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Empresário Atílio Rovaris, piloto amador de rally, é sócio de transportadora que integra a lista de 43 pessoas e empresas apontadas como financiadores de atos golpistas;
Rovaris participou de almoço com Bolsonaro em maio deste ano;
Durante competição esportiva, homem posou em veículo enfeitado com bandeiras do Brasil
Atílio Elias Rovaris, empresário do agronegócio e piloto amador de rally, é sócio de uma das empresas apontadas como financiadoras de atos golpistas após o resultado das eleições presidenciais.
Antes disso, ele era conhecido por doado R$ 500 mil à campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL), que perdeu a disputa para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O empresário é sócio da transportadora Rovaris, que integra a lista das 43 pessoas físicas e jurídicas que tiveram contas bloqueadas após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Tratam-se de pessoas e organizações suspeitas de financiar os bloqueios ilegais nas rodovias federais que ocorrem desde o último dia 30 de outubro. Os manifestantes bolsonaristas contestam o resultado das urnas e pedem intervenção federal que impeça Lula (PT) de assumir o cargo em 2023.
Em maio deste ano, Atílio esteve presente numa reunião com o presidente Bolsonaro e outros empresários do ramo. Na ocasião, estavam presentes a ex-ministra e senadora eleita por Mato Grosso do Sul Tereza Cristina. Todos posaram para fotos. As informações são do portal Uol.
Piloto amador, o empresário virou notícia no site oficial da prefeitura de Sorriso (MT) após ser campeão do Rally dos Sertões na categoria UTV3 e vice-campeão na categoria Sertão Norte.
Na foto que trata da competição, ele aparece no veículo usado, confeccionado com bandeiras do Brasil e com a sigla GVR (Grupo Valdocir Rovaris).
Veja quem financia atos antidemocráticos pelo país
Relatórios enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal) revelaram o perfil dos líderes e financiadores de manifestações e bloqueios antidemocráticos realizados por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que não aceitam a derrota e questionam o resultado das urnas.
Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, os documentos foram encaminhados pelas Polícias Militar, Civil e Federal e pelo Ministério Público, e produzidos a pedido do ministro Alexandre de Moraes. O veículo teve acesso aos documentos.