terça-feira, dezembro 13, 2022

Debaixo de chuva, na diplomação de Lula, bolsonaristas rezavam para ele não assumir

Publicado em 12 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Grupos rezam 'contra o comunismo no Brasil' ajoelhados na chuva em BH | O  TEMPO

Cada trovão era saudado como “mensagem divina” em BH

Bernardo Estillac
Estado de Minas

No acampamento de bolsonaristas em frente ao Quartel do Exército na Avenida Raja Gabaglia, em Belo Horizonte, as demandas por um Golpe de Estado liderado pelas Forças Armadas deram lugar a um apelo divino contra a diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (12/12).

Enquanto o petista assinava a oficialização da transição do governo na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, os manifestantes fizeram orações coletivas, mesmo sob chuva, na Região Centro-Sul da capital mineira.

“ATENÇÃO DIVINA” – Manifestantes ocupam uma das faixas de cada sentido da Avenida Raja Gabaglia há 43 dias em negação do resultado das urnas. Com faixas e cantos, eles diariamente pedem intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito Lula.

Nesta segunda-feira, liderados por um porta-voz em cima de um trio elétrico, dezenas de apoiadores de presidente Jair Bolsonaro (PL) rezaram suplicando por atenção divina. “Ele pode até ser diplomado, gente, mas não vai assumir. Em nome de Jesus”, disse o líder do grupo ao fim da prece.

Durante a oração debaixo de chuva, cada trovão era comemorado como uma resposta divina aos pedidos. “A voz de Deus é voz de trovão. Nunca vi trovão com sol, gente”, disse o porta-voz no trio-elétrico, inflamado os manifestantes.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Vejam a que ponto chega o fanatismo, minha gente. É desanimador. (C.N.)

Sindicatos exigem até cargo no Planalto para recriar Imposto Sindical Obrigatório


Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Durante a campanha eleitoral, o candidato Lula da Silva fez questão de descartar a recriação do Imposto Sindical Obrigatório, que transformou o Brasil numa república sindicalista sem similar no mundo. Sempre que era questionado a respeito, respondia que não iria recriar o tributo, acrescentando que há estudos de se criar uma “contribuição espontânea” e não obrigatória.

Mas quem pode acreditar num político sujo como ele, que comandou o maior esquema de corrupção do mundo e acabou preso por 580 dias, condenado sempre por unanimidade em três instâncias.

TIPO CABO ANCELMO – Lula foi uma espécie de Cabo Ancelmo que deu certo. Na ditadura de 1964, enquanto José Ancelmo dos Santos atuava para o regime militar entre os marinheiros, Lula fazia o mesmo nos sindicatos paulistas, iniciou carreira política para enfraquecer Leonel Brizola e acabou eleito presidente três vezes, num roteiro verdadeiramente hollywoodiano.

Sobre o Imposto Sindical Obrigatório, na campanha Lula dizia uma coisa à imprensa, mas tinha outra versão nos encontros com os sindicalistas, com os quais se comprometeu a recriar o Imposto Sindical Obrigatório, que financia o maior esquema corporativista do mundo.

No dia 1º de dezembro, Lula se reuniu com os dirigentes de centrais e sindicatos, para tranquilizá-los, porque a cobrança já começou.

EQUIPE DE TRANSIÇÃO – Lula, é claro, convidou sindicalistas para a equipe de transição. E agora o Conselho de Participação Social, onde atuam os sindicalistas, simplesmente propõe que a Secretaria-Geral da Presidência tenha uma diretoria dedicada aos movimentos sociais. O pretexto seria pleitear políticas de moradia e segurança alimentar, mas o objetivo final é recriar o Imposto Sindical Obrigatório.

Lula se equilibra no trapézio volante, sem rede de segurança, porque prometeu uma medida que tem de ser aprovada no Congresso.

Não é tão difícil assim, basta ter maioria simples na Câmara e no Senado, em votações separadas. No entanto, sem a menor dúvida, é imoral ao extremo, porque o Brasil, com 16.491 entidades, tem 91% dos sindicatos do mundo. Os demais 192 países, apenas 9%. No Reino Unido, segundo colocado, só há 168; nos EUA, 130; e na Argentina, somente 96. Ou seja, há algo muito podre nessa excessiva “sindicalização”, que vive às custas do imposto que Lula prometeu e vai recriar.

