terça-feira, novembro 19, 2019

Irresponsavelmente, Toffoli quer transformar o Brasil no maior “paraíso fiscal” do mundo


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Charge do Aroeira (Jornal O Dia/RJ)
Carlos Newton
É impressionante a omissão da grande imprensa. Nesta segunda-feira, dia 18, faltando apenas 48 horas para o mais importante julgamento da História Republicana, que pode proibir todas as investigações sobre lavagem de dinheiro, fraude financeira e sonegação de impostos, nenhum dos grandes jornais do país deu destaque a esse assunto. Apenas o Correio Braziliense abordou o tema, mas sem comentar o extraordinário alcance da decisão a ser tomada, que interessa a todos os brasileiros, por ser decisiva para o futuro da nação.
O julgamento é tão importante que o procurador-geral da República, Augusto Aras, fez questão de vir a público para alertar que o resultado da votação pode transformar o país num gigantesco “paraíso fiscal”. Suas declarações deveriam ser manchete de todos os jornais, mas saíram apenas no blog de Andréia Sadi, no G1, a grande mídia parece que não ligou para a advertência dele, somente o jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, repercutiu a entrevista.
DEU NO CORREIO – Enquanto os concorrentes se retraíam, o maior jornal de Brasília assinalava que, duas semanas depois de proibir a prisão de condenados em segunda instância, o Supremo Tribunal Federal tomará nova decisão que é vista como fundamental para o combate às grandes facções e aos crimes de colarinho branco, como corrupção e lavagem de dinheiro, alvos da operação Lava-Jato.
“O resultado do julgamento terá impacto em milhares de investigações em curso pelo país e afetará relação entre poderes”, acrescenta a reportagem de Renato de Souza, acentuando que o Supremo decide, na quarta-feira, se dados financeiros de contribuintes podem ser investigados  sem prévia autorização judicial por órgãos como a Receita Federal, o Banco Central e a Unidade de Inteligência Financeira (antigo Coaf), para depois serem repassados ao Ministério Público e à Polícia Federal.
E a matéria aponta que a decisão interessa diretamente ao senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, alvo de uma investigação no Rio de Janeiro pela suposta prática de rachadinha, em que ele teria recebido parte do salário de assessores quando era deputado estadual.
O QUE ESTÁ EM JOGO – Em 16 de julho deste ano, a pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro, o presidente do Supremo decidiu, em caráter liminar, suspender todas as investigações com base em relatórios do antigo Coaf, da Receita e do Banco Central, que não tivessem prévia autorização judicial.
O que a grande mídia estranhamente oculta é que esta decisão parou todas as investigações, inquéritos e processos sobre lavagem de dinheiro, corrupção, fraude financeira e sonegação de impostos que tiveram origem no antigo Coaf, na Receita Federal e no Banco Central. Além de interromper os inquéritos e processos das investigações, a decisão de Toffoli impede que haja novas apurações. Fica tudo parado.
Se a liminar for confirmada na quarta-feira, isso significa que o Brasil não vai mais investigar crimes financeiros nem sonegação de impostos, por não existir possibilidade de prévia autorização judicial, já que a mecânica é a seguinte: 1) o órgão de controle (Coaf, Receita ou BC) investiga a pessoa física ou jurídica; 2) se for constatada alguma irregularidade, o órgão envia as informações ao Ministério Público, que então abre o inquérito, caso concorde, e pede autorização judicial para quebra de sigilos.
IMPOSSIBILIDADE – Nenhum dos três órgãos de controle tem como pedir autorização judicial antes de fazer a fiscalização, como Toffoli exige, até porque cabe ao Ministério Público fazê-lo. Surge-se então um impasse: como pedir autorização judicial sem antes apurar a ocorrência de irregularidade? É óbvio que isso é missão uma impossível, embora o eminente ministro Dias Toffoli não consiga enxergar essa óbvia realidade.
O assunto é gravíssimo, o procurador-geral da República fez um dramático alerta à nação, mas a grande imprensa preferiu dar destaque a outros assuntos. Pode ser que hoje, na véspera da tragédia anunciada, os jornalistas enfim despertem para a possibilidade de o país ser transformado no maior paraíso fiscal do mundo, descumprindo os diversos tratados internacionais assinados para combater corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes de colarinho branco e mãos emporcalhadas. Mas quem se interessa?
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P.S. – Toffoli foi obrigado a voltar atrás no caso dos dados sigilosos que exigia para si. Seria ótimo se recuasse também da armação que fez para blindar Flávio Bolsonaro e os corruptos de todo o país. Mas isso não acontecerá..(C.N.)

