sábado, julho 01, 2023

Banco Central indica que Taxa Selic enfim vai cair, se o governo não atrapalhar, claro


Apesar da mídia, povo apoia Lula contra juros – Bem Blogado

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Carlos Alberto Sardenberg
O Globo

Quer saber? O Banco Central tem razão. A queda da taxa básica de juros está logo ali. Mas ainda faltam algumas coisas. Foi o que disse o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) ao cabo da reunião de quarta-feira passada, quando manteve a taxa em 13,75% ao ano. Comparando o último comunicado aos anteriores, há pelo menos quatro indicações de que o início da queda de juros está quase lá:

1) O Copom vinha repetindo que poderia ter de elevar o juro básico se as projeções indicassem desvio mais forte em relação às metas de inflação. Não diz mais, sinal de que não espera uma deterioração do quadro;

2) Entre os diversos cenários com que trabalhava, o Copom incluía uma versão considerando os juros de 13,75% mantidos por um longo período à frente. Também foi suprimida. Não está mais no horizonte do BC nem a alta dos juros básicos, nem sua manutenção nos atuais 13,75%;

3) O cenário de referência passou a ser aquele delineado no Boletim Focus. Esse boletim faz parte do ritual do regime de metas de inflação e funciona assim: departamentos técnicos de bancos, economistas-chefes de corretoras e fundos de investimentos, pessoal das consultorias e instituições de ensino e pesquisa rodam seus cenários macroeconômicos e enviam para o BC toda sexta-feira.

BOLETIM FOCUS – O BC tabula isso tudo e publica o resumo na sua página, às segundas-feiras pela manhã. Trata-se, portanto, da visão do pessoal de fora do governo. Visão que o BC considerou em seu cenário de referência.

A última versão do boletim projeta o quê? Que a taxa básica de juros chegará ao final deste ano em 12,25% ao ano. A taxa hoje é 13,75%, e o Copom tem mais quatro reuniões até o final deste ano. De 0,25 em 0,25 de queda, chega-se a dezembro justamente naqueles 12,25%. Claro, não quer dizer que acontecerá exatamente assim. Mas quer dizer, sim, que esperar o início da queda dos juros a partir de agosto faz sentido;

O Copom manifestou-se satisfeito com a redução da inflação verificada até agora, consequência da manutenção dos juros em patamar elevado desde agosto. Acrescentou que atuará daqui em diante com parcimônia — palavra utilizada outras vezes para sinalizar que o movimento na taxa básica seria de 0,25 ponto percentual por vez.

FATOS E RISCOS – Ao mesmo tempo, o Copom também indicou o que falta para a materialização daquele cenário. Não disse bem assim — na linguagem própria, falou de fatos e riscos.

Fatos: a redução da inflação é mais lenta do que se esperava. Os núcleos do IPCA permanecem mais elevados do que seria desejável. A inflação cheia, em 12 meses, tem caído nos últimos meses, mas volta a subir no segundo semestre.

E há pelo menos dois riscos a notar. O primeiro está no arcabouço fiscal, a proposta do governo para controlar as contas e evitar o crescimento exagerado da dívida pública. A coisa avançou, mas ainda está em votação no Congresso. Aliás, o Senado piorou a versão que saiu da Câmara, abrindo espaço para mais gastos. E o governo, o Executivo, já colocou em marcha diversos programas que, justos ou não, levam a forte aumento de despesas.

METAS DA INFLAÇÃO – O outro risco — e deste o BC não fala, mas a gente pode intuir — está no Conselho Monetário Nacional, o CMN. É integrado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do BC. Tem reunião marcada para o próximo dia 29, com tema crucial: confirmar (ou não) as metas de inflação para 2024 e 25 (no momento fixadas em 3%) e definir o objetivo para 2026.

Onde está o risco? A começar pelo presidente Lula, muita gente dentro do governo acha que meta de 3% é muito apertada para um país emergente. Não faltam comentários de que “um pouco” de inflação não faz mal. Quanto seria? Não se sabe. Mas se sabe que uma decisão do CMN elevando as metas provocará alta imediata nas expectativas de inflação, a ser consumadas nos próximos meses. Esse é o maior risco de piora do cenário.

