Uma equipe de cientistas espanhóis demonstrou a interação que acontece entre uma proteína-chave para o desenvolvimento do mal de Alzheimer e outra que constitui uma enzima usada em tratamentos paliativos contra a doença.
O trabalho, cujas conclusões aparecem publicadas na revista Molecular and Cellular Biology, pode abrir uma nova via de estudo para melhorar os tratamentos contra esta doença, segundo comunicado feito pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha.
A equipe de cientistas descobriu a relação entre a proteína presenilina 1, elemento-chave para o desenvolvimento da doença, e a enzima acetilcolinesterase, empregada em diversos tratamentos contra o mal de Alzheimer.
Os estudiosos comprovaram que os níveis da "proteína benigna", a acetilcolinesterase, diminuem para que haja uma mutação na "maligna", a resenilina 1.
Este resultado levou os autores da pesquisa a pensarem que o amadurecimento da acetilcolinesterase depende da atividade da outra proteína, descoberta que representa "uma nova via de estudo que pode ser útil para melhorar o tratamento, dada a relevância de ambas as proteínas no desenvolvimento de remédios".
Compreensão de causas
Os pesquisadores disseram que o trabalho pode contribuir para avançar na compreensão das causas que originam o mal de Alzheimer, já que a atividade da proteína presenilina 1 é o tema de muitas pesquisas.
O bloqueio da ação desta proteína por meio de medicamentos diminuiria teoricamente a formação dos compostos tóxicos desencadeados na doença, os péptidos beta-amilóides, e das placas neuríticas (depósitos de compostos tóxicos) características do mal de Alzheimer.
Além disso, o uso de remédios que inibem a atividade da acetilcolinesterase constitui a base do tratamento do Alzheimer. Tal estratégia tenta manter níveis mais altos de um neurotransmissor relacionado com processos de memória e de aprendizagem, denominado acetilcolina, que está envolvido no desenvolvimento da doença.
Também ontem, uma equipe de cientistas, liderados pelo professor Jon Dobson, da Universidade Keele, em Staffordshire, no Reino Unido, anunciou a descoberta de níveis altos de óxido de ferro magnético na parte do cérebro afetada com a doença de Alzheimer. A pesquisa também mostrou que a associação é particularmente maior em mulheres. Eles especulam que este pode ser o resultado de diferenças de gêneros na forma como ambos lidam e armazenam o ferro.
Embora os resultados sejam preliminares, mostram que eles têm forte efeito na intensidade do sinal de imagens de ressonância magnética, e isso poderia ser usado como biomarcador para o desenvolvimento de uma técnica para detectar a doença usando o exame.
Fonte: JB Online
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