sábado, junho 25, 2022

Convergência populista




Querem todos, cada um a sua maneira, voltar a poder 'botar as mãos' na estatal

Por Rogério Furquim Werneck (foto)

Só não vê quem não quer. O populismo se alastra. No governo, na oposição, no Congresso e no Judiciário. O alastramento salta aos olhos na celeuma em torno da Petrobras.

Alarmado com as dificuldades da reeleição, Jair Bolsonaro parece mais e mais enfurecido com sua incapacidade de sustar os reajustes de preços de combustíveis que, na esteira da elevação dos preços internacionais, continuam a ser feitos pela empresa.

A oposição festeja a impotência de Bolsonaro. Lula alega que, se tivesse “coragem”, o presidente poderia resolver o problema com uma canetada (Estado, 9/6). Mas não deixa de se mostrar perfeitamente alinhado com a irritação de Bolsonaro com a Petrobras: “Por que impor um preço internacional a um produto nacional? Isso é perda de soberania” (Folha, 18/6).

Em tempo: uma boa alma poderia tentar explicar a Lula o significado de soberania, palavra que passou a usar a cada três frases, quase sempre de modo despropositado, como na declaração acima.

No Congresso, campeiam, sob o signo do populismo, os Cavaleiros do Centrão. A cada dia, suas hostes saem em campo para resolver a ferro e fogo, não importa a que custo, as urgências eleitorais do momento.

Com o Poder Executivo fragilizado e o Congresso imbuído de onipotência, o Centrão já nem disfarça a truculência com que se dispõe a anarquizar arranjos institucionais duramente construídos, para se livrar de inconveniências eleitorais momentâneas.

Diante de autorizações, eleitoralmente inoportunas, de reajuste de tarifas de energia elétrica em vários estados, o Centrão se dispôs a recorrer a um Projeto de Decreto Legislativo, para atropelar a agência reguladora, romper contratos, dar o dito por não dito e adiar os reajustes para 2023.

Na mesma linha, o Centrão decidiu, da noite para o dia, propor intervenções brutais na cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e telecomunicações. Sem se preocupar com a eficácia das medidas ou com seus efeitos sobre as finanças dos estados.

E há muito mais sendo urdido pelo Centrão. Até mesmo um estado de emergência, para driblar restrições impostas pela legislação eleitoral e pelo teto de gastos e viabilizar mais um irresponsável pacote de bondades. É a marcha desenfreada do populismo.

É nesse vale-tudo que se insere o ataque do presidente da Câmara à Petrobras, prenúncio da nova missão a que agora se propõe o Centrão, em sua cruzada de desconstrução institucional: desmantelar as exigências legais de boa governança na empresa, para que ela possa ser reintegrada à “família”.

E Glesi Hoffmann, presidente do PT, já deixou claro que seu partido está de pleno acordo com essa iniciativa do Centrão de rever a Lei das Estatais (Valor, 23/6).

Chama a atenção que ainda haja quem, de boa-fé, se permita criticar a construção institucional que hoje permite proteger a Petrobras contra manipulações eleitoreiras. E lamente que a empresa não possa mais adotar uma política de preços discricionária, ditada pelo governo, que atenue o impacto do encarecimento global do petróleo e seus derivados.

Há que refrear a ingenuidade e indagar: ao longo dos últimos 20 anos, que uso deu o governo a seu poder de impor políticas discricionárias à Petrobras? Lula e Dilma, numa lista curta, mantiveram preços represados, obrigaram a empresa a desenvolver projetos de investimento desastrosos e a sobrecarregaram com obrigações absurdas de compra de equipamentos nacionais e participação mínima em projetos no pré-sal.

E, pior, ainda envolveram a empresa no escandaloso esquema de apoio do Centrão ao governo, que redundou no petrolão. Alguém tem dúvida sobre o que faria Bolsonaro, agora, caso pudesse intervir nas decisões da Petrobras?

Não há como ter ilusões. Nessa celeuma, Bolsonaro, Lula e o Centrão estão irmanados no mesmo propósito. Querem todos, cada um a sua maneira, voltar a poder “botar as mãos” na Petrobras. É preciso resistir à onda populista e preservar a blindagem da empresa, para que o circo de horrores dos últimos 20 anos não seja remontado.

O Globo

O homem mais poderoso do Brasil




Diante das evidências, já deveria estar claro para todo mundo que Gilmar Mendes é o homem mais poderoso do Brasil. Os partidos são dele. Todos. O governo é dele. Todo. Os poderes são dele. Todos. 