O palavrório raivoso contra o BC atrapalha, mas é isso, palavrório mal informado.


Bolsonaro pede forças em vídeo | Morre Gil Rocha | Imprensa internacional repercute inelegibilidade

 

EM DESTAQUE
Bolsonaro posta vídeo em que pede forças para resistir
07:20 - 01 DE JULHO DE 2023
Bolsonaro posta vídeo em que pede forças para resistir
Morre o jornalista esportivo Gil Rocha, aos 64 anos
09:09 - 01 DE JULHO DE 2023
Morre o jornalista esportivo Gil Rocha, aos 64 anos
Imprensa internacional repercute inelegibilidade de Bolsonaro e acusações de fake news
07:00 - 01 DE JULHO DE 2023
Imprensa internacional repercute inelegibilidade de Bolsonaro e acusações de fake news
PT vê bolsonarismo forte e buscará neutralizar discurso de vítima de Bolsonaro
11:30 - 01 DE JULHO DE 2023
PT vê bolsonarismo forte e buscará neutralizar discurso de vítima de Bolsonaro
Veja como votou cada ministro do TSE em ação que tornou Bolsonaro inelegível
10:15 - 01 DE JULHO DE 2023
Veja como votou cada ministro do TSE em ação que tornou Bolsonaro inelegível
Irmã de Bruna Biancardi critica Neymar: "se recusa a amadurecer"
08:25 - 01 DE JULHO DE 2023
Irmã de Bruna Biancardi critica Neymar: "se recusa a amadurecer"
Piloto de apenas 18 anos morre após acidente na Bélgica
09:30 - 01 DE JULHO DE 2023
Piloto de apenas 18 anos morre após acidente na Bélgica
Advogado de filhas de Gugu pede a suposto novo filho que acelere exame de DNA
09:45 - 01 DE JULHO DE 2023
Advogado de filhas de Gugu pede a suposto novo filho que acelere exame de DNA
O sintoma de câncer do pulmão que se manifesta nas mãos
05:40 - 01 DE JULHO DE 2023
O sintoma de câncer do pulmão que se manifesta nas mãos

Militares omissos nos ataques de 08/01 devem perder as patentes, defende o IAB

Publicado em 1 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Leila Bittencourt 

Não se trata de crime militar, assinala a relatora do IAB

Leila Bittencourt
Site do IAB

“Não há crime militar. Há crimes de militares e de integrantes das forças de segurança que devem ser julgados em face de tentativa violenta de abolição do Estado Democrático”, afirma o parecer aprovado no plenário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) nesta quarta-feira (28/6).

O documento defende que a invasão golpista às sedes dos Três Poderes da República, ocorrida no dia 8 de janeiro, teve sucesso graças à omissão de militares e agentes de segurança envolvidos na proteção do local.

PERDER A PATENTE – “Os militares da ativa, após condenados pela Justiça comum, deverão perder a patente mediante julgamento pela Justiça Militar específica”, afirma o texto apreciado pela Comissão de Direito Constitucional.

A relatora do parecer, Leila Bittencourt, afirmou que os objetivos da ação no 8 de janeiro eram “retirar do poder o presidente da República e ascender ao poder esse grupo golpista, para prosseguir com a política discriminatória, predatória do meio ambiente, de direitos humanos, contra as minorias, contra as diversidades e contra as conquistas democráticas”.

Os crimes comissivos por omissão dos militares, segundo a advogada, podem ter se dado pela conhecida simpatia que muitos membros das Forças Armadas têm em relação ao chefe de Estado que saiu. Ela ressaltou, no entanto, que a conduta deve ser analisada de forma individual mediante investigação da Polícia Federal.

OUTROS ENVOLVIMENTOS – A possível participação ou a omissão de militares do Exército responsáveis pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e pelo Batalhão da Guarda Presidencial foram apontadas por policiais militares ouvidos pela Polícia Federal. Segundo o parecer, a iminência dos acontecimentos do dia 8 já era anunciada pela Agência Brasileira de Informação (Abin). 

