
Charge do J.Caesar (VEJA)
Deu em O Globo
O presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 52% dos eleitores, índice que oscilou um ponto percentual para baixo em uma semana. Os dados são da nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. Já o grupo de eleitores que se negam a votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançou três pontos percentuais nos últimos dias e agora é de 47%.
Pela margem de erro estimada para a pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou menos, a rejeição a Lula é comum a um contingente que representa de 45% a 49% do eleitorado. A taxa de rejeição a Bolsonaro está no intervalo de 50% a 54%.
MENOR DISTÂNCIA – Desde setembro do ano passado, no início da série de pesquisas presidenciais conduzidas pela Quaest, a distância entre a rejeição a Bolsonaro e a Lula nunca havia sido tão curta quanto agora. Na metade de agosto, quando as campanhas foram oficialmente inauguradas, havia 11 pontos separando os percentuais de rejeição a cada um dos dois líderes em intenções de voto.
O percentual de eleitores que se recusam a votar em Ciro Gomes (PDT) era de 50% no último levantamento e permanece inalterado sete dias depois.
O levantamento da Quaest foi realizado no período de 10 a 13 de setembro. É o primeiro feito pelo instituto de pesquisas depois das manifestações de cunho eleitoral convocadas por Bolsonaro para o 7 de Setembro.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO – São 38% os eleitores que têm impressões negativas sobre a administração de Jair Bolsonaro. Esse grupo correspondia a 39% da população apta a votar na semana passada.
O grupo que avalia de forma positiva a gestão bolsonarista se manteve inalterado em 32%. São 27% os que consideram o governo regular, oscilação de um ponto para cima em relação aos 26% da semana passada.
A Quaest ouviu 2.000 eleitores de 16 anos ou mais no período de 10 a 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos, para um nível de confiança de 95%.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Com minha experiência de quatro anos trabalhando diretamente com estatística no IBGE, tenho o direito de questionar essas pesquisas. Bem, se a rejeição a Bolsonaro, Lula e Ciro é assim tão alta, por volta de 50%, por que o número de indecisos é de apenas 6%? Por que essa imensa rejeição aos três favoritos não provoca crescimento da alternativa Simone Tebet? Cadê os votos de Sérgio Moro, que tinha 10% e de repente sumiram? Por que as pesquisas se concentram na versão estimulada, com o nome dos candidatos, e não na espontânea, quando apenas se pergunta: “Em quem você vai votar?”. Os indecisos na pesquisa espontânea – quando não são apresentados nomes aos candidatos – correspondem a 36% do eleitorado, segundo pesquisa da própria Quaest. Diante de tudo isso, é curioso que ainda haja quem acredite em pesquisas. Vamos voltar ao assunto, é claro. (C.N.)