Por Mario Sabino (foto)

Não existe ninguém mais poderoso no Brasil do que Gilmar Mendes. Se um ministro do STF pode tudo, ele pode ainda mais. Não há ninguém capaz de ombrear com ele. No Supremo, ele engoliu todos os presidentes do tribunal, desde que Joaquim Barbosa deixou o cargo e retirou-se da Corte. Engoliu Ricardo Lewandowski, engoliu Cármen Lúcia, engoliu Dias Toffoli e está engolindo Luiz Fux, coitado. Por qual motivo ninguém lhe faz frente? É que o decano do STF, ao contrário do resto, sabe que só tem poder quem efetivamente o exerce por inteiro. Age sem peias por instinto, por origem e também, reconheçamos, porque leu Maquiavel melhor do que qualquer outro integrante atual da Corte. O Brasil não é muito diferente politicamente da Florença do século XV. É só uma versão tropicalizada, sem mecenato.

A Lava Jato, fulminada, serviu a que Gilmar Mendes estendesse o seu poder ao Legislativo. Ele, que era chapa, virou patrão. No Executivo, Jair Bolsonaro lhe é tão devedor, que foi pedir a bênção para a indicação de Kassio Nunes Marques. André Mendonça? Gilmar Mendes, outra vez. Se Lula for eleito presidente da República, ele terá um credor no atual decano do STF, porque foi Gilmar Mendes quem o tirou da prisão. O projeto de instaurar o semipresidencialismo saiu da cachola de quem? Do nosso juiz mais supremo, que, ao que tudo indica, sonha com o cargo de primeiro-ministro no eventual novo regime.

O reto e vertical Paulinho da Força, no lançamento daquele pastiche que o PT apresentou como programa de governo, foi cristalino sobre quem está no topo: “Em todo lugar que eu andava, alguém me falava assim: ‘fala para o Lula não falar isso’. Do Gilmar Mendes ao peão da fábrica. Depois fiquei pensando por que as pessoas falaram isso toda hora. É a preocupação de que a gente não erre, porque, se Lula e Alckmin errarem, o Brasil é quem perde com isso”.

A medida desse poder ficou ainda mais visível nesta semana. Na segunda-feira, Gilberto Kassab reuniu 300 pessoas em um restaurante, em Brasília, para homenagear os 20 anos de Gilmar Mendes np STF. Dois dias depois, na quarta-feira, foi a vez de Arthur Lira prestar o seu tributo. Na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, ele promoveu um jantar em honra ao homem mais poderoso do Brasil. Foram convidados o presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça), os ministros do STF Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, além dos deputados Aécio Neves, Reginaldo Lopes e Elmar Nascimento. Os regabofes aconteceram na mesma semana em que Luiz Fux promoveu um encontro oficial com parlamentares, para fazer uma DR do Judiciário com o Legislativo. Divertido.

Gilmar Mendes também tem “correspondentes” nas redações (o termo é dele) e, quando julga necessário, faz saber a donos de jornais que não gostou desta ou daquela reportagem. Ou que gostou. Ou que gostaria. Na semana passada, em sintonia com uma das capas desta Crusoé (É razoável ter medo do STF?), O Globo alertou, em editorial, para o excesso de ativismo político do Supremo durante o governo de Jair Bolsonaro, em nome da defesa da democracia. Disse o jornal, para ilustrar o seu ponto: “O ministro Luís Roberto Barroso deu até prazo para o governo tomar providências nas buscas do indigenista e do jornalista desaparecidos na Amazônia, como se isso tivesse algum poder de acelerá-las — ou algum cabimento. O ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se esforça para desvencilhar-se da desavença insólita que ele próprio alimentou com os militares em torno das urnas eletrônicas. E o ministro Gilmar Mendes teve nesta semana de reafirmar o óbvio, dizendo que o Supremo não é ‘partido de oposição ao governo’. Não é, nem jamais deveria ser”. O Globo fez também a seguinte observação geral: “a Corte, que deveria manter-se equidistante e alheia a paixões, parece a cada dia mais contaminada pelo noticiário, como se devesse prestar contas à opinião pública, não à lei ou à Constituição”.

Concordo totalmente com O Globo. Para ilustrar o ativismo político que rende manchetes para a cúpula do Judiciário, eu citaria ainda o fato de Luiz Fux, como presidente do CNJ, ter criado um “grupo de trabalho” do qual faziam parte o ator Wagner Moura e o fotógrafo Sebastião Salgado, para acompanhar as buscas pelo indigenista e pelo jornalista brutalmente assassinados. Como se isso tivesse o poder de acelerá-las — ou algum cabimento. Mas entendo os limites do jornal carioca da gema. O que importa aqui é Gilmar Mendes ter sido apontado como a voz da sensatez sobre o STF não poder se comportar como partido de oposição ao governo. E, pelo jeito, a voz começa a ser ouvida: Alexandre de Moraes reuniu-se a portas fechadas com Jair Bolsonaro, no jantar oferecido por Arthur Lira ao decano do tribunal. Talvez seja preciso apenas que Gilmar Mendes aconselhe Jair Bolsonaro a não ser oposição a si próprio.

