SÃO PAULO - O comando de campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo está enfrentando não apenas a queda do tucano nas pesquisas, mas também dificuldades financeiras. Enquanto os principais adversários de Alckmin, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e a ex-ministra Marta Suplicy (PT), estão com os cofres mais cheios, o ex-governador, sem a ajuda da máquina e sem o apoio do governador José Serra, tem feito até aqui uma campanha modesta. Ontem, o clima no comitê central era de que há um grande atraso a ser tirado.
A diferença entre os recursos de Alckmin e os dos rivais é admitida por coordenadores de campanha, interlocutores do candidato e voluntários que trabalham para a campanha tucana. A infra-estrutura hoje disponível nem de longe lembra a que Alckmin utilizava há dois anos, quando enfrentou o presidente Lula.
A diferença de recursos aplicados nas campanhas dos três principais candidatos à prefeitura também ficou evidenciada na primeira prestação de contas feita à Justiça Eleitoral. Na primeira parcial dos gastos, apresentada no último dia 12, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alckmin gastou exatamente tudo o que arrecadou: R$ 689 mil. Marta declarou ter arrecadado R$ 785 mil e Kassab, R$ 2,65 milhões.
O PSDB entende que Kassab e Marta têm tido facilidade em arrecadar recursos porque dispõem de máquinas no governo. Kassab tem a prefeitura, dizem, e Marta conta com o PT, que está no Palácio do Planalto.
A modéstia na campanha tucana é sentida nas ruas, no pouco material de campanha e nas apertadas instalações do comitê central de Alckmin, no centro da cidade. A dificuldade financeira e a pequena quantidade de iniciativas até agora divulgadas na campanha de Alckmin, que sofreu queda de 8 pontos porcentuais na pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, é visível no movimento no comitê principal.
Para o coordenador de campanha de Alckmin, deputado Edson Aparecido (SP), não há razão para pessimismo. Ele, que coordenou a campanha vitoriosa de José Serra, em 2004, para a prefeitura, lembra que na mesma época o hoje governador teve quedas semelhantes nas pesquisa e só virou o jogo em meados de setembro. "A campanha até agora estava na mídia, nos partidos e na máquina. Agora é que a sociedade vai começar a participar", aposta.
Edson afirma que a partir de agora vai aparecer o candidato que tiver mais proposta e maior capacidade de gestão. Ele nega "falta de tranqüilidade" por conta do cenário. "Essa é uma guerra de guerrilha. Nossa estratégia é de guerrilha", afirma. No final de semana, o comando tucano decidiu intensificar a campanha de rua. Mutirões começaram a ser feitos nas zonas leste e sul, onde a vantagem de Marta é maior.
Fonte: Tribuna da Imprensa
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