segunda-feira, março 09, 2026

Senadores viabilizam CPI para investigar Moraes e Toffoli no caso Banco Master


Instalação de CPI depende do aval de Davi Alcolumbre

Lauriberto Pompeu
O Globo

Um requerimento para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, atingiu o número mínimo de assinaturas para que o colegiado possa ser instalado. Até o começo da tarde desta segunda-feira, o pedido reuniu o apoio de 29 senadores, dois a mais que o mínimo necessário.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o autor do requerimento que quer investigar a conduta dos ministros no escândalo do banco Master. Entre os endossos há uma maioria de senadores ligados à oposição, inclusive Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente. Nenhum parlamentar do PT assina o pedido. O único senador da base governista a endossar o documento foi Flávio Arns (PSB-PR).

AVAL – A criação da comissão de inquérito, no entanto, depende do aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O chefe da Casa Legislativa tem resistido a instalar uma CPI sobre o tema. Uma CPI mista para investigar o escândalo do banco Master também já tem assinaturas, mas está sem perspectiva de ser instalada.

Mais cedo, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota sobre o contrato com o Banco Master, que está no centro de um escândalo financeiro bilionário em um inquérito que tramita na Suprema Corte. No texto, o escritório afirma que durante o período do contrato, de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, produziu 36 pareceres e fez 94 reuniões de trabalho. A nota afirma que a banca nunca atuou perante o STF.

Por sua vez, Toffoli era o relator no Supremo do caso envolvendo o Banco Master, mas deixou a função em fevereiro após um relatório da Polícia Federal revelar mensagens de Daniel Vorcaro, dono do banco, que faziam citações ao ministro. A relatoria passou para ministro André Mendonça.


Namorada desiste do noivado em Roma e abandona Vorcaro definitivamente


Namorada 'stalkeada' por Vorcaro nas redes sociais curte dias em NY e Miami

Vorcaro e Martha iam noivar numa festa de R$ 200 milhões

Deu no Estadão 

A influenciadora Martha Graeff, que namoradva de Daniel Vorcaro, contratou nova assessoria e um advogado. A equipe, que afirma ter havido rompimento do relacionamento há alguns meses, procurou veículos de imprensa para informar que ela não tem nada a ver com o Banco Master, o contato entre ambos ocorria principalmente à distância, garantindo que Martha Graeff e Vorcaro já não mantinham o namoro “há alguns meses”.

“Martha vive fora do Brasil há cerca de 20 anos, atualmente em Miami, e também não vai ao Brasil há alguns meses”, diz o comunicado.

NEGÓCIOS À PARTE – A influenciadora também afirma ausência de relação com os negócios do banqueiro, hoje sob investigação.

“As mensagens que vêm sendo mencionadas publicamente referem-se a conversas privadas trocadas durante o período em que estavam em um relacionamento, em um contexto estritamente pessoal, como qualquer casal que compartilha aspectos do seu dia a dia. Martha nunca participou ou teve qualquer envolvimento com os negócios ou atividades profissionais de Daniel Vorcaro”, diz uma nota da assessoria.

Em manifestação separada, o advogado Lúcio de Constantino afirma haver constrangimento diante da exposição das mensagens. O defensor também menciona adoção de medidas judiciais e extrajudiciais para proteção dos direitos da cliente.

NOIVADO EM ROMA – Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo relatou planos de Vorcaro para uma festa de noivado em Roma, na Itália. O projeto incluía um festival com apresentação da banda Coldplay. A proposta previa evento estimado em R$ 200 milhões, com artistas internacionais e ambientação inspirada no filme O Poderoso Chefão.

Mensagens analisadas pela Polícia Federal também indicam planos para o Carnaval no Rio de Janeiro. Em uma conversa, Vorcaro menciona a possibilidade de encontro com Ivanka Trump.

Segundo o diálogo obtido pelos investigadores, Martha teria proximidade com Ivanka: “Ela não para de mandar mensagem sobre o carnaval”.

SEGUNDA PRISÃO – Vorcaro teve a segunda prisão decretada na última quarta-feira (4). Atualmente permanece na Penitenciária Federal em Brasília.