Diante das evidências, já deveria estar claro para todo mundo que Gilmar Mendes é o homem mais poderoso do Brasil. Os partidos são dele. Todos. O governo é dele. Todo. Os poderes são dele. Todos. Gilmar Mendes é a situação, não importa quem ocupe o Palácio do Planalto, as presidências do Senado e da Câmara ou a presidência do STF. Qualquer resistência ao ministro é inútil. Ele é um forte em território de fracos. Atacar Gilmar Mendes é como querer trocar o darwinismo pelo criacionismo. Na nossa selva selvaggia, ele é o topo da cadeia alimentar a quem devemos temer e ouvir. Não existe nada mais sensato a fazer.

Revista Crusoé

Guerra na Ucrânia: quatro meses depois, saiba quem ganha e quem perde no mundo




Ao longo de quatro meses, a invasão russa na Ucrânia reconfigurou o tabuleiro global de países com vantagens geopolíticas e com oportunidades econômicas. Surgem inesperados ganhadores e preocupantes perdedores. A RFI ouviu especialistas para avaliar os impactos.

A partir da invasão russa na Ucrânia, a regra geral que diferencia as nações ganhadoras das perdedoras no campo econômico é o quão dependentes estavam de energia, alimentos e minérios fornecidos pelos dois países em guerra. As ganhadoras são aquelas que podem ganhar mercado ao substituírem o fornecimento dessas matérias primas que Rússia e Ucrânia deixaram de prover, quer seja por bloqueio quer seja por sanções econômicas.

No campo geopolítico, surgem alguns inesperados ganhadores e uma certeza: os novos investimentos vão procurar democracias com qualidade institucional, em detrimento das autocracias nas quais um líder decide o destino do país, como na Rússia de Vladimir Putin.

A quase totalidade dos países perde a batalha da inflação e, na luta com alta dos juros, correm o risco de transformar o menor crescimento econômico mundial em recessão.


"O impacto econômico deixado pela pandemia e as alterações geopolíticas geradas pela invasão russa na Ucrânia terão fortes consequências durante a próxima década e abrem uma janela de oportunidades para países produtores de alimentos, energia e minerais. Nesse sentido, a América Latina tem uma grande oportunidade de garantir a segurança mundial nesses três setores", indica à RFI Dante Sica, ex-ministro da Produção e do Trabalho da Argentina (2018-2019) e sócio fundador da consultora Abeceb, especializada em comércio e investimento na região.

Enquanto a América Central é importadora de matérias primas, a América do Sul, produtora e exportadora de commodities agrícolas, energéticas e minerais, é uma clara ganhadora com a guerra na Ucrânia. Países como Venezuela, Colômbia, Equador e Bolívia são fortes produtores de petróleo e gás. O México, na América do Norte, soma-se a esse grupo. O Chile e o Peru são grandes produtores de minérios. Uruguai e Paraguai, de alimentos.

A Argentina é uma das maiores exportadoras de produtos agrícolas, especialmente aqueles com os quais a Ucrânia e a Rússia mais abasteciam o mundo: trigo e milho. O país possui a segunda maior reserva do mundo de petróleo e gás de xisto (shale oil). Poderia ser auto-suficiente e ainda abastecer a Europa, mas faltam investimentos para retirar, transportar e exportar o gás.

"Os países do Mercosul e a União Europeia têm agora uma grande oportunidade de ratificar o acordo de livre comércio. Isso tornaria o Mercosul um fornecedor privilegiado da Europa e a Europa garantiria o abastecimento do qual requer", observa Dante Sica, quem, em 2019, foi um dos negociadores e artífices do acordo, ainda pendente de ratificação.

Brasil, na melhor posição da região

O grande ganhador na América Latina é o Brasil: exporta alimentos, energia e minérios."O Brasil é o maior ganhador de todos na América Latina. Tem uma economia sólida, tem grandes empresas de nível global e está mais globalizado do que os vizinhos. Por isso, o real foi a moeda que mais se valorizou neste ano", compara à RFI o consultor de negócios e analista internacional, Marcelo Elizondo.

"Mas toda a América Latina está diante de um desafio para aproveitar essa oportunidade: terá de melhorar a sua capacidade logística, aumentar a taxa de investimento e a qualidade institucional", adverte.

O pódio árabe

No mundo, o pódio dos maiores ganhadores fica com Catar, Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, todos exportadores de petróleo e gás. Esses países, ao mesmo tempo, mantêm uma taxa de inflação baixa em comparação com o resto do mundo. Embora sejam importadores de commodities agrícolas, o valor da energia subiu mais do que o dos alimentos.

