quarta-feira, abril 21, 2010
Blog do Nassif desmonta pesquisa fraudulenta do Instituto da Folha
A pesquisa Datafolha contraria a tendência revelada por todas as demais sondagens anteriores, inclusive do próprio Datafolha vinte dias antes, já que mostrava uma redução gradativa da diferença entre Serra e Dilma. Como se sabe,a suposta vantagem foi desmentida logo em seguida pelas sondagens dos institutos Vox Populi e Sensus, o primeiro indicando empate técnico e o segundo um empate de fato.
Nassif concluiu que a candidatura de Dilma decolou e a de Serra empacou.
A saída do Datafolha e da Folha de S. Paulo foi jogar merda no ventilador. O PSDB pediu auditoria no Sensus. Foi mal. O representante do PSDB deixou assinatura atestando que tudo estava em ordem. Depois mudou a conversa e saiu falando que havia incorreções. Não dá para não duvidar da seriedade dessa gente.
Ora, tudo indica que realmente houve manipulação.
LEIA O QUE DIZ NASSIF:
A guerra dos institutos de pesquisa
Coluna Econômica
20/04/2010
Nos últimos dias, o mundo dos institutos de pesquisa foi sacudido por uma notável polêmica envolvendo o Datafolha – o instituto de pesquisas da Folha de São Paulo.
Na véspera do lançamento da candidatura de José Serra à presidência, o Datafolha soltou uma pesquisa não planejada dando 10 pontos de vantagem em relação a Dilma Rousseff.
A pesquisa contrariava a tendência até então levantada por outros institutos – inclusive a pesquisa do próprio Datafolha de vinte dias antes – que mostravam uma redução gradativa da diferença entre Dilma e Serra.
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Logo depois, dois institutos respeitados – o Vox Populi e o Sensus – divulgaram seus levantamentos. No primeiro caso, do Vox, deu empate técnico – isto é, levando em conta a margem de erro – entre os dois candidatos; na do Sensus, empate efetivo.
O jornal reagiu com matérias insinuando manipulação da pesquisa por ambos. As matérias levaram o PSDB a pedir uma auditoria no Sensus – que concluiu, ontem à tarde, pela inexistência de fraude.
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Em geral, os institutos recorrem à metodologia auto-ponderada de pesquisas. Significa que pegam os dados do IBGE sobre população, sexo, instrução, idade e montam uma amostragem reproduzindo essas condições. Ou seja, definem as regiões, os municípios e as casas que reflitam a proporção populacional do censo do IBGE.
Dos institutos, o Datafolha é o único que se vale de outra metodologia, a ponderada. Seus pesquisadores saem a campo, em geral nas cidades – deixando a zona rural de lado – e pesquisam os transeuntes em plena rua. Deixam de lado os que ficam em casa.
Com isso, a amostragem acaba saindo diferente do IBGE.
Por exemplo, na pesquisa de março, o Datafolha deu 45,4% de peso para eleitores com ensino fundamental, 40,9% para ensino médio 13,7% para ensino superior. Pelo censo do IBGE, o fundamental tem 55,2%, o médio 31,6% e o superior 13,2%.
Nesse caso específico, não chegou a alterar seu levantamento porque tanto Serra quanto Dilma tiveram votação similar entre os eleitores das duas faixas – Serra com 37%, Dilma com 27%.
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Mesmo assim, a análise dos resultados da pesquisa lança dúvidas acerca da sua metodologia.
Por exemplo, há consenso de que Lula será o grande eleitor de Dilma – transferindo votos para ela, por conta de sua popularidade. Por enquanto, Dilma é menos conhecida do eleitorado que Serra. No questionário do Datafolha, não informam o pesquisado sobre o partido de Dilma. Além disso, a pesquisa não contempla a zona rural, que responde por 15% dos votos – e onde estima-se que Lula tenha maior aprovação que nas zonas urbanas.
Mesmo assim, observa-se um movimento inexplicável – possivelmente fruto de falhas metodológicas. Enquanto a aprovação de Lula cai nas faixas de maior escolaridade, a de Dilma sobe.
Pela pesquisa, Lula obteve aprovação de 38% dos eleitores com ensino fundamental, 43%com ensino médio e apenas 18% com ensino superior. Já Dilma obteve respectivamente 26%, 27% e 33%.
