sábado, maio 25, 2019

Palocci diz que André Esteves pagou R$ 5 milhões para ser o ‘banqueiro do pré-sal’

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Desta vez, Palocci entregou o banqueiro André Esteves, do BTG
Wálter Nunes e Joana CunhaFolha
O ex-ministro Antonio Palocci disse em delação premiada que o banqueiro André Esteves, dono do BTG, deu R$ 5 milhões para cobrir custos da campanha da petista Dilma Rousseff à Presidência da República, em 2010. A contrapartida seria o governo petista transformar Esteves no “banqueiro do pré-sal”, segundo Palocci disse aos policiais federais em seu acordo de delação. Procurado pela reportagem e informado sobre o teor da reportagem, Esteves não quis se manifestar.
Palocci assinou três acordos de delação, dois com a Polícia Federal, de Curitiba e Brasília, e um com o Ministério Público Federal do Distrito Federal. O acordo de Curitiba foi recusado pela Procuradoria e criticado pelo procurador da Lava Jato Carlos Fernando Lima, que o chamou de “acordo do fim da picada”. Mais tarde, foi assinado com a Polícia Federal e homologado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
CASO DELCÍDIO – Num outro caso, de 2015, André Esteves foi inocentado. Chegou a ficar 23 dias preso naquele ano por seu nome ter sido citado em conversas gravadas por um delator, num esquema que seria capitaneado pelo ex-senador do PT Delcídio do Amaral para obstruir a Lava Jato. Sem provas além da menção nas conversas, a prisão de Esteves foi revertida, e o caso, encerrado pelo Supremo Tribunal Federal.
A história agora contada por Palocci, negada por alguns dos citados e sem documentos que a comprovem, consta do termo de colaboração 7 do conjunto de histórias que compõem a delação que tramita em Curitiba e serve como base para investigação de desvios na Petrobras.
O documento tem data de 17 de abril de 2018 e trata de operações financeiras relativas ao financiamento da construção de navios-sonda que atuariam nos campos de petróleo em alto mar.
OPERAÇÃO PRÉ-SAL – Segundo Palocci, em 2010, antes das eleições presidenciais, quando atuava na coordenação da campanha de Dilma, ele procurou os principais bancos do país com o objetivo de fazer a estruturação financeira da operação do pré-sal.
O ex-ministro disse à PF que as conversas com todos os bancos foram feitas em “tons republicanos”, “exceto com o BTG”, com o qual eram “mais fluidas”. Ele também cita Bradesco e Santander. De acordo com o documento de delação, Palocci afirma que foi feito um chamamento público para as instituições bancárias apresentarem projetos de engenharia, e o banco Santander demonstrou forte interesse no assunto.
Embora não houvesse ainda contrato do pré-sal, a ideia era aproveitar o esforço na cobrança de valores para a campanha presidencial. Diz Palocci que tratou de doações com Santander, BTG e outros bancos para a campanha de 2010, último ano do segundo mandato de Lula.
ACORDO COM PT – Conforme a delação, dias após Dilma ser eleita, Esteves se reuniu com Palocci na sede da consultoria Projeto, que pertencia ao petista, e informou que “gostaria de consolidar definitivamente o relacionamento do BTG com o PT, com o colaborador [Palocci], com Lula e com [a futura presidente] Dilma [Rousseff], tornando-se o banqueiro do pré-sal”.
