com o Brasil", diz o texto da moção, aprovada pela convenção estadual do partido, nesta quinta-feira (4).
 

O texto elenca uma série de ameaças que pairam sobre o país. Na economia, afirma que "o Brasil está vivendo um dos momentos mais difíceis de sua história". "Há mais de 40 anos nossa economia cresce de modo irregular, a taxas muito baixas e sem sinal de recuperação", diz o documento.
 

Na política, prossegue a sigla, "o ambiente político está carregado de tensões e de conflitos inúteis, cujos efeitos são a paralisia do Estado e a perda de confiança da população nas instituições".
 

A moção ainda faz uma crítica à gestão de Jair Bolsonaro (PL). "O radicalismo do atual governo e dos grupos a ele associados fomentam uma crise que pode ter graves consequências", afirma.
 

Embora tenha perdido força em razão de escândalos em anos recentes que atingiram alguns de seus principais quadros, como os ex-governadores Sergio Cabral e Luiz Fernando Pezão e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o MDB fluminense segue sendo influente dentro do partido. A decisão de apoiar Lula é mais um sinal da fragilidade da candidatura de Tebet na legenda.

Bahia Notícias

Ana Coelho não precisará deixar presidência do Grupo Aratu caso eleita vice-governadora

 Sexta, 05 de Agosto de 2022 - 00:00

por Lula Bonfim

Ana Coelho não precisará deixar presidência do Grupo Aratu caso eleita vice-governadora
Foto: Matheus Lemos

A empresária Ana Coelho (Republicanos), escolhida por ACM Neto (União) nesta quinta-feira (4) como candidata a vice-governadora na sua chapa, não precisará deixar a presidência do Grupo Aratu caso seja eleita para o cargo. De acordo com o advogado eleitoralista Neomar Filho, o cargo específico disputado pela executiva não possui “tinta na caneta” e, por isso, pode ser compatível com o comando de uma empresa.

 

“Ela não estaria impedida. Não haveria incompatibilidade. A não ser que ela substitua definitivamente o governador. Aí sim haveria incompatibilidade. Mas, como vice, não”, afirmou Neomar.

 

Ana Coelho também não precisa se preocupar com sua elegibilidade. No caso específico, segundo o especialista em direito eleitoral, há necessidade de se desincompatibilizar da presidência do Grupo Aratu para concorrer ao cargo de vice-governadora.

 

“O fato de ocupar a presidência de um grupo empresarial do setor de comunicação, por si só, não induz a inelegibilidade ou o necessário afastamento. Fosse o caso de ser dirigente de uma empresa pública ou mantida pelo governo, aí sim haveria, em tese, a necessidade de desincompatibilização. Ou, por exemplo, se ocupasse a mesma função numa empresa com repercussão na economia nacional”, explicou Neomar.

 

Ainda conforme explicação do advogado, não cabe interpretações extensivas da legislação eleitoral. Não havendo proibição direta para que uma dirigente empresarial se candidate, então ela fica autorizada a participar das eleições sem que precise deixar a empresa.

 

“As hipóteses de inelegibilidade devem ser interpretadas restritivamente, e, portanto, entendimentos extensivos e que ampliem o objetivo da legislação eleitoral sobre esse tema devem ser evitados”, finalizou o especialista.

 

Ana Coelho foi anunciada, na tarde desta quinta, como a candidata a vice na chapa de ACM Neto, após alguns dias de discussões entre os partidos aliados do ex-prefeito de Salvador. Sobrinha do ex-governador Nilo Coelho, a empresária superou quadros políticos conhecidos como Adolfo Viana (PSDB), Marcelo Nilo (Republicanos) e Zé Ronaldo (União) na disputa pela vaga (saiba mais aqui).