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P.S.
 – Já ia esquecendo. A solução de Lula é que cada sindicato faça uma assembleia e aprove a cobrança obrigatória a todos os trabalhadores da respectiva categoria profissional. Uma decisão inconstitucional, porque significa meter a mão no bolso de terceiros, descontando o dinheiro direto da folha salarial. Até 2016 arrecadação dos sindicatos brasileiros chegava espantosos R$ 3,5 bilhões. É com essa grana que eram pagos os ônibus, as camisetas, as faixas, as tubaínas, os sanduíches de mortadela e as diárias de cada manifestante petista. Agora, passará de R$ 4 bilhões. (C.N.).

Com Haddad confirmado na Economia, a esperança que resta é a tal “equipe técnica”


Haddad se reúne com Guedes: "Foi uma conversa excelente, muito cordial"

Neófito em economia, Haddad precisa de uma equipe primorosa

Rodrigo Constantino
Gazeta do Povo

Muitos tucanos “liberais” fizeram o L… Acompanharam nomes até então respeitados, como Arminio Fraga e Henrique Meirelles, e fingiram que salvariam nossa democracia votando num ladrão defensor de ditadores que foi solto e ficou elegível graças a malabarismos supremos.

Lula não tinha sequer apresentado seu plano de governo, mas tinha dado dicas de que não aprendera nada e não esquecera nada: continuava um populista irresponsável. Falou em furar o teto, revogar a lei trabalhista, parar privatizações etc. Nada disso assustou a turma do “mercado”.

MENOS PIOR – João Amoedo, Elena Landau e muitos outros acharam que Lula era menos pior do que Bolsonaro. Queriam Paulo Guedes fora do comando da Economia. Talvez alimentassem alguma esperança, sabe-se lá o motivo, de que Lula colocaria um deles para cuidar da chave do cofre.

Eis que Lula escolheu Fernando Haddad, seu poste, aquele que foi o pior prefeito de São Paulo, um péssimo ministro da Educação, e derrotado nas urnas. O PT gosta de premiar o fracasso. Após a escolha de Haddad, os tucanos do “mercado” continuam esperançosos: agora temos de aguardar a equipe, que poderá ser… técnica! (risos)

O Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, entrevistou o ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que ressaltou a importância de bons nomes para a equipe econômica do próximo governo.

DISSE MEIRELLES – “O ponto fundamental é a equipe. Se ele leva uma equipe competente, que tem experiência na área de atuação e uma equipe a qual ele de fato vai ouvir e seguir as recomendações, eu acho que isso vai fazer toda a diferença. Nós tivemos um exemplo disso no primeiro mandato do Lula, quando o ministro da Fazenda era um médico, mas com uma equipe excelente. Tinha o Joaquim Levy, o Marcos Lisboa, o Bernard Appy etc.”

“O Fernando Haddad em si, na gestão da Prefeitura, fez uma gestão com uma situação e abordagem fiscal responsável. Nesse aspecto, é uma boa indicação. Evidentemente que o Ministério da Fazenda é outra coisa, mas vai depender fundamentalmente da equipe que ele venha a escolher. É esse o dado importante que temos que aguardar nos próximos meses”, analisou.

A esperança é a última que morre, não é mesmo?

PERFIL DA EQUIPE – O Estadão, que já havia publicado uma grande reportagem pintando Haddad basicamente como um reformista liberal contra o modelo soviético, publicou nova matéria com “especialistas” avaliando a indicação.

“O petista não é o nome favorito do mercado, que agora espera nomeação de um perfil técnico na equipe”, diz o subtítulo. Não sei se é para rir ou para chorar. Ver essa turma quebrar a cara vai ser divertido, mas lembrar que o custo vai recair sobre todos nós é triste.