Para isso, sempre de acordo com a delação, ofereceu-se “para realizar qualquer operação de mercado de interesse do governo” e disponibilizou R$ 15 milhões em espécie para o PT.
Uma semana depois da conversa, Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, teria se encontrado com o próprio Esteves na sede do BTG, em São Paulo. Saiu de lá, segundo a delação, com R$ 5 milhões, que foram usados para pagar a fornecedores de campanha.
DIVERSAS VEZES – Palocci afirmou também que Esteves foi diversas vezes à sede da Projeto. Uma parte dos recursos, R$ 250 mil, foi destinada ao pagamento de despesas de viagem para Dilma descansar após a eleição, segundo ele.
A versão que tornaram pública sobre as despesas de tal viagem para a Bahia foi a de que o advogado Márcio Thomaz Bastos (1935-2014), ex-ministro de Lula, arcou com os custos, afirma Palocci.
Ele ressalva, porém, que Esteves não soube da destinação dos recursos e Bastos não foi informado da origem. Palocci assumiu a responsabilidade por toda operação.
COMPROVAÇÕES – Palocci usa em sua delação como elementos de corroboração anotações em agendas e também diz que seu motorista pode comprovar o encontro dele com as pessoas citadas em sua colaboração premiada.
O motorista Carlos Alberto Pocente, que trabalhou com o ex-ministro, prestou depoimento na PF, onde descreveu uma suposta rotina de encontros de Palocci e Kontic com políticos e empresários. O motorista diz que Palocci se encontrou com proprietários de BTG e Santander e afirma que as reuniões eram recorrentes e aconteciam até na residência de Esteves, dono do BTG.
O motorista diz se recordar que, em 2010, na época da campanha eleitoral, Palocci recebeu Esteves na sede da Projeto ao menos em uma ocasião. Diz também que levou diversas vezes Palocci à sede do BTG.
NA GARAGEM – Em outro trecho de seu depoimento, o motorista afirmou que, a pedido de Palocci, “tinha o costume de receber pessoas na garagem dos edifícios em que se localizavam suas consultorias”, mas que não se recorda se chegou a receber Esteves na garagem, embora tenha dito que o ex-ministro tinha encontros noturnos com o banqueiro em sua residência.
O Bradesco foi o outro banco com o qual Palocci diz ter tratado, diretamente com Lazaro Brandão e Luiz Trabuco, da estruturação financeira para a operação do pré-sal. As relações com o Bradesco, segundo a delação, eram mais cuidadosas, e o banco não fez pedidos específicos em relação à Sete Brasil, empresa responsável por gerenciar plataformas de exploração de petróleo da Petrobras.
No final do depoimento, Palocci diz que Santander e BTG abriram uma agenda ilícita na Sete Brasil e na Petrobras, mas não deu detalhes do que se tratava.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
  – Segundo a Folha, o ex-assessor Branislav Kontic nega veementemente ter participado da operação do acordo com Esteves. “Isso nunca ocorreu, não passa de ficção”, disse Kontic, que vai dificultar a comprovação dessas novas denúncias de Palocci. E sem provas adicionais, as delações de nada servem. Apenas sujam a imagem de quem já não tem honra e está todo emporcalhado, como André Esteves. Pelo menos, isso(C.N.)

