segunda-feira, outubro 03, 2022

Campanha mostrou que o partido Novo tentará assumir os escombros do bolsonarismo

Publicado em 2 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Debate na Band: Felipe d'Ávila cita Zema três vezes e diz que é 'exemplo' -  Politica - Estado de Minas

D’Ávila é um conservador tão extremado quanto Bolsonaro

Roberto Nascimento

Após o debate da TV Globo, o candidato do PTB, o padre de festa junina, como o batizou, a candidata Soraya Thronicke, teve os seus 15 minutos de fama. Hoje, já sabem que ele é monarquista, ligado ao agronegócio e montou no PTB a ala Juventude Conservadora.

Por ser um personagem caricato, o padre Kelmon não conseguiu ajudar Bolsonaro como linha auxiliar, porque passou do ponto, ao sair do script. Aquela foto dos dois, Bolsonaro e Kelmon, trocando papéis, enquanto outros dois candidatos estavam no púlpito, foi ação de amadores.

Kelmon, que não é do ramo, desrespeitou as regras do debate, a todo momento. Além do mais, foi grosseiro com as senadoras Simone Tebet e Soraya Thronicke, que o atingiram com torpedos de alta potência.

E O NOVO VELHO? – A atuação circense do padre Kelmon deixou fora de análise o candidato Felipe d’Ávila, do Novo. Nas suas falas, alinhavou-se no radicalismo liberal conservador, defendendo o Estado Mínimo e a venda de todas as empresas estatais, esquecido de que nenhum país do mundo se tornou forte tendo um estado fraco.

D’Ávila insinuou, nas entrelinhas, que o governador Romeu Zema, de Minas, virá como candidato à Presidência em 2026.

Ou seja, o partido Novo pretende que uma nova direita assuma os escombros do bolsonarismo, para radicalizar ainda mais a demolição da máquina estatal que levou o Brasil a seu um dos países que mais se desenvolveu no século passado.

Assim, o Partido Novo tentará assumir um novo protagonismo, mais palatável para receber o apoio do empresariado visando escantear a esquerda em 2026.

UMA ONDA MUNDIAL – Esse modelo radical de conservadorismo está tendo sucesso em vários países da Europa, como a Hungria, Polônia e agora na Itália. A deputada Giorgia Meloni venceu a recente eleição apoiada pelo corrupto Silvio Berlusconi, com pautas neoliberais, um nacionalismo exacerbado, ideais de Benedito Mussolini e um discurso raivoso contra os imigrantes da África e do Oriente Médio. Giorgia Meloni não gosta de ser associada ao fascismo de Mussolini, prefere ser rotulada de pós-fascista.

Ora, não vejo nenhuma diferença em partido Novo e partido Conservador, como entre Fascismo e Pós-Fascismo. Já basta essa falsa distinção entre verdade e pós-verdade. Isso não existe: ou é verdade ou é mentira. Mas na boca dos políticos, qualquer distorção pode ser validada.


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