quinta-feira, novembro 21, 2019

Primeira Flican apresenta as 'sete faces' de Antônio Conselheiro sem transformá-lo em mito


por Ailma Teixeira
Primeira Flican apresenta as 'sete faces' de Antônio Conselheiro sem transformá-lo em mito
Foto: Lucy Sampaio / Divulgação
Uma vez palco de guerra, o município de Canudos será agora palco de uma feira literária. A primeira edição da Flican será realizada desta quinta-feira (21) a domingo (24), com atividades gratuitas em diversos espaços da cidade. Como não podia ser diferente, neste primeiro ano, os homenageados são o peregrino Antônio Conselheiro e o escritor Euclides da Cunha, autor do clássico "Os Sertões".

Os dois serão tema de diversas mesas ao longo da programação. A conferência de abertura, por exemplo, vai abordar as "sete faces" do líder religioso com uma apresentação do professor doutor Leopoldo Bernucci, às 20h de hoje, no Espaço Edivaldo Boaventura.

"Eu vou fazer um resumo histórico com várias opiniões de grupos que vão de militares a religiosos, escritores, o próprio Euclides… Porque é, evidentemente, uma questão importante sobre Canudos e eu fui formando um conjunto de sete perspectivas pra poder mostrar os contrastes e também as coincidências que há entre essas diferentes vozes", explica Bernucci em entrevista ao Bahia Notícias.

Com isso, o professor destaca o desafio de apresentar essa figura, fruto de sua pesquisa acadêmica, a "meninos de escola". Parte da plateia dele, que também participa de uma mesa, a “Conversa entre Autores”, na sexta (22), deve ser de jovens estudantes, já que a feira conta com apoio da Secretaria de Educação do Estado e diversas escolas da região vão levar seus estudantes para o evento.

Pensando nisso, Bernucci acredita que há uma metodologia capaz de evitar que Antônio Conselheiro seja visto como um mito, o que seria prejudicial para o público. "Eu acho que o Brasil não precisa de mitos nesse momento. Nós estamos precisando de cabeças muito lúcidas, claras, pra não nos apegarmos a nenhum tipo de figuras ou semi-deus. É um momento muito delicado pelo qual estamos passando na política e a gente querer elevar a figura dele ainda mais como se ele fosse o Messias ou o Salvador da Pátria não nos ajuda", avalia o professor.

Foto: Divulgação

Neste sentido, a saída para ele em sua pesquisa e agora na apresentação é se apegar a objetividade e aos fatos analisados, considerando os diferentes pontos de vista.

Quanto a Euclides da Cunha, segundo nome de destaque na programação, Bernucci ressalta que o maior ganho do autor está na sua capacidade de ser visionário, o que torna "Os Sertões", publicado originalmente em 1902, um clássico ainda atual.

"O livro de Euclides me parece que é uma chamada para a falta de tato nas negociações diplomáticas quando há uma diferença de opiniões. O Brasil está dividido hoje, politicamente falando. Nós precisamos respeitar a visão do outro mutuamente e sentarmos pra poder conversar, sem ir para as armas, sem violência", pontua o pesquisador.

Ele se refere ao momento do livro em que o autor mostra que governadores da República não entendiam as peregrinações de Conselheiro e, sem sequer tentar entender, partiram para as forças policiais. Outras similaridades apontadas pelo professor são o fanatismo religioso, que relaciona aos ataques terroristas de grupos que cometem assassinatos em "nome de Deus", e ainda a sua preocupação com a degradação da natureza, o que se vê no Brasil com o desmatamento na Amazônia, por exemplo.

ALÉM DA GUERRA
Sonhada desde a realização da Festa Literária em Mucugê, no ano passado, a Feira Literária de Canudos começou a tomar forma em janeiro diante do aumento de recursos estaduais para eventos do tipo (saiba mais aqui). O curador e idealizador do evento, professor Luiz Paulo Neiva, explica que a programação foi pensada de forma que tematize as possíveis contradições do que chamamos de “conselheirismo” e “euclidinismo”.

Além das mesas literárias, o evento também terá uma programação específica para as crianças na “Flicanzinha”, com apresentações escolares e contação de histórias. Outros destaques da programação são os espetáculos teatrais, visita guiada a pontos históricos e apresentações musicais. Confira a lista completa de eventos, com locais e horários aqui.