Entenda por que a Turquia concentra grande parte da História da Humanidade


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A importância histórica da Turquia é realmente incomparável
Sebastião Nery
A Turquia não é um país. É uma salada de frutas. A Macedônia também já foi. Tantos povos moraram e mandavam lá, que na Itália a salada de frutas se chama “macedônia”. Pois a Turquia é muito mais. É o único país do mundo que já teve 12 capitais.
Primeiro, Troia, capital dos Hatitas (3.500 anos antes de Cristo). Depois, Hattusa, capital dos Hititas (do século 18 ao século 17 antes de Cristo). E vieram Xanthos, capital da Lícia (de 600 a 200 antes de Cristo); Sardes, capital da Lidia; Pérgamo, capital do reino de Pérgamo, (de 283 a 133 antes de Cristo); Amaseia, capital do reino do Pontus; Bizâncio, fundada pelo grego Bizas, que virou Constantinopla, em 330 depois de Cristo, quando Constantino criou o Império Otomano, antes de os otomanos tomarem Constantinopla; Edirne, segunda capital do Império Otomano, também antes da tomada de Constantinopla; Istambul, que denominou a antiga Constantinopla; Niceia, quando a IV Cruzada cristã tomou Istambul, de 1204 a 1261 (depois de Cristo). E Ancara, a capital hoje.
HERANÇA DE TODOS – Os povos que vieram e construíram têm nomes estranhos e belos, vieram desde o começo dos tempos, neste pequeno e fantástico país de 780 mil quilômetros quadrados e 75 milhões de habitantes.
Os turcos são herança de todos eles, de civilizações superpostas, desde o início dos tempos. Há marcas de presença humana 100 mil anos antes de Cristo. Esta é sua grandeza mas também sua tragédia.
Os turcos dizem que a Turquia é o “maior museu a céu aberto do mundo”. E é por causa de sua fantástica história. Cada cidade tem um pedaço de eternidade. Em cada canto um resto de civilização que se perdeu nas dobras da história e no sopro dos ventos, cobrindo de terra e tempo cidades e civilizações.
BELIGERÂNCIA – Como manter tudo isso na mais beligerante encruzilhada da historia humana, a ligação da Europa com a Ásia, do Mediterrâneo com o Mar Negro, da civilização ocidental com a civilização islâmica, dos projetos de dominação mundial dos Estados Unidos com a muralha que é a União Europeia?
Toda a história antiga girou em torno de eternas batalhas pela conquista de ligações de terras e mares, de estreitos: Gibraltar, Peloponeso, Dardanelos, Bósforo. Hoje, entre a Europa e a Ásia, há um novo estreito, feito de terra e chão, a Turquia. É por causa dele que os Estados Unidos e a Europa ameaçam fazer da Turquia uma nova Palestina, uma nova Bósnia.
UM PATRIMÔNIO – A Turquia, como a Grécia, Roma, Jerusalém, Paris, China, tantos outros, é um Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Talvez nenhum outro espaço tão pequeno, nem mesmo na sagrada Grécia e na Roma divina, haja, tão numerosa e diversa, a presença da humanidade através da história.
Aqui, a Grécia esteve durante séculos, o Império Romano deixou sua marca e suas garras, a Mesopotâmia virou Europa. Aqui, o cristianismo viveu seus três primeiros séculos de perseguições e exílio. E viveu seus três primeiros séculos de poder oficial. Aqui, a Alemanha perdeu uma guerra e Hitler outra. Aqui, a humanidade acendeu fogueiras eternas de cultura e sabedoria:
1 – Aqui nasceram Homero, o poeta, São Paulo, o jornalista, Tales de Mileto, Pitagoras, Anaximenes, Anaximandro, sábios. Aqui ensinaram Platão e Apelokon. Aqui Hipodromos criou o urbanismo. Aqui se fez a primeira Escola de Escultura. Aqui Cleopatra e Marco Antonio se amaram.
2 – Quando Noé ancorou sua arca, foi aqui, no monte Ararat (5.165 metros) O Tigre e Eufrates, dois dos três mais importantes rios da antiguidade, são daqui. O templo de Artemisa e o Mausoléu de Halicarnasso, duas das sete maravilhas do mundo, estão (estavam) aqui.
3 – Para se asilarem, Nossa Senhora e São João fugiram para cá e aqui morreram. São Pedro falou aqui, pela primeira vez, a palavra cristão. A gruta do patriarca Abraão, padroeiro dos judeus, era em Urfa, aqui. E o manto, as espadas, uma carta, o estandarte, os pelos da barba, o dente e as pegadas de Maomé também estão aqui.
4 – A primeira moeda foi cunhada aqui, em Pérgamo, aqui, se descobriu o pergaminho e houve uma biblioteca de 200 mil volumes antes de Cristo, a mais importante do Império Romano. A primeira cereja que chegou a Europa saiu daqui.
5 – Aqui, a história troca de roupa: os gregos construíam o templo, os romanos trocavam o deus grego por um romano, os cristãos transformavam o templo em igreja, os otomanos faziam delas mesquitas, os ingleses, franceses, italianos, austríacos, alemães, arrancavam deuses, altares, minaretes, colunas e monumentos inteiros e levavam para seus museus maravilhosos.
Mesmo assim, a Turquia continua a ser o imenso museu do homem.