"Os países do Golfo não tiveram políticas monetárias expansivas durante a pandemia, têm economias mais abertas e mantêm muito subsídio ao consumidor. Isso lhes permite conter a inflação", indica Marcelo Elizondo.

Inesperados ganhadores

Um inesperado ganhador é Taiwan cuja vulnerabilidade ficou em evidência depois da comparação com a Ucrânia.

"Taiwan ganha porque, depois da invasão russa, ficou mais difícil que a China avance sobre Taiwan. Se para a China o custo de invadir Taiwan era alto, agora é muito maior. O mundo deixou claro que não vai tolerar que uma potência avance sobre países vulneráveis", explica à RFI o analista em geopolítica Patricio Navia, da chilena Universidade de Diego Portales e da norte-americana New York University.

"O mundo agora olha com lupa para os movimentos expansionistas da China. Ficou incômodo para a China avançar sobre Hong Kong e Taiwan", concorda Marcelo Elizondo.

Dois outros inesperados ganhadores reaparecem no tabuleiro: a Venezuela e a Arábia Saudita.

Os dois países, acusados de violações dos direitos humanos e considerados párias internacionais pelos Estados Unidos e pelas democracias liberais,  ganharam projeção geopolítica, graças à necessidade de petróleo.

No caso da Venezuela, os Estados Unidos retiraram sanções e fizeram uma aproximação pragmática. E, no mês que vem, o presidente Joe Biden vai ao Oriente Médio, incluindo uma visita à Arábia Saudita.

"A Venezuela teve a sorte de os Estados Unidos precisarem urgentemente de mais petróleo. De inimiga e pária internacional, de repente, a Venezuela transforma-se num bem do qual os Estados Unidos precisam para controlar a inflação e o descontentamento da sua população", aponta o analista internacional Patricio Navia.

"A Venezuela pode aparecer ganhando no curto prazo com uma aproximação pragmática dos Estados Unidos, mas o regime de Nicolás Maduro pode perder, considerando que os investimentos vão procurar democracias consolidadas e qualidade institucional. Pode ser que no curto prazo haja um lucro, mas no médio prazo, ninguém hoje investiria na Venezuela nem na Nicarágua nem em Cuba", garante Dante Sica.

"A Venezuela está produzindo 20% do que produzia. Para se recuperar, precisa de investimentos. O regime de Nicolás Maduro pode não ser confiável, depois do exemplo de Vladimir Putin. Os investimentos vão querer garantias", afirma Elizondo.

Liderança mundial

Um dos maiores ganhadores é mesmo os Estados Unidos. Assumiram o papel de verdadeiro adversário da Rússia e enfileiraram as grandes democracias.

"Os ganhadores são os potenciais adversários da Rússia. Nesse sentido, os Estados Unidos têm sido, até agora, ganhadores, mas a guerra tem custos para todos. Quanto mais a guerra durar, o custo para os Estados Unidos pode aumentar. As empresas norte-americanas podem começar a questionar o motivo pelo qual se gasta tanto dinheiro numa guerra se há problemas internos mais urgentes", avalia Patricio Navia.

"No campo da geopolítica, os Estados Unidos conseguiram unir todos os países da Europa atrás da OTAN que aparece agora fortalecida. Sem que o presidente Joe Biden tenha exercido uma grande liderança, a invasão da Rússia na Ucrânia uniu as democracias liberais do mundo. Esta guerra é, em última instância, entre a Rússia e os Estados Unidos", afirma o especialista.

Os países perdedores

Os que mais perderam nestes quatro meses de guerra foram os países altamente dependentes dos produtos agrícolas da Rússia e da Ucrânia como o Líbano e a maior parte dos países africanos. Nesses países existe o risco de fome. Essa, aliás, é a maior preocupação do mundo: a falta de segurança alimentar.

Em média, a África depende 44% do trigo da Rússia e da Ucrânia. Moçambique, Togo e Quênia dependem em cerca de 40% do trigo dos países em guerra. Outros como Tanzânia, Madagascar e Senegal, dependem em 60%. No Egito, essa dependência sobe a 80%. A Somália e o Benin dependem da Ucrânia e da Rússia em 100% de seus suprimentos de trigo.

O Leste Europeu, altamente dependente do gás russo, é outro grande perdedor, com destaque para a Polônia e para a Bulgária. 

Na Ásia, a Índia fica no terreno perdedor por ser importadora de alimentos.

China indefinida

Os analistas têm dificuldade para classificar a China. Veem o país numa posição opaca sem pagar os custos de uma guerra, mas sem colher os benefícios de uma liderança global. Deixa a Rússia e os Estados Unidos se desgastarem, mas a atitude de mera observadora pode ter um custo na reputação.