De onde esse pessoal tucano alimenta expectativas de uma equipe técnica e uma agenda responsável ninguém sabe. Lula não dá qualquer indício disso, e seu passado o condena. Tudo aponta para o caos, para a volta da inflação, para a queda da bolsa, para a alta do dólar.

NA CENA DO CRIME – Uma quadrilha perdulária chegou ao poder novamente, o ladrão voltou à cena do crime, e não há qualquer chance de o Brasil dar certo com essa gente.

A PEC do fura teto, que era uma catástrofe anunciada até ontem, virou uma necessidade para que o país continue funcionando. A velha imprensa tem amnésia instantânea, dependendo de quem está no poder. Agora, a “despiora” sai de cena, e os militantes farão de tudo para dourar a pílula, esconder as lambanças e poupar o governo como o responsável pela desgraça iminente. É tudo um jogo muito sujo e patético.

Eis os verdadeiros negacionistas: aqueles que, depois de todas as provas oferecidas, insistem em tratar o PT como um partido normal, e sua agenda econômica como responsável. Eles se negam a enxergar a realidade bem diante de seus olhos!

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

segunda-feira, dezembro 12, 2022

Diplomação de Lula: Veja o discurso completo de Lula em cerimônia no TSE

Leia a íntegra do discurso de Alexandre de Moraes na diplomação de Lula


Presidente do TSE afirmou que cerimônia certifica lisura do processo eleitoral

Gabriela Coelhoda CNN*

em Brasília

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, discursou durante a diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) nesta segunda-feira (12). Em sua fala, afirmou que “os que atacaram a democracia, garanto, serão integralmente responsabilizados”.

A cerimônia desta segunda marca o encerramento do processo eleitoral e certifica que o presidente e vice-presidente eleitos estão habilitados para exercer os cargos aos quais foram eleitos. Assim, o presidente do TSE ressaltou que o rito é o reconhecimento da lisura das eleições e das urnas eletrônicas.

Discurso de Moraes durante a diplomação

“A Justiça Eleitoral tem a honra de recebê-los, no Tribunal da Democracia, para a celebração da vitória da Democracia, do respeito ao Estado de Direito e da fiel observância da Constituição Federal.

A diplomação da chapa presidencial eleita – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Vice-Presidente Geraldo Alckmin – consiste no reconhecimento da lisura do pleito eleitoral e na legitimidade política conferida soberanamente pela maioria do povo brasileiro por meio do voto direito e secreto.

A Justiça Eleitoral se preparou para garantir, com coragem e segurança, a transparência e lisura das eleições e a legitimação dos vencedores por meio da presente diplomação, como o faz há 90 (noventa) anos, desde sua criação.

A Justiça Eleitoral se preparou para combater com eficácia, eficiência e celeridade os ataques antidemocráticos ao Estado de Direito e os covardes ataques e violências pessoais a seus membros e de todo o Poder Judiciário.

É justo nesse momento agradecer em nome de toda a Justiça Eleitoral o trabalho de organização e preparação do pleito eleitoral de 2022 iniciado sob a Presidência do Ministro Luiz Roberto Barroso e continuado na Presidência do Ministro Edson Fachin; e o grande trabalho realizado por todos os ministros da CORTE.

O Brasil encerra mais um ciclo democrático e completa 34 anos de estabilidade do Estado Democrático de Direito, desde a promulgação da Constituição de 1988.

Estabilidade democrática e respeito ao Estado de Direito não significam ausência de turbulências, embates ou mesmo – como se verificou nas presentes eleições – ilícitos ataques antidemocráticos ao sistema eleitoral e a própria Democracia.

Estabilidade democrática e respeito ao Estado de Direito significam observância fiel à Constituição, pleno funcionamento das Instituições e integral responsabilização de todos aqueles que pretendiam subverter a ordem política, criando um regime de exceção.

A Justiça Eleitoral soube, com o integral apoio de todo o Poder Judiciário e em especial do Supremo Tribunal Federal, garantir a estabilidade democrática e o integral respeito ao Estado de Direito, combatendo os intensos e criminosos ataques aos três grandes pilares de um Estado Constitucional: a liberdade de imprensa e a livre manifestação de pensamento, a integridade do sistema eleitoral e a independência do Poder Judiciário.

