segunda-feira, fevereiro 02, 2026

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Cordel – 02 de Fevereiro, Dia de Iemanjá

 

Cordel – 02 de Fevereiro, Dia de Iemanjá


Por José Montalvão


No dois de fevereiro
O mar se veste em oração,
É dia da Rainha d’Água,
Da mais doce devoção.
Que Iemanjá receba agora
Sua intenção com proteção.

Nas ondas vai o pedido,
No azul do infinito mar,
Que leve embora as tristezas
Que insistem em ficar.
Toda inveja, dor e mágoa
Que não vier pra somar.

Que a orixá soberana
Com seu manto de luar,
Traga paz na calmaria
Que só ela sabe dar.
Derrame amor e esperança
Em cada novo despertar.

Que venha a prosperidade
Como barco a navegar,
E a saúde tão necessária
Para seu irmão amparar.
Que a força das águas limpas
Faça o bem se multiplicar.

Purifique seu caminho,
Sua casa e sua família,
Que as bênçãos sejam fartas
Como o peixe na partilha.
E que a fé seja seu leme
Nessa travessia tranquila.

Salve a Rainha do Mar!
Salve a mãe que nos conduz!
Que no brilho dessas águas
Resplandeça sempre a luz.
E que seu coração confie
Na força que vem do azul.

A água não será privilégio de quem tem influência — será direito de todos.

 

...

Por  José Montalvão

Em Jeremoabo, todos conhecem o prefeito Tista de Deda. E sabem, acima de qualquer disputa política, que ele não é homem de perseguição — muito menos quando se trata de algo tão essencial quanto água para beber. Água não se nega a ninguém. Água não é instrumento de pressão. Água é vida.

A situação atual do abastecimento, especialmente na zona rural, se agravou após a perda do convênio com os carros-pipa do Exército na gestão anterior, resultado de inoperância e omissão administrativa. Quando um convênio dessa natureza é perdido, quem sofre não é o gestor — é o povo. E reconstruir essa estrutura emergencial não acontece da noite para o dia.

Diante dessa realidade, preocupado com o sofrimento das comunidades, o prefeito Tista de Deda, por meio da Secretaria de Infraestrutura, estabeleceu um calendário rigoroso de abastecimento. O secretário Marcelo, que nasceu e se criou no sertão e conhece de perto o drama da falta d’água, assumiu a responsabilidade de organizar um cronograma democrático e transparente.

A regra é clara: haverá planejamento, ordem e justiça na distribuição. Qualquer morador ou vereador, independentemente de lado político, poderá informar localidades que estejam sem água. Não será preciso ir à prefeitura se humilhar, nem mandar intermediários, amigos ou políticos para “cortar fila”. A água não será privilégio de quem tem influência — será direito de todos.

Nos últimos 15 dias, a prioridade foi a região de Monte Alegre e Santana. Já foram feitas seis relações de atendimento, estando atualmente na segunda etapa desta nova programação.

Entre as regiões atendidas ou contempladas no planejamento estão:

  • Região Monte Alegre, Raso do Araticum, Calácio, Caiçara e Caracol – aproximadamente 300 famílias

  • Região Coronel e Pau de Colher – cerca de 80 famílias

  • Região Espinheiro – 60 famílias

  • Região Pedra de Dentro e Farofinha – 90 famílias

Além do abastecimento emergencial, há quatro obras de sistemas de abastecimento em andamento, que ao final beneficiarão mais de 500 famílias. Isso demonstra que não se trata apenas de apagar incêndios, mas de construir soluções permanentes.

O prefeito Tista de Deda é sabedor de que água não é favor político, é direito fundamental. Quando falta água, falta dignidade, saúde e respeito. Por isso, toda reclamação deve ser ouvida com seriedade — mas também analisada com responsabilidade e honestidade.

Existe diferença entre crítica legítima e discurso inflamado. Generalizar e transformar um problema estrutural histórico em acusação pessoal pode render manchetes, mas não leva água à torneira de ninguém.