As próximas pesquisas ajudarão a decifrar o enigma sobre qual instituto falhou nas suas projeções.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato
Lula critica o complexo de viralata da política externa de FHC
Sem citar o ministro das Relações Exteriores de FHC, Lula afirmou: “Quando inventaram a história de tirar o sapato eu disse para o Celso (Amorim): “ministro meu que tirar o sapato deixará de ser ministro. Se tiver que tirar o sapato, volte para o Brasil, porque não exigimos que ninguém tire o sapato aqui”.
Em 2003, Lula havia feito crítica a Lafer. Para lembrar o caso, em viagem diplomática aos Estados Unidos, em 31 de janeiro de 2002, Lafer foi obrigado a ficar descalço em três revistas feitas por seguranças dos aeroportos de Miami, Washington e Nova York.
Lula também disse que seu governo aumentou expressivamente a participação em fóruns mundiais e que passou a ter suas posições ouvidas e respeitadas.
– Eu disse para o Celso [Amorim], você precisa tomar cuidado porque Brasil começou a ficar importante. Quando o país fica importante gera ciúmes e começa a ganhar inimigos, afirmou o presidente.
E completou: “A gente quando olhar o mapa vai perceber que o Norte não é tão grande como eles pensam que seja e o Sul não é tão pequeno como eles pensam. Temos que olhar o mundo mais igual para que a gente comece a se entender e ser respeitado”.
Com o complexo de vira-latas da era FHC isso seria impossível.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato
Brasília 50 anos: a história de uma cidade que surgiu do nada
Reprodução / Google Maps
A incrível história de uma cidade que surgiu do nada
Em pouco mais de três anos, a capital do Brasil havia mudado do efervescente Rio de Janeiro, para a até então inexistente Brasília
Colaboraram Bruna Righesso e Michele BravosA ideia em si não era nova. Afinal, mudar a capital para o interior era um tema recorrente e em pauta desde 1820. Quando, em um discurso, Juscelino falou sobre o assunto, poucos acreditaram que o projeto realmente se concretizaria.
As outras Brasílias que ficaram no papel
Concorreram 26 projetos, dos quais 16 foram eliminados na seleção prévia. Os concorrentes derrotados não se conformaram e criaram uma polêmica que repercutiu na imprensa da época.
Alguns engenheiros e arquitetos consideraram o projeto vencedor apenas rascunhos e esboços de uma ideia sem sentido. Outros acharam genial, brilhante.
(Confira as plantas nas imagens abaixo)
1º lugar - Lucio Costa: Propunha dois eixos principais: o monumental e o rodoviário
2º Arquitetos Associados – Boruch Milmann, João Henrique Rocha e Ney Fontes Gonçalves Dividia a cidade em três núcleos: um habitacional /governamental, próximo ao lago; um comercial e outro núcleo habitacional, destinado às classes mais baixas
3º Maurício Roberto e Marcelo Roberto - Previa sete células e um centro administrativo interligados por parques e esteiras rolantes. Também conta com dois eixos perpendiculares
3º Rino Levi, Cerqueira César, Luis Roberto Carvalho Franco e Paulo Fragoso - Teria três eixos principais. Previa a construção de prédios habitacionais de 300 metros de altura por 400 metros de comprimento
5º Carlos Cascaldi, João Vilanova Artigas, Mário Wagner Vieira da Cunha, Paulo de Camargo e Almeida - Previa que os candangos trabalhariam e residiriam na zona industrial após a construção. Foi o que apresentou mais falhas técnicas, como falta de embaixadas e canais de tevê
5º Henrique Mindlin e Giancarlo Palanti - O eixo em forma de S começaria na residência presidencial e terminaria no ponto mais alto da cidade, onde ficaria o centro administrativo
5º Construtécnica S/A – Milton C. Ghiraldini - Considerava a criação de granjas e sítios na área rural da cidade. A cidade tinha quatro núcleos habitacionais que se subdividiam em unidades menores com serviços básicos
- Saiba mais
- Confira alguns dados de Brasília
Outros marcos
Eixo Rodoviário
Os “íntimos” o chamam de Eixão. Em formato de arco ele é uma das principais vias de Brasília. Trata-se de uma via Marginal em cujo perímetro encontram-se as quadras residenciais da Asa Norte e Asa Sul. O tráfego no “Eixão” é intenso, portanto Brasília possui passagens subterrâneas localizadas há cada duas quadras em ambas as Asas para permitir o trânsito de pedestres.