Procuradoria contabiliza 935 investigações paradas pela decisão de Toffoli sobre Coaf

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Procuradoria levantou apenas uma pequena parte das investigações
Aguirre TalentoO Globo
Um levantamento inédito do Ministério Público Federal contabiliza 935 investigações paralisadas em todo país em consequência da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli , que determinou a suspensão dos procedimentos abertos com base em relatórios do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiros), hoje chamado de UIF (Unidade de Inteligência Financeira).
Os dados foram contabilizados pelas 2ª, 4ª e 5ª Câmaras do MPF, órgãos de coordenação e revisão das áreas criminal, de meio ambiente e de combate à corrupção, respectivamente. Além do levantamento, as câmaras produziram uma nota técnica solicitando ao STF que reconheça a legalidade da atuação da UIF ao enviar relatórios de inteligência ao Ministério Público e à Polícia Federal antes de ocorrer a quebra de sigilo judicial. Para os procuradores signatários do documento, os relatórios do Coaf não configuram quebra de sigilo bancário indevido.
NO PLENÁRIO – A nota técnica foi divulgada nesta segunda-feira e é assinada pela subprocuradora Luiza Frischeisen (coordenadora da 2ª CCR), subprocurador Nívio de Freitas (coordenador da 4ª CCR), subprocuradora Maria Iraneide Santoro Facchini (coordenadora da 5ª CCR) e os demais integrantes das câmaras.
O tema deve ser julgado nesta quarta-feira pelo plenário do STF. A decisão de Toffoli foi em resposta a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro, que é investigado por suspeitas da prática de rachadinha em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio. A defesa argumentou que seu sigilo bancário havia sido quebrado ilegalmente pelo Coaf. Toffoli acolheu os argumentos e determinou a suspensão de todas as investigações iniciadas com base em relatórios do Coaf.
POR ESTADO – O levantamento do MPF apresentou as investigações paralisadas por cada Estado. O maior número está em São Paulo (233), seguido por Espírito Santo (99), Paraná (83), Rio de Janeiro (75) e Minas Gerais (75).
Também há as investigações paralisadas por categoria. A maior parte, correspondente a 446 casos, refere-se a crimes contra a ordem tributária. Outros 193 casos são de lavagem de dinheiro. Ainda há investigações paradas por crimes contra o sistema financeiro nacional (97), sonegação de contribuição previdenciária (54) e improbidade administrativa (30).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
A coisa vai muito mais longe. O levantamento somente inclui os inquéritos abertos pela Procuradoria-Geral da República. É preciso incluir no cálculo as investigações que ainda não tinham sido encaminhadas ao Ministério Público, para pedido de quebra de sigilo, e os processos já abertos na Justiça Federal, que estão tramitando em varas federais. Além disso, há as investigações, inquéritos e processos nos âmbitos da Receita Federal e do Banco Central, é um nunca-acabar de investigações paralisadas irresponsavelmente. Os corruptos, lavadores de dinheiro, doleiros, fraudadores e sonegadores estão em festa, recitando sem parar os versos de Olavo Bilac, especialmente os trechos de “ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!” e “não verás país como este”. (C.N.)

