
Silveira resistiu a usar máscara no IML e discutiu com funcionária
Fernanda Vivas e Márcio Falcão
G1 / TV Globo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta sexta-feira, dia 19, ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar se o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) cometeu desacato e crime de infração de medida sanitária preventiva.
Na madrugada da última quarta-feira, dia 17, após ter sido preso pela Polícia Federal, Daniel Silveira foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) no Rio de Janeiro. No local, resistiu a usar máscara e discutiu com uma funcionária. Apontando o dedo para ela, chegou a dizer que, se ela o orientasse mais uma vez a usar o material de proteção, ele não colocaria a máscara.
“PROVIDÊNCIAS CABÍVEIS” – Nesta quinta-feira, dia 18, o ministro do STF Alexandre de Moraes, que decretou a prisão de Silveira, enviou um ofício à PGR para a adoção de “providências cabíveis” em relação ao caso. Silveira foi preso em flagrante após divulgar um vídeo no qual faz apologia ao AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar, e defender a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que é inconstitucional.
No pedido feito ao Supremo, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, afirma que é preciso aprofundar o caso para esclarecer os fatos antes e depois das filmagens que circulam nas redes sócias. Medeiros pediu depoimento de Silveira, das autoridades envolvidas no caso e de testemunhas.