"A China mantém boas relações com a Rússia e pensa que o fato de o seu inimigo potencial, os Estados Unidos, estarem envolvido nessa guerra lhe dá certas vantagens. Mas a China também perdeu a oportunidade de demonstrar liderança mundial. Nesse conflito mundial, está apenas como observadora enquanto muitos países apostaram num papel mais forte de apresentar uma solução ao conflito", reflete Patricio Navia

Se a China não participa nem paga os custos econômicos da guerra, a sua política interna de covid zero impõe estritos confinamentos, afetando o seu crescimento e acentuando na vizinhança o risco de recessão.

"A China não está no cenário internacional como estava há quatro meses. Não é um perdedor, mas claramente não é um ganhador. Está numa situação incômoda na qual não se quer meter", completa Marcelo Elizondo.

Europa paga o preço da dependência e da proximidade

Como região, a Europa é a grande perdedora. Alguns países são mais perdedores do que outros. A Alemanha e a Itália, mais dependentes do gás russo, perdem mais. A França, menos dependente, perde menos.

A Ucrânia destruída pela Rússia é a mais dolorosa perdedora. Porém, a Rússia é vista como a nação mais perdedora no futuro por mais que, eventualmente, ganhe a guerra. O país deve ser tratado como um pária internacional enquanto Vladimir Putin exercer o poder.

"Mesmo que a Rússia anexe a Ucrânia, a economia russa estará destruída e custará se recuperar antes que Vladimir Putin deixe o poder. Putin já é um perdedor mesmo que a Rússia ganhe a guerra. A Ucrânia será sempre uma zona de resistência", prevê Patricio Navia.

Ganhadores em regiões perdedoras

A Rússia produz 43% do paládio mundial, usado nos catalisadores dos automóveis. A África do Sul é o segundo maior produtor e pode ser beneficiada. O país africano ferro e ouro. A África do Sul é uma ganhadora num continente perdedor.

A Rússia é o terceiro maior produtor de níquel, usado nas baterias de íons de lítio para veículos elétricos. A Indonésia é o primeiro produtor mundial.

A Europa é uma clara perdedora, mas a Noruega é um dos países mais ganhadores porque exporta gás e petróleo. Noruega, Catar e Estados Unidos são os países que mais têm substituído o gás russo na Europa. A Noruega é o terceiro maior produtor de gás do mundo, depois da Rússia e do Catar.

A Europa é perdedora, mas, curiosamente, a União Europeia é ganhadora. Do ponto de vista geopolítico, a guerra fortaleceu o projeto de integração europeu.

"A invasão de Vladimir Putin levou todos a verem que, mesmo com os problemas, a integração em torno dos mesmos valores é muito melhor. A União Europeia unifica-se mais e fortalece o seu vínculo com os Estados Unidos", sublinha Navia.

Democracia, a maior vitoriosa

A partir de agora, os investimentos tendem a procurar garantias e segurança jurídica. Antes da guerra, os investimentos lidavam com regimes autoritários, mas, depois de se queimarem com Vladimir Putin, o fortalecimento das democracias pode ser uma das maiores "vitórias" da guerra.

"O mundo, em matéria econômica, vai começar a olhar para a qualidade institucional. Perderão investimentos as autocracias; ganharão as democracias. Os investimentos vão procurar maior compromisso democrático. As empresas estrangeiras vão exigir garantias que só as democracias podem dar", frisa Marcelo Elizondo. "É isso o que fará dos países provedores estáveis e confiáveis", define.

"O investimento vai procurar lugares de paz e, por zona de paz, entende-se também qualidade democrática. Isso se torna agora um ativo do ponto de vista econômico. A agenda dos investimentos incluirá questões ambientais, de sustentabilidade social e de boa governança. O ambiente democrático será uma das variáveis para a decisão de investimento", reforça Dante Sica.

De dois aspectos, quase nenhum país escapa no mundo: o forte aumento da inflação e o encolhimento do mercado consumidor a partir de um mundo que crescerá menos economicamente, inclusive com risco de recessão.

"No curto prazo vamos ao mundo de maior inflação e de menor crescimento econômico e isso gera mais riscos. Reconfiguram-se alianças, prioridades e investimentos", conclui Dante Sica.

RFI / DefesaNet

Postado há  por  

Confronto em fazenda em Amambaí (MS) deixa indígenas e policiais feridos

A Articulação dos povos indígenas do Brasil (Apib) informou na tarde desta sexta-feira que a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul realizou uma ação que deixou ao menos uma pessoa ferida nas comunidades Guarani e Kaiowa, no município de Amambaí. Segundo o portal Campo Grande News, o Batalhão de Choque da Polícia Militar do estado foi acionado para conter uma ocupação em uma propriedade rural. Os militares teriam entrado em confronto com indígenas, e três policiais foram baleados, de acordo com o Batalhão de Choque.

