domingo, junho 29, 2025

Judicialização da política: e o risco de subverter a separação de poderes no caso do IOF

Publicado em 29 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

 


Captura de Zambelli pode levar meses, diz o embaixador do Brasil na Itália

CARLA-ZAMBELI | Blog do Seridó

Embaixador brasileiro explica com franqueza a situação

Deu em O Globo

A prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que se encontra foragida na Itália, ainda pode demorar alguns meses, segundo o embaixador do Brasil no país europeu, Renato Mosca. A parlamentar bolsonarista foi condenada a 10 anos de prisão por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo disse o embaixador em entrevista ao portal Uol, não há nenhuma informação concreta sobre o paradeiro de Zambelli. As autoridades locais, no entanto, receberam informações de que a deputada teria alugado um apartamento em Roma e depois ido para a região de Nápoles.

OUTROS CASOS – “A situação de Zambelli não é diferente de qualquer outro cidadão que cometeu crime, que está em dívida com a Justiça Brasileira”, disse Mosca ao Uol. Ainda de acordo com o embaixador, ainda podem se passar meses até a captura da deputada, e o processo de extradição também deve ser longo.

“Isso pode se arrastar por meses, e é normal que seja assim, porque tudo obedece a um rito da legislação e um amplo direito de defesa”, disse Mosca.

Zambelli chegou a afirmar que por ter cidadania italiana seria “intocável” uma vez no país. A legislação do país europeu, porém, admite a possibilidade de extradição de nacionais.

É POSSÍVEL – O artigo 26 da constituição italiana diz ser possível a extradição de nacionais, quando prevista expressamente em convenções internacionais. Assinado em 1989, o Tratado de Extradição entre Brasil e a Itália permite essa possibilidade, ainda que a trate como facultativa, cabendo ao país europeu optar ou não pela extradição.

— O fato da pessoa ser nacional possibilita a recusa, mas eles não têm o mesmo obstáculo constitucional que nós — explica o procurador e professor de Processo Penal da USP Andrey Borges de Mendonça, referindo-se à norma brasileira que proíbe a extradição de nacionais condenados no exterior.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Podem comprar pipocas. Essa novela vai demorar mais do que “O Direito de Nascer”. (C.N.)


Moraes exige perícia médica de Daniel Silveira antes de cirurgia de urgência


Câmara realiza sessão, na sexta (19), para decidir sobre prisão do deputado  Daniel Silveira — Política Distrital agora é PDNews, notícias sobre  Política e Saúde do DF

Daniel Silveira mantém bom comportamento na prisão

Fellipe Gualberto
Estadão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira, 27, que o ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), que se encontra preso na Penitenciária de Magé (RJ), passe por uma perícia médica antes de fazer uma cirurgia no joelho.

A defesa do ex-deputado bolsonarista alegou que ele precisa de “cirurgia em caráter de urgência”. Em exames de raio-X e ressonância magnética, médicos teriam encontrado “um desgaste no aparelho extensor e lesões contrais as quais são irreversíveis”, justificando a necessidade da intervenção médica.

PRAZO DE 5 DIAS – Em resposta, Moraes terminou que Silveira fosse submetido a uma perícia no prazo máximo de cinco dias, “para avaliação da necessidade e da urgência na realização da cirurgia prescrita”.

Daniel Silveira foi condenado pelo Supremo a oito anos e nove meses de prisão por defender pautas antidemocráticas, como a destituição de ministros do STF e a ditadura militar. Em 2021, ele foi enviado para a cadeia depois de publicar um vídeo em que ameaçava e disparava injúrias contra a Suprema Corte.

Daniel Silveira foi preso novamente em 2023, depois de ter, na véspera de Natal, descumprido as condições para a liberdade condicional e ter saído de casa durante o horário noturno.

MEDIDAS CAUTELARES – Na ocasião, Moraes afirmou que ele desobedeceu as medidas cautelares 227 vezes. Em um dos episódios, o detento violou a medida cautelar indo a um passeio no shopping.