Bahia Notícias

Relatório da CPI que culminou em operação da PF pede investigação de dono do Bahia de Feira

 Sexta, 05 de Agosto de 2022 - 00:00


por Bruno Leite / Nuno Krause

Relatório da CPI que culminou em operação da PF pede investigação de dono do Bahia de Feira
Foto: Leandro Aragão / Bahia Notícias

O presidente do Bahia de Feira, Jodilton Souza, é um dos citados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Contratos da Saúde Municipal, que culminou na deflagração da operação No Service, da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (4), em Feira de Santana (veja aqui e aqui).

 

A comissão apontou supostas ilegalidades em contratos firmados pela gestão feirense com cooperativas de terceirização de mão de obra e outras irregularidades envolvendo outras empresas do setor de saúde, uma delas o Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO), cujo sócio-administrador é o dirigente do clube de futebol.

 

De acordo com o documento, Jodilton foi o responsável por adquirir as cotas do secretário de Saúde Marcelo Britto, que se desfez da sua participação no quadro societário do HTO em 2021, através de uma venda que teria sido simulada, intermediada pela cunhada do titular da pasta, Maria José da Veiga Marcelino. 

 

A negociação aconteceu, indicou a CPI, por um montante muito abaixo do valor de mercado, por R$ 17 mil cada uma. À época, Marcelo - agora afastado - estava prestes a ser nomeado como secretário no governo do prefeito Colbert Martins (MDB) e, por conta do credenciamento que o hospital tinha com o Sistema Único de Saúde (SUS), não poderia manter contrato com o município nem ser sócio de empresa que o tivesse. 

 

Segundo a investigação da Câmara Municipal, a simulação da venda "se revelou uma saída fácil, para, de dentro da secretaria de saúde [Britto pudesse] conduzir o esquema criminoso, vez que, a pasta, é de ordenadora de despesas, e o cargo de secretário lhe dá o status e o poder de gerir o fundo municipal de saúde com seus mais de R$ 400 milhões por ano".

 

Ao Bahia Notícias, o relator da CPI, o vereador Ivamberg Lima (PT), disse que a comissão agora espera da Polícia Federal e da Receita Federal a quebra do sigilo bancário dos envolvidos para que seja esclarecida a dimensão real da operação financeira.

 

Durante o processo, acusa o parlamentar, contradições dão indícios da ilegalidade da movimentação. "Pelo que ele [Marcelo Britto] diz, eram dez cotas e cada uma foi vendida por um valor em torno de R$ 15 mil. Mas, numa outra oitiva, ele disse que o valor do patrimônio era de R$ 17 milhões. Como um patrimônio desse valor pode ser vendido por cerca de R$ 15 mil?", provocou.

 

Em contato com o BN, Jodilton afirmou que não tinha conhecimento dos pormenores envolvendo a aquisição das cotas. "Quem negociou a compra foi o meu jurídico", justificou. 

 

Também procurada, a assessoria da Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia afirmou que, por ordens do setor de comunicação de Brasília, a corporação não está autorizada a ceder entrevistas. Conforme justificou a instituição, por conta da proximidade com as eleições, as equipes estão em "defeso eleitoral".

Bahia Notícias


Nota da redação deste Blog - Só a Câmara de Veredores de Jeremoabo foge de uma CPI como o satanás foge da cruz, mesmo com centenas de falcatruas, improbidades praticadas pelo prefeito e seus secretários diariamente dennciado pelos proprios edis.

Esse mistério só pode ser desconhecimento, não dispor de segurança para executar uma CPI, não sabe nem tem interesse em apender.

Jô Soares morre aos 84 anos, em São Paulo

 Sexta, 05 de Agosto de 2022 - 06:40


Jô Soares morre aos 84 anos, em São Paulo
Foto: Reprodução / Instagram

Ator, humorista, escritor e diretor, Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira (5), aos 84 anos. Jô estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o fim de julho para tratar de uma pneumonia. A causa da morte não foi informada. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

Ex-mulher de Jô, Flávia Pedras informou a morte na sua rede social. “Faleceu há alguns minutos o ator, humorista, diretor e escritor Jô Soares. Nos deixou no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, cercado de amor e cuidados”, disse.