Bahia Notícias

CNJ instaura processo contra desembargadores do TJ-BA por venda de sentenças


CNJ instaura processo contra desembargadores do TJ-BA por venda de sentenças
Quatro desembargadores foram afastados: Fotos: Bahia Notícias e TJ-BA
O ministro Humberto Martins, corregedor nacional de Justiça, instaurou vários procedimentos administrativos contra magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Os desembargadores e juízes são acusados de envolvimento em um esquema de venda de sentenças em uma disputa de terras que envolvem uma área de mais de 300 mil hectares no oeste baiano. Eles foram afastados dos cargos por determinação do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Corregedoria Nacional de Justiça expediu, na tarde dessa terça-feira (19), ofício ao ministro do STJ a fim de que sejam compartilhados provas e documentos decorrentes do inquérito em trâmite no tribunal superior e de outros procedimentos vinculados aos fatos objeto de busca e apreensão criminal. Humberto Martins afirmou que em todos os procedimentos de competência da Corregedoria do CNJ as apurações estão sendo desenvolvidas de forma célere e em total obediência ao Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça e da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), especialmente no caso da suposta venda de decisões judiciais, objeto da decisão do ministro do STJ Og Fernandes.

Bahia Notícias

Presidente da OAB-BA afirma que é preciso 'passar Justiça a limpo' após operação no TJ-BA


por Cláudia Cardozo
Presidente da OAB-BA afirma que é preciso 'passar Justiça a limpo' após operação no TJ-BA
Foto: Felipe Iruatã | Ag. A TARDE
Em entrevista ao programa Isso é Bahia, o presidente da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), Fabrício Castro afirmou que é preciso “passar a Justiça a limpo”. “Não é possível ter juízes suspeitos atuando. Os advogados que participam de atos de corrupção tem que ser punido sim”, afirmou durante a conversa com os jornalistas Fernando Duarte e Jefferson Beltrão. A declaração é feita em alusão aos problemas do Judiciário baiano e à recente Operação Faroeste, deflagrada pela Polícia Federal, que culminou no afastamento de quatro desembargadores, dois juízes e prisão de servidores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

“A OAB precisa separar o joio do trigo para que a classe seja respeitada como deve ser”, pontuou na entrevista. Destacou que o Tribunal de Ética e Disciplina, após uma mudança nas normas internas, tem atuado de forma mais célere, dando uma boa resposta para a classe. Os advogados que cometem infrações éticas podem ser censurados, suspensos e até excluídos dos quadros da Ordem. Com o afastamento de Gesivaldo Britto da presidência do TJ-BA, o vice-presidente Augusto Lima Bispo comandará a Corte baiana. “Eu acredito muito no desembargador Augusto Lima Bispo, faço votos que ele tenha serenidade. Ele é um homem muito equilibrado. É uma pessoa que saberá conduzir o tribunal nesse momento difícil e sabe que a OAB está disponível”, avaliou. Sobre a operação, Fabrício ainda defendeu que os envolvidos tenham direito a ampla defesa e contraditória, e que se faça os esclarecimentos necessários. “Mas o importante é que ao final, eles sejam julgados. Nós precisamos passar a Justiça a limpo para que o cidadão tenha disposição para buscar seus direitos. Hoje, ele deixa de buscar por não acreditar na Justiça”, ponderou.

Fabrício reiterou que a Ordem sempre está disponível para colaborar com o bom funcionamento da Justiça e sempre que achar que há equívocos nas gestões, a entidade se manifestará como no enfrentamento contra o fechamento de comarcas e criação de novas vagas de desembargadores no TJ-BA. Sobre a instalação de nove vagas para desembargadores, Fabrício afirma que não sabe como ocorrerá agora diante da Operação Faroeste. Questionado se a OAB foi traída pela gestão de Gesivaldo Britto, Fabrício disse que não pode dizer como traição, mas como um grande “equívoco não apenas com a OAB, mas com o jurisdicionado, com o cidadão da Bahia”. “É uma situação incoerente. Em um dia, o TJ-BA fecha 19 comarcas por falta de orçamento. Um mês depois, abre nove vagas de desembargadores, o que afeta o 1º Grau de Justiça, pois os assessores vêm de lá, do 1º Grau”, reclama.