Alexandre de Moraes tem sido taxativo em impedir saídas ao ex-deputado. Em março deste ano, o magistrado negou o direito de “saidinha” de Páscoa a Silveira sob a justificativa de que ele violou acordos anteriores e tem “total desrespeito ao Poder Judiciário”.

O ex-policial militar, em mais uma investida, alegou que precisava trabalhar para garantir o sustento de sua família, em abril deste ano. Por isso, requisitou o regime semiaberto, com monitoramento feito por tornozeleira eletrônica. O pedido também foi negado por Moraes.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na verdade, Silveira está sendo duplamente punido. Primeiro, por ter descumprido  a lei. E segundo, por estar sendo julgado eternamente por Alexandre de Moraes, apesar de ter comportamento exemplar na penitenciária. (C.N.)


Após ocorrências, PM reforçará segurança no Parque dos Cajueiros

  Trabalho será coordenado pelo Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur)

(Foto: Victor Ribeiro/ASN)

A Polícia Militar de Sergipe (PMSE) vai reforçar o policiamento no Parque dos Cajueiros, em Aracaju. A medida ocorre após o registro de ocorrências, sobretudo na parte interna do parque. A medida ocorre após o registro de ocorrências, sobretudo na parte interna do parque, onde pessoas em situação de rua têm ocupado o espaço como moradia improvisada.

Por determinação do comandante-geral da PM, coronel Alexsandro Ribeiro, será instalada uma base móvel com guarnição fixa dentro da área interna do parque. O objetivo é ampliar a presença policial em locais onde o policiamento tradicional, feito nas entradas pelo Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), não alcança com regularidade.

Além da base móvel, haverá o reforço de outras unidades operacionais da Polícia Militar, com destaque para o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) que atuará na fiscalização de veículos estacionados de forma irregular dentro do parque, e para o Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) que intensificará o patrulhamento ostensivo em pontos estratégicos.

A ação contará ainda com o apoio de outras companhias da PM e será coordenada com a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEEL), que participará das decisões administrativas voltadas à reordenação do uso do parque e à contenção do acesso irregular por parte de pessoas que têm causado insegurança.

Além do trabalho ostensivo da PM, a Polícia Civil, por orientação do secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, também atuará na região. A delegacia da área e o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) ficarão responsáveis por apurar denúncias e investigar possíveis crimes cometidos no local, garantindo a responsabilização dos envolvidos.

Fonte: SSP/SE

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Asfalto que Transforma: Como a Pavimentação no Romão e Espadua Mudou a Vida dos Moradores

A realidade dos bairros Romão e Espadua, antes marcada pela lama no inverno e pela poeira no verão, está mudando drasticamente com a chegada da pavimentação asfáltica. A iniciativa da prefeitura, liderada por Tista de Deda, vai muito além de uma simples obra de infraestrutura; é um investimento direto na qualidade de vida, na saúde, na economia e na autoestima da população.

Adeus, lama e poeira: O impacto na saúde e no bem-estar

Para os moradores, a transformação é visível e, acima de tudo, sentida na pele. A poeira, que antes invadia as casas e causava problemas respiratórios, como bronquite e alergias, foi eliminada. A lama, que tornava o acesso a serviços básicos e o simples ato de ir e vir uma verdadeira odisseia durante o período chuvoso, deu lugar a ruas limpas e seguras. A pavimentação contribui diretamente para a melhoria da qualidade do ar e para a redução de doenças respiratórias e de pele, gerando um ambiente mais saudável e higiênico para todos.

A pavimentação também facilita o deslocamento de veículos de emergência, como ambulâncias e viaturas, que antes enfrentavam dificuldades para circular nas ruas intransitáveis. Essa agilidade pode ser crucial em situações de emergência, garantindo um atendimento mais rápido e eficiente.

Economia e valorização: Impulsionando o desenvolvimento local

A pavimentação asfáltica é um motor para a economia local. Com ruas em bom estado, o comércio ganha um novo fôlego. O acesso a estabelecimentos comerciais fica mais fácil, atraindo mais clientes e incentivando a abertura de novos negócios. Além disso, a redução do desgaste de veículos, pneus e suspensões gera economia para motoristas e transportadores, que não precisam mais gastar com manutenções frequentes causadas pelos buracos e irregularidades das vias de barro.

Outro benefício econômico importante é a valorização imobiliária. Uma rua pavimentada é um fator determinante para o aumento do valor de mercado dos imóveis. Casas e terrenos em áreas com infraestrutura completa se tornam mais atrativos para compradores e investidores, o que fortalece a economia local e gera mais prosperidade para os moradores.

Autoestima e segurança: O resgate da dignidade

Mais do que benefícios materiais, a pavimentação traz um impacto social e psicológico inestimável. A autoestima dos moradores é elevada, pois eles veem seu bairro ser tratado com a dignidade que merece. A sensação de abandono é substituída pelo sentimento de pertencimento e cuidado.

A segurança também é aprimorada. As superfícies uniformes e lisas do asfalto reduzem o risco de acidentes, tanto para motoristas quanto para pedestres. A iluminação pública e a sinalização viária se tornam mais eficientes, tornando as ruas mais seguras para circular a qualquer hora do dia.

A pavimentação é, portanto, um investimento multifacetado que vai muito além do concreto e do asfalto. Ela é a base para um futuro mais próspero, saudável e digno para os bairros Romão, Espadua e outros que antes viviam à margem da infraestrutura urbana. A gestão de Tista de Deda mostra que investir em pavimentação é investir no principal patrimônio de uma cidade: a sua gente.

O Câncer das Emendas Parlamentares e a Disparidade que Assola o Brasil


As emendas parlamentares, que deveriam ser um instrumento para aprimorar a distribuição de recursos e atender a demandas regionais, se transformaram em uma verdadeira epidemia de descontrole e opacidade, causando um mal profundo ao Brasil. Para entender a dimensão desse problema, não é preciso ir longe. A análise da distribuição desses recursos na região de Jeremoabo e Coronel João Sá é um exemplo gritante da distorção que impera.

Conforme o exemplo citado pelo professor Marcelo, Coronel João Sá, um município de menor porte, recebeu impressionantes R$ 12,5 milhões em emendas parlamentares entre 2021 e 2024. Em contrapartida, Jeremoabo, um município significativamente maior, não chegou a receber R$ 5 milhões no mesmo período. A disparidade é estarrecedora.

Ao analisar todas as cidades da região, fica evidente que o montante destinado a Coronel João Sá é uma anomalia, superando o de municípios de maior expressão e população. O mais grave é que grande parte dessas emendas é liberada sem qualquer tipo de controle eficaz, o que abre as portas para o clientelismo, o favoritismo e a má aplicação do dinheiro público.

Essa distribuição desigual e arbitrária de recursos levanta questionamentos fundamentais: Que país é esse? Onde iremos chegar? A ausência de critérios técnicos e de transparência na alocação de verbas públicas permite que o poder de apadrinhamento político se sobreponha às necessidades reais da população. Isso alimenta um ciclo vicioso de desigualdade, onde o acesso a verbas não depende do tamanho da população ou da gravidade dos problemas, mas da influência política de seus representantes.

A notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) está investigando esses supostos desmandos é, por isso, um alento. É um sinal de que, talvez, a justiça possa intervir para impor um mínimo de racionalidade e controle a um sistema que se tornou um câncer para a democracia. O Brasil precisa de transparência e de uma distribuição de recursos que seja justa e equitativa, baseada em critérios técnicos e nas necessidades da sociedade, não em acordos de bastidores.

Reforma administrativa deverá permitir contratação de servidor em níveis mais altos da carreira, diz relator

 Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/Arquivo

Pedro Paulo (PSD-RJ), relator do Grupo de Trabalho da reforma administrativa da Câmara dos Deputados28 de junho de 2025 | 17:38

Reforma administrativa deverá permitir contratação de servidor em níveis mais altos da carreira, diz relator

economia

O relator do GT (Grupo de Trabalho) da reforma administrativa da Câmara, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), diz à Folha que vai propor uma regra para permitir o ingresso no serviço público já em níveis mais altos das carreiras.

“Dependendo da qualificação, em vez de entrar no nível 1, entrar no nível 10. Flexibilizar a entrada. Isso permite reduzir o salário de entrada”, afirma. Para ele, há uma janela política para aprovação da reforma antes das próximas eleições. O relatório final do GT será apresentado no dia 14 de julho por determinação do presidente da Câmara, Hugo Motta.

Segundo Pedro Paulo, a ideia é apresentar com o relatório os textos legais de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), um projeto de lei complementar e outro de lei ordinária. Ele antecipa que não vai mexer na estabilidade nem reduzir direitos. “Mas não vou tratar como vítima, porque o servidor precisa entregar resultados.”

Qual orientação o presidente Hugo Motta passou para a reforma e as medidas fiscais?
Acredito que essa é a reforma do momento. Assim como tivemos a reforma trabalhista, previdenciária e a tributária, essa é a mais significativa que temos nesse horizonte. Para ter tração política, é muito importante que tenha um grande patrocinador. O presidente é o padrinho da reforma e o articulador. O Hugo está muito decidido e ele trata isso com disciplina. O governo está dentro da reforma.

Qual governo?
Todos os segmentos dele. É de interesse do governo. Seria uma infantilidade política acreditar que uma reforma, com o tamanho pretendido e a profundidade que se ambiciona, se faz só com Legislativo. Iria dar com os burros n’água. Precisamos do Executivo e do Judiciário caminhando junto. Ela precisa ser ampla, profunda, para não ser simplesmente um arranhão. Precisa também os três entes sentarem-se à mesa. É a reforma 3×3.

O que faz o sr. acreditar que, faltando um ano e meio para as próximas eleições, o Congresso irá aprovar?
Está dada uma janela de oportunidade política. Se acreditarmos que há ganhos políticos, a reforma pode ser um jogo de ganha-ganha para todos. Tenho muita convicção de que conseguiremos construir esse consenso político. Isso pode criar a atração necessária para que, mesmo que próximos do processo eleitoral, nós possamos fazer com que a reforma seja um bônus político.

Que janela política é essa?
Ter um presidente da Câmara que estabelece isso como prioridade e encontra no governo espaço para essa discussão. Tem um ambiente para isso. Dado o grau de maturidade de convergência política, é possível que tenha um rito mais simplificado levando para o plenário.

A equipe do ex-ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou a PEC 32 da reforma prevendo uma economia de R$ 300 bilhões em dez anos…
Outro dia li um artigo defendendo a reforma, mas sob o aspecto de que produziria uma redução de bilhões de despesas, confundindo o conceito de reforma com o pacote de ajuste fiscal. São coisas diferentes. Esses pontos interditam o debate e estavam na concepção da formulação da PEC 32. Deu no que deu. Procurei imediatamente desobstruir esse debate, dizendo o seguinte: ‘Olha, servidor não é vilão, não vou mexer na estabilidade nem vou reduzir direitos de servidor’. Mas não vou tratar como vítima, porque o servidor precisa entregar resultados.

Vamos enfrentar alguns núcleos mais atrasados e que não conseguem compreender que o Estado tem que ser mais flexível, mais ágil. Essa flexibilidade é fundamental para o Estado entregar mais. Estamos avançando na discussão de como ampliar a possibilidade de vínculos de contratações de serviço público que não sejam só no formato estatutário. Criando um comando para disciplinar contratos de temporários mais longos.

Na cidade do Rio, a gente viu a força de segurança municipal permitir a contratação de agentes por um período de seis anos. Organizar essas contratações em lei, exigências, por exemplo, para ter processo seletivo simplificado, exigir treinamento durante esse período, qualificação, ter cláusulas antinepotismo e apadrinhamento dessas contratações temporárias. Temporário não significa dizer precário.