O banqueiro tornou-se alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação sobre suspeitas de irregularidades na gestão do banco.

A Polícia Federal aponta comando de organização criminosa, com existência de “braço armado” e necessidade de prisão para interromper a atuação do grupo.

FORA DA LISTA – Martha Graeff não integra a lista de investigados. O nome passou a circular após divulgação de trocas de mensagens entre ela e Vorcaro encontradas no celular do banqueiro. O aparelho passou por perícia da Polícia Federal.

Nos diálogos aparecem mensagens pessoais e comentários sobre encontros com autoridades. Vorcaro também menciona políticos e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

E seu advogado agora ameaça a imprensa, dizendo: “A Sra. Martha Graeff adotará, com a presteza necessária, todas as providências cabíveis para a salvaguarda de seus direitos, não hesitando em valer-se das medidas judiciais e extrajudiciais pertinentes em face daqueles que venham atentar contra a sua integridade ou privacidade”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O ditado é válido: os ratos abandonam o navio quando está afundando. Por fim, como dizia Vinicius de Moraes, “o amor é a coisa mais triste quando se desfaz”. (C.N.)

O Preço da Verdade: Conselheiro da ABI Denuncia Campanha de Descredibilização e Grave Adoecimento por Perseguição na Bahia.

Tista de Deda confirma Seu Desejo e Rey Vaqueiro e reforça Jeremoabo como palco da Maior Alvorada do Mundo!




O prefeito Tista de Deda confirmou duas atrações de peso para a Maior Alvorada do Mundo, que acontece no dia 14 de junho, com início pontualmente às 5 horas da manhã: a banda Seu Desejo, fenômeno do forró romântico e uma das atrações mais pedidas nas enquetes da região, e Rey Vaqueiro, um dos artistas mais populares do momento.


Os anúncios já provocaram forte repercussão na cidade. A procura por pousadas, casas para aluguel e serviços turísticos aumentou, mostrando o impacto econômico que a Alvorada gera todos os anos em Jeremoabo.


A festa, que já ganhou reconhecimento nacional, é frequentemente citada por plataformas como Google e ChatGPT como a Maior Alvorada do Mundo, título que o município carrega com orgulho graças à sua tradição, organização e à forma acolhedora com que recebe visitantes de toda a região.


Para Tista, a Alvorada é muito mais do que um evento cultural;


"A Alvorada é identidade do nosso povo. Investimos em grandes atrações porque sabemos da alegria que ela traz para quem vive aqui e também do impacto positivo para o comércio da cidade. Jeremoabo tem tradição em fazer história, e ainda vem muita coisa boa por aí.”


O impacto no comércio já é sentido. Empresário  Júnior, dono de pousada e comerciante local, afirma que a movimentação começou logo após os anúncios.


“A Alvorada movimenta toda a economia da cidade. Já tem muita gente procurando hospedagem e aluguel de casas. As lojas de botas praticamente zeraram os estoques e restaurantes, bares e lanchonetes se preparam para um grande movimento.”


Alvorada de Jeremoabo é uma experiência cultural que começa ainda de madrugada e reúne milhares de pessoas ao nascer do sol, transformando as ruas da cidade em um grande encontro de tradição, música e alegria.


Com atrações de destaque e uma cidade preparada para receber visitantes, Jeremoabo reafirma seu lugar no mapa das grandes festas do Nordeste: aqui acontece a verdadeira Maior Alvorada do Mundo!


ASCOM - JEREMOABO


Nota da Redaçao deste Blog - A organização é a base para o sucesso de uma grande festa junina


Por José Montalvão


Realizar uma grande festa popular não é tarefa simples. Uma festa junina, especialmente em cidades do interior nordestino, exige planejamento cuidadoso, organização eficiente e responsabilidade com o público. Segurança, informação, saúde, limpeza, mobilidade e infraestrutura são elementos essenciais para que tudo ocorra de forma tranquila e para que moradores e visitantes possam aproveitar o evento com alegria e tranquilidade.

Em Jeremoabo, a tradição das festas juninas já faz parte da identidade cultural do município. A cada ano, o evento cresce, atrai mais visitantes e movimenta a economia local. Por isso, além da animação e da música, é fundamental que a gestão pública se preocupe com todos os detalhes que garantem o bom funcionamento da festa.

Dentro desse contexto, o prefeito anunciou duas grandes atrações para a tradicional Alvorada do dia 14 de junho, que começa pontualmente às 5 horas da manhã. Estão confirmados a banda Seu Desejo, fenômeno do forró romântico e uma das mais pedidas nas enquetes da região, e o cantor Rey Vaqueiro, hoje um dos artistas mais populares do momento.

O anúncio dessas atrações já provocou forte repercussão na cidade e em toda a região. A movimentação econômica começou antes mesmo da festa acontecer: pousadas, casas para aluguel, restaurantes e diversos serviços turísticos registraram aumento na procura. Isso demonstra que eventos bem organizados não são apenas momentos de lazer, mas também importantes motores da economia local.

A Alvorada de Jeremoabo, que já ultrapassou as fronteiras da Bahia, vem sendo reconhecida nacionalmente e frequentemente citada por plataformas como Google e ChatGPT como a Maior Alvorada do Mundo. Esse título não surge por acaso: ele é resultado de tradição, participação popular e da forma acolhedora com que a cidade recebe visitantes vindos de toda a região.

Entretanto, para manter esse reconhecimento e garantir que o evento continue crescendo, é indispensável que haja planejamento. Segurança pública reforçada, equipes de saúde de prontidão, organização do trânsito, orientação ao público, limpeza urbana e fiscalização são medidas fundamentais para preservar a ordem e o bem-estar de todos.

Mais do que uma festa, a Alvorada representa cultura, identidade e orgulho para o povo de Jeremoabo. Quando há organização e responsabilidade, o resultado é uma celebração bonita, segura e capaz de fortalecer a economia, valorizar a cultura nordestina e projetar ainda mais o nome do município para todo o Brasil. 🎉🌽🎶

Entre a Candidatura e os Votos: o Desafio da Política Real

 

Entre a Candidatura e os Votos: o Desafio da Política Real


Por José Montalvão

Nos últimos dias, assistindo ao vídeo da radialista Junior de Santinha, que comenta sobre a possível pré-candidatura do ex-prefeito Ricardo Almeida a deputado federal, surge uma reflexão importante sobre a realidade da política eleitoral. Segundo o que foi exposto, essa pré-candidatura não contaria com o apoio do atual prefeito de Cícero Dantas, que já teria compromissos políticos firmados com outros deputados.

Na política, anunciar uma candidatura é algo relativamente simples. Difícil mesmo é reunir votos suficientes para transformá-la em vitória nas urnas. O cenário eleitoral brasileiro, especialmente para cargos proporcionais como deputado estadual ou federal, exige muito mais do que vontade política: exige base eleitoral sólida, articulação regional e apoio de lideranças influentes.

Mesmo para deputado estadual, a disputa já é extremamente acirrada. Quando se trata de deputado federal, o desafio se torna ainda maior. A eleição para a Câmara Federal exige votação expressiva, muitas vezes espalhada por diversas cidades e regiões do estado. Sem um reduto eleitoral consistente ou uma ampla rede de apoios políticos, o caminho até a eleição — ou mesmo até uma suplência — torna-se bastante difícil.

Nesse contexto, quando uma candidatura surge sem o respaldo do grupo político que hoje governa o município, naturalmente surgem dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral. Afinal, em muitas cidades do interior, o apoio do prefeito e da estrutura municipal costuma ter peso significativo na mobilização de votos.

Claro que na política tudo pode acontecer. A história eleitoral brasileira já registrou surpresas, reviravoltas e vitórias improváveis. Mas, para que um projeto político dessa magnitude avance, será necessário muito mais do que a simples disposição de disputar o cargo. Será preciso convencer o eleitorado, construir alianças e ampliar sua presença para além das fronteiras do município.

Talvez reste à cidade de Cícero Dantas realizar aquilo que, em tom bem-humorado, alguns chamariam de um verdadeiro “milagre político” — algo comparável ao milagre bíblico da multiplicação dos peixes. Afinal, transformar uma candidatura em uma votação expressiva depende de muitos fatores e de uma mobilização popular que nem sempre é fácil de alcançar.