Fabrício Castro reforçou que a “OAB está a favor da Justiça”. “Quem está contra a Justiça é quem está fazendo ações contra o 1º Grau, que permite que várias comarcas fiquem sem juízes por muitos anos”, declarou. O presidente da OAB-BA afirmou que a postura da entidade é propositiva. “Nós demos a mão ao tribunal para o diálogo, para construção de uma Justiça melhor, e o TJ-BA fechou a porta de uma hora pra outra, e começou a tomar medidas absolutamente contraditórias e absurdas”, informou.

Na entrevista, Fabrício afirmou que a crise do Judiciário baiana é sistêmica, que precisa envolver o Ministério Público, o governo do estado e a Assembleia Legislativa. “É preciso compromisso de todos os atores nesta questão. O MP precisa se manifestar sobre as questões do Judiciário. A gente conta com o MP para isso. O governo também precisa ser interlocutor”, destacou.

Bahia Notícias

Com a internet o vereador quando usa a tribuna não é somente falar, e sim saber; o que e como falar

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Assisti através do Facebook a reunião em que o vereador Chaves excedeu-se e humilhou o vereador Zezito, nada publiquei porque tinha assuntos mais importantes para tratar, bem como preferi não colocar lenha na fogueira.
Que sirva de exemplo aos demais vereadores para quando usar da tribuna saber o que está falando, pois com a internet a Câmara deixou de ser uma ilha isolada.
De qualquer forma o prefeito com a caneta na mão não deixará seus vereadores desamparados, já que esses são seus escudeiros.
Os vereadores da oposição devem entender que queiram ou não, estão diante de uma competição, quem não faz gol  leva.

Vereadores denunciam pagamento de salário a servidora morta desde 2017 em Valente

por Bruno Leite
Vereadores denunciam pagamento de salário a servidora morta desde 2017 em Valente
Foto: Reprodução / Informa Bahia
Uma funcionária que morreu no ano de 2017 em decorrência de um câncer ainda consta na folha de pagamento da prefeitura de Valente, na região sisaleira. As informações cedidas pela gestão municipal ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), mostram que Zenildes Borges da Silva, servidora da máquina pública desde 2008 continua tendo os R$ 998, que teria direito enquanto remuneração pelos serviços prestados como auxiliar de serviços gerais, depositados em sua conta.

A falecida servidora teria morrido, segundo a sua certidão de óbito, em 19 de agosto de 2017 e estaria sepultada no cemitério do povoado de Tanquinho, na zona rural de Valente. Se somada, a quantia recebida desde a sua morte chega a mais de R$ 26 mil.

Veradores da cidade protocolaram, nesta quarta-feira (20), uma denúncia junto ao TCM contra o prefeito Marcos Adriano (PSDB) por crime de improbidade administrativa. Uma outra denúncia também foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), uma vez que os pagamentos foram feitos com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A reportagem do Bahia Notícias entrou em contato com um dos vereadores que protocolou as denúncias, o edil Cezar Rios (SD). Segundo ele, o fato veio à público depois dele ter ciência após ter acesso à folha de pagamento e perceber que conhecia a servidora Zenildes Borges, que tinha o nome nos documentos mesmo depois de morta. "Fiscalizando as folhas dos pagamentos, como o município é pequeno e conhecemos algumas pessoas, checamos que essa pessoa [Zenildes], ao meu conhecimento, já tinha falecido. Verificamos que ela realmente tinha morrido e que os contracheques estavam sendo gerados", comentou.

Protocolada pelo edil junto com outros colegas de legislatura, os vereadores Zé de Zeli (MDB), Nem da Apaeb (PDT), Sissi de Daniel (PSD) e a vereadora Leninha (PT), a denúncia, segundo Cezar, foi acolhida pelos vereadores por acharem "um absurdo". "A gente não pode deixar de mostrar que o compromisso maior nosso é tirar a dúvida e provar que as coisas estão dando errado no município", completou o político. ( Bahia Notícias),

Nota da Redação deste Blog -  Na Prefeitura de Jeremoabo acontece um caso semelhante, apenas com poucos pormenores, já que em Jeremoabo trata-se de um Procurador Municipal morto vivo, que só trabalha no máximo dois dias por semana, não tem horário para chegar nem tão pouco para sair, já que tinha a obrigação de trabalhar 40 horas, e o pior todo final de mês recebe o salário integral como se trabalhando estivesse.
Para complicar ainda mais, os vereadores nas reuniões da câmara denunciam a imoralidade, porém, apenas para a plateia; é o tal faz de conta que está agindo, isso porque nenhum deles cumpre com o seu dever de entrar com uma Representação Perante o Ministério Público já que é o dinheiro do povo saindo pelo ralo da improbidade.
Simplesmente os vereadores de Jeremoabo são omissão e coniventes com o crime.

