domingo, fevereiro 24, 2019

Falta de humanidade ou terapia avançada? Proposta sobre 'eletrochoque' gera polêmica

Sábado, 23 de Fevereiro de 2019 - 00:00


por Renata Farias
Falta de humanidade ou terapia avançada? Proposta sobre 'eletrochoque' gera polêmica
Foto: Reprodução / The New York Times
Uma nota técnica do Ministério da Saúde (veja aqui), publicada no início deste mês, foi recebida com críticas que a classificaram como um retrocesso em relação à reforma psiquiátrica e lutas antimanicomiais no país. Entre as mudanças propostas na atual Política de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas está a ampliação da oferta da eletroconvulsoterapia (ECT), conhecida como “eletrochoque”, para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os contrários à prática, regulada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 2002, chegam a compará-la a tortura. “Essa é uma forma absurdamente invasiva e agressiva, apesar de hoje haver essa maquiagem. Dizem que dá anestesia, então é uma forma mais humanizada de tratamento, mas que a gente compreende que não é humanizada”, argumentou a psicóloga Laís Mendes, do Coletivo Baiano da Luta Antimanicomial.

O grupo defende as diretrizes estabelecidas na Reforma Psiquiátrica, de 2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais. Entre os dispositivos utilizados para tratamento de pacientes, de acordo com a lei, estão os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs).

De acordo com a psicóloga, a ECT é capaz apenas de eliminar temporariamente os sintomas, não a doença mental. “No Centro de Atenção Psicossocial, a gente trabalha a questão social, da inclusão, do convívio. A gente trabalha os delírios, que são também uma forma de denunciar a dor psíquica, o sofrimento. Eliminar os sintomas não trata o que o sujeito sente”, acrescentou.

Nos CAPs, explicou Mendes, são utilizados medicamentos para controle dos sintomas, combinados com o atendimento voltado para a questão social e ressignificação da loucura. “Há maior eficácia do que em um tratamento invasivo e pontual, que atende principalmente a interesses lucrativos de alguns grupos, como a ‘indústria dos manicômios’ e dos que defendem o retorno da ‘psiquiatria clássica’, com suas práticas manicomiais, aproveitando o momento político propício a normatizações e higienização social”, criticou a profissional.

MANIPULAÇÃO POLÍTICA?
Por outro lado, a eletroconvulsoterapia é apontada como o melhor tratamento para casos graves de depressão. A terapia é indicada inclusive para idosos e mulheres grávidas, por evitar a intoxicação do bebê por medicamentos. No entanto, é oferecida atualmente, no Brasil, apenas no setor privado de saúde, com altos custos.

Para o psiquiatra Luiz Fernando Pedroso, as críticas ao procedimento estão relacionadas a “manipulação política”.  “Nas últimas décadas, há um excesso de ativismo social, e as pessoas buscam uma causa para levantar uma bandeira qualquer e vão manipulando a realidade a seu bel-prazer”, afirmou.

O profissional explicou que o efeito terapêutico não está relacionado à eletricidade, mas à convulsão provocada. “Esse tratamento começa a ser concebido já no século XVIII. As pessoas com transtornos mentais que apresentavam convulsão melhoravam do transtorno mental”, pontuou. Segundo o especialista, a corrente elétrica, nessa situação, funciona como um estímulo para produzir “uma convulsão de qualidade”.

Quanto aos efeitos colaterais, é normal que a ECT provoque náusea e perda de memória. No entanto, Pedroso ressaltou que a terapia não causa lesões no cérebro. Pelo contrário, teria efeito neuroprotetor. “As pesquisas mostram que as doenças crônicas, as depressões vão produzindo atrofias no cérebro, afetando as conexões interneuronais, e tanto medicamentos quanto a eletroconvulsoterapia restabelecem essas conexões”.