Superquadras
Também como previsto no projeto de Lucio Costa, a cidade se divide não em quadras de tamanho comum, mas nas extensas superquadras que contam com uma via interna que dá acesso a todos os prédios.
Candangolândia
Cidade-satélite de Brasília cujo nome remete aos Candangos – como foram chamadas as pessoas que construíram a cidade. É identificada como RA-19 e possui mais de mil 14 habitantes. É considerada uma ilha dentro de um corredor ecológico, pois está inserida no corredor verde, formado ao longo do córrego Riacho Fundo, Córrego do Guará e Córrego Vicente Pires.
Lago Paranoá
É um lago artificial que estava desenhado no projeto de Lúcio Costa. Muitos duvidaram que seria possível “criar” um lago no meio do Cerrado. O fato de ele ter sido viabilizado foi uma das vitórias do persistente Juscelino Kubitschek na empreitada da construção de Brasília. É um ícone eternizado em letra de música e um dos símbolos da cidade.
Os políticos votaram a favor da mudança não porque acreditassem na importância ou viabilidade dela, mas justamente por estarem certos de que o presidente jamais cumpriria com a palavra e que essa seria, portanto, a ruína de seu governo. Os jornais da época, por sua vez, mostravam-se contrários a mudança, refletindo a visão da maioria elitista.
Os cerca de 600 funcionários da Câmara que viviam no Rio estremeciam só de pensar em abandonar a vida carioca e partir rumo ao desconhecido. Mesmo após o início das primeiras obras, ainda havia quem duvidasse e jurasse que as fotos eram montagens e que Brasília não passava de uma ilusão criada por um presidente utopista. Porém a história se mostrou outra. A construção de Brasília incorporou definitivamente ao Brasil uma região que já era parte dele, mas que praticamente ninguém conhecia. O Centro-Oeste e o Norte, que antes tinham cerca de meio habitante por metro quadrado, viram a chegada da rodovia Belém-Brasília mudar completamente esse cenário. No ano de sua inauguração, a antes deserta Brasília, já possuía 60 mil habitantes, número que cresceu amplamente nas décadas seguintes superando em mais que o dobro a estimativa de que abrigaria no máximo 500 mil.
Cronologia: Uma nova capital em 3 anos e 7 meses
1956
19 de setembro
Cinco meses depois de apresentada, é aprovada por unanimidade a lei para transferência da capital.
2 de outubro
Juscelino Kubitschek visita o local pela primeira vez.
10 de novembro
Depois de 20 dias de construção, é inaugurado o Catetinho, residência oficial durante o período das obras.
31 de dezembro
Concluída a Ermida Dom Bosco, primeira obra de alvenaria.
1957
18 de fevereiro
JK assina a escritura pública que determina a transferência do terreno do Distrito Federal. 11 de março Prazo de entrega dos projetos para o concurso. Somente 26 dos 63 inscritos entregaram. O projeto ganhador foi entregue 10 minutos antes do encerramento. 15 de março Foi divulgado o ganhador: Lucio Costa. 2 de abril Inaugurada a pista do aeroporto. 3 de abril Começam as obras do Palácio da Alvorada. 3 de maio Na presença de 15 mil pessoas, Dom Carlos Carmelo reza a primeira missa de Brasília.
1º de outubro
Sancionada a lei que estabelece a data da mudança: 21 de abril de 1960.
1958
4 de janeiro
Início das obras do Congresso Nacional.
18 de julho
Começam as obras da Esplanada dos Ministérios.
30 de junho
Inaugurações: Palácio da Alvorada, Eixo Monumental, Avenida das Nações e Brasília Palace Hotel.
10 de julho
Começo das obras do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.
5 de outubro
Primeiro asfaltamento.
1959
Junho
Entregues os primeiros blocos de apartamentos.
Dezembro
Fim das obras do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.
1960
21 de abril
Os Três poderes da República são instalados em Brasília, às 9h30.
1970
31 de maio
Inauguração da Catedral, depois de mais de dez anos de construção.
Dom de confundir
Dora Kramer
O exemplo é clássico lugar comum, até, sobre as maneiras ardilosas do político mineiro: “Você vai para onde?” pergunta o deputado ao colega. “Barbacena”, responde.
“Ele disse que vai para Barbacena para eu achar que vai para Lavras, mas ele vai é para Barbacena mesmo”, pensa o primeiro, que não contesta, mas sai dali convicto de que matou a charada.
