em 29 mar, 2022 4:06
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
Por conta do artigo de ontem, 28, este jornalista recebeu diversos telefonemas e mensagens. Dois deles históricos do PCdoB, que conhecem este jornalista do movimento estudantil quando militante do então PCB. Os dois partidos sempre disputaram a hegemonia do movimento secundarista estudantil. E no meado da década de 80, então no PCB, este jornalista era presidente do grêmio da antiga ETFSe e fundou a Umesa. Por conta disso conhece muitos militantes do PCdoB, inclusive o próprio Edvaldo Nogueira e Carlos Cauê.
Um destes “históricos” disse que se assustou ao perceber que Cauê passa a impressão que ele tutela Edvaldo e que o prefeito vai apoiar quem ele quiser ou seja, onde ele estiver. O militante histórico lembrou que é preciso resgatar o fio da história para compreender a dimensão da fidelidade de Carlos Cauê: Quando Wellington Paixão não suportou mais o despotismo democrático de Jackson, rompe com ele, como todos sabem. “Mas o que poucos sabem é que Cauê continuou faturando num CC na prefeitura e sendo o melhor amigo e escudeiro de Jackson”, revelou.
E a história se repete com o primo Almeida Lima, que briga violentamente com Jackson, mas Cauê, habilmente, continua “escudeiro de um e faturando com o outro”, garantiu. No processo de escolha do sucessor de Almeida Lima, quando Jackson se aproveitou de todas as formas de Bosco França, alimentando a ilusão de que este poderia ser o seu candidato, Carlos Cauê passou um bom período contratado por Bosco. Enquanto faturava com ele (e fez isso até os quarenta e cinco minutos do segundo tempo), orientava Jackson a escolher Gama como seu candidato, o que acabou acontecendo.
Todos os mais próximos sabem do tratamento que Cauê reservava para o próprio Jackson quando este era vice de Marcelo Déda: desprezo total, a ponto de Jackson afirmar para os mais íntimos que Cauê “cagava” na cabeça dele, porque o único interesse era o governador. A situação era tal que Rosalvo Alexandre contratou Theotônio Neto para cuidar dos interesses do vice, sendo ele (Theotônio), após um certo tempo, substituído no posto pelo bruxo Bira Suassuna.
Mas o desprezo de Cauê por Jackson só durou até o dia da partida de Marcelo Déda. Feito governador (o pior da história, diga-se de passagem), Jackson voltou a ser alvo de todo amor e demonstrações de amizade por parte de Carlos Cauê.
Muy amigo, não?
E agora, Edvaldo, para onde vai pender Carlos Cauê e quais os “reais” interesses vai defender? O histórico militante do PCdoB disse que Edvaldo já foi alertado.
O blog recomenda que o prefeito Evaldo Nogueira coloque as suas barbas de molho.
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