segunda-feira, novembro 18, 2019

Encontro 11 e 12,11.2019 SSA


Comentários

SUPERCOLUNA | Para generais, Weintraub é o ministro da 'falta de educação'

Estadão
10 h
'Ataque a Deodoro da Fonseca no dia da Proclamação República é mal visto por militares', escreve Marcelo Godoy (via Política Estadão#estadão

Flávio Dino dar uma aula de Direito Constitucional ao Ministro da Justiça Sérgio Moro


Flávio Dino e Lula

Governador do Maranhão, que é também juiz e passou em primeiro lugar no mesmo concurso prestado por Sergio Moro, lembra que a presunção de inocência garante a qualquer réu o direito de ser inocente até o trânsito em julgado

10 de novembro de 2019

O governador do Maranhão, Flávio Dino, criticou duramente o ministro Sergio Moro por chamar o ex-presidente Lula de "criminoso", numa fala que ignora a presunção de inocência e desafia a decisão recente do Supremo Tribunal Federal, que colocou Lula em liberdade, depois de quase dois anos de prisão política. Confira anaixo o tweet de Dino e a fala de Moro:

Descumpre a Constituição e desafia o Supremo quem diz que Lula é um “criminoso”. Afinal, a presunção de inocência só deixa de existir com o TRÂNSITO EM JULGADO de uma sentença condenatória. Autoridades devem dar exemplo e respeitar a Constituição, as leis e as decisões do Supremo

Sputinik – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou na tarde deste sábado (9) que não responderá a "ofensas" de "criminosos, presos ou soltos" após ser criticado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente fez um discurso em São Bernardo do Campo e chamou o ex-juiz da Operação Lava Jato de "canalha".

"Eu poderia ter ido a uma embaixada, eu poderia ter ido a um outro país, mas eu tomei a decisão de ir lá. Porque eu preciso provar que o juiz Moro não era juiz, era um canalha que estava me julgando", disse Lula no discurso.

​Logo após a fala de Lula, Moro foi ao Twitter e respondeu ao ex-presidente.

"Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas", afirmou Moro.

Lula foi solto nesta sexta-feira (8) após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que disse que as prisões só podem ocorrer após serem esgotados todos os recursos.

O ex-presidente passou 580 dias preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Toffoli revoga decisão sobre acesso a relatórios do antigo Coaf

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Toffoli diz que a Corte jamais acessou relatórios de inteligência
Carolina Brígido
O Globo
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu nesta segunda-feira, dia 18, revogar a decisão dele mesmo que pedia à Unidade de Inteligência Financeira (UIF), o antigo Coaf a apresentação dos relatórios de inteligência financeira dos últimos três anos referentes a 600 mil pessoas físicas e jurídicas.
Toffoli já tinha recebido da UIF uma senha para acessar esses relatórios. Na nova decisão, ele reitera que não fez o cadastro no sistema – e, portanto, não acessou os dados sigilosos. “Ressalto que esta Corte não realizou o cadastro necessário e jamais acessou os relatórios de inteligência”, escreveu.
SEM EFEITO – O ministro também afirma que as informações prestadas pela UIF foram satisfatórias. “Diante das informações satisfatoriamente prestadas pela UIF, em atendimento ao pedido dessa Corte, em 15/11/19, torno sem efeito a decisão na parte em que foram solicitadas, em 25/10/19 cópia dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), expedidos nos últimos 3 (três) anos”, afirmou, na decisão.
Toffoli havia pedido as informações em 25 de outubro, para auxiliar no julgamento marcado para a próxima quarta-feira, quando o plenário do STF decidirá se a UIF pode compartilhar dados para órgãos de investigação, sem a necessidade de autorização prévia de um juiz.
PEDIDO DA PGR – O pedido para revogar a decisão de Toffoli foi feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. O presidente do STF recuou depois de ter se reunido, na tarde desta segunda-feira, com Aras, o advogado-geral da União, André Mendonça, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

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