Essas situações mostram como a política atual é cheia de movimentos inesperados. Candidaturas surgem, alianças se formam e se desfazem, e o eleitor acaba sendo o verdadeiro árbitro desse processo. No final das contas, é nas urnas que se decide quem realmente tem força política e representatividade para ocupar um mandato.

15 anos, 15 histórias

 

15 anos, 15 histórias  

No jornalismo, chamamos de “evergreen”, ou “sempre-verdes”, os conteúdos que têm uma longa duração, que podem, depois de meses ou anos, trazer o mesmo frescor, as mesmas descobertas.  

Ao longo destes 15 anos, data que celebramos na Agência Pública nesta semana, publicamos um sem-número de reportagens de longo alento, calcadas em histórias que não morrem nunca, boa apuração, olho para detalhe e textos bem escritos. Sabemos que o jornalismo investigativo e inovador é aquele que não se limita a um gênero e jamais se fecha em um modelo estanque; as longas reportagens “sempre-verde” são apenas um tipo dentre tantos que podem – e devem – ser usados para informar o público. Mas há uma delícia particular nelas, em especial depois de uma década e meia: elas nos permitem um reencontro peculiar. 

Para celebrar os nossos 15 anos, decidi fazer um apanhado de 15 destas histórias para dar de presente ao leitor e também aos nossos colaboradores. Fiz questão de buscar histórias que pouco envelheceram, em especial as mais antigas, que devem ser pouco conhecidas para aqueles que chegaram recentemente à nossa casa. 

São reportagens que, tirando algum dado ultrapassado aqui ou ali, podem ser lidas ainda hoje, uma década depois, com o mesmo encantamento. Algumas foram escritas em contextos muito diferentes do que hoje – a reportagem sobre o agente da ditadura, por exemplo, foi escrita antes ainda da Comissão da Verdade, e muito antes da tentativa de Golpe de Estado de 2023; a matéria sobre os suicídios indígenas, antes da criação do Ministério dos Povos Indígenas. E por aí vai.  

Juntas, elas contam não só a história da Agência Pública, escrita a múltiplas mãos. Elas contam a história de um Brasil que ainda hoje é surpreendente, triste, avassalador, mas ainda assim, Brasil, Brasis. Fiz questão de juntar histórias insuspeitas, pouco prováveis, que até hoje são pouco conhecidas.  Nisso, ela retoma um pouco a essência do que é ser jornalista na Pública: um descobridor de histórias profundamente humanas

Boa leitura!   

Mas antes, convido-o para dois eventos especiais que acontecem esta semana para celebrar nosso aniversário. No dia 10/3 teremos o evento “Contando o Brasil: Uma celebração do jornalismo que informa e mobiliza”, em parceria com o Sesc-SP. A partir das 14h, teremos 3 palestras sobre ameaças, mobilização e o futuro do jornalismo, com nomes como Patrícia Campos Mello, Daniela Lima, Raull Santiago, Carol Pires e Eugênio Bucci. É só chegar e retirar seu ingresso na hora. E no dia 14/3, teremos festa a partir das 14h, no Parquinho, bar recém-aberto na Santa Cecília, em São Paulo. Garanta seu ingresso no Sympla. 

Agora sim: boa leitura!

  1. Conversas com Mr Dops (fevereiro de 2012)

Para escrever essa reportagem, a cofundadora e diretora Marina Amaral passou seis meses entrevistando o ex-delegado da ditadura, José Paulo Bonchristiano. Aos 80 anos, o “Mr Dops” foi revelando aos poucos, diante da escuta atenta e checagem minuciosa de cada detalhe por essa grande repórter, uma das maiores do país.     

  1. Na hora de fazer não gritou (março de 2013)  

Reli recentemente essa reportagem escrita pela nossa brilhante repórter Andrea Dip, que hoje apresenta o Pauta Pública, e fui tomada pela mesma emoção da minha primeira leitura. Nela, Dip mergulha na própria experiência para explicar o que é violência obstétrica e tentar entender por que o Brasil tem um número tão alto de partos via cesárea. Uma precursora do jornalismo feminista e do “personal essay” no Brasil. 

