Folha de S.Paulo
No setor público, União, 23 Estados e 152 municípios concedem 180 dias de licença-maternidade às suas servidoras. No setor privado, cerca de 10,5 mil grandes empresas oferecem o benefício --6,7% das 160 mil, de acordo com uma estimativa da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
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O ritmo de adesão ao benefício estendido na iniciativa privada é lento quando comparado aos órgãos públicos, diz Valdenise Calil, da SBP.
Para ela, contudo, é preciso considerar que o programa que permite a empresas estender o tempo da licença foi regulamentado em janeiro do ano passado.
Órgãos públicos podem ampliar a licença-maternidade desde setembro de 2008.
Atualmente, por meio de uma lei, apenas as companhias enquadradas no sistema de lucro real podem aderir ao programa Empresa Cidadã.
A participação hoje é facultativa para as empresas do setor privado e garante às mães dois meses adicionais aos 120 dias de afastamento.
Obrigatório
Há um projeto de lei que amplia esse tempo para 180 dias. A proposta, porém, aguarda votação na Câmara dos Deputados há seis meses, sem previsão para entrar na pauta dos parlamentares. Se aprovada na Câmara, a proposta seguirá para sanção da presidente Dilma.
Na Procter & Gamble, a licença de um semestre acaba de ser adotada, e a diretora de marketing, Danielle Panissa, 32 anos, que está no sétimo mês de gestação, pretende usufruir do tempo a mais.
Danielle trabalha na empresa há nove anos e sairá de licença-maternidade pela segunda vez --sua filha mais velha tem dois anos.
Quando estava com apenas um mês de gravidez, ela foi promovida. "Imaginei que esperariam eu voltar [da licença-maternidade] antes de me promoverem."
Fonte: Agora