Guardadas algumas proporções é mais ou menos o que está acontecendo na negociação entre PT e PMDB para a formação de uma aliança com vistas à chapa única para as eleições estaduais.
Um grupo assegura que ruma para Barbacena, mas outro desconfia de que seja um mero truque, embora não tenha certeza sobre qual seja o destino verdadeiro. Talvez Lavras, as versões variam conforme a autoria.
Desde a semana passada, na tradução das lideranças nacionais de ambos os partidos, foi tudo devidamente apaziguado e acertado. No próximo dia 9 de maio, uma semana depois da realização de prévias no PT para a escolha do melhor candidato petista ao Senado, será anunciada a candidatura única ao governo.
Com o senador Hélio Costa, do PMDB, como governador e Fernando Pimentel ou Patrus Ananias – dependendo de quem vencer as prévias do PT – em uma das duas vagas disponíveis para o Senado.
Não é, no entanto, o que diz o presidente regional do PT, Reginaldo Lopes, para quem quiser ouvir; nem o que falaram o presidente do PMDB mineiro e o próprio Hélio Costa na última reunião com a cúpula nacional do partido em Brasília.
O petista, por sinal ligado a Fernando Pimentel, assegura que as prévias do PT são para escolher candidato a governador, não a senador.
Os peemedebistas acham que o PT procura ganhar tempo para ver se Hélio Costa cai nas pesquisas e aí o partido tem uma justificativa para apresentar candidato próprio. Por isso o PMDB não aceitou o prazo de 60 dias inicialmente pedido pelo PT para uma decisão. Tampouco acha boa essa data de 9 de maio.
Os mais radicais consideram que o limite do suportável é fim de abril. E uma exigência: um petista para vice de Hélio Costa como garantia de que o PT não vai “cristianizar” o candidato.
Ainda assim, pergunte-se às direções nacionais do PT e do PMDB como vai o acordo de Minas e os respectivos presidentes dirão: “Vai muito bem.”
Mas vai para Lavras ou Barbacena?
Escaldada
A TV Globo evidentemente é dona das razões e avaliações sobre o que é mais conveniente para a empresa sob todos os aspectos, inclusive político-eleitorais.
É de se supor que, pesados e medidos os ônus e os bônus, a emissora tenha concluído que seria de alguma maneira prejudicada pelos reclamos do PT de que o jingle comemorativo aos 45 anos da TV Globo continha mensagem subliminar de apoio à candidatura da oposição.
Pelo fato de 45 ser o número do PSDB e por causa de o trecho “todos queremos mais” do jingle ser visto pelo PT como alusão ao slogan “o Brasil pode mais” usado pelos tucanos.
Em nome da requerida isenção, a emissora não poderia alterar sua data de fundação e a música da propaganda, conforme explicado, estava pronta desde novembro.
Nessa toada a autocensura e a interdição da patrulha vira regra para manifestações de “querer mais” de qualquer coisa daqui até as eleições.
Valendo para Lula inclusive, que na Reserva Raposa Serra (?) do Sol falou em “fazer mais” pelos índios. Passou uma mensagem subliminar de apoio ao adversário?
Pois é, donde se vê como uma tolice travestida de sofisma pode transformar um conjunto de profissionais num conjunto insidioso de suspeitos.
Em determinadas situações os fatos contam pouco. Até hoje a TV Globo é responsabilizada pela eleição de Fernando Collor de Mello por causa da edição do debate com Luiz Inácio da Silva no segundo turno da eleição de 1989, embora Lula já tenha dito que entrou naquele programa emocionalmente desestabilizado – por truques baixos do adversário, inclusive – e perdeu o embate independentemente da edição.
Foi derrotado pela expressão da vontade do eleitorado. É esta que prevalece, como prevaleceu nas duas vitórias posteriores.
Fonte: Gazeta do Povo
Aécio morderá a isca?
Carlos Chagas
Resta saber se Aécio Neves vai morder a isca, porque o anzol lançado por José Serra continua na água. Fala-se da proposta do candidato tucano de acabar com a reeleição e de dar aos presidentes da República cinco anos de mandato. Com um jeitinho Serra poderá acrescentar que a extensão do período presidencial não valerá para ele, se for eleito em outubro, mas para o sucessor, ou seja, Aécio, caso aceite ser agora o seu companheiro de chapa.