 

O enterro e velório do corpo de Jô serão reservados à família e amigos.

 

lávio confirma participação de Jair Bolsonaro no Jornal Nacional

por Folhapress

Flávio confirma participação de Jair Bolsonaro no Jornal Nacional
Foto: Alan Santos / PR

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou nesta quinta-feira (4) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) participará do Jornal Nacional, da TV Globo, no próximo dia 22 de agosto. O anúncio foi feito pelo Twitter e, segundo Flávio, o pai dará a entrevista diretamente do Palácio da Alvorada.
 

Bolsonaro havia exigido que a entrevista fosse realizada na residência oficial, mas inicialmente a Globo rejeitou o pedido. Procurada pela reportagem nesta quarta-feira, a emissora disse que detalhes só serão divulgados nesta sexta-feira (5).
 

A ordem das entrevistas com os presidenciáveis foi sorteada na última segunda-feira (1º). As entrevistas devem ter duração de 40 minutos, e serão conduzidas pelos âncoras William Bonner e Renata Vasconcellos.
 

Pelo sorteio, ficou definido que Bolsonaro seria o primeiro convidado. Esta quinta-feira era a data final para confirmação da participação. Em 2018, quando se candidatou pela primeira vez, Bolsonaro também compareceu à entrevista.
 

Depois de Bolsonaro, o segundo entrevistado seria André Janones (Avante), mas o deputado federal retirou a candidatura à Presidência da República hoje. Os demais candidatos entrevistados serão Ciro Gomes (PDT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Simone Tebet (MDB), nesta ordem.

Bahia Notícias

TRE do Rio de Janeiro convocará militares por temer “violência e tensão política” na eleição

Publicado em 4 de agosto de 2022 por Tribuna da Internet

Tribunal criou grupo especial para prevenir qualquer problema

Bruna Lima
Metrópoles

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro decidiu que as Forças Armadas serão convocadas durante o pleito no estado para garantir a segurança do processo das eleições.

A convocação, contudo, terá motivação diferente das quatro últimas que ocorreram no Rio. Em 1994, o TRE-RJ pediu a intervenção das Forças Armadas devido à ameaça de fraude nos votos com cédulas de papel. Já em 2008, 2012 e 2018, os militares foram convocados para auxiliar na contenção da violência urbana no estado.

CENÁRIO DE ÓDIO – Desta vez, o tribunal considera como ameaças a violência urbana e a escalada da tensão política provocada pelo cenário de ódio e pelos ataques de Jair Bolsonaro e seus apoiadores contra o sistema eleitoral.

“A maior preocupação é a violência concreta de um cenário polarizado, de tensão política, e de que, além do tráfico e da milícia, existam ações de extremistas e lobos solitários que queiram atrapalhar o processo eleitoral”, disse o presidente do TRE-RJ, desembargador Elton Leme.

A ideia de convocar as Forças Armadas já existia desde dezembro de 2021, quando Leme assumiu a presidência do TRE-RJ. Diante dos últimos eventos de violência e crimes com motivação política – como o assassinato do petista Marcelo Arruda por um bolsonarista em Foz do Iguaçu, e a bomba caseira no evento de Lula na Cinelândia –, o plano avançou.

NOVO GABINETE – O TRE-RJ aprovou, então, na tarde de quinta-feira (28/7), a criação do Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional, para definir diretrizes da atuação das Forças Armadas nas eleições. O grupo conta com a participação de representantes do Comando Militar do Leste, do Ministério Público estadual, da Procuradoria Regional Eleitoral, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Polícia Civil.

A primeira reunião do gabinete ocorreu na manhã desta sexta-feira (30/7). O encontro objetivou integrar a equipe que atuará na segurança das eleições, trocar informações sobre o cenário de violência eleitoral e discutir as atribuições de cada órgão na fiscalização. As agendas irão ocorrer a cada 10 dias.

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