quarta-feira, dezembro 18, 2019

Depois do recesso, Senado instalará a CPI para investigar o ministro Dias Toffoli


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Toffoli vai ter explicar a mesada de RS 100 mil que recebia
Deu na Coluna do Estadão
Os elevados decibéis da reação dos procuradores da Lava Jato ao presidente do STF, Dias Toffoli, por causa da entrevista do ministro ao Estadão, chamaram a atenção do meio jurídico. A avaliação é de que a turma de Curitiba foi no mínimo ousada ao responder em tal diapasão à mais alta autoridade do Judiciário, sinal de que se sente blindada pelo Ministério Público e pela opinião pública.
Entre os políticos “lavajatistas”, a resposta dos procuradores instaurou um clima de vale-tudo na disputa deles com o Supremo, uma briga em que praticamente não existem mais regras.
SEM OPÇÃO – Ao afirmar que a Lava Jato não quebrou empresas, conforme entende Toffoli, o procurador Roberson Pozzobon disparou: “A outra opção seria não investigar ou não responsabilizar. Isso a Lava Jato não fez”. A “tradução” do meio jurídico: Curitiba não é como o Supremo.
João Amoêdo, presidente do Partido Novo, fez o seguinte comentário sobre a afirmação de Dias Toffoli: “Quem prejudicou as empresas e a economia foram alguns executivos e o governo do PT em uma relação corrupta”.
MUDA SENADO – Capitaneados pelo grupo Muda Senado, 30 senadores assinaram um novo requerimento de CPI para investigar Dias Toffoli. O documento só será protocolado em fevereiro, após o recesso do Congresso.
Senadores que assinaram o requerimento dizem que ele é uma “reação ao conjunto da obra” de Toffoli. “A entrevista do Toffoli foi a comunhão do inútil com o desagradável. Parece manifestação de advogado de bandido da Lava Jato”, disse o senador Major Olimpio (PSL-SP).
E na Câmara o deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), um dos principais nomes do grupo de trabalho do pacote anticrime, ganha força para presidir a Comissão de Constituição e Justiça. Não é governista, mas consegue dialogar com os dois lados.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É uma notícia da maior importância, pois demonstra que no Brasil ainda há possibilidade de as pessoas serem iguais perante a lei, que é um dos mais importantes princípios da democracia. Na história deste país, nunca se viu um ministro do Supremo ser alvo de uma CPI. Uma notícia que merece comemoração, como se fosse mais uma Copa do Mundo vencida. Gostaria de ver Toffoli explicando por que recebia mesada de R$ 100 mil de sua atual mulher, sem declarar no Imposto de Renda. Aliás, este fato comprova que ele é meio lesado. (C.N.)

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