A sugestão não é nova. Volta e meia faz parte das considerações de políticos, mas sempre de forma casuística, visando algum interesse. Houve tempo em que o PT se insurgiu contra a reeleição, por coincidência quando Fernando Henrique Cardoso conseguiu arrancá-la do Congresso e foi disputar o segundo mandato, apesar de eleito apenas para o primeiro. Foi só o Lula vencer em 2002 para os companheiros voltarem atrás, dizendo-se desde criancinhas partidários da reeleição. Agora, depende: caso vença Dilma Rousseff, manterão o apoio. Ganhando José Serra, estarão aplaudindo a oferta feita por ele ao ex-governador de Minas, de modo a que o Lula possa disputar a eleição de 2014.
Importa menos a tradição republicana que sempre proibiu a reeleição de presidentes da República. De Deodoro da Fonseca a Itamar Franco, nem se discutia a hipótese, tida como inadequada, capaz de favorecer a corrupção, dada a abominável prática de os mandatários não precisarem desincompatibilizar-se. Disputar um mandato no exercício de outro é piada, com o poder nas mãos e o Diário Oficial nos pés. Uma vergonha, realmente, da qual não se livrarão tucanos e companheiros, tão distantes na política mas unidos na lambança.
Baixarias em alta
Escorregou José Serra ao dizer que o PAC não passa de uma lista de obras, a maioria não realizada. Apesar de toda a promoção desmedida do governo, a proposta encantou empresários e desempregados, contribuindo para oxigenar a economia. Claro que razão existe quando se nota o ritmo lento de parte das realizações, mas não dá para negar a excelência do programa.
O diabo é que Dilma Rousseff não se emenda. Não precisava responder ao disparate do adversário, mas não conseguiu conter-se. Horas depois da afirmação de Serra, a candidata retrucava de forma grosseira, rotulando-o de “biruta de aeroporto”. Também inventou haver o tucano chamado o bolsa-família de bolsa-esmola, definição jamais pronunciada por ele.
Em suma, o duelo de baixarias prossegue, ao tempo em que os dois pretendentes ao trono continuam devendo definições fundamentais sobre seus planos de governo.
Correndo por fora
Enquanto PT e PMDB encaram-se até com raiva, no Rio Grande do Sul, com Tarso Genro e José Fogaça disputando o palácio Piratini, quem parece estar crescendo é sua inquilina, a governadora Yeda Crusius. Depois de um período na baixa, o governo dela começa a apresentar resultados positivos na economia gaúcha. Por enquanto é cedo para previsões definitivas, mas, continuando as coisas como vão, três candidatos disputarão quem vai para o segundo turno.
Tragédia digna de Shakespeare
Nem Tiradentes nem os cinqüenta anos de Brasília conseguem retirar do dia de hoje seu impacto maior, quando se reverencia a morte de Tancredo Neves.
Por três vezes balançaram as estruturas nacionais, nos tempos modernos: quando Getúlio Vargas deu um tiro no peito, quando Costa e Silva, doente, viu-se usurpado na presidência da República por uma junta militar, e quando Tancredo Neves, horas antes de empossado, foi recolhido a um hospital e morreu sem poder assumir.
Passados 25 anos da inauguração da Nova República, nem por isso diminuíram o choque e a frustração nacional. Recomenda-se aos jovens que nem tinham nascido, ou engatinhavam àquela época, tentar assistir documentários e recuperar imagens da comoção que atingiu o país. Afinal, era a esperança que se diluía na tragédia, expressa nas manifestações da população.
Teria a História sido diferente, caso o presidente eleito tomasse posse e governasse? Provavelmente não, mesmo prevalecendo a evidência de serem os homens a mola-mestra dos processos políticos.