  1. Severinas, as novas mulheres do sertão (agosto de 2013) 

Para realizar este vídeo, a premiada diretora de cinema Eliza Capai (que não era tão premiada ainda) viajou para Guaribas, de câmera na mão, e passou semanas ao lado de mulheres e meninas do sertão do Piauí. Conseguiu captar a revolução que acontece quando os recursos vão para a mão das mulheres, foco do Bolsa Família. Eliza foi com pouca grana, pegou dengue, ardeu em febre, mas transformou a história do empoderamento feminino através dos programas sociais em dois filmes de grande sucesso: No Devagar Depressa dos Tempos e A Fabulosa Máquina a do Tempo, que acaba de estrear no Festival de Berlim, mostrando até onde essas meninas, hoje alimentadas, podem sonhar. Bons frutos daquela primeira viagem para a Pública.    

  1. Mosquitos Transgênicos no céu do sertão (outubro de 2013) 

Uma história daquelas de filme de ficção científica: uma fábrica da empresa Moscamed fazendo testes com mosquitos transgênicos e soltando 18 milhões deles, segundo dados da empresa, para combater a dengue no interior da Bahia – sem avisar a população. A tecnologia é dos laboratórios da empresa inglesa Oxitec, em Oxford, implementada pela empresa brasileira, e obteve aparente sucesso. O método foi estudado posteriormente em estudos científicos e gerou até uma briga da empresa inglesa com pesquisadores

  1. São Gabriel e Seus Demônios (maio de 2015) 

Minha única reportagem da lista, um catatau de mais de 80 mil toques que tenta desvendar o que está por trás de uma onda de suicídios de adolescentes indígenas em São Gabriel da Cachoeira, a 850 quilômetros ao norte de Manaus, na beira do Rio Negro. 

  1. Por que mataram meu pai (setembro de 2015) 

Um relato dilacerante e detalhado, escrito pelo filho do radiojornalista Valério Luiz, de Goiânia. O jovem advogado relata o emaranhado de interesses que levou ao assassintao do repórter esportivo que não media palavras para denunciar a corrupção no estado.    

  1. O agressor dorme no homem comum (março de 2016) 

Para fazer essa reportagem, nosso Ciro Barros frequentou rodas de conversa de homens condenados pela lei Maria da Penha, e se permitiu como poucos a se transformar ao longo da experiência. Ele descreve: “Nas seis horas que passei na salinha durante os três encontros, quebrei todos os meus preconceitos. Esperava encontrar monstros agressores, sádicos contumazes, malfeitores violentos próximos ao ‘estereótipo Datena’. Encontrei homens constrangedoramente comuns, uma amostra masculina fidedigna de toda a pirâmide social brasileira como raramente vi. O ‘homem brasileiro’ estava ali em todas as suas nuances”. Uma aula sobre o que é fazer jornalismo de peito aberto. 

  1. Meio complicado (maio de 2016)  

Dentre os diversos filmes feitos pelo editor de foto e vídeo da Pública, José Cícero, este ainda me marca fundo. Com a sensibilidade de quem vive a vida na periferia sul de São Paulo, e o olhar de um grande jornalista e videomaker, José nos leva a níveis novos, profundos, do que significa enfrentar as mazelas da vida sendo pobre neste país.    

  1. O Estado devolveu meu filho morto  (dezembro de 2016) 

Rogério Daflon foi um dos jornalistas que abrilhantou as páginas da Pública com seu texto saboroso e suas observações perspicazes sobre a vida no Rio de Janeiro. Esta história crua foi contada da maneira que devia ser, nua, sem disfarces. Rogério, a quem tive a honra de editar as principais reportagens aqui pela Pública, morreu em 2019, aos 55 anos.    

  1. Como nasce o prensado (agosto de 2017) 

Não poderia faltar a reportagem que fica entre as mais lidas quase todo ano. Para explicar ao público brasileiro como se faz a maconha que consumimos aqui, o repórter Matias Maxx, que é meio brasileiro e meio paraguaio, cruzou a fronteira ao país vizinho e se infiltrou em uma plantação de maconha, vivenciando como é a rotina dos trabalhadores do preparo do “prensado”. A reportagem fez tanto sucesso que Matias foi chamado para participar de uma audiência na Câmara dos Deputados do Paraguai, anos depois.     