“O GSI não agiu na prevenção dos atos predatórios”, diz o texto. Além disso, a relatora Leila Bittencourt também citou os acampamentos montados em frente a bases militares, após o resultado das eleições, e o frustrado atentado ao aeroporto de Brasília em janeiro deste ano como outros processos golpistas.

Nesse sentido, o relatório defendeu a extinção do GSI ou, caso isso não seja possível, a sua reestruturação de forma a aumentar a participação civil no órgão.

OMISSÃO DO GSI – “Não cabe apenas falar sobre os delitos, mas sobre o modo como não se conseguiu evitar que os delitos acontecessem. E por que não se conseguiu? Nós tínhamos um gabinete incrustado, organizado, montado e chefiado por militares”, afirmou Leila Bittencourt. A relatora também sugeriu que a secretaria que cuida da segurança do presidente seja composta por civis, a fim de que o centro de comando do governo seja esvaziado de militares.

O advogado Sérgio Sant’Anna, autor da indicação que originou o parecer, afirmou que a leniência dos militares é fruto de quatro anos de um governo de extrema direita. E reiterou que os órgãos de segurança ligados ao Executivo tenham sua base militar enfraquecida:

“O parecer cumpre as finalidades e proposições em relação ao aperfeiçoamento da máquina pública. Sempre estamos fazendo estudos e os fatos demonstram que muitas vezes questões entram no bojo desse debate. O órgão de segurança tem que ter uma base civil mais fortalecida”

(Artigo enviado por Jorge Béja)

Lira e Alcolumbre dominam 47 funções que controlam R$ 15 bilhões em verbas federais

Publicado em 1 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Lira mede forças com Alcolumbre em ação no Supremo que pode tirar mandato de deputados - Estadão

Lira e Alcolumbre mandam e demandam no governo Lula

Julia Affonso e Vinícius Valfré
Estadão

Os dois nomes mais poderosos do Centrão mantêm uma rede de aliados em postos estratégicos de ministérios, superintendências e até de tribunais regionais eleitorais. Apesar da cobiça do grupo por mais espaço no governo Lula, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já contam com ao menos 47 controladores da máquina pública. Metade delas em funções que influenciam a destinação de aprooximadamente R$ 15 bilhões em verbas federais.

Na transição do governo de Jair Bolsonaro (PL) para a gestão petista, Lira e Alcolumbre mantiveram o controle sobre esses cargos, segundo levantamento feito pelo Estadão. São postos-chave pelos quais escoam verbas do Orçamento federal e também as finanças de seus respectivos partidos nos Estados. E o domínio dos diretórios regionais lhes garante poder sobre o rateio dos fundos partidário e eleitoral e os diferencia de outros parlamentares.

TUDO DOMINADO – Durante o governo Bolsonaro, os dois parlamentares tinham poder para direcionar bilhões dos cofres públicos.

Com o fim do orçamento secreto e a transferência de R$ 9,8 bilhões do mecanismo para o balanço dos ministérios, o Centrão perdeu o controle direto do dinheiro e passou a exigir mais espaço na Esplanada. Com orçamento de R$ 189 bilhões, o Ministério da Saúde é a meta de Lira.

O senador do Amapá saiu na frente do colega do Centrão e conseguiu emplacar dois ministros na transição, o que lhe garantiu mais influência nas verbas do orçamento desde o começo do governo Lula.

ALCOLUMBRE REINA – Com isso, a rede de aliados de Alcolumbre vai da cúpula do poder em Brasília até gestores de órgãos federais e de prefeituras no Estado que serão responsáveis pela contratação de empresas e realização dos serviços.

Alcolumbre apadrinhou, por exemplo, a escolha do ex-governador do Amapá Waldez Góes para o comando do Ministério do Desenvolvimento Regional, pasta com orçamento de R$ 11,2 bilhões.

O senador também conseguiu acomodar outro aliado como número 2 da pasta. Valder Ribeiro de Moura, que havia sido diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) com Bolsonaro, tornou-se secretário-executivo do ministério.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 O mundo gira, o tempo voa, mas Lira e Alcolumbre continuam numa boa. Antes mesmo de o semipresidencialismo ser adotado eles já tomaram conta de tudo. Lula é uma espécie de serviçal deles(C.N.)