O que pode entrar no relatório em relação às carreiras?
Vamos aumentar os níveis de progressão de carreiras. Por exemplo, hoje a gente tem em média 15 a 16 níveis de progressão. Vamos aumentar para 20 ou mais. Não só para o governo federal, mas para estados e municípios. A gente quer trazer a possibilidade de que servidor que faz concurso público não necessariamente tem que entrar no nível 1.

Ele pode, dependendo da qualificação, em vez de entrar no nível 1, entrar no nível 10. Flexibilizar a entrada. Isso permite reduzir o salário de entrada. Você tem, por exemplo, um sujeito que é do Tesouro e quer virar auditor da Receita. Ao invés de fazer um concurso para o nível 1, faz para o nível 10.

A proposta vai tocar na avaliação de desempenho?
As avaliações de desempenho hoje são, na verdade, fake. São basicamente um grande conluio entre chefe e subordinado hoje, que amanhã o subordinado vira chefe. As avaliações de desempenho individuais não medem nada. Eu conheço bem isso, como é a pontuação. As carreiras que têm um poder de negociação maior criaram simplesmente essas avaliações só para aumentar salário. Quando você traz esse modelo dos indicadores, começa a permitir que essas avaliações não sejam só individuais, que elas sejam feitas também por órgão, secretarias, por ministérios. Faz com que essas avaliações dependam, por exemplo, do resultado de uma equipe de um órgão.

Como o sr. pretende tratar a estabilidade do servidor público?
Não é ponto central de uma reforma. Implementei uma reforma na Prefeitura do Rio e não toquei uma vírgula na estabilidade do servidor. Eu li outro dia que teriam segmentos do Planalto, que queriam apresentar ao GT uma proposta para, de alguma forma, regulamentar o artigo 41 [que trata da estabilidade]. Criar algum tipo de regulamentação para que baixo desempenho recorrente pudesse ter algum afastamento. Se o governo quiser apresentar uma proposta, estou à disposição para receber e avaliar.

A reforma vai tratar do excesso de penduricalhos que levam aos supersalários?
Acredito que a reforma precisa entrar na questão dos supersalários, dos penduricalhos. Menos do ponto de vista fiscal e mais do ponto de vista ético. Esse é um ponto que envergonha. O projeto em discussão no Congresso aumentou em vez de racionalizar o gasto. Ele já implodiu. A gente tem uma janela para tratar aqui.

É possível incluir na reforma medidas fiscais?
Uma coisa é reforma administrativa e outra é ajuste fiscal. São coisas separadas. Podem estar juntas? Se o presidente Hugo Motta falar assim: ‘O governo não conseguiu avançar nessa questão da redução do gasto primário, vamos colocar algumas propostas de redução da despesa’. A reforma administrativa estamos tocando no grupo de trabalho. As medidas estruturantes nós estamos cobrando do governo. Sinceramente, acredito que a gente poderia tocar a reforma, e o governo apresentar as medidas que vão tratar do gasto primário.

O cenário mudou desde que o sr. acenou com essa possibilidade?
Não mudou. Eu apresento, se for o caso, eu coloco. Mas acredito que, se não partir essa iniciativa do Executivo na questão [medidas para reduzir] do gasto primário, fica difícil o Congresso apresentar sozinho. Se o governo acelerar essas discussões para valer da redução da despesa, numa mesa de forma franca, incluindo todos os Poderes, se quiser nós botamos juntos aqui um capítulo.

O que é preciso fazer?
O arcabouço só tem uma chance de dar certo. É tomar três medidas. A primeira é desvincular o salário mínimo do benefício previdenciário. Isso não significa o benefício previdenciário não ter reajuste nenhum. Bota no arcabouço. Mas ele cresce com a lógica do arcabouço. A segunda é desvincular os pisos de saúde, educação; e a terceira é reduzir gasto tributário para valer, sem exceção.

Raio-X l Pedro Paulo, 52
É deputado federal. Já foi secretário de Fazenda e Planejamento da Prefeitura do Rio. Economista, tem MBA pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cursou mestrado em economia regional na Universidade Fluminense e em política aplicada à Universidad Complutense de Madri.

Adriana Fernandes, FolhapressPolitica livre

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