quinta-feira, janeiro 13, 2022

Ômicron infectará o mundo, mas vacinados sofrerão menos, diz médico da Casa Branca

Publicado em 12 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Anthony Fauci

Dr. Fauci chefia a força-tarefa antiCovid nos Estados Unidos

Deu no Estadão

A variante Ômicron do novo coronavírus infectará “quase todo mundo”, independentemente do status de vacinação, disse o principal especialista em doenças infeccionas dos Estados Unidos, Anthony Fauci na última terça-feira, 11. Porém, pessoas vacinadas devem responder melhor às infecções.

Segundo ele, aqueles que foram vacinados “muito provavelmente, com algumas exceções, se sairão razoavelmente bem” e evitarão hospitalização e morte, disse Fauci, falando em um evento virtual com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

VACINA SALVA – Fauci também disse em uma audiência no Senado, no mesmo dia, que os não vacinados são 20 vezes mais propensos a morrer, 17 vezes mais propensos a serem hospitalizados e 10 vezes mais propensos a serem infectados do que os vacinados.

“Aqueles que ainda não foram vacinados sofrerão o impacto do aspecto grave disso”, disse ele, referindo-se ao aumento de casos. “E embora seja menos grave caso a caso, quando você tem quantitativamente tantas pessoas infectadas, uma fração delas vai morrer”, disse ele.

Um funcionário da Organização Mundial da Saúde previu na terça-feira que a variante omicron infectará mais da metade da população na região europeia nas próximas seis a oito semanas, em pleno inverno, se as tendências atuais se mantiverem.

TENDÊNCIA A CAIR – Os cientistas estão vendo sinais de que a alarmante onda da Ômicron pode estar perto de atingir o pico nos Estados Unido e logo deve começar a cair drasticamente. O mesmo parece estar sendo observado no Reino Unido. O motivo: a variante provou ser tão contagiosa que já pode estar ficando sem pessoas para infectar, apenas um mês e meio depois de ter sido detectada pela primeira vez na África do Sul .

“Vai cair tão rápido quanto subiu”, disse Ali Mokdad, professor de análises de métricas de saúde da Universidade de Washington em Seattle.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que ainda há muita incerteza sobre como a próxima fase da pandemia pode se desenrolar. O platô ou refluxo nos dois países não está acontecendo em todos os lugares ao mesmo tempo ou no mesmo ritmo. E semanas ou meses de sofrimento ainda estão por vir para pacientes e hospitais sobrecarregados, mesmo que a queda aconteça.

PICO VEM AÍ – “Ainda há muitas pessoas que serão infectadas à medida que descermos a curva”, disse Lauren Ancel Meyers, diretora do Consórcio de Modelagem covid-19 da Universidade do Texas, que prevê que os casos relatados atingirão o pico dentro de uma semana.

Na verdade, ela disse, pelos cálculos complexos da universidade, o número real de novas infecções diárias nos EUA – uma estimativa que inclui pessoas que nunca foram testadas – já atingiu o pico, atingindo 6 milhões em 6 de janeiro.

Um novo estudo com quase 70.000 pacientes na Califórnia demonstra que a Ômicron causa infecções menos graves do que outras variantes, resultados que se alinham com descobertas semelhantes da África do Sul, Grã-Bretanha e Dinamarca, bem como uma série de experimentos em animais .

MENOS GRAVE – Em comparação com a Delta, as infecções por Ômicron tinham metade da probabilidade de enviar pessoas para o hospital. Dos mais de 52 mil pacientes identificados a partir de registros médicos eletrônicos, os pesquisadores descobriram que nem um único paciente precisou de respirador durante esse período.

“É realmente um fator viral responsável pela redução da gravidade”, disse o Dr. Lewnard, epidemiologista da Universidade da Califórnia, Berkeley, autor do estudo, que foi publicado online na terça-feira e ainda não foi publicado em uma revista científica.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A menor gravidade da Ômicron é fator altamente positivo. O mais importante, porém, é a comprovação da importância das vacinas, mesmo que seu efeito possa se reduzir com o passar do tempo. Vacinas mais duradouras estão sendo testadas e os medicamentos específicos começam a surtir efeito. Assim, vamos em frente, mas vacinados, é claro(C.N.)


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