quinta-feira, fevereiro 21, 2019

Reforma eleva contribuição de servidor para até 22% e deixa militares para depois


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Ilustração reproduzida do Arquivo Folha
Matheus LeitãoG1 Política
A entrega da proposta da reforma da Previdência ao Congresso ganha destaque nos principais jornais, que dão detalhes sobre o texto elaborado pelo governo, a importância da correção das injustiças e os obstáculos para a sua aprovação. O Globo afirma que a proposta tem o objetivo de equilibrar as contas públicas e reduzir os privilégios. O texto prevê alíquotas de contribuição progressivas que podem chegar a no máximo 14% do salário para quem recolhe pelo INSS e a 22% para os servidores públicos.
Segundo o matutino carioca, foi confirmada a idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres e o período de transição de 12 anos.
EM DEZ ANOS – O governo estima uma economia de cerca de R$ 1,1 trilhão em dez anos, caso o texto seja aprovado como está. “Reforma mira redução de privilégios e promete economia de R$ 1,1 trilhão”, sublinha a manchete do Globo.
A Folha de S.Paulo destaca que as novas regras estabelecem um regime previdenciário mais duro tanto para o setor público como para o setor privado, como havia adiantado ao blog o secretário da Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim.
O matutino afirma que o período de transição terá sistemas diferentes pelos quais o trabalhador poderá se aposentar por tempo de contribuição e por idade. O objetivo da reforma é acabar com a aposentadoria concedida exclusivamente por tempo de contribuição.
NOVAS REGRAS – Atualmente, homens e mulheres podem pedir aposentadoria, independentemente da idade, se tiverem contribuído por 35 anos, no caso dos homens, e por 30 anos, no caso das mulheres.
Pelo novo texto, todos devem ter a idade mínima para conseguir a aposentadoria. “Reforma aperta aposentadoria nos setores público e privado”, aponta o título principal da Folha.
O Estado de S.Paulo destaca que a reforma proposta pelo governo é mais dura com quem ganha mais e enfatiza que políticos, trabalhadores rurais, policiais federais e professores foram incluídos no texto.
PROPOSTA AMBICIOSA – O Estadão chama a proposta de “a mais ambiciosa das reformas” e registra que, enquanto o texto de Temer previa economia de R$ 800 bilhões, a proposta do governo Bolsonaro pretende economizar os R$ 1,1 trilhão em 10 anos.
A categoria dos militares também será atingida pelas mudanças, mas as propostas serão feitas em projeto à parte. Uma das alterações é o aumento no tempo de contribuição: de 30 para 35 anos.
Segundo o matutino, a base desarticulada no Congresso pode dificultar a aprovação da reforma ainda no primeiro semestre. “A mais ambiciosa das reformas”, mostra a manchete do Estadão.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Do jeito que está sendo conduzida, sem auditoria, ocultando os números e tirando os militares da reforma, trata-se de um Projeto Tabajara, digno de seu Creyssus, porque alega que, caso aprovado, os problemas do país acabaram, o que não é mesmo verdade. Quanto ao maior problema, a dívida pública, nem uma só palavra. Ontem a Folha fez um debate sobre a crise econômica com participação de Delfim Netto e Marcos Lisboa, e nenhum dos dois se referiu à dívida pública. Parece que não existe. Às vezes, tenho vergonha de ser brasileiro e pensarem que sou um jumento, como diz Eduardo Bolsonaro taxando quem critica seu irmão Carlos. (C.N.)

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