Esquema de Carlos Bolsonaro nas redes sociais convoca para a manifestação

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Resultado de imagem para convocação para manifestação 26/05Bernardo BittarCorreio Braziliense
Temas relacionados à manifestação a favor do governo Bolsonaro estão entre os assuntos mais comentados do Twitter brasileiro nesta sexta-feira (24/05). Apoiadores do presidente convocam usuários a aderirem ao protesto marcado para domingo (dia 26), nas principais cidades do país.
Além disso, nos últimos dias os internautas brasileiros que apoiaram Bolsonaro na campanha estão recebendo dezenas de  mensagens no WhatsApp, convidando as pessoas a comparecerem à manifestação.
NO TWITTER – A hashtag #DomingoPeloBrasil está sendo usada por bolsonaristas para defender as manifestações. Nesta sexta-feira, às 13h25, era a quinta expressão mais usada do Twitter brasileiro. No mesmo horário, a sétima expressão mais publicada era “Bolsonaro e Mourão”.
Integrantes da bancada do PSL na Câmara de Deputados também estão empenhados em promover as manifestações pró-Bolsonaro. O deputado Nicoletti (PSL-RR), por exemplo, usou a rede para convocar eleitores a participarem do ato.
“Convido a todos a participarem do grande ato em apoio ao nosso presidente @jairbolsonaro, que será realizado no próximo domingo (26), em todo o Brasil. Em Boa Vista, a concentração será na Praça do Centro Cívico, a partir das 15h. Conto com a presença de todos!”
OPOSIÇÃO – Também pelas redes sociais, parlamentares e lideranças da oposição se manifestaram sobre a manifestação deste domingo. E eram registradas as declarações: “O bolsonarismo está usando sua máquina nas redes para mobilizar”, alertou Guilherme Boulos, que foi candidato a presidente pelo PSOL. “Eles não têm a mesma força da época do impeachment. Mas têm base e máquina”, disse a deputada paranaense Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, acrescentando que a oposição entende que a mobilização para manifestações neste domingo não deve ser subestimada.
Já o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), líder do Movimento Brasil Livre, que não participará da manifestação, considera que a manifestação “é um atestado de que o governo falhou”. Também o Movimento Pela Rua, liderado pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), está fora da manifestação.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Estará em jogo na manifestação não somente o apoio popular ao presidente Jair Bolsonaro, como também a capacidade de mobilização do esquema de redes sociais montado pelo filho Zero Dois, Carlos Bolsonaro, que foi fundamental para a vitória do PSL na eleição, segundo o próprio presidente eleito já reconheceu, em diversas ocasiões(C.N.)

Novo bloqueio de bens mostra que a Lava Jato ainda tem muito trabalho pela frente