Sob as bandeiras de Pernambuco, do Sport e da Univaja: corpo de Bruno Pereira é velado: 'um mártir da causa indígena', diz cacique

Investigação: Homem se entrega à polícia de SP confessando participação em assassinato de Dom e Bruno

Aliança usada por Dom Phillips: Polícia Federal devolve item à viúva do jornalista inglês

“Tropas de choque da polícia militar de MS, sem ordem judicial [...], ação genocida neste momento contra comunidade Guarani e Kaiowa no município de Amambai, Guapo'y Mirim. Dezenas de indígenas feridos e desaparecidos, e mortos. Precisamos de ASSISTÊNCIA MÉDICA E AMBULÂNCIA. Pedimos JUSTIÇA”, informou a Apib em seu perfil no Instagram.

Na noite desta quinta-feira, um grupo com cerca de 25 indígenas teriam ocupado a Fazenda Tejui, a cerca de 14 km de Naviraí, na região de Dourados. Segundo a polícia, os nativos teriam feito os moradores da propriedade reféns e os expulsaram da casa, o que teria dado início à ocupação da sede e das estradas de acesso ao local.

Ao Campo Grande News, o Batalhão de Choque informou que agentes foram até o local e teriam sido recebidos a tiros quando se aproximavam da propriedade.

Segundo o portal local Top Mídia news, na manhã desta sexta-feira, mochilas e flechas foram encontradas em meio ao milharal. O material está sendo recolhido e encaminhado à Delegacia para as investigações.

https://br.yahoo.com/

PF descarta participação de homem que se entregou em SP nas mortes de Dom e Bruno

 Sábado, 25 de Junho de 2022 - 08:20

por Tayguara Ribeiro | Folhapress

PF descarta participação de homem que se entregou em SP nas mortes de Dom e Bruno
Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal descartou que Gabriel Pereira Dantas tenha participado dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira, 41, e do jornalista britânico Dom Phillips, 57, no Amazonas.
 

O suspeito havia se entregado voluntariamente à polícia de São Paulo, nesta quinta-feira (23). Ele admitiu participação no crime e chegou a gravar um vídeo no qual apontava o seu papel nas mortes de Dom e Bruno.
 

Entretanto, a PF considerou a versão dele "pouco crível" e que não existem indícios de que Gabriel tenha realmente participado dos crimes.
 

"Ainda na data de ontem [23], referida pessoa [Gabriel Dantas] foi encaminhada à sede da Polícia Federal em São Paulo para ser formalmente ouvida e prestar esclarecimentos sobre os fatos, mas optou por exercer seu direito constitucional de permanecer calado", diz nota divulgada pela Polícia Federal.
 

Ainda segundo o texto, "ele permanece em liberdade, tendo em vista que não há indícios de ter participado nos crimes ora em apuração, já que apresentou versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados".
 

Ao se entregar para a Polícia Civil na quinta, Gabriel Dantas disse que ajudou a pilotar o barco dos homens que mataram Dom e Bruno.
 

Dantas negou ter atuado diretamente nos tiros contra eles e na ocultação dos corpos. Depois, Dantas foi encaminhado para a guarda da Polícia Federal, responsável pela apuração do caso, ao lado da polícia do Amazonas.
 

O indigenista Bruno Pereira foi velado nesta sexta-feira (24) em Paulista, na região metropolitana do Recife. Ele foi morto ao lado do jornalista britânico Dom Phillips no último dia 5, no Vale do Javari (AM). Após o velório, o corpo de Bruno foi cremado em cerimônia reservada à família.
 

O crime jogou forte pressão sobre o governo Jair Bolsonaro por evidenciar o cenário de criminalidade na Amazônia.
 

Indígenas de diversas etnias e de diferentes locais do país homenagearam o indigenista.
 

Integrantes do MPF afirmaram à Folha que uma das hipóteses investigadas é de que os pescadores ilegais envolvidos no crime sejam financiados ou armados por alguma organização criminosa com atuação na região.
 

A polícia já constatou que Bruno foi alvejado à queima-roupa. Também identificou que houve troca de tiros a partir do momento em que o indigenista foi atingido pela primeira vez.
 

Segundo a perícia feita pela PF, armas de caça foram usadas no crime. O indigenista foi alvejado três vezes; o jornalista, uma.

Bahia Notícias

TERRENO MINADO - BOLSONARO DESAFIA MAIORIA LULISTA EM CARUARU.

 24 de jun | Jornal O Poder

 Assista ao vídeo.