Fonte: Tribuna da Imprensa
Roberto Freire quer aliança com DEM
adriano villela
No que depender do presidente nacional do PPS, o ex-senador Roberto Freire (PF), o partido ruma para apoiar o pré-candidato a governador, Paulo Souto (DEM). Em entrevista ao blog do jornalista Josias de Souza, Freire afirmou que a aliança com o postulante do PMDB, ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), não vai prosperar. O caminho natural é fechar aliança com o DEM, aliado nacional e estadual do PSDB, partido do presidenciável José Serra (PSDB). “Ficar com Geddel não tem justificativa. O PPS, como legenda pequena, entraria nesse acerto como mera massa de manobra. Faríamos papel de menino de recado”, disparou o ex-senador. Freire está convencido de que “o PMDB da Bahia definiu-se claramente por Dilma Rousseff”. O dirigente vai encaminhar um pedido de explicações ao diretório estadual - cujo presidente, George Gurgel, defende a aliança com o peemedebista. O pré-candidato a governador do PMDB preferiu não comentar. “Não há o que declarar. É uma questão interna do PPS”, disse Geddel. O político acrescentou que o apoio do partido o honra muito, “dignifica”. O peemedebista permanece articulando a montagem da própria chapa majoritária, processo que está sendo feito, segundo ele, com calma, sem um prazo definido para desfecho, conforme relatou o próprio concorrente ao Palácio de Ondina. Uma nota emitida pela direção nacional no último dia 16 é o argumento usado por Freire para contrapor a adesão ao PMDB. “Devemos reafirmar que não será admitida, em nenhuma hipótese, articulações políticas que não levem em conta a observância da decisão do 16º Congresso Nacional na sua integralidade e, especialmente, o nosso apoio à candidatura de José Serra para presidente”, frisa. Internamente, dirigentes do PPS apostam num acordo entre os diretórios nacional e estadual até as convenções em junho, mas não descartam uma intervenção no diretório baiano. Fonte: Tribuna da Bahia
CNJ aposenta juíza que prendeu menina em cela com homens
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, nesta terça-feira (20), a aposentadoria compulsória da juíza Clarice Maria de Andrade, que permitiu a prisão de uma menor numa cela com homens no município de Abaetetuba, no Pará, em 2007.
Segundo o presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, ela foi punida por prender a menina de 15 anos em um espaço divido com homens, mesmo conhecendo a situação do cárcere, e pela falsificação da data do pedido de transferência da garota. “São dois fatos gravíssimos que comprometem a permanência da juíza na magistratura”, disse Gilmar Mendes. A juíza teria sido comunicada sobre a prisão de uma menor de 15 anos por tentativa de furto e a manteve presa por 24 dias na mesma cela de presos masculinos.
Clarice Maria Andrade afirmou ao G1 que está reunindo provas para recorrer da decisão do CNJ. Ela discorda dos depoimentos que basearam a aplicação da pena e disse que não teve oportunidade de se defender. Segundo ela, outra juíza estava de plantão quando o Conselho Tutelar do estado fez o pedido para retirar a menor da cela com os homens.
Além disso, ela afirma não recebeu visita do diretor do presídio para relatar a situação da garota. “O diretor do presídio não me procurou. Eu tenho uma história na magistratura, minhas promoções foram por merecimento. Se ele tivesse me procurado e me relatado eu teria tomado as providências. Só se eu não fosse uma pessoa sã”, relatou a juíza, que veio a Brasília acompanhar o julgamento do CNJ.
Punição
A aposentadoria compulsória é a punição disciplinar máxima que o CNJ poderia aplicar à magistrada, que ficará impedida de trabalhar e receberá salário proporcional ao tempo de serviço na magistratura. Um juiz só pode perder o cargo em definitivo se for condenado em processo judicial.
Gilmar Mendes também decidiu encaminhar os autos do processo da juíza ao Ministério Público do Pará para que seja investigado o crime de falsificação de documento, já que Clarice Andrade teria retroagido a data da decisão que pedia a transferência da menina. O documento foi encaminhando à Corregedoria do TJ-PA.
Segundo a assessoria do CNJ, o MP pode ainda verificar a possibilidade de propor uma ação civil pública para cassar a aposentadoria e punir a juíza com a perda do cargo. O Conselho revisou a decisão do TJ-PA que havia decidido pelo arquivamento de sindicância contra a juíza, na época titular da 3ª Vara de Abaetetuba. As informações são do G1.
Fonte: Correio da Bahia
Síndica é condenada por chamar moradora de 'velha safada'
Uma síndica do Condomínio Gabinal, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, foi condenada a pagar indenização por dano moral no valor de R$ 6 mil por deixar uma moradora em 'situação vexatória e constrangedora', conforme classificou o Tribunal de Justiça do Rio, após discussão no prédio onde ambas residem. A decisão é do desembargador Sidney Hartung, da 4ª Câmara Cível do tribunal, que também determinou que as duas dividissem as despesas do processo e os honorários dos advogados.
A síndica pode recorrer da decisão. Consta na ação que, em fevereiro de 2008, a síndica ofendeu a moradora com palavras como 'velha safada' e 'sem vergonha', ao insinuar que ela teria manchado de verde o chão da portaria de entrada do prédio. De acordo com a autora da ação, tais xingamentos ocorreram em frente ao seu apartamento. O caso foi registrado na Delegacia de Apoio à Mulher.