O senador Fernando Bezerra é um dos atingidos pelo bloqueio de bens
Deu no Estadão
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) determinou o bloqueio de valores e bens de acusados em ação de improbidade administrativa da Operação Lava Jato. A decisão alcança o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – diretório de Rondônia – e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), os parlamentares Fernando Bezerra (PSB/PE) e Eduardo da Fonte (PP/PE), o ex-parlamentar Valdir Raupp (MDB/RO), os espólios de Sérgio Guerra (PSDB/PE) e Eduardo Campos (PSB/PE), e as empreiteiras Queiroz Galvão e Vital Engenharia Ambiental.
A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 24, pelo Ministério Público Federal. A reportagem está tentando localizar todos os citados. O espaço está aberto para manifestação.
IMPROBIDADE – O bloqueio foi determinado pelo Tribunal, que reconheceu a procedência de um recurso contra decisão em ação civil pública de improbidade administrativa movida pela força-tarefa da Lava Jato.
Na decisão, o Tribunal ressaltou a necessidade de ‘garantir a efetividade do resultado final da ação – em que apurada a existência de um amplo esquema criminoso, com prejuízos expressivos para toda a sociedade’. O Tribunal apontou ‘fortes indícios da prática de atos de improbidade por líderes de partidos e agentes públicos em prejuízo ao erário’.
Em cumprimento à decisão do Tribunal, a Justiça Federal de Curitiba determinou o bloqueio de valores correspondentes a até: a) R$ 1.894.115.049,55 do MDB, de Valdir Raupp, da Vital Engenharia Ambiental, de André Gustavo de Farias Ferreira, de Augusto Amorim Costa, de Othon Zanoide de Moraes Filho, Petrônio Braz Junior e espólio de Ildefonso Colares Filho; b) R$ 816.846.210,75 do PSB; c) R$ 258.707.112,76 de Fernando Bezerra Coelho e espólio de Eduardo Campos; d) R$ 107.781.450,00 do espólio de Sérgio Guerra; e) R$ 333.344.350,00 de Eduardo da Fonte; f) R$ 200.000,00 de Maria Cleia Santos de Oliveira e Pedro Roberto Rocha; g) R$ 162.899.489,88 de Aldo Guedes Álvaro e h) 3% do faturamento da Queiroz Galvão.
FORA DO FUNDO – Em relação aos partidos políticos, a força-tarefa da Lava Jato e a Petrobrás requereram que o bloqueio não alcance as verbas repassadas por meio do fundo partidário, que são impenhoráveis por força de lei.
Na ação que tramita na Justiça Federal foram descritos dois esquemas que desviaram verbas da Petrobrás, um envolvendo contratos vinculados à diretoria de Abastecimento, especialmente contratos firmados com a construtora Queiroz Galvão, individualmente ou por intermédio de consórcios, e outro referente ao pagamento de propina no âmbito da CPI da Petrobrás em 2009.
Na peça inicial apresentada pela Lava Jato, as atividades ilícitas foram enquadradas como atos de improbidade, e foram pedidas a aplicação da sanção de ressarcimento ao erário e a condenação à compensação dos danos morais e coletivos, com a agora deferida indisponibilidade de bens dos réus.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A decisão é de caráter liminar e terá de ser julgada pela 4ª Turma do Tribunal. A principal constatação é de que a Lava Jato ainda está longe – mas muito longe, mesmo – de encerrar sua obra de combate à corrupção. E não se pode esquecer que jamais aconteceu uma investigação deste porte em nenhum país do mundo. A operação brasileira Lava Jato só pode ser comparada à italiana Mãos Limpas, na década de 90. que teve quase 3 mil mandados de prisão expedidos e 12 investigados se suicidaram. Aqui no Brasil, nenhum corrupto se mata quando é apanhado pelos homens da lei. Deve ser algum problema de cultura ou ciências humanas. (C.N.)

Mantega e Coutinho são réus na fraude de R$ 8 bilhões em repasses do BNDES à JBS


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Mantega e Coutinho montaram uma quadrilha dentro do BNDES
Andréia Sadi e Mariana OliveiraBlog da Andréia
O juiz Marcus Vinicius Bastos, da 12ª Vara Federal em Brasília, recebeu parcialmente denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus, entre outros, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho. Também viraram réus nesta ação mais três pessoas. A decisão é desta quinta-feira (dia 23).
Os dois são acusados de terem autorizado empréstimos supostamente irregulares que superam R$ 8 bilhões do BNDES para o frigorífico JBS, uma das empresas dos empresários Joesley e Wesley Batista.
PALOCCI ESCAPOU – O magistrado do Distrito Federal rejeitou a denúncia em relação a sete acusados, entre eles o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o empresário Joesley Batista.
Mantega vai responder por formação de quadrilha (a partir de 2013 o crime virou associação criminosa), corrupção passiva, gestão fraudulenta de instituição financeira e práticas contra o sistema financeiro nacional (prevaricação financeira).
Luciano Coutinho responderá por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e práticas contra o sistema financeiro.
R$ 8,1 BILHÕES – A denúncia apresentada em março pela força-tarefa da Operação Bullish, do Ministério Público Federal, envolvia ao todo 12 pessoas por suspeita de operações irregulares, de 2007 a 2009, que ultrapassaram o valor de R$ 8,1 bilhões.
Conforme a acusação, o esquema consistia em pagamentos de serviços não prestados e emissão de notas falsas, além de investimentos simulados e doações irregulares a campanhas eleitorais. Os empréstimos do BNDES à JBS teriam sido aprovados contrariando regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O elo da JBS seria Victor Sandri, ex-assessor de Mantega que também virou réu. Segundo a denúncia, ele era intermediário da propina e teria recebido R$ 5 bilhões sem prestar qualquer serviço e R$ 67 milhões em contas no exterior.
A ACUSAÇÃO – Victor Sandri virou réu por quadrilha, corrupção ativa, gestão fraudulenta e prevaricação. Também responderão ao processo Gonçalo Ivens e Leonardo Vilardo Mantega. Todos serão notificados para responder à acusação em dez dias. Quando eles foram denunciados, a defesa de Mantega não comentou a acusação.
Em nota enviada nesta sexta, a assessoria de Luciano Coutinho afirmou que a decisão foi “sábia” ao isentar os funcionários do banco, mas disse demonstrar “inconformismo” com o acolhimento da denúncia contra ele pois, segundo a assessoria, Coutinho “sempre se pautou pela integridade e pelo respeito à lei”.
“Coutinho manifesta a sua confiança na justiça e na observância do devido processo legal. Ele reafirma a certeza de que demonstrará cabalmente sua inocência no curso deste processo”, disse a assessoria.
DENÚNCIA REJEITADA – O juiz rejeitou as acusações em relação a sete acusados. Em relação a Joesley Batista, acusado de corromper os políticos, o juiz afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) assegurou imunidade quando Joesley fez acordo de delação premiada. E que é preciso aguardar uma decisão final da Suprema Corte sobre a rescisão ou não do acordo de delação.
“O próprio MPF lastreia a narrativa acusatória nas declarações prestadas pelo denunciado colaborador, utilizando os seus esclarecimentos naquilo que lhe convém e o desprezando no que entende ser contrário à sanha persecutória”, considerou ainda o magistrado na decisão.
Em relação às acusações contra Palocci de formação de quadrilha, corrupção, gestão fraudulenta, prevaricação e lavagem de dinheiro, o juiz considerou que não há provas suficientes.
SEM PROVAS – “A simples afirmação de Joesley de que ‘Palocci poderia intervir em seu favor em algum momento’, à toda evidência não se presta a comprovar a prática de ilícito penal por esse último”, ponderou o juiz.
Segundo a magistrado, para o recebimento da denúncia, exige-se a demonstração “fundada em elementos probatórios mínimos”.
O juiz do DF considerou que os outros denunciados eram técnicos do BNDES e não há provas de que tenham atuado em crimes.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A “inocência” de Luciano Coutinho é Piada do Ano. Quando ainda presidia o BNDES, o Congresso o convocou e ele mentiu ao prestar depoimento. Disse que o empréstimo do Porto de Mariel, em Cuba, era garantido pela grupo Odebrecht. Na verdade, a garantia era do Tesouro Nacional, através do Ministério da Fazenda. Cuba não está pagando e ficou tudo por isso mesmo. Coutinho e Mantega merecem uma condenação pesada. Vamos aguardar. (C.N.)