Os equipamentos usados atualmente para o tratamento seriam ainda menos danosos. “Hoje a gente usa uma aparelhagem mais moderna, com um estímulo elétrico com corrente especial próxima à corrente fisiológica normal do neurônio, e isso reduz efeitos colaterais”, disse o psiquiatra. “Isso não significa que os procedimentos antigos são ruins. Muito pelo contrário, a eletroconvulsoterapia foi o primeiro grande agente antimanicomial, foi a primeira terapia realmente efetiva para reduzir as internações psiquiátricas”, defendeu.
Bahia Notícias

TJ esclarece compra de leite em pó e diz que servidores e terceiros também consomem

Sábado, 23 de Fevereiro de 2019 - 12:40


TJ esclarece compra de leite em pó e diz que servidores e terceiros também consomem
Foto: Angelino de Jesus
A Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em nota, esclareceu algumas questões relacionadas à matéria sobre a compra de leite em pó para os membros da Corte (veja aqui). A nota afirma que a compra de leite em pó servirá para os servidores, desembargadores e “terceiros que também frequentam” o TJ-BA.

O comunicado também reforça que a compra é para “consumo anual” e, em razão da Lei de Licitações, “a aquisição do produto deve ser registrada em um único procedimento licitatório”. “Destarte, a mera divisão da quantidade de leite a ser adquirida pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia demonstra que os fatos mencionados pela reportagem não são condizentes com a realidade, já que outras pessoas também consumirão o produto, e não apenas os desembargadores”, diz o texto.

O TJ lembra que no edital, conforme publicado pela matéria, a justificativa indica que o produto será utilizado no “preparo de lanches para os servidores e magistrados desta capital, que serão servidos durante os intervalos das sessões de julgamentos e sessões do Tribunal Pleno, ordinárias e extraordinárias".
Bahia Notícias

Manifestantes e militares venezuelanos entram em confronto na fronteira com o Brasil

Domingo, 24 de Fevereiro de 2019 - 07:00


por Fabiano Maisonnave | Folhapress
Manifestantes e militares venezuelanos entram em confronto na fronteira com o Brasil
Foto: Reprodução / Forte.jor
Um confronto entre opositores e militares venezuelanos na linha fronteiriça teve pedras, coquetel molotov, gás lacrimogêneo e ao menos um ferido no final da tarde deste sábado (23). Um porta-voz do Exército brasileiro disse que foi uma "pequena rusga na fronteira".

O incidente foi iniciado por algumas dezenas de manifestantes venezuelanos concentrados do lado brasileiro, alguns deles alcoolizados. Eles queimaram uma base de vigilância e lançaram pedras e coquetéis molotov contra militares venezuelanos.

As forças do regime de Nicolás Maduro reagiram lançando pedras de volta e bombas de gás lacrimogêneo. Houve sons de tiro, mas ninguém foi alvejado. Algumas pessoas estavam postadas na base das duas bandeiras que marcam a linha de fronteira. Um manifestante foi socorrido desacordado.

Após o incidente, o coronel brasileiro Jacaúna de Souza disse a jornalistas que "foi um episódio lamentável. Ninguém esperava que isso acontecesse no nosso território. Recebemos uma chuva de gás lacrimogêneo. Esperamos que isso não fique assim. Que alguma coisa seja feita pelo nosso governo".

Questionado se considerava o incidente um ataque, respondeu que houve uma "pequena rusga na fronteira": "A fronteira está reforçada, protegida. Não existe mínima possibilidade de sermos invadidos".

Em entrevista à TV Globo, o coronel Souza disse que os militares venezuelanos também fizeram disparos com munição real contra os manifestantes.

Em uma demonstração de força, o regime do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, impediu neste sábado (23) a entrada de toneladas de alimentos, remédios e itens de primeira necessidade enviados pelos EUA pelas fronteiras de Brasil e Colômbia.
Bahia Notícias

