quinta-feira, dezembro 11, 2008

Perigo de epidemia de dengue ainda é alto

George Brito, do A Tarde
Elói Corrêa Ag. A TARDE
Ministro da Saúde, José Gomes Temporão: verbas e campanhas
>> Itabuna tem maior risco de dengue do País
>> Poças d‘água, pneus e mais casos em Camaçari
Mesmo com dois dos cinco municípios brasileiros em estado de surto – Camaçari (Grande Salvador) e Itabuna (a 433 km da capital) – a Bahia ainda não foi contemplada com as três tecnologias de combate à dengue que estão sendo testadas pelo Ministério da Saúde (MS) em 11 cidades do País, desde novembro.
Uma delas, a armadilha de captura do mosquito Aedes Aegypti, chegará no próximo mês, garantiu o secretário Estadual de Saúde, Jorge Solla. Ele esteve, ontem, no Hotel da Bahia, em Salvador, onde participou de reunião com o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e diretores, editores e repórteres de meios de comunicação do Nordeste.
“As tecnologias já foram validadas em dez municípios. Não é necessário que todos tenham a armadilha, por exemplo, porque se trata de um estudo de efetividade”, justificou o secretário de Vigilância em Saúde do MS, Gerson Penna, ao ser questionado por que, até então, a Bahia não havia sido contemplada.
Além da armadilha, com sistema de monitoramento em tempo real para racionalizar medidas de controle, há o Teste NS-1 (monitoramento do sorotipo viral com teste de sangue) e a Net Dengue, em que a população informa via internet casos de transmissão da doença ou suspeitas.
Estes dados são monitorados pelas universidades federais da Bahia e do Rio Grande do Norte. Testes de efetividade estão sendo realizados em João Pessoa (PB), Recife (PE) e Aracaju (SE). No Nordeste, três municípios estão com risco de surto – além das duas cidades baianas, Mossoró (RN). Outras 24 cidades estão em situação de alerta. Na região há seis capitais das 14 em mesma condição no País. Recursos – O MS ampliou em 28% o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde dos Estados nordestinos, com recursos para combate à dengue somando R$ 142,7 milhões. Também estão disponíveis 791 militares das Forças Armadas para emergências, a exemplo do surto no Rio de Janeiro, ano passado. Outra frente de atuação são campanhas em massa e educação de profissionais de saúde. “Distribuímos um CD-Rom com informações para 300 mil médicos no Brasil”, afirmou Temporão. Diante da platéia de jornalistas e empresários de comunicação, ele pediu o apoio da mídia na divulgação da campanha Brasil Unido Contra a Dengue. A iniciativa foi elogiada pelo diretor-executivo do Grupo A TARDE, Sylvio Simões. “Achei importante o ministro convocar não só os meios de comunicação, mas lideranças para discussão e construção de cenários para os quais não só o Estado, mas a sociedade tem que contribuir, para extinção da dengue e para o desenvolvimento saudável do País”, afirmou. O principal agravante da dengue no Nordeste está ligado ao abastecimento de água. “A falta de abastecimento regular estimula o estoque feito pela população”, afirmou o ministro. Segundo dados do Levantamento Rápido dos Índices de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), no Nordeste 62,1% dos criadouros do mosquito se formam em reservatórios de água, enquanto 23,6% são achados em depósitos familiares, como vasos, pratos, bromélias e lajes. O problema também existe no interior da Bahia e o secretário Solla informou que está sendo articulada, com a Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), “a distribuição de capas de reservatórios”. Ele não precisou quantas unidades serão distribuídas nem a previsão para que isso ocorra.
Fonte: A Tarde

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