quinta-feira, novembro 17, 2022

Se não houver união nacional, especialmente no Congresso, Lula ficará enxugando gelo

Publicado em 17 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Lula na COP27: “Vamos pegar o país pior do que nós pegamos em 2003” |  Metrópoles

Lula tem feito promessas que ainda dependem do Congresso

Vicente Limongi Netto

“O Brasil voltou”, disse Lula, entre aliviado e esperançoso, na COP27. É preciso mostrar mesmo que vai tirar o país do caos. A responsabilidade do futuro presidente é enorme. Só no dicionário o sucesso vem antes do trabalho. Sem união, diálogo e sintonia entre os poderes e empresários, Lula vai chover o molhado. Passará quatro anos enxugando gelo.

Para o Brasil voltar a ser gigante aos olhos do mundo, reconquistando o lugar de prestígio em todos os eventos internacionais, é preciso garantir trabalho e dignidade para os brasileiros mais necessitados.

SANGUE E SUOR – O Congresso tem parcela importante na empreitada nacional. Esquerda e direita devem assumir, de uma vez por todas, suas responsabilidades. A principal missão dos senadores e deputados é trabalhar, sem trégua, dar sangue e suor pela população.

O interesse coletivo tem que ser prioritário. As comissões técnicas permanentes das duas casas precisam sair da letargia do lero lero e da conversa fiada.

Basta de jogar para a plateia enquanto o povo sofre e amarga humilhações. Deputados e senadores devem promover reuniões, debates e adotar medidas que realmente contribuam para o fortalecimento dos estados e municípios, colocando na prancheta das decisões os avanços sociais e econômicos que dignifiquem a vida dos cidadãos.

PRAÇA DE MAYO – Caso contrário, se os desafios não forem enfrentados com firmeza e agilidade, o Brasil corre o risco de torna-se uma nova Praça de Mayo, onde argentinos perto do desespero e da desesperança fazem ruidosos panelaços. O caos passará a morar na alma do povo.

Políticos que queiram trabalhar para ajudar Lula na exortação “o Brasil voltou”, precisam tirar a máscara e a fantasia da acomodação e do surrado e manjado ” Mateus, primeiros os meus”, e passar a cuidar de valorizar temas relevantes que tragam de volta a alegria e a fé dos brasileiros. Foram eleitos com este compromisso.

O que une espíritos e corações é trabalho, casa para morar, segurança, comida na mesa, boas escolas, bons hospitais e transporte público de qualidade.

PELO TELEFONE – O presidente eleito Lula mandou o vice Geraldo Alckmin colocar o formidável Cristovam Buarque em alguma comissão nos trabalhos da transição.

Quieto e calado, como garoto que ganhou um doce, Buarque prometeu que não vai cobrar de Lula o motivo de ter sido demitido do Ministério da Educação por ele, então presidente da República, pelo telefone.

Caso Buarque insista, Lula vai usar o telefone de novo.

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