STJ reconhece prescrição e anula condenação de Garotinho


“A pretensão punitiva está fulminada pelo instituto da prescrição”
Mariana Oliveira
G1 / TV Globo
A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Laurita Vaz reconheceu a prescrição de uma condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho pelo crime de formação de quadrilha. A decisão é da semana passada e foi publicada nesta terça-feira, dia 19.
Segundo a ministra, a demora do Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2) em julgar o recurso do ex-governador levou à impossibilidade de ele ser punido em razão do tempo decorrido do fato.
ESQUEMA DE CORRUPÇÃO – Garotinho foi condenado em 2010 na primeira instância a uma pena de 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto. Ele e o ex-chefe de Polícia Civil do Rio Álvaro Lins foram condenados no processo que investigou esquema de corrupção envolvendo delegados acusados de receber propina para facilitar a exploração de jogos de azar no estado, em 2008.
Em setembro do ano passado, oito anos depois da condenação, o TRF-2 manteve a condenação e aumentou a pena para quatro anos e seis meses, mudando o regime para o semiaberto (no qual o preso pode sair durante o dia para trabalhar, mas volta para dormir na prisão).
LIMINAR – A defesa recorreu ao STJ e, em março deste ano, a ministra Laurita Vaz negou conceder liminar (decisão provisória) para suspender a pena. Na análise definitiva do caso, ela considerou que não havia motivo para a pena ser aumentada no patamar do realizado pelo TRF-2. “É de evidente constatação que a majoração na terceira fase da dosimetria é inidônea.”
Conforme o cálculo feito pela ministra, a punição seria de 3 anos e 6 meses de prisão. Segundo ela, como o TRF-2 demorou para julgar o caso, não pode mais haver a punição.
PRESCRIÇÃO – “Essa circunstância demonstra que, na verdade, devido à demora no julgamento do recurso de apelação superior a oito anos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, faleceu a justa causa para a persecução penal. Isso porque, para penas concretas inferiores a quatro anos, o prazo prescricional é de oito anos”, disse. “A pretensão punitiva está fulminada pelo instituto da prescrição”, completou a ministra.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Quando a morosidade se abraça com a impunidade, se esvai o sentido da justiça. Entre brechas, liminares e a lentidão dos julgamentos, os supostos culpados riem das circunstâncias e saem ilesos. Ao menos, os “privilegiados” pela assistência de bons advogados e amizades influentes. (Marcelo Copelli)

quarta-feira, novembro 20, 2019

O cúmulo do absurdo...


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Diante de tanta aberração, diante de tanta improbidade, nada tenho a comentar, apenas esperar que a BOMBA EXPLODA, já que tudo de errado cedo ou tarde terá um final, é só questão de tempo.
Se os vereadores denunciado nas reuniões a coisa está feia, piorar de calar.

Parlamentares ajuizam representação contra deputado que arrancou cartaz sobre racismo


Deputado diz que não se arrepende e ameaça repetir ato
Paulo Roberto Netto
Estadão
Quatorze parlamentares da oposição ajuizaram representação ao procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitando a abertura de inquérito civil e criminal contra os deputados federais Daniel Silveira (PSL-RJ) e Coronel Tadeu (PSL-SP), que arrancou à força um cartaz com críticas ao genocídio negro e à Polícia Militar. O parlamentar gravou o ato e divulgou em suas redes sociais.
O cartaz em questão exibia uma charge do cartunista Latuff, na qual um rapaz negro aparece morto enquanto um policial militar se afastaria carregando uma arma. A arte integrava a exposição (Re) Existir no Brasil – Trajetórias negras brasileiras, que visibilizava a morte de jovens negros em meio ao Dia da Consciência Negra, lembrado nesta quarta-feira, 20.
“JUSTIFICATIVA” – Ao destruir o cartaz, Coronel Tadeu afirmou que ‘policiais não são assassinos’. “Policiais são guardiões da sociedade, sinto orgulho de ter 600 mil profissionais trabalhando pela segurança de 240 milhões de brasileiros”, escreveu, ao divulgar o vídeo em que comete o ato.

Coronel Tadeu (PSL-SP) disse em entrevista que não se arrepende de ter quebrado quadro que trazia dados sobre genocídio negro, e que faria novamente caso a peça volte a ser exposta.
AMEAÇA – “Arrependido? Eu acabei de defender 600 mil policiais militares que estavam sendo acusados, por meio de uma imagem, de executores, assassinos, homicidas. Não tô arrependido não. […] Eu espero que eles não coloquem novamente esse cartaz lá. Senão eu vou ter que tirar. Isso é um atentado”, declarou em conversa com a jornalista Bela Megale, do O Globo. 
Na representação a Aras, os deputados de oposição afirmam que a ‘a atitude não condiz com a postura esperada de qualquer cidadão, muito menos um parlamentar eleito’. Em relação a Daniel Silveira, os deputados destacam fala do parlamentar no Plenário da Câmara. Ele afirmou que a ‘maior população carcerária é formada por negros no Brasil porque mais negros cometem crimes’.
“NEGROZINHO” – “Agora, não venha atribuir à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro as mortes, porque um negrozinho bandidinho (sic) tem que ser perdoado”, declarou. A fala, segundo os deputados, tem conotação racista, configurado como crime inafiançável e imprescritível no Código Penal.
Daniel Silveira é o mesmo parlamentar que, em outubro do ano passado, ainda quando era candidato ao cargo na Câmara, rasgou uma placa em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco, morta em março de 2018 em circunstâncias ainda hoje não esclarecidas.
DISCURSO DE ÓDIO – “Obviamente, a liberdade de expressão e imunidade parlamentar não são ilimitados e precisam respeitar outros direitos previstos na Constituição Federal”, argumentam os parlamentares. “Dessa forma, a liberdade de se expressar não pode se confundir com o discurso de ódio, o incentivo à violência e a reprodução de preconceitos sociais, raciais, étnicos e de gênero. Houve, no caso, clara incitação e apologia à violência”.
Assinam a peça os deputados federais Áurea Carolina (PSOL-MG), David Miranda (PSOL-RJ), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ), Orlando Silva (PCdoB-SP), Bira do Pindaré (PSB-MA), Ivan Valente (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), Glauber Braga (PSOL-RJ), Luiza Erundina (PSOL-SP), Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –  Uma afronta aos direitos fundamentais assegurados pela Constituição, aos preceitos relacionados a racismo e à liberdade de expressão. Coronel Tadeu, da “bancada da bala”, até o ato de vandalismo, era um parlamentar ignorado pleos próprios colegas. O próprio deputado Daniel Silveira, do mesmo partido, disse em discurso, após o ocorrido, que não sabia de quem se tratava, mas que queria conhecê-lo para cumprimentá-lo pelo feito. Independentemente de partido político, ambos não merecem os cargos para os quais foram eleitos. Falta decoro, sensatez e respeito aos votos que os elegeram. (Marcelo Copelli)