Fruto de um pensamento antidemocrático e extremista, a utilização em massa das redes sociais foi subvertida para disseminar a “desinformação”, o discurso de ódio, as notícias fraudulentas, as fake News.

A utilização das redes sociais como instrumento democrático de acesso a livre manifestação de pensamento – surgido principalmente nas famosas “primaveras democráticas” – foi desvirtuada por extremistas, no intuito de desacreditar as notícias veiculadas pela mídia tradicional.

Os extremistas criminosos atacam a mídia tradicional para, desacreditando-a, substituir o livre debate de ideias garantido pela liberdade de expressão e pela liberdade de imprensa por suas mentiras autoritárias e discriminatórias.

Coube à Justiça Eleitoral, estudar, planejar e se preparar para atuar de maneira séria e firme no sentido de impedir que a “desinformação” maculasse a liberdade de escolha das eleitoras e eleitores e a lisura do pleito eleitoral.

A defesa do segundo grande pilar de um Estado Democrático de Direito – o sistema eleitoral – também foi realizada pela Justiça Eleitoral, que de maneira transparente e
publica demonstrou – passo a passo – a total lisura, confiabilidade e seriedade de nossas urnas eletrônicas.

O ataque ao sistema eleitoral, enquanto instrumento essencial na concretização da Democracia, vem sendo realizado de maneira mais intensa há pelo menos uma década no mundo todo por grupos extremistas e antidemocráticos.

Não importa no mundo qual seja o mecanismo do sistema eleitoral – urnas eletrônicas, voto impresso, voto por carta –, esses grupos extremistas, criminosos e antidemocráticos pretendem a partir da “desinformação”, desacreditar a própria Democracia, a partir do ataque aos instrumentos que concretizam o voto popular, pretende substituir o voto popular por um regime de exceção, por uma Ditadura.

O Tribunal Superior Eleitoral abriu suas portas para instituições e organismos nacionais e internacionais, ampliou os mecanismos de fiscalização e confiabilidade e possibilitou amplo acesso a todas as etapas do calendário eleitoral.

E mais uma vez, como era de se esperar, ficou constatada a ausência de qualquer fraude, qualquer desvio ou mesmo qualquer problema.

Jamais houve uma fraude constatada nas eleições realizadas por meio das urnas eletrônicas, verdadeiro motivo de orgulho e patrimônio nacional.

Os ataques à Democracia e ao pleito eleitoral não se resumiram aos dois grandes pilares do Estado de Direito – liberdade de imprensa e sistema eleitoral.

Concentraram-se de maneira vil e torpe nos ataques, ameaças e todo tipo de coação institucionais ao Poder Judiciário e pessoais aos seus membros, em especial no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral.

Seguindo a cartilha autoritária e extremista daqueles que no Mundo todo não respeitam a Democracia e o Estado de Direito, também no Brasil grupos organizados atacaram a independência do Poder Judiciário; disseminando “desinformação” e discurso de ódio contra seus membros e familiares, inclusive, ameaçando-os verbal e fisicamente.

Esses extremistas, autoritários, criminosos não conhecem o Poder Judiciário brasileiro.

O Poder Judiciário brasileiro com coragem, Poder Judiciário brasileiro tem força, o Poder Judiciário tem serenidade e altivez e manteve sua independência e imparcialidade, garantindo o respeito ao Estado de Direito e realizar eleições limpas, transparentes e seguras, concretizando mais uma etapa na construção de nossa Democracia.

Nas eleições de 2022, a presente diplomação tem um duplo significado, pois, além do reconhecimento da regularidade e da legitimidade da vitória da chapa do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-Presidente Geraldo Alckmin; essa diplomação atesta a vitória plena e incontestável da Democracia e do Estado de Direito contra os ataques antidemocráticos, contra a desinformação e contra o discurso de ódio proferidos por diversos grupos organizados que, já identificados, garanto serão integralmente responsabilizados. Para que isso não retorne nas próximas eleições.