Rádio e redes sociais cumprem seu papel ao ecoar o clamor popular. Contudo, quem resolve é o poder público — municipal, estadual e, em algumas localidades, a própria EMBASA. A responsabilidade pelo abastecimento não é exclusiva do prefeito; envolve uma rede de competências e parcerias.

É preciso lembrar que o problema da água na zona rural de Jeremoabo não começou agora. Durante anos foi denunciado por lideranças como o vereador Neguinho de Lié, sem que houvesse solução estrutural. O atual governo herdou uma situação crônica, agravada por estiagens sucessivas e ausência de investimentos consistentes no passado.

Isso significa que não há problema? De forma alguma. O problema existe e é grave. Mas sistemas de abastecimento rural exigem projetos técnicos, perfuração de poços, sistemas de bombeamento, extensão de rede, energia adequada e recursos financeiros elevados. Não se resolve com discurso nem com decreto.

Prefeitos de diversos municípios baianos têm buscado recursos em Salvador, na Embasa e junto ao Governo do Estado para viabilizar investimentos. A ampliação da rede de abastecimento no semiárido exige cooperação entre as esferas municipal e estadual. Essa é a realidade administrativa.

Também é fundamental o papel das associações comunitárias, que devem formalizar demandas junto à Secretaria de Infraestrutura e acompanhar as providências. Gestão pública eficiente se constrói com organização e participação, não apenas com denúncia.

É preciso separar três pontos fundamentais:

A dor legítima de quem está sem água.
A responsabilidade técnica e administrativa para resolver.
A exploração política de um problema histórico.

Se houver falha no atendimento emergencial, que seja corrigida. Se houver localidade ultrapassando o prazo estabelecido, que seja identificada e atendida com urgência. O próprio planejamento estabelece que o intervalo não pode ultrapassar dez dias.

A população não quer disputa política. Quer água na torneira.

A partir de hoje, o secretário Marcelo está oficialmente à frente desse planejamento com o aval direto do prefeito. O compromisso é claro: organização, transparência e prioridade para quem mais precisa.

Porque no sertão se aprende cedo: água não é bandeira partidária. É sobrevivência.

 José Montalvão -  Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública,  pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025


Infraestrutura, Planejamento e Gestão: a nova dinâmica administrativa em Jeremoabo



Infraestrutura, Planejamento e Gestão: a nova dinâmica administrativa em Jeremoabo


Por José Montalvão

Jeremoabo vive um novo momento administrativo marcado por investimentos concretos em infraestrutura e por uma postura estratégica de gestão. A administração do prefeito Tista de Deda tem anunciado e executado ações de pavimentação asfáltica em diversos bairros e áreas do município, contemplando localidades como Senhor do Bonfim, Loteamento Vicente de Paula Costa, Vila de Brotas e importantes acessos à BR-110. Trata-se de intervenções que impactam diretamente a mobilidade urbana, valorizam imóveis, facilitam o tráfego de veículos e melhoram a qualidade de vida da população.

Infraestrutura não é apenas obra visível; é desenvolvimento. Quando uma rua é pavimentada, reduz-se a poeira no período seco, o lamaçal no inverno, melhora-se o acesso de ambulâncias, transporte escolar e coleta de lixo. São ações que refletem planejamento e compromisso com o cotidiano do cidadão comum.

Esses avanços não acontecem isoladamente. As parcerias firmadas com o Governo do Estado da Bahia, com o senador Otto Alencar e com o deputado federal Otto Filho têm sido fundamentais para viabilizar recursos e acelerar projetos estruturantes. Em tempos de limitações orçamentárias para os municípios, a capacidade de articulação política se transforma em ferramenta administrativa essencial. Ir a Salvador e a Brasília não é ausência do município; é buscar meios para fortalecer Jeremoabo.

Do ponto de vista administrativo, é inegável que a gestão Tista de Deda demonstra eficiência, com um volume expressivo de obras e a ampliação de serviços públicos. Evidentemente, há deficiências em diversos setores e muito ainda precisa ser feito para atender plenamente as demandas da população. Nenhuma gestão resolve problemas históricos em poucos anos. O reconhecimento das limitações, porém, não anula os avanços já conquistados.

Além das obras físicas, a administração tem investido em qualificação e planejamento estratégico. Na última quinta-feira (22/01/2026), foi realizada uma importante capacitação com o Especialista em Inovação do IEL Bahia, voltada para secretários municipais e vereadores. O evento, realizado na Câmara de Vereadores de Jeremoabo, contou com a presença do prefeito Tista de Deda. do Presdidenet da Câmara Neguinho de Lié, funcionários e veredores.

O encontro teve como objetivo fortalecer o planejamento estratégico da gestão, promovendo troca de conhecimentos e alinhamento de ideias para a construção de um Plano de Ação voltado à melhoria dos serviços oferecidos à população. Capacitar gestores é investir na eficiência da máquina pública. Uma administração moderna não se sustenta apenas em obras, mas em planejamento, metas claras e avaliação de resultados.

Com diálogo, inovação e compromisso institucional, Jeremoabo começa a consolidar uma gestão mais técnica, organizada e preparada para os desafios do presente e do futuro. Os deslocamentos do prefeito em busca de recursos, as parcerias políticas, as obras em andamento e o investimento em capacitação demonstram uma linha de atuação coerente com o discurso de desenvolvimento.

Essa é a realidade concreta que se apresenta: avanços visíveis na infraestrutura, busca por eficiência administrativa e planejamento estratégico em construção. E, como se sabe, contra fatos não há argumentos. 


PT quer convocar Roberto Campos Neto para a CPMI do INSS

 

PT quer convocar Roberto Campos Neto para a CPMI do INSS

Por Augusto Tenório / Folhapress

01/02/2026 às 19:03

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

Imagem de PT quer convocar Roberto Campos Neto para a CPMI do INSS

O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto será alvo de um requerimento de convocação na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O pedido será feito pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) no retorno do recesso, nesta semana.
O parlamentar argumenta que em outubro de 2021, durante a gestão de Campos Neto, o BC foi avisado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) sobre o número de reclamações sobre práticas abusivas na oferta e descontos de empréstimos consignados a aposentados do INSS.

Correia cobra explicações sobre o "acesso aos bancos de dados cobertos por sigilo bancário dos beneficiários do INSS, bem como quanto às medidas de fiscalização e controle relativas às irregularidades denunciadas de práticas delitivas de instituições financeiras contra os aposentados e pensionistas".

O pedido aumenta a pressão sobre a gestão de Campos Neto, num momento em que o TCU (Tribunal de Contas da União) faz uma inspeção nos documentos que serviram de base para a decisão do Banco Central de decretar a liquidação do banco Master.

O pente fino alcançará a gestão de Campos Neto, para averiguar como ocorreu a fiscalização do Master antes de 2024. A ideia do TCU é reconstruir e documentar a evolução do modelo de captação do banco e a existência de alertas e ações de supervisão do BC diante desse quadro.

Correia destaca que o escândalo do Master tem relação com a gestão de recursos de fundos de pensão. De acordo com o Ministério da Previdência, regimes de previdência próprios de estados e municípios aportaram quase R$ 2 bilhões no banco.

"Cumpre esclarecer que as ações adotadas por Roberto Campos Neto, enquanto Presidente do Banco Central do Brasil, especialmente no que se refere aos alertas emitidos sobre a realização, pelo Banco Master, de investimentos considerados insustentáveis, podem ter contribuído para a eclosão e a manutenção da denominada Farra do INSS", argumentou o deputado.

Dessa forma, o petista diz que "tal circunstância reforça a necessidade de aprofundamento das investigações por esta Comissão, a fim de verificar eventuais omissões, falhas de supervisão ou insuficiência de medidas corretivas por parte da autoridade monetária".

DESAFETO

Roberto Campos Neto assumiu o comando do Banco Central em 2019, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele seguiu no comando da autoridade monetária até 2024, atravessando a primeira metade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Campos Neto e Lula travaram uma cruzada sobre a taxa básica de juros. Petistas culpam o ex-presidente do BC pela elevação da Selic, que chegou a 12,25%. Aliados de Campos Neto, porém, destacam que, durante a atual gestão de Gabriel Galípolo, indicado pelo petista, a taxa chegou a 15%.

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