  1. “Não quero que isso aconteça com mais nenhuma mulher”  (agosto de 2018) 

Reportagem dolorosa na qual a jornalista Anna Beatriz reconta detalhes da história de Janaina Aparecida, moradora de Mococa, no interior de São Paulo, que foi esterilizada a força depois de uma decisão do juiz Djalma Moreira Gomes Júnior,  respondendo a uma ação civil pública proposta por Frederico Liserre Barruffini, promotor da Infância e da Juventude da cidade. Nossa repórter testemunhou, depois, no julgamento do processo que deu direito a reparação à Janaína pela violência inenarrável sofrida nas mãos do Estado.  

  1. Ministro do STJ teve filho com doméstica e nunca o reconheceu. Seu nome é Tiago Silva  (junho de 2020)  

Aposentado em 2022, o ex-presidente do STJ, Jorge Mussi, encerrou sua trajetória na cúpula do judiciário sem ter jamais respondido pelo filho que teve com a doméstica de sua casa quando ainda era jovem – e que jamais reconheceu. Contamos a história de Tiago Silva, jovem, negro e periférico, que se reinventou à luz dessa violação brutal do seu direito à própria identidade. A história também pode ser assistida em formato de videoclipe, ou ‘Lyric Video’, no Canal Reload.      

  1. Cidade envenenada (agosto de 2021) 

Nosso repórter Pedro Grigori desencavou uma história esquecida da memória brasileira, o caso da Cidade dos Meninos, um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil. Um antigo orfanato em Duque de Caxias (RJ) que na década de 40 passou a abrigar uma fábrica de inseticidas altamente tóxicos, hoje proibidos, e que ao fechar as portas abandonou no local 400 toneladas de um pozinho branco, de aparência inofensiva, o pesticida organoclorado mais conhecido como “pó de broca”. A mistura altamente tóxica foi usada por gerações da comunidade, causando uma contaminação generalizada. Em 1999, todos os animais da Cidade dos Meninos foram sacrificados para diminuir a contaminação.      

  1. Caso K  (abril de 2021) 

Reportagem hors concours feita ao longo de seis meses por uma grande equipe liderada pelo nosso diretor e editor Thiago Domenici – Ciro Barros, Clarissa Levy, Mariama Correia, Rute Pina, Andrea Dip. Conta em detalhes como o fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, criou uma rede de exploração sexual infantil usando prédios, carros e “presentinhos” das Casas Bahia. Um dos maiores escândalos empresariais do país, tristemente ainda não recebeu cobertura decente da imprensa tradicional, que ainda recebe anúncios das Casas Bahia. É o Caso Epstein brasileiro. A investigação também pode ser ouvida em formato Podcast .

  1. Vendem-se Marias (novembro de 2024) 

O especial Escravizadores, realizado por uma enorme equipe, entre eles nossos repórteres Bianca Muniz, Amanda Audi, Mariama Correia, Rafael Custódio e Rafael Oliveira, – e vencedor de diversos prêmios, já é um clássico aqui no portfólio da Pública, que terá uma longa duração no tempo. Vale ler toda a série, mas para essa newsletter resolvi selecionar esta pequena reportagem de Bruno Fonseca, tão bem escrita como só nosso mineiríssimo chefe de redação sabe escrever, como sem nenhum esforço. 

Estas 15 reportagens fazem parte da história da Agência Pública. Muitas delas continuam atuais porque os problemas que investigamos ainda pedem atenção. É claro, mas não custa lembrar, que essa seleção não representa nem de longe todo o conteúdo de excelência produzido pela nossa equipe (ou nossas equipes, já que já foram algumas gerações) ao longo de 15 anos. Mas, para isso, convido-o a mergulhar no nosso arquivo.   

Conseguimos contar essas histórias por causa do apoio de quem acredita na importância de um jornalismo livre, profundo e comprometido com o interesse público.

Celebre os 15 anos da Pública com a gente! Torne-se um Aliado ou faça um pix para contato@apublica.org e ajude a financiar as próximas investigações e os próximos 15 anos de jornalismo investigativo e independente.

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