Senhor presidente eleito, a atividade política deve ser realizada sem ódio, sem discriminação e sem violência.

A consequência do ódio e da violência é o “vazio e a mágoa”, como alertou Martin Luther King em seu famoso discurso “O nascimento de uma nova Nação”, proferido em
Montgomery, em abril de 1957, e festejando que “a consequência da não-violência é a criação de uma comunidade querida. A consequência da não-violência é a redenção. A consequência da não-violência é a reconciliação”.

A Democracia se constrói, se solidifica, prospera e fortalece uma Nação quando a discussão de ideias é mais importante que a imposição obtusa de obsessões, quando as ofensas e discriminações cedem lugar ao diálogo e temperança, quando o ódio perde seu lugar no coração das pessoas para a esperança, respeito e união.

As eleições foram realizadas, as eleitoras e eleitores se manifestaram de maneira livre e soberana, os vencedores foram proclamados e hoje estão sendo diplomados.

Encerra-se mais um ciclo democrático, com respeito à soberania popular e à Constituição Federal e com seu término, as paixões eleitorais devem ser substituídas pelo respeitoso embate entre situação e oposição, pela necessária união de todos na constante construção de um país melhor, mais solidário e com verdadeira igualdade social.

Senhor Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, eleito por 60 milhões, 345 mil e 999 eleitoras e eleitores, mas a partir de primeiro de janeiro de 2023, Vossa Excelência será o Presidente de 215 milhões, 461 mil e 715 brasileiras e brasileiros, todos com fé e esperança, para que em um futuro breve possamos extirpar a fome e o desemprego que assolam milhões de brasileiros, substituindo-os por saúde de qualidade, educação de excelência e habitação digna para todos os brasileiros e brasileiras; alcançando, dessa maneira, um dos mais importantes mandamentos constitucionais: o respeito à dignidade humana.

Desejo ao Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-Presidente eleito Geraldo Alckmin, em nome de toda a Justiça Eleitoral, serenidade, êxito, paz e felicidades nessa nova missão.

Muito obrigado.”

*editado por Tiago Tortella, da CNN

Principal recado da diplomação foi a advertência feita pelo ministro Alexandre de Moraes


Moraes diplomou Lula e aproveitou para roubar a cena

Vera Magalhães
O Globo

Os discursos de Lula e de Alexandre de Moraes na diplomação do presidente e do vice-presidente eleitos foram pródigos em recados, em mais uma mudança de paradigma entre as tantas de 2022: o que é mais um ato protocolar do processo eleitoral ganhou simbolismo maior diante das persistentes tentativas de deslegitimar o processo eleitoral por parte de apoiadores de Jair Bolsonaro.

O principal desses recados veio do presidente do Tribunal Superior Eleitoral justamente para o ainda presidente, ausente como tem estado desde 30 de outubro: os responsáveis pelos ataques à democracia já estão sendo detectados e serão “integralmente responsabilizados”.

ROUBANDO A CENA – Moraes fez de seu discurso na posse um desabafo diante de todos os ataques que sofreu na pessoa física e das tentativas de solapar o Judiciário e o processo eleitoral. Acabou se estendendo mais que o próprio Lula, roubando um pouco a cena de uma solenidade na qual não era o protagonista. Mas acabou sendo, como foi na eleição como um todo.

Esse protagonismo não foi buscado por ele ou pela Justiça em primeira mão, mas também não foi evitado. Tanto que ele próprio disse que o Judiciário mostrou que é forte e altivo, e não se acovarda.

 Moraes listou três pilares que são atacados quando se tenta subverter a democracia no mundo: a liberdade de imprensa, o sistema eleitoral e a independência do Judiciário. Listou as formas como esse tripé foi atacado nos últimos anos no Brasil e a forma como as redes sociais foram usadas por milícias extremistas para esse intento.

SEM FRAUDE – Lembrou que ao longo das várias eleições em que foi usado o sistema eletrônico de votações nunca houve uma fraude, além dos avanços em termos de transparência e franqueamento de acesso ao sistema para entidades brasileiras e internacionais.

Os discursos do presidente do TSