sábado, janeiro 31, 2026

UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês

 

UPB defende São João com responsabilidade fiscal e combate à cartelização de cachês

Por Redação

31/01/2026 às 09:51

Foto: Divulgação

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O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Cardoso, destacou na manhã desta sexta-feira (30), durante reunião com prefeitos, a adesão total dos municípios baianos à proposta de realização dos festejos juninos com responsabilidade fiscal, equilíbrio financeiro e preços justos na contratação de artistas e estruturas.

A declaração foi feita durante discussão que reúne gestores, órgãos de controle e representantes de associações municipalistas de seis estados do Nordeste, que participaram da reunião de forma online e alertaram a preocupação alta dos preços de cachês de bandas contratadas para as festas. A preocupação já ultrapassou as fronteiras da Bahia e une os municípios nordestinos, com foco na regularização dos gastos públicos e preservação das tradições culturais. 

Segundo Wilson Cardoso, há 100% de adesão dos gestores municipais à ideia de manter a tradição dos festejos, especialmente nos municípios onde o São João é um evento cultural consolidado, mas sem comprometer áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura. “A ideia é fazer a festa, mas sem que comprometa as finanças do município e com um preço justo. Isso é o mais importante”, afirmou.

O presidente da UPB ressaltou que os parâmetros em debate levam em consideração a realidade financeira de cada município, respeitando diferenças entre cidades pequenas, médias e grandes. Como exemplo, citou seu próprio município, Andaraí, de pequeno porte. “Não adianta falar em teto se o município não tem receita corrente líquida para suportar. A festa precisa atrair a população, fortalecer o comércio, mas dentro da realidade de cada cidade”, explicou.

Outro ponto enfatizado foi o combate à cartelização na contratação de artistas, prática que, segundo ele, torna inviável a realização das festas no futuro.“ O que a gente quer evitar é o cartel, quando poucos empresários definem preços abusivos e puxam todo o mercado para cima. Isso fica insuportável para os municípios”, afirmou, defendendo transparência e atuação conjunta com os órgãos de controle.

MP-BA reforça foco na regularização, não no fim das festas

A promotora de Justiça Rita Tourinho também se pronunciou, reforçando que a atuação do Ministério Público da Bahia não tem como objetivo extinguir os festejos juninos, mas regularizar e permitir o controle dos gastos públicos. “Queremos uma festa de São João que agrade à população, mas que não comprometa recursos essenciais como saúde, educação e infraestrutura”, afirmou.

Segundo a promotora, a discussão surge diante da majoração excessiva dos valores cobrados de um ano para outro, em alguns casos triplicando ou quadruplicando. “A iniciativa privada pode cobrar o valor que quiser. A questão é: a administração pública pode pagar? O recurso é da população, e esse é o grande questionamento”, explicou.

Rita Tourinho destacou que o debate atual trata da construção de parâmetros viáveis, que podem ser adotados de forma consensual ou controlados pelos órgãos fiscalizadores. A promotora ressaltou que a pauta já ultrapassa a Bahia e está sendo discutida com órgãos de controle de outros estados, por se tratar de um tema de interesse direto da população. “Fazer festa, sim. Mas festa com responsabilidade”, concluiu.

Durante a reunião, tanto a UPB quanto o Ministério Público da Bahia reforçaram que o diálogo segue aberto com prefeitos, órgãos de controle, produtores culturais e a sociedade, com o objetivo de garantir transparência e assegurar a continuidade dos festejos juninos de forma equilibrada e sustentável nos municípios baianos.


Politica Livre


Nota da Redação deste Blog  - São João com responsabilidade: tradição, equilíbrio fiscal e alerta contra possível cartelização.


Por José Montalvão

O São João é uma das maiores expressões culturais da Bahia. Em muitos municípios, é mais do que festa: é identidade, memória, geração de renda e fortalecimento do comércio local. No entanto, tradição não pode ser sinônimo de irresponsabilidade fiscal. Foi nesse sentido que a União dos Municípios da Bahia (UPB), sob a presidência de Wilson Cardoso, reuniu prefeitos — entre eles o prefeito de Jeremoabo, Tista de Deda — para discutir a realização dos festejos juninos com planejamento, equilíbrio financeiro e transparência nas contratações.

A posição defendida é clara: realizar o São João respeitando a realidade orçamentária de cada município. Não existe fórmula única. Cidades pequenas, médias e grandes possuem capacidades financeiras distintas. Falar em “teto” de gastos de maneira genérica ignora a receita corrente líquida de cada prefeitura. O que se propõe é algo simples e ao mesmo tempo essencial: manter a tradição sem sacrificar áreas prioritárias como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

A preocupação ganha ainda mais relevância diante de indícios de possível cartelização no mercado de shows. Prefeitos têm relatado dificuldades crescentes na contratação de artistas devido a valores considerados fora da realidade de muitos municípios. Quando poucos empresários concentram a oferta e passam a impor preços elevados, cria-se uma distorção que pode inviabilizar a festa no futuro. O problema não é contratar grandes atrações, mas fazê-lo dentro de critérios técnicos, legais e proporcionais à capacidade financeira do ente público.

Um levantamento preliminar por amostragem, feito a partir de dados públicos, revela que em anos anteriores alguns gestores extrapolaram os limites da prudência fiscal ao contratar bandas de grande porte por valores milionários, acima do que a situação financeira municipal comportava. Em Jeremoabo, por exemplo, a contratação de artistas de renome nacional, como Wesley Safadão, a preços considerados “a peso de ouro”, tornou-se alvo de questionamentos nos órgãos de controle.

Hoje, ex-gestores enfrentam processos de prestação de contas junto ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) e à Justiça. Isso demonstra que a euforia do momento não elimina a responsabilidade futura. O gestor público que ignora os limites legais pode até promover uma grande festa, mas depois terá que responder tecnicamente por cada centavo investido.

A defesa da UPB não é contra o São João — ao contrário, é pela sua preservação. Mas preservação com responsabilidade. Festa boa é aquela que termina com o povo satisfeito e as contas públicas em ordem. O comércio agradece, a cultura é valorizada, e a população não paga a conta depois com falta de remédio, merenda escolar ou obras paralisadas.

Em tempos de maior fiscalização e transparência, o recado é claro: tradição sim, desequilíbrio não. O São João deve continuar sendo motivo de orgulho para os baianos — e não de dor de cabeça para os cofres públicos e para os gestores que confundem popularidade momentânea com boa administração.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025



Ministro do STJ manda Polícia Federal retomar inquérito sobre compra de respiradores por Rui Costa

 

Ministro do STJ manda Polícia Federal retomar inquérito sobre compra de respiradores por Rui Costa

Og Fernandes deu prazo de 90 dias para realização de diligências e comunicação sobre o andamento do caso

Por Aguirre Talento/Estadão

30/01/2026 às 18:30

Atualizado em 30/01/2026 às 22:08

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

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O ministro da Casa Civil, Rui Costa

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, determinou o envio à Polícia Federal para retomada do inquérito sobre desvios na compra de respiradores pulmonares pelo ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa. O ministro deu um prazo de 90 dias para que a PF realize diligências e comunique o andamento da apuração.

Procurado, o ministro Rui Costa ainda não se manifestou.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia apontado a existência de indícios de crimes envolvendo Rui Costa no caso e solicitado a retomada da apuração. O processo, porém, estava no Supremo Tribunal Federal (STF) por causa do foro de Rui Costa. Na época, por meio de sua assessoria, Costa afirmou que não há fatos que o vinculem a irregularidades no contrato.

O relator, ministro Flávio Dino, então devolveu o caso ao STJ. Mesmo assim, o processo tramitou com lentidão e a ordem para retorno à PF só foi proferida cinco meses depois.

Primeiro, o ministro do STJ Og Fernandes pediu que a PGR opinasse sobre as diligências a serem adotadas. O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, respondeu apenas no dia 14 de janeiro. “Postula a remessa do inquérito, das cautelares e dos demais procedimentos correlatos à Polícia Federal, para que informe sobre o andamento das investigações e demais providências cabíveis, no prazo de 90 dias”, escreveu.

Og Fernandes, então, despachou o caso na última quarta-feira, 28, e acolheu a manifestação da PGR. Ele determinou também que a Procuradoria-Geral da República opine sobre petições que foram apresentadas no processo, para depois os autos serem remetidos à Polícia Federal.

O caso dos respiradores

A investigação apura um prejuízo de R$ 48 milhões na compra de respiradores pulmonares pelo Consórcio Nordeste em 2020, no início da pandemia da covid-19. Na época, Rui Costa era governador da Bahia e presidente do consórcio. Ele assinou um contrato com uma empresa sem capacidade técnica e autorizou o pagamento adiantado, mas os respiradores nunca foram entregues.

O procurador-geral da República afirmou que o inquérito apura a participação de agentes públicos nos crimes investigados, citando a possível atuação de Rui Costa. De acordo com a manifestação da PGR, ele “assinou contrato com previsão de pagamento antecipado integral e sem garantias ao ente público”.

A investigação tramitou no STJ quando Rui Costa era governador, mas foi declinada para a primeira instância da Justiça Federal da Bahia após o fim do seu mandato na gestão estadual. Em maio deste ano, o inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal, depois de mudanças no entendimento sobre foro privilegiado. Flávio Dino, porém, entendeu que a competência no caso se refere ao mandato de governador e, por isso, deve continuar tramitando no STJ.

Politica Livre

Com redutos sob ameaça, Lula pode escalar Rui no lugar de Jerônimo, diz revista

 

Com redutos sob ameaça, Lula pode escalar Rui no lugar de Jerônimo, diz revista

Por Política Livre

31/01/2026 às 11:02

Foto: Divulgação

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Em meio à corrida eleitoral de 2026, o Palácio do Planalto monitora com atenção a situação na Bahia, onde a hegemonia do PT. De acordo com publicação da revista Veja, feita neste sábado (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cogita substituir o governador Jerônimo Rodrigues pelo ministro Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina.  Segundo a publicação, a Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste e reduto histórico do PT, preocupa o governo após levantamentos indicarem a liderança de ACM Neto na disputa pelo Palácio de Ondina.

Uma das opções em discussão entre aliados do presidente é a possível substituição de Jerônimo na disputa pelo governo estadual, com a entrada de Rui, como candidato no lugar do governador. Segundo a matéria, o ministro seria visto como um nome mais competitivo para enfrentar ACM Neto, caso os números continuem desfavoráveis ao atual chefe do Executivo estadual.

A ideia de escalar ministros para disputar eleições estaduais, incluindo a Bahia e o Ceará, surge como plano de contingência para evitar retrocessos em colégios eleitorais importantes para o projeto de um eventual quarto mandato de Lula. Tanto o cenário no Nordeste quanto a estratégia para as indicações de candidaturas devem ser avaliados pela cúpula do partido nos próximos meses.

Apesar das discussões em Brasília, tanto Jerônimo Rodrigues quanto Rui Costa têm se posicionado publicamente contra qualquer mudança no projeto político estadual. O governador tem reafirmado que sua candidatura está consolidada e descartado a possibilidade de abrir mão da disputa pelo Palácio de Ondina, classificando rumores sobre sua substituição como infundados.

Por sua vez, Rui Costa tem negado a possibilidade de ser deslocado para a disputa pelo governo baiano, enfatizando seu foco em outras perspectivas políticas, como a corrida ao Senado Federal, onde pesquisas indicam que ele aparece com boa performance no estado.

Politica Livre

Vorcaro é uma bomba ambulante, que vai fazer sucesso ao depor no Senado


Tenho amigos em todos os poderes”, diz Daniel Vorcaro | Portal O Ralho

Charge do Aroeira (Brasil 247

Vicente Limongi Netto

Está voltando a Escolinha dos professores Davi e Hugo. O público já saudoso das embromações e parlapatices dos alegres engomados. Muitos dos escolados alunos são mais finórios do que Davi e Hugo. Foram  expulsos do seminário de futuros anjos, frequentado pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. 

Voltarão gordos, bronzeados, alimentados e mais falastrões e bazofeiros.  Dispostos a continuar trabalhando pelo povo. Senadores e deputados são abnegados cidadãos. Não deixam faltar nada para os brasileiros.

MALEDICÊNCIAS – Tudo que os parlamentares fazem no Congresso é para melhorar a qualidade de vida da população. Jamais pensam em seus interesses pessoais. São maledicências de contribuintes que pagos impostos.

Assim, senadores e deputados receberão, de braços abertos, outro fenômeno da vigarice, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do latifúndio Master. Daniel vai arrebentar a boca do balão na CPMI do INSS. O plenário da comissão será pequeno.

Assessores vão pernoitar na porta para garantir os melhores lugares para seus chefes.

AMIGO DO PEITO – Ano de eleições, palanques montados. Vorcaro tem dito que é amigo do peito de senadores, deputados, governadores e ministros. Adoram o vinho caro e bons charutos na casa dele.

Vorcaro é uma bomba ambulante, pronto para explodir. Vai jogar pelo ar pedaços de pilantras, adoradores de emendas e cretinos pelo Brasil e pelo mundo. A presença na CPMI será cobiçada por bolsonaristas e petistas. Todos querendo as vísceras do banqueiro vigário.

O banco Master está pendurado em rombos de mais de 40 bilhões de reais. Resta saber se depois das investigações alguém será preso. O script final e mais aguardado é a delação premiada do banqueiro. Intrigas e maldades com a inteligência artificial vão alegrar as eleições. Preparem os corações. Muitas emoções até outubro. 


Aliados de Bolsonaro e ministros defendem prisão domiciliar


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