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Datafolha revela Haddad também empatado com Flávio Bolsonaro no 2º turno e anima PT
Levantamento revela equilíbrio em eventual disputa presidencial; nos bastidores do PT, nome do ministro da Fazenda surge como alternativa caso Lula desista de concorrer em 2026.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), aparece tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (7).
O levantamento aponta que Flávio Bolsonaro teria 43% das intenções de voto, enquanto Haddad alcança 41%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário é considerado de empate técnico.
Os dados foram coletados entre os dias 3 e 5 de março e indicam um quadro de disputa equilibrada, no qual qualquer um dos candidatos poderia sair vencedor em uma eventual votação final.
Lula mantém vantagem sobre Flávio Bolsonaro
Na mesma pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com desempenho ligeiramente melhor em comparação com Haddad em um possível segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
De acordo com o levantamento, Lula teria 46% das intenções de voto, contra 43% do senador. O resultado reforça o favoritismo do atual presidente dentro do campo governista para disputar a reeleição.
Um dos fatores apontados para a diferença é o nível de conhecimento do eleitorado. Enquanto praticamente todos os entrevistados afirmam conhecer Lula, cerca de 86% dizem saber quem é Haddad.
Cenário do primeiro turno mostra liderança de Flávio
No cenário estimado para o primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece na liderança com 33% das intenções de voto.
Fernando Haddad surge em segundo lugar com 21%, seguido pelo governador Ratinho Jr. (PSD), com 11%, e pelo governador Romeu Zema (Novo), que registra 5%.
Outros nomes citados incluem Renan Santos, com 4%, e Aldo Rebelo, que aparece com 2% das intenções de voto.
Nos bastidores do PT, Haddad é visto como plano B
Apesar de a candidatura de Lula ser considerada consolidada dentro do Partido dos Trabalhadores (PT), lideranças da legenda avaliam reservadamente que Haddad poderia se tornar uma alternativa competitiva caso o presidente decida não disputar a reeleição.
A possibilidade é tratada como improvável, mas não impossível. Internamente, o tema ainda é considerado delicado e raramente discutido de forma pública dentro do partido.
Segundo dirigentes, o assunto costuma ser tratado com cautela e em conversas reservadas, já que tanto Haddad quanto Lula evitam discutir cenários que envolvam uma substituição na candidatura presidencial.
Rejeição menor de Haddad chama atenção
Outro dado observado por lideranças políticas é a taxa de rejeição dos possíveis candidatos. De acordo com a pesquisa, Lula tem rejeição de 46%, enquanto Haddad registra 27%.
Para integrantes do PT, esse índice mais baixo pode indicar espaço para crescimento do ministro da Fazenda em uma eventual campanha nacional.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios brasileiros e está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026.