Depoimento de ex-assessor agravou a situação de Queiroz e Flávio Bolsonaro


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A situação do senador está se complicando, ao invés de melhorar 
Deu em O Tempo
A profusão de outras notícias, a mudança do eixo dos escândalos para a questão dos laranjas na campanha, a demissão conturbada de Gustavo Bebianno, o pacote de Sergio Moro e a reforma da Previdência haviam deixado as suspeitas envolvendo Fabrício Queiroz em banho-maria. O noticiário de sexta-feira, porém, reaqueceu a trama e devolveu o problema ao colo de Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente da República.
A principal revelação de ontem foi o depoimento de um funcionário do gabinete do ex-deputado estadual e agora senador, que confirmou aos investigadores que repassava cerca de dois terços de seu salário a Fabrício Queiroz.
DINHEIRO E ROLO – A versão não chega a contradizer o ex-motorista, já que o depoente reafirmou a história de que o dinheiro servia para investimentos e que recebia a grana de volta depois, com juros estratosféricos. Nas palavras de Queiroz, ele “fazia dinheiro”. Na visão de Jair Bolsonaro, o termo era “fazia rolo”.
A partir da confirmação de que o dinheiro dos funcionários ia mesmo parar na conta do ex-motorista, resta confirmar o que aconteceria depois. Se trava-se do triste e famoso “rachid”, quando parte do salário dos assessores cai nas mãos do chefe, ou se trata-se mesmo de um investimento.
Ora, se os funcionários alegam que enviaram o dinheiro para Queiroz – o que se comprova por transações bancárias – basta que apresentem o extrato com a volta do dinheiro. O assunto estaria resolvido em uma semana. Não vale dizer que recebeu de volta em dinheiro. Que investimento estranho e legal seria esse que você envia a verba por transferência bancária e recebe de volta um bolinho de notas?
CHEQUE DE MICHELLE – Junto disso, temos a versão de outro lado da história, sobre os R$ 24 mil que foram parar na conta da primeira-dama. O presidente da República diz que emprestou dinheiro a Queiroz e que houve o pagamento em várias parcelas, totalizando R$ 40 mil. Que o dinheiro foi pago em nome de Michele Bolsonaro pois ele não tinha tempo para ir no banco.
Ainda que julguemos ser verdade a versão. Não é curioso demais que tanto os funcionários quanto o pai do patrão tenham dado dinheiro para Queiroz no mesmo período e que as explicações para isso sejam tão diversas?
 Bolsonaro deu dinheiro a Queiroz alegando que ele passava dificuldades financeiras, enquanto os funcionários do gabinete enviavam a maior parte do seu salário para o ex-motorista para que ele o multiplicasse. Ele era um mago das finanças ou um pobre coitado sem dinheiro? As duas coisas não dá para ser.
E OS DEPOIMENTOS? – Soma-se a essa dúvida a demora para esclarecer o fato, os dribles nos depoimentos, a tentativa de suspensão da investigação, o sumiço dos implicados e as suspeitas de que muitos deles eram funcionários fantasmas e as relações de alguns deles com milicianos presos. Ou os envolvidos explicam ou ficará difícil acreditar que tudo se tratou de um mal-entendido.
O problema para Bolsonaro, o pai, é que não é possível demitir o filho para liquidar o assunto, como se deu com Gustavo Bebianno. Não dá para exilar Flávio em uma embaixada ou em uma estatal. Mesmo que o senador renunciasse, a crise continuaria praticamente morando em sua casa. Isso é o que torna esse assunto, que não é de governo, mais perigoso que o escândalo da semana passada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente editorial de O Tempo, equilibrado e mostrando a gravidade das acusações sobre o senador Flávio Bolsonaro, o filho 01. As explicações do ex-PM e ex-assessor Fabrício Queiroz, em entrevista à TV Record (até hoje ele não depôs), não configuraram a “explicação plausível” que Flávio havia prometido. E agora o depoimento do outro PM assessor acaba com o argumento do presidente Bolsonaro, de que Queiroz lhe pedira R$ 40 mil porque estava sem dinheiro. É claro que o chefe do governo não será afetado diretamente, a denúncia não cairá em seu colo, mas o filho Flávio Bolsonaro corre grande risco de sofrer condenação criminal. (C.N.)