Eros Grau diz que Palocci mentiu em delação e tentou fraudar a Justiça


Preso na Lava Jato, Palocci diz ter recebido propina do advogado
Mônica Bergamo
Folha
O ex-ministro do  Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Grau apresentou uma petição à 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo em que acusa o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci de mentir em uma delação premiada e de tentar fraudar a Justiça. Eros Grau foi contratado pela família do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos (morto em 2014), a quem Palocci acusa de tê-lo subornado.
No ano passado, o ex-ministro da Fazenda afirmou à Polícia Federal em sua colaboração premiada que, em 2010, Thomaz Bastos lhe pagou propina de R$ 1,5 milhão para que ajudasse a enterrar a Operação Castelo de Areia, que investigava a empreiteira Camargo Corrêa por supostos crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.
INVESTIGAÇÕES – Thomaz Bastos era advogado da construtora e teria acionado Palocci para atuar junto à cúpula do PT, que então estava no governo federal, e ao  Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que as investigações contra a empresa fossem suspensas. Em 2011, a Corte acatou o pedido e o caso foi arquivado.
Palocci apresentou como prova do suposto suborno um contrato de consultoria financeira assinado com o escritório do advogado em 1º de dezembro de 2009. Segundo ele, a papelada era fictícia e servia apenas para acobertar o pagamento da propina.
MESMO CONTRATO – O documento, no entanto, já tinha sido usado pelo próprio ex-petista para se defender em uma outra investigação, aberta em 2011, que investigava as consultorias que prestava para empresários. Na época, Palocci era ministro da Casa Civil do governo da então presidente Dilma Rousseff e teve que explicar por que recebeu R$ 20 milhões de companhias por meio de sua empresa, a Projeto.
Palocci apresentou então ao Ministério Público Federal o mesmo contrato firmado com Márcio Thomaz Bastos para justificar um dos pagamentos que recebeu. Segundo sua defesa afirmou às autoridades, o documento correspondia a uma consultoria prestada para a fusão do Pão de Açúcar com as Casas Bahia.
Márcio Thomaz Bastos advogava para as empresas e teria contratado Palocci para auxiliá-las. Ou seja, o ex-ministro da Fazenda teria usado o mesmo documento para contar uma história ao Ministério Público Federal, em 2011, e outra à Justiça sete anos depois.
PLANILHAS – O escritório de Eros Grau sustenta que a primeira justificativa, de 2011, é a verdadeira. E diz ter apresentado planilhas do computador de Thomaz Bastos, além do livro-caixa de seu escritório, como prova. Neles aparecem pagamentos feitos pelo Pão de Açúcar ao advogado e que teriam sido repassados a Palocci.
Em 2011, o próprio Grupo Pão de Açúcar apresentou ao Ministério Público Federal uma declaração oficial afirmando que o escritório de Thomaz Bastos de fato prestava serviços para viabilizar a fusão com as Casas Bahia e que ele havia contratado a consultoria de Palocci para ajudar no negócio.
As afirmações de Antonio Palocci em sua delação são inverídicas e consubstanciam fraude processual afrontosa à honra de Márcio Thomaz Bastos, diz Eros Grau na petição apresentada à 6ª Vara Federal Criminal.
DEFESA – A defesa de Antonio Palocci não nega que o contrato apresentado em 2011 ao Ministério Público Federal seja o mesmo que agora reapareceu na delação premiada de 2018. Afirma, no entanto, que, oito anos atrás, o ex-ministro da Fazenda não revelou às autoridades qual era o verdadeiro escopo do contrato porque não estava colaborando com a Justiça nem tinha o compromisso de dizer a verdade.
O contexto seria outro em 2018, quando ele depôs como delator. Nesta condição, confrontado com documentos e provas apresentados pelas autoridades, ele detalhou o que era lícito e o que era ilícito nessas tratativas, afirma o advogado Tracy Reinaldet.
JUSTIFICATIVA – Segundo a nova versão de Palocci, o contrato de R$ 1,5 milhão foi feito de fato para justificar o pagamento da propina pela atuação no caso da Camargo Corrêa. Outros valores que recebeu de Thomaz Bastos, que segundo ele chegam a cerca de R$ 4 milhões, corresponderiam à consultoria prestada ao Grupo Pão de Açúcar.
A família de Thomaz Bastos pede a revogação imediata da quebra do sigilo bancário e fiscal do advogado, que foi determinada pela Justiça na semana passada. E solicita que o Ministério Público Federal analise os novos documentos apresentados à Justiça.

Será que os vereadores não estão vendo isso?

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Os vereadores de Jeremoabo o que mais falam é contra as supostas trambicagens que estão acontecendo com o uso segundo eles indevidos, com aquisição de combustível.
 E agora com essa bofetada na cara, dizem o que?
Será que a Câmara de Vereadores de Jeremoabo não sabe confeccionar uma Correspondência reiterando, cobrando solução para uma denúncia já existente no TCM-BA?

Isso é uma desmoralização para os vereadores e para o" TRIBUNAL FAZ DE CONTAS";  antes do julgamento de uma denúncia por supostas ilicitudes, o prefeito não está nem aí, e joga na cara de todos um Termo Aditivo.

Essa é mais uma jogada da Comissão de Licitação juntamente com O Procurador Municipal de Prefeito Deri.

ASSUNTO: SUPOSTAS IRREGULARIDADES NO PROCESSO ADMINISTRATIVO N° 114 - D/2018 - PREGÃO PRESENCIAL N° 064-D/2018 - CONTRATO N° 64/2018, QUE TEVE POR OBJETO A CONTRATAÇÃO DE EMPRESA PARA FORNECIMENTO DE VALE TICKET COMBUSTÍVEL EM PAPEL.EXERCÍCIO DE REFERÊNCIA: 2018

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