Também na ação a moradora disse que, ao voltar para casa, depois de registrar o fato na delegacia, verificou que a síndica havia afixado cartazes pelo condomínio a acusando de arrancar plantas que cultivava.
Síndica 'perturbou' moradora
Segundo o desembargador Sidney Hartung, o fato repercutiu de forma negativa na vida social da autora da ação. Ele manteve a a sentença da primeira instância e considerou que houve dano moral.
“Não é algo corriqueiro tal repercussão e uma condenação de algo que não ocorreu pela apelante, que sem provas do fato foi “bater boca”, conforme se expressa em termos vulgares, perturbando a outra moradora do prédio, um fato que é incontestável”, afirmou. As informações são do G1.
Fonte: Correio da Bahia
Estudo liga excesso de açúcar ao aumento dos níveis de colesterol
Cientistas americanos publicaram nesta terça-feira um estudo que liga, pela primeira vez, o excesso de açúcar ao aumento dos níveis de colesterol. É o que mostra a reportagem da correspondente Giuliana Morrone.
Iogurte com polpa de frutas é perfeito para um café da manhã saudável. Nem tanto... Para ficar mais saboroso, o fabricante acrescenta açúcar e xarope de milho. A barrinha de cereal parece ideal para um lanche saudável, mas nas letrinhas miúdas dos ingredientes aparecem açúcar e xarope. E o açúcar que a gente acrescenta ao café, por exemplo, também pode fazer mal.
Uma nova pesquisa publicada no jornal da associação americana de medicina revelou que o consumidor não deve apenas se preocupar com a gordura para evitar problemas no coração.
Durante sete anos, os pesquisadores da universidade Emory, no estado americano da Georgia, analisaram a dieta e os níveis de gordura no sangue de 6 mil pessoas e descobriram que quem consumia mais açúcar adicionado tinha níveis mais altos de triglicerídeos, um tipo de gordura que, em excesso, provoca problemas cardiovasculares.
A pesquisadora Jean Welsh não deixa dúvidas: quanto mais açúcar você come, pior será o seu colesterol.
O açúcar encontrado em frutas e outros vegetais não foi analisado pela pesquisa. Os cientistas aconselham a evitar adicionar açúcar nos alimentos e a prestar mais atenção nas embalagens e nos ingredientes usados na fabricação de alimentos. Um suco de uva inocente, por exemplo, já vem com mais açúcar dos que os níveis diários recomendados pelos médicos. As informações são do G1.
Fonte: Correio da Bahia
Pedro Bial diz que está apaixonado por Anamara
O apresentador Pedro Bial disse em entrevista ao programa 'Vai e Vem', de Preta Gil, que ainda está apaixonado pela baiana Anamara, chamada por ele de 'La Maroquita', e que pretende ficar solteiro por algum tempo. O programa de Preta, na GNT, é sobre sexo, e esta edição vai ao ar na sexta (23), às 23h30. As informações são da Contigo.
Bial: ainda sob o feitiço de Maroca
Além destas confissões, Bial confessou que ficou excitado ao ver Francine entrando de biquini em uma bacia, no BBB9, e que também guarda uma calcinha dada de presente para ele por Priscila, também no BBB9, ao lado de um pedaço do muro de Berlim.
Preta Gil também perguntou a Bial se rola sexo no BBB. 'Rola, mas não necessariamente penetração. Na cabeça do homem, geralmente sexo está associado à penetração, mas para mim não'', disse o apresentador.
Preta Gil e Bial: perguntas sobre sexo
A cantora e apresentadora também perguntou a Bial quais são seus principais fetiches. Dentre as resposta dadas, figuras comum do imaginário masculino: aeromoças, enfermeiras e salva-vidas.
Durante o programa, Bial confessou gostar muito de Anamara, que foi uma de suas preferidas na edição, ao lado de Lia. A baiana, que recentemente assinou com a Playboy, comentou em seu twitter: 'E esse bafo de Pedro Bial? Adoro, eu amo aquele homem, demasiadamente'.
