domingo, junho 22, 2025

Centrão sonha em apoiar Tarcísio e passa a fazer oposição a Lula


Com Ciro e Rueda, União e Progressistas oficializam federação nesta terça | CNN Brasil

Rueda e Ciro unem seus partidos para comandar a sucessão

Vera Rosa
Estadão

Partidos de centro-direita que ocupam ministérios e outros cargos de destaque no primeiro escalão articulam uma estratégia para deixar o governo Lula “sangrando” até as eleições.

Empenhados em construir uma candidatura única ao Palácio do Planalto, dirigentes do Centrão flertam com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e se movimentam para montar um bloco de atuação no Congresso que sinalize para a disputa de 2026.

PP E UNIÃO BRASIL – A iniciativa é liderada pelos presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antônio Rueda. No fim de abril, os dois partidos se uniram numa federação e, com o casamento, formaram uma bancada de 109 deputados – a maior da Câmara – e 14 senadores.

Nesta segunda-feira, 16, mesmo dia em que o presidente Lula sofreu uma derrota na Câmara ao ver aprovado o requerimento de urgência contra decreto que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Ciro procurou os presidentes do Republicanos, Marcos Pereira, e do MDB, Baleia Rossi, para uma conversa reservada.

Ex-ministro da Casa Civil na gestão de Jair Bolsonaro (PL), Ciro está costurando um acordo para que partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) combinem os próximos passos como se estivessem na oposição.

DECRETO DO IOF – Na prática, o sinal de insatisfação dado pela Câmara ao decidir acelerar a votação destinada a barrar o decreto de Lula que aumenta alíquotas do IOF não foi apenas por causa do atraso na liberação das emendas parlamentares.

O movimento político capitaneado pelo Centrão é para mostrar ao Planalto que o processo de divórcio litigioso está em curso e deve ser assinado ainda no primeiro semestre do ano que vem.

É a sucessão presidencial, irrefreável, que já está nas ruas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É o começo do fim. Com esse movimento, a direita isola Lula e Bolsonaro, ao mesmo tempo, para enfraquecer a polarização e compor um grupo parlamentar altamente majoritário e capaz de enfrentar o Supremo, que está levando pancada aqui e lá fora, com participação direta de Donald Trump, e vai ter de refluir dessa posição de hegemonia que julga ter. (C.N.)             


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