Em pleno dia de São João, o Presidente Bolsonaro liderou um motociata que arrastou um rio de seguidores e gerou boas imagens para os seus pré-candidatos, Anderson Ferreira (Governo) e Gilson Machado ( Senado). Depois, foi ao Pátio do Forró e quebrou paradigmas: nunca um presidente tinha encarado, no palco principal, uma multidão geralmente hostil a político de qualquer tendência. Ouviu vaias e aplausos.

Assista e tire suas conclusões.


BOMBAS DE SÃO JOÃO - CIRO DISPARA CONTRA COMANDO DAS FORÇAS ARMADAS

 24 de jun | Jornal O Poder


O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, abriu fogo contra o comando das Forças Armadas. Em resposta a declarações de Ciro na CBN, a chefia da Instituição anunciou uma possível notícia crime contra ele com base no Código Penal e no Código Penal Militar.
Ciro diz que suas declarações sobre o papel das Forças Armadas na Amazonia foram distorcidas e amplia o debate para o processo eleitoral.

OS 12 TORPEDOS DE CIRO

1. Fui surpreendido por uma nota agressiva e intempestiva do comando das Forças Armadas, que, além de descontextualizar o que afirmei em entrevista a @CBNoficial, ameaça-me com notícia crime, equivocadamente baseada nos artigos 286 do Código Penal e 219 do Código Penal Militar.

2. A nota, que mais uma vez explicita o grau de politização do atual comando das Forças Armadas, tenta distorcer a crítica que fiz ao notório descontrole que impera, em áreas da Amazônia, onde uma “holding do crime” age impunemente.

3. As mortes trágicas de Bruno Pereira e Dom Phillips são os últimos episódios desta realidade pavorosa.

4. Em nenhum momento, disse que as Forças Armadas, enquanto instituições de estado, estariam envolvidas com essa holding criminosa.

5. Afirmei – e reafirmo – que frente à desenvoltura com que um tipo de estado paralelo age na área, é impossível não imaginar que alguns membros das forças de segurança possam estar sendo coniventes por dolo ou omissão.

6. Ao responder pergunta específica do jornalista, exerci meu direito de liberdade de expressão, sem excesso ou qualquer discurso de ódio. Muito menos com desrespeito a uma instituição que prezo e defendo.

7. Inclusive, afirmei, na mesma entrevista, que os militares são elementos essenciais a um Projeto Nacional de Desenvolvimento, além de ressaltar a importância do fortalecimento das Forças Armadas em um possível governo que eu venha a presidir.

8. Assim como não confundo a ação das Forças Armadas com possíveis erros de alguns membros, não confundo, também, a essência da instituição com a linha imposta por comandos temporários que tentam submetê-la a caprichos políticos e interesses eleitorais.

9. Não me surpreende que a iniciativa desta ação política contra mim – e contra a minha pré-candidatura – parta de um Ministro da Defesa que, possivelmente obedecendo ordens de seu comandante supremo, vem se notabilizando por tentativas de interferência no processo político.

10. Como fez, há pouco tempo, quando comunicou de forma unilateral e autoritária ao Tribunal Superior Eleitoral que vai indicar nomes de militares para fiscalizar as urnas eletrônicas.

11. Pergunto: qual competência constitucional ou legal dá autoridade a ele para indicar nomes para fiscalizar urnas eletrônicas? Indicação de militares para esta finalidade é típico desvio de função e finalidade.

12. É caso, a meu ver, de improbidade administrativa por violação aos princípios da administração pública. Isto, sim, é claramente passível de punição legal.

https://www.jornalopoder.com.br/

ARTIGO - O BRASIL VAI VOLTAR À ESQUERDA

 


Walter Santos.
Jornalista.
Editor da Revista Nordeste, uma das melhores do Brasil.

Já faz algum tempo, a América do Sul, melhor e mais ainda, toda a América Latina, se sente impactada com resultados das últimas eleições na Bolívia, antes Chile, Argentina, etc. Só que no domingo, 19 de Junho de 2022, a vitória da esquerda na Colômbia surgiu com uma simbologia: o novo primeiro presidente colombiano é de Esquerda.

NADA DE COMUNISMO



Antes de maior aprofundamento sobre o significado destas eleições na Colômbia e que anunciam o mesmo efeito e resultado no Brasil, com a perspectiva real de vitória de Lula, vamos combinar que a ascensão da Esquerda na América do Sul está há muitos quilômetros de distância do que significaria o comando político do temido comunismo.

NOVA REALIDADE

Na prática real, em nenhum desses países essa hipótese comunista se apresenta como perigo real, sobretudo porque significa objetivamente apontamento e reacomodação sócio-econômica longe do famoso capitalismo selvagem. E isto não tem nada a ver com comunismo.

