quarta-feira, maio 15, 2019

Entenda por que o corte anunciado pelo MEC nas universidades federais é de 3,5%


Ministro da Educação, Abraham Weintraub discursa durante sessão da Comissão de Educação do Senado Foto: ADRIANO MACHADO 07-05-2019 / REUTERS
Desde a semana passada, o ministro está desmentindo a ele mesmo
Deu em O Globo
Em vídeos didáticos, nos quais usou chocolates e um quadro branco para fazer cálculos, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o bloqueio de verbas das instituições federais de ensino superior foi de 3,5% — percentual muito menor do que os 30% que o próprio MEC havia mencionado em nota oficial e que ganhou ampla repercussão.
A discrepância entre os percentuais se deu porque os 30% de bloqueio se referem não ao orçamento total das universidades, mas apenas à verba para despesas discricionárias — as não obrigatórias, que incluem pagamento de contas de luz, telefone e água, de terceirizados (como funcionários responsáveis por limpeza, segurança e manutenção) e investimentos (incluindo pesquisas).
SOBRE 20% – Segundo o governo , as despesas discricionárias correspondem a 20% do orçamento total das universidades — foi sobre esses 20%, portanto, que o MEC aplicou um bloqueio de 30%, o que correspondeu a R$ 1,7 bilhão congelados até que a economia melhore, segundo Weintraub vem argumentando.
Os outros 80% da verba das federais, que incluem os salários de funcionários e pagamentos de aposentadorias, não entram na conta do contingenciamento.
De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil, o MEC vem fazendo bloqueios desde 2014, mas nenhum teve essa dimensão.
CALCULO CORRETO – Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas, afirma que os 3,5% calculados por Weintraub estão corretos quando se considera o orçamento global das universidades federais. Ele lembra, no entanto, que o bloqueio de 30% das verbas destinadas à manutenção básica não é trivial, pois atinge despesas que mantêm o dia a dia das universidades, além de afetar a capacidade de investir em obras nos campi.
Em sua defesa dos contingenciamentos, Weintraub afirmou que foram preservadas “todas as áreas” em que governo avaliou que “não tem como cortar”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Vejam o resultado de uma declaração errada do ministro, com nota oficial do MEC e tudo o mais. Essa mancada ministerial levantou os estudantes contra o governo em diversas cidades, sem maiores motivos, e depois ainda reclamam do tal  “marxismo cultural”. (C.N.)

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