Fonte: Correio da Bahia
César manda PR votar contra, mas projeto do governador é aprovado
Regina Bochicchio l A TARDE
O senador César Borges (PR) deu ultimato, na terça-feira, 20, por meio de uma carta, a Gilberto Brito, Ivo de Assis e Pedro Alcântara, deputados de sua bancada na Assembleia Legislativa (AL) que até então não se identificam como oposição ao governo, para que votassem contra o projeto de lei do Executivo que autoriza contratação de crédito de R$ 563 milhões do BNDES, sob ameaça de sofrerem penalidades, como advertência até a expulsão do partido.
Ivo de Assis votou a favor, Pedro Alcântara, contra, e os outros três do PR se abstiveram – como fez a oposição que se negou a votar o projeto alegando irregularidades no texto. O governo aprovou o empréstimo por 31 a 2 depois de quase 32 horas de sessão, findo o prazo regimental da obstrução mantida pela bancada de oposição.
O recado foi dado por meio de uma carta assinada de próprio punho por Borges, entregue por um emissário do partido aos deputados por volta das 18h, no calor da sessão plenária, pegando os republicanos de surpresa.
Alinhamento - Na carta, Borges destaca que o PR, em resolução partidária, fechou questão em relação ao projeto do empréstimo, que o governo tinha urgência em aprovar para financiar programas social e de infraestrutura. E aconselha os correligionários a votarem contra “em não sendo possível a obstrução”. Procurado, o senador César Borges, por meio de sua assessoria, disse que não comentaria o fato.
Desde quando desistiu da chapa do governador Jaques Wagner (PT) para fechar aliança com o PMDB com vista às eleições deste ano, o PR ainda não tinha sido colocado à prova no Legislativo – antes os deputados estavam livres para votar. Parlamentares próximos ao senador revelaram que o acordo com Geddel Vieira Lima (PMDB), pré-candidato a governador, é de alinhamento na oposição.
Fonte: A Tarde
Ex-prefeito é preso por obra sem licitação em Tatuí-SP
Agência Estado
O ex-prefeito de Tatuí, Joaquim Amado Quevedo, foi preso hoje, após ter sido condenado pela Justiça por fraude à lei de licitações. A ordem de prisão foi dada pelo juiz Caio Moscariello Rodrigues, da 1ª Vara Criminal. Quevedo foi levado à Delegacia de Polícia da cidade e transferido para a Cadeia Pública de Cesário Lange. O advogado do ex-prefeito, Orlando Neto, entrou com pedido de liberdade provisória. Até o fim da tarde, a medida não tinha sido apreciada pela Justiça.Um dos políticos mais conhecidos da região, Quevedo foi prefeito durante 10 anos e cumpriu, ainda, mandatos como vereador. Em 1999, foi acusado em ação popular de ter contratado obras de pavimentação sem licitação. Ele e os dois donos da empresa de pavimentação, que já faleceram, foram condenados em primeira instância a dois anos de prisão. O Tribunal de Justiça reduziu a pena para nove meses, mas manteve a condenação.
Quevedo permaneceu em liberdade graças a um habeas-corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O próprio STJ cassou a medida. O advogado considerou injusta a medida. "Ele foi prefeito durante dez anos e responde a um único processo, não se justificando a prisão", alegou.
Fonte: A Tarde
terça-feira, abril 20, 2010
Ex-prefeita que utilizou mão de obra pública como particular é acionada pelo MP
Após determinar que servidores públicos do Município de Lajedo do Tabocal prestassem serviços em obras particulares, a ex-prefeita Lílian da Silva Nascimento, atual presidente da Câmara de Vereadores, está sendo acionada por ato de improbidade administrativa pelo Ministério Público estadual. Ela, que exerceu o mandato de prefeita interina durante o ano de 2009, é acusada de designar pedreiros do Município para trabalhar na construção de duas casas particulares, uma da sua própria tia e outra do vereador Joelson Marques, e na reforma da residência de uma outra pessoa.
Para o autor da ação, promotor de Justiça Rafael de Castro Matias, a atuação da ex-prefeita feriu princípios administrativos e causou danos ao erário, pois o Município (distante 340 km de Salvador) remunerou os pedreiros enquanto os serviços eram prestados, em horário normal de expediente e por determinação de Lílian Nascimento, na construção e reforma das casas particulares. Agora, Rafael Matias requer o ressarcimento do dano material causado, bem como a indenização pelo dano moral coletivo no valor de R$ 50 mil. Além disso, o promotor de Justiça solicita ao Juízo da comarca de Itiruçu que condene a ex-prefeita à perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.
ASCOM/MP
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