Além dos R$ 64,5 mil do hospital, Queiroz pagou aos médicos R$ 69 mil em dinheiro

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Irresponsavelmente, Queiroz deu mostras de enriquecimento ilícito
Chico Otávio e Gustavo SchmittO Globo
Advogado diz que gastos de R$ 133,58 mil estão dentro da capacidade financeira do ex-motorista e de sua família, de cerca de meio milhão de reais ao ano
O ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) Fabrício Queiroz , além de pagar em espécie R$ 64,58 mil pela cirurgia ao hospital israelita Albert Einstein , desembolsou outros R$ 60 mil para pagar à equipe médica e R$ 9 mil ao oncologista em dinheiro vivo. Ao todo, Queiroz arcou com R$ 133,58 mil em dinheiro pelo procedimento médico, segundo o advogado dele, Paulo Klien.
“VALOR RAZOÁVEL” – De acordo com Klein, os gastos estão dentro da capacidade financeira de Queiroz e de sua família, que ganham cerca de meio milhão de reais ao ano.
“De toda forma está dentro de um valor razoável e dentro da renda dele e da família, uma vez que dentro de sua capacidade financeira e com recursos próprios e lícitos, considerando que eles ganham R$ 500 mil ao ano”, disse o advogado, ao garantir que Queiroz está disposto a prestar todas as informações pedidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro dentro do critério de transparência.
Queiroz foi internado na unidade em janeiro, quando retirou um câncer no cólon. O pagamento foi feito em 14 de fevereiro. Desde que o assessor de Flávio recebeu alta do hospital, nunca se soube o valor das despesas pagas pelo procedimento médico.
EM DINHEIRO VIVO – Na nota fiscal eletrônica (confira abaixo), à qual O Globo teve acesso, a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein informa que Queiroz ficou internado de 30 de dezembro de 2018 a 8 de janeiro de 2019. O tipo de internação foi “clínica médica”.
O ex-motorista alegou que o montante quitado em dinheiro vivo estava guardado em sua casa para amortizar o financiamento de um apartamento na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O dinheiro foi entregue à tesouraria do hospital pela mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar.
Na nota fiscal, o valor total da despesa é de R$ 86 mil. Lá, consta um desconto de R$ 16 mil, o equivalente a 20% dos custos hospitalares.  Queiroz sustenta que conseguiu o abatimento e que o total da despesa ficou por R$ 70 mil. Outros R$ 5,42 mil foram quitados por meio de cartão de crédito, conforme consta na fatura.
QUEBRA DE SIGILO – No dia 13, a Justiça do Rio autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Fabrício Queiroz e outras 87 pessoas. Além do afastamento de sigilo de Flávio e seu ex-assessor Queiroz, também terão suas informações bancárias averiguadas a mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, a empresa de ambos, Bolsotini Chocolates e Café Ltda, as duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, e a mulher do ex-assessor.
No sábado, a defesa de Queiroz entrou com um habeas corpus para anular as quebras de sigilo bancário e fiscal na investigação, sob o argumento de que a decisão judicial não tinha “embasamento legal”.  O advogado de Queiroz, o criminalista Paulo Klein acusa o Ministério Público de ter burlado a Justiça ao omitir que o hoje senador Flávio Bolsonaro, na época dos fatos deputado estadual, era um dos investigados, para evitar que ele se valesse do foro especial por prerrogativa de função.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Caramba! O motorista e amigo de Flávio Bolsonaro é um cara que esbanja dinheiro vivo. Mas está foragido, junto com a mulher e as duas filhas. O advogado diz que eles têm renda anual de meio milhão de reais (mais de R$ 42 mil mensais), o que significa confessar enriquecimento ilícito, e garante que Queiroz está disposto a prestar todas as informações pedidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o que é uma grande Piada do Ano, porque o ex-assessor já deixou de comparecer a quatro convocações do MP. (C.N.)

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Publicado em 12 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Defesa de Bolsonaro tenta derrubar pena de 27 anos M...

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