em 18 nov, 2022 4:08
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
É inegável que os governos de Belivaldo e de Jackson, não têm comparação. Belivaldo teve coragem de resolver gargalos em várias pastas colocando técnicos, como, por exemplo, na Fazenda, na Ação Social, Saúde, entre outras. Porém, duas pastas importantes foram renegadas ao segundo plano: comunicação e turismo. Sobre esta última na próxima semana o blog fará uma reflexão, hoje vai se deter a insossa e a caolha comunicação governamental.
Com a justificativa de cortar gastos, Belivaldo, em abril de 2020, extinguiu a Secretaria de Comunicação Social que virou uma mera superintendência. Um apêndice do gabinete. O secretário da época, Sales Neto, ao invés de bater o pé, aceitou calado, já que ganhou como prêmio de consolação a pasta do turismo.
O jornalista e amigo Givaldo Ricardo, que assumiu a superintendência é um excelente profissional, mas não preenche os requisitos para gerir uma pasta que deveria ter como maior premissa o interesse público e não corporativista. Givaldo hoje é um mero porta voz do governador e, a preocupação, é em manter em dia o pagamento de meia dúzia de veículos de comunicação com nomes sonoros, para não desgastar o governador. Aliás, está ficando feia essa parceria desnudada esta semana onde alguns veículos já começaram a fazer lobby para manter Givaldo no cargo.
Choque de gestão como ocorreu em 2007
Ao assumir o governo em 2007, o professor Marcelo Déda surpreendeu muita gente ao anunciar o nome da então pouco conhecida Eloísa Galdino para o comando da comunicação. Este jornalista lembra que quando foi conversar com ele, ainda na transição numa sala no antigo CIC, quando ele disse: “é preciso fazer uma ruptura nesta estrutura viciada.”
Eloísa passou quase dois anos e meio na pasta, mas foram suficientes para ela implementar um novo jeito, com a preocupação maior no interesse público e não apenas no interesse político e empresarial de alguns poucos.
Se quiser começar bem, Fábio Mitidieri precisa realizar um novo choque de gestão na comunicação. Não apenas retornar à secretaria, mas nomear alguém jovem, com uma visão nova e moderna, com experiências em todas as áreas da mídia moderna e com a confiança não só dele (o governador), mas do grupo de gestão.
Com certeza, ao lado dele, nestes anos todo de político, Fábio Mitidieri deve ter pelo menos um nome que possa “vestir” com transparência e ética este choque de gestão em busca de uma comunicação voltada não apenas para o interesse de meia dúzia de veículos e profissionais que se intitulam “donos das maiores audiências” (engraçado, hoje em Sergipe os programas de rádios matinais cada um tem o “ibope” para chamar de seu) e muitas vezes extrapolam o limite da defesa do interesse público para o interesse empresarial.
A Comunicação de Sergipe precisa ser o retrato dessa gestão que prometeu ser jovem e inovadora. Chega dos mesmos nomes.
É aguardar! Que o novo governo realmente assuma este desafio. De mudar a forma de relacionamento empresarial, para um relacionamento saudável tendo como princípio basilar o interesse público.
1992: Luiz Mitidieri, perde para Jackson eleição para prefeito de Aracaju. 30 anos depois, o filho, Fábio vence eleição para o governo e, de quebra, arrasta Jackson para um fim melancólico na política Em 1992, Jackson Barreto, após ter elegido Paixão em 1988, que rompeu com ele no meio do mandato, retornou a Prefeitura de Aracaju, com cerca de 66% dos votos válidos. Jackson era a maior liderança da oposição naquele momento. Foram derrotados Ismael Silva, Luiz Mitidieri, Reinaldo Moura e Clóvis Silveira.
A política não é brincadeira e é cruel com quem não sabe a hora de parar. 30 anos depois, depois de um governo nefasto, Jackson rompe com o grupo e lança o candidato a vice, Sérgio Gama. Uma das causas da derrota de Rogério foi a altíssima rejeição do pior governador da história de Sergipe. Fim melancólico para quem foi uma das maiores lideranças de Sergipe nas décadas de 80 e 80.
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