A festa acabou e os três filhos de Bolsonaro não mais terão influência no governo


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Charge do Aroeira (Charge Online)
Carlos Newton
Com a terceira cirurgia de Bolsonaro e o envio do pacote anticorrupção e da proposta de reforma da Previdência, que já começam a tramitar na Câmara, realmente começou o primeiro governo militar democrático. E nunca se viu nada igual, porque nem mesmo nos 15 anos de Getúlio Vargas e nos 21 anos da ditadura militar de 1964 o ministério contou com tamanho número de oficiais generais. No primeiro escalão temos hoje 13 militares – presidente, vice, oito ministros e os três comandantes das Forças Armadas. Um capitão, dez generais do Exército, dois almirantes e um tenente-brigadeiro.
E há muitos outros oficiais superiores no segundo escalão, inclusive o porta-voz do governo também é general, e a praxe antigamente era nomear algum diplomata do Itamaraty.
DEMOCRACIA PLENA – Não há dúvida de que estamos em regime de democracia plena e os militares do primeiro escalão comportam-se rigorosamente no figurino republicano. Só há autoritarismo da parte do presidente, que ainda não se adaptou muito às práticas democráticas de governar para todos, dialogar com todos e respeitar a todos.
Bolsonaro realmente ainda não pegou esse jeito, mas está melhorando. Na campanha e na transição, comportou-se como um troglodita. Incentivado pelos filhos, anunciou a mudança da embaixada para Jerusalém, causando reação negativa no mundo árabe, e depois agravou o quadro, ao dizer que iria derrubar a Embaixada da Palestina, porque está se instalando próximo ao Palácio da Alvorada. No embalo, anunciou até uma base militar dos EUA em território brasileiro, vejam a que ponto chegamos.
O pior é que, entre os ministros civis, há algumas figuras sem a devida qualificação, que deveriam “voltar às origens”, como diz o próprio Bolsonaro. E isso vai acontecer logo, a começar pela próxima saída do ministro Marcelo Álvaro Antonio, que cultivou um laranjal no PSL de  Minas.
SABER RECUAR – Mas nem tudo são problemas. Antes mesmo de assumir, Bolsonaro demonstrou uma tremenda qualidade – é um homem que sabe recuar, quando seus “consiglieri” lhe chamam atenção para o erro. Foi assim com as duas embaixadas e com a base americana, que já caíram no esquecimento.
Mas os três filhos não gostaram nada disso. Pensaram que poderiam agir como príncipes-regentes, em plena República, embora “isso non eczista”, como diria padre Quevedo. Até um “olheiro” foi colocado no Planalto – o primo Léo Índio, que nem chegou a ser nomeado, mas logo ganhou um crachá amarelo de livre-acesso ao palácio, igual aos filhos 01 (Flávio), 02 (Carlos) e 03 (Eduardo).
Mas agora a festa acabou. Flávio já estava afastado desde que se evidenciaram suas ligações perigosas com assessores e milicianos. Depois do affaire Bebianno, Carlos ganhou passagem de volta para Rio de Janeiro e se tornou carta fora do baralho. E o filho caçula Eduardo, que chegou a acompanhar o pai na viagem a Davos, também terá de se recolher a sua insignificância.
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P.S. 1 – 
O homem-forte do Planalto hoje é o general Augusto Heleno, que se tornou o principal “consigliere” presidencial. Uma espécie de general Golbery do Coutto e Silva em nova versão, mais acessível à imprensa e menos ardiloso.
P.S. 2 – Com essa mudança no mapa do poder, o governo não somente está de fato começando, como também pode até pegar embalo, se os militares conseguirem neutralizar Paulo Guedes, que sonha em entregar as chaves de Brasília para o pessoal de Wall Street. Aliás, se era para ter um banqueiro mandando na economia, teria sido melhor eleger logo o João Amoêdo, que foi vice-presidente do Unibanco. (C.N.)