REAÇÃO POPULAR AO RETROCESSO

Todos os países sul-americanos nesses casos têm resultados eleitorais adversos aos governos de Direita por conviverem com reações populares permanentes gerando inflação, aumento do custo de vida, desemprego, pessoas morando nas ruas, desmantelamento de políticas sociais, etc, ampliando o grau de pobreza , convivendo ao final com cenários comuns.

O BRASIL COMO FUTURO REAL

O resultado da Colômbia neste domingo constrói especulações e projeções no sentido de apontar o Brasil diante da disputa entre Lula e Bolsonaro como novo país a registrar a ascensão progressista, mesmo com a articulação da Direita e a Extrema Direita.
No país, o fato é que há situação sócio econômica de retrocessos nunca vistos com dados negativos iguais aos anos de 90.

SE NÃO FALHAR...

A dados de junho, a perspectiva real de Lula sair vitorioso nas eleições de 2 de outubro é muito plausível, segundo a maioria das pesquisas eleitorais.

ÚLTIMA

"Apesar de Você/ amanhã há de ser/ outro dia"


https://www.jornalopoder.com.br/noticias/6790/artigo-o-brasil-vai-voltar-a-esquerda

Pacheco diz que não haverá golpe e Senado reagirá a qualquer ameaça antidemocrática

Publicado em 24 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Em Portugal, Pacheco dispara munição contra Bolsonaro e Moro - Jornal de  Brasília

Em Portugal, Pacheco dá mais uma alfinetada em Bolsonaro

Mara Bergamaschi
Estadão

Em Lisboa, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), fez nesta sexta-feira, 24, uma defesa enfática do processo eleitoral brasileiro e afirmou que o resultado das urnas será respeitado “pelas instituições e pela sociedade”. As declarações do senador foram dadas em Lisboa, após participar da Conferência Brasil e Portugal – Perspectivas de Futuro, ao ser questionado se o presidente Jair Bolsonaro poderia tentar uma ruptura institucional caso seja derrotado na disputa presidencial.

“Não há hipótese de retrocesso. Nós vamos ter o resultado eleitoral, seja ele qual for, respeitado pelas instituições e pela sociedade. É assim que as coisas funcionam, e é assim que deve ser”, disse

SENADO ALERTA – Pouco antes, ao defender a democracia como “conquista da sociedade brasileira”, Pacheco avisou que “qualquer mínimo arroubo, qualquer bravata contra o Estado democrático de direito, merecerá da presidência do Senado e dos senadores pronta reação, porque é inadmissível se pensar em algo diferente de democracia no país”.

A conferência da qual Pacheco participou integra o calendário de comemorações conjuntas do Bicentenário da Independência, realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, no centro de Lisboa.

Pacheco também defendeu mais uma vez a eficiência e a lisura do sistema eleitoral brasileiro de “questionamentos descabidos” e lembrou que a proposta do voto impresso foi derrotada no Legislativo, embora Bolsonaro tenha colocado em dúvida, sem apresentar provas, a lisura do processo eleitoral brasileiro, sobretudo, sobre no diz que respeito à confiabilidade das urnas eletrônicas.

SEM GOLPE – Ao responder sobre a hipótese de ruptura institucional, Pacheco reforçou ainda que “a democracia já está consolidada pela sociedade no Brasil e que as instituições têm compromisso com o Estado democrático”. Ele acrescentou que cabe à sua geração manter a democracia pela qual a geração anterior sofreu e lutou.

Pacheco classificou o Senado como uma “casa madura” e disse que os senadores têm independência por terem, em sua maioria, oito anos de mandato.

“Somos uma casa revisora, dedicada à moderação, que tem de agir, sobretudo nesses momentos de polarização, para acalmar os ânimos”, afirmou. “O Senado tem maturidade para entender o que é bom para o país”, definiu.

CPI do MEC – Pacheco informou ter recebido um telefonema do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento para criação da CPI do MEC. Segundo ele, Randolfe vai apresentar o pedido na próxima semana. Ele disse que o requerimento será submetido à apreciação da Mesa e, em seguida, examinado por ele.

Pacheco não quis antecipar sua decisão, mas considerou graves as denúncias sobre a existência de um gabinete paralelo no Ministério da Educação, reveladas pelo Estadão, que levaram a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro.

Segundo Pacheco, as investigações devem ser feitas pelas autoridades competentes, mantido o direito de defesa e o devido processo legal.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O senador Rodrigo Pacheco desligou-se completamente de Bolsonaro e tem sido um grande defensor da votação eletrônica. Mas as denúncias de Bolsonaro têm um lado positivo, porque obrigam o TSE a apertar a aumentar a segurança do sistema. É isso que interessa(C.N.)

Em destaque

Nunes Marques é sorteado para relatar recurso de Bolsonaro contra condenação no STF

Publicado em 12 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Defesa de Bolsonaro tenta derrubar pena de 27 anos M...

Mais visitadas