Vice-procuradora-geral Lindôra Araújo faz críticas a decisões de Moraes sobre Bolsonaro

Publicado em 1 de julho de 2023 por Tribuna da Internet

Correio do Brasil | Vice-procuradora- Geral da República agita STF ao

Lindôra diz que Moraes está cometendo alguns exageros

iG Último Segundo

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, teve documentos sigilosos expostos pela Revista Veja neste final de semana. Os documentos mostram críticas da procuradora à atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, nos processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados.

Lindôra Araújo teria dito que Moraes decretou prisões sem quaisquer fundamentos, além de ter autorizado procedimentos ilegais.

PRISÃO DE CID – Segundo a vice-procuradora, o magistrado teria autorizado a prisão do tenente-coronel Mauro Cid, que era ajudante de ordens de Bolsonaro, em uma espécie de “pesca probatória” —diligência autorizada sem que haja um fato concreto que justifique, ou seja, numa busca especulativa.

A procuradora entende que não existia nenhum argumento plausível que justificasse a prisão preventiva de Cid, que está detido desde o dia 3 de maio. Ele foi um dos alvos da Polícia Federal na operação que investiga a fraude nos cartões de vacinação do ex-presidente e de aliados.

No documento divulgado, Lindôra escreve: “Os elementos apontados são por demais incipientes a recomendar quaisquer diligências ou medidas em face dos investigados, sob pena de se validar a pesca probatória, à semelhança de outras investigações em curso no âmbito do Supremo Tribunal Federal”.

ATÉ MICHELLE – Lindôra Araújo critica que tenha ocorrido uma ampliação nas investigações e que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, tenha sido envolvida como suposta integrante do esquema.

Ela se refere ao fato de a PF pretender ouvir Michelle sobre os pagamentos em dinheiro vivo a Cid. O ex-ajudante de ordem relatou as transações durante depoimento, mas não há data ainda para que a ex-primeira-dama seja ouvida. Vale ressaltar que Moraes tornou públicos dois documentos que foram anexados prints de troca de mensagens entre Cid e a esposa, Gabriela Santiago Cid.

No entender de Lindôra Araújo, a intenção de ouvir Michelle é para “criar um link com a prática de delitos financeiros, envolvendo o círculo social de parentes do ex-chefe do Poder Executivo”.

MAIS CRÍTICAS – Outro ponto levantado pela vice-procuradora-geral da República é a desqualificação do relatório produzido pela PF acerca dos militares da ativa que supostamente teria incentivado os atos golpistas de 8 de janeiro. Além disso, o relatório levanta que esses agentes teriam incitado “a execução de um golpe de Estado após o pleito eleitoral de 2022, inclusive com financiamento aos atos ilícitos”.

Para Lindôra Araújo, a decisão de colocar a responsabilidade dos atos golpistas a pessoas ligadas à Bolsonaro é uma mostra de precipitação do ministro. “Trata-se de redação de cunho crítico que até poderia ser encontrada em mesas de cursinhos preparatórios para o vestibular”, diz ela, se referindo aos rascunhos interceptados no telefone de Cid.

Já sobre as conversas que foram recuperadas pela PF, Lindôra é categórica: “São posturas especulativas que poderiam ser encontradas nos dispositivos móveis de grande parte da população brasileira, sob o contexto de intensa polarização do debate político à época das eleições de 2022”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Caramba, a vice-procuradora ousou contestar Alexandre de Moraes ou entendi errado a matéria? É preciso ter muita coragem para enfrentar Moraes, que não conhece limites em seus poderes funcionais(C.N.)

 


Em destaque

PF enfrenta obstáculos para avançar em investigação sobre recursos ligados a filme de Bolsonaro

  PF enfrenta obstáculos para avançar em investigação sobre recursos ligados a filme de Bolsonaro Por Redação 18/05/2026 às 08:24 Foto: Repr...

Mais visitadas