Informação ao secretário da Previdência: salários não levam ninguém à riqueza


Charge do Duke (Charge Online)
Pedro do Coutto
Em uma entrevista a Geralda Doca e Marta Beck, O Globo, edição de ontem, o Secretário da Previdência e Trabalho Rogério Marinho afirmou que a base do projeto de reforma previdenciária é fazer com que os mais ricos paguem mais e os mais pobres paguem menos ao longo do tempo para obterem aposentadoria. Tenho a impressão que Rogério Marinho cometeu um equívoco. Não há assalariados ricos se eles viverem apenas pela remuneração de seu trabalho.
Ricos podem ser os empresários, principalmente aqueles que se encontram em débito para com o INSS. Tanto assim que Marinho revela que o governo vai enviar projeto ao Congresso para cobrar os grandes devedores da Previdência Social.
SUPERDÍVIDAS – Grandes devedores são os que acumularam débitos superiores a 15 milhões de reais. Portanto a omissão de quem tem maior base econômica representa o principal fator que conduziu através do tempo ao déficit previdenciário financeiro.
Seria interessante que o Secretário pudesse apontar pelo menos seis exemplos dos que ficaram ricos com a produção de seu trabalho. Claro que há médicos que atingem renda muito alta através de seu desempenho profissional. Existe também o caso de advogados que se tornaram famosos nas últimas décadas. Principalmente aqueles que advogam defendendo sonegadores e também pessoas envolvidas nas sombras da corrupção. Os corruptos não podem ser assalariados somente, está claro. Tão claro está que basta percorrer as listas de presos em decorrência da Operação Lava Jato.
PESO DOS DELATORES – Por falar em Lava Jato, podemos destacar o peso dos delatores no processo praticado nas últimas décadas.  Vamos encontrar empresários e executivos de grandes empresas, mas não vamos encontrar um simples assalariado que passou para o lado da riqueza através do recebimento mensal de seus vencimentos.
Assim, chegamos à conclusão de que entre as 100 milhões de pessoas que representam a força de trabalho efetiva do Brasil os ricos não chegam a escala de 1%. Estamos em um país em que a maior parte da renda nacional está nas mãos da menor parte do trabalho honesto e produtivo.
O secretário Rogério Marinho, como é natural, ocupa uma faixa altamente importante do trabalho governamental. E nem por isso pode-se dizer que ele seja um homem rico. Se os mais destacados e competentes servidores públicos não devem se incluir no voo da riqueza não serão os funcionários comuns que poderão alcançar essa meta ilusória.

Mourão volta às boas com Bolsonaro e vai representá-lo em reunião na Colômbia


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Com muita habilidade, Mourão recupera seu espaço no Planalto
Deu no G1 — Brasília
O vice-presidente, Hamilton Mourão, que viajará à Colômbia para representar o presidente, Jair Bolsonaro, na reunião do Grupo de Lima. O embarque está previsto para este domingo (24) à tarde. O encontro será na segunda-feira (25) pela manhã e Mourão retornará ao Brasil no mesmo dia. Além de Mourão, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que já está na Colômbia também irá à reunião.
O Grupo de Lima foi criado em 2017 por iniciativa do governo peruano com o objetivo de pressionar para o restabelecimento da normalidade na Venezuela. Além do Brasil e do Peru, mais 11 países integram o grupo – Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá e Paraguai.
RECONHECIMENTO – O Brasil está entre os países que não reconhecem o mandato presidencial de Nicolás Maduro e consideram que o líder opositor Juan Guaidó é o presidente interino da Venezuela, desde que se autodeclarou governante no exílio em janeiro. A intenção da pressão internacional é pela convocação de novas eleições no país governado por chavistas.
Desde a quinta-feira, Maduro anunciou o fechamento da fronteira do país com o Brasil. Segundo Maduro, a fronteira “fica fechada total e absolutamente até novo aviso”.
Segundo declarou Mourão nas redes sociais, a discussão sobre “os desdobramentos da crise na Venezuela, que fechou sua fronteira hoje com nosso país”, estão entre as pautas da reunião do Grupo de Lima. A informação também foi confirmada pela assessoria do vice-presidente.
AJUDA HUMANITÁRIA – O anúncio ocorreu no momento em que o governo brasileiro prepara o envio de ajuda humanitária, por meio de medicamentos e alimentos, aos venezuelanos. A iniciativa se deu após pedido de Guaidó.
A logística preparada em Brasília prevê que a ajuda está sendo levada até Boa Vista e Pacaraima, cidades em Roraima, e buscada por venezuelanos, em veículos do país vizinho. Assim, brasileiros não precisariam cruzar a fronteira.
Em nota divulgada na tarde deste sábado (23/2), a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República destacou como “exitosa” a operação realizada pelo governo brasileiro para recolher mantimentos pelo país e levá-los à Venezuela.
Na manhã deste sábado, a Polícia Nacional Bolivariana chegou a incendiar os primeiros três caminhões com ajuda humanitária que saíram da Colômbia para Ureña, cidade do estado venezuelano de Táchira. Mas os dois primeiros caminhões enviados pelo Brasil cruzaram a fronteira, adentrando o país vizinho, sem incidentes na travessia, segundo o Planalto, em nota oficial.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Há algo de novo no ar. O presidente Bolsonaro normalizou as relações com Mourão, que estava escanteado há mais de um mês, sem nenhum motivo, a não ser o “foro íntimo” induzido pelos filhos de Bolsonaro, que veem teoria conspiratória em tudo. A missão do vice Mourão é não deixar o chanceler Ernesto Araújo fazer bobagens. (C.N.)

Heleno diz que não é guru de Bolsonaro, mas se tornou o principal interlocutor dele


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Heleno transmite confiança a Bolsonaro e aos demais interlocutores
Natália PortinariO Globo
Em janeiro, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno , negou ser guru de Jair Bolsonaro . Disse que “o último já foi até em cana, o João de Deus”. A julgar por sua agenda disputada, porém, ele ainda é visto assim por interlocutores do setor público e privado, que o buscam como um acesso confiável ao governo.
Se congressistas vêm se queixando de que Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Santos Cruz (Secretaria de Governo) são ministros sem poder de barganha e não conseguem cumprir o que prometem, Heleno está longe de sofrer tal desprestígio. Interlocutores preferem procurar o general a discutir temas técnicos diretamente com o presidente, já que, fatalmente, é a partir dos conselhos do ministro que se forma a opinião de Bolsonaro.
AUDIÊNCIAS – A agenda de Heleno é disputada por políticos e pelo setor privado. O ministro já teve agenda em seu gabinete com representantes de entidades patronais, como a Febraban (de bancos) e a Brasscom (de empresas de tecnologia). A maioria das solicitações é de empresários e representantes corporativos, segundo pessoas próximas a ele.
Devido à natureza de seu ministério, que cuida da segurança de fronteiras e relações exteriores na área de segurança, também já se encontrou com os embaixadores da China, Espanha, Israel, França e República Dominicana.
— Pela formação militar, ele é muito prático e objetivo, e é o que a gente espera na política, respostas prontas, sim ou não. Meus despachos com ele sempre duram cinco minutos, papo reto e vamos embora — diz o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que esteve com ele há uma semana.
MUITA INFLUÊNCIA – O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, esteve no gabinete de Heleno com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no fim de janeiro.
— É uma pessoa com grande grau de influência na estrutura do governo, com uma capacidade enorme de fazer consensos, inclusive pela sua capacidade intelectual e conhecimento sobre diversos temas. Ele nos recebeu com extrema educação, carinho, muita atenção naquilo que ouve e uma capacidade clara de selecionar o que realmente interessa.
A deputada Bia Kicis (PSL-DF), advogada e militante de pautas conservadoras, disse que teve uma conversa “reservada” com Heleno. “Ele goza da total confiança do presidente. É muito sério. Quando a gente tem alguma coisa pra conversar que demande uma pessoa confiável, ele é um excelente intermediário”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Depois que o vice Mourão recebeu o presidente da CUT e o embaixador da Palestina, como ocorre em qualquer país democrático, Bolsonaro ficou furioso e escanteou o velho amigo. Somente agora, sem a chatice da influência dos filhos, está novamente dando força a Mourão, que vai representá-lo numa importante reunião na Colômbia, sobre a crise da Venezuela.  Quanto ao general Heleno, este se tornou  o principal “consigliere” do Planalto, onde não admite que medrem  novas  teorias conspiratórias. O Brasil deve dar graças a Deus de ter no Planalto os generais Heleno, Mourão e Santos Cruz. Se eles não estivessem lá, não haveria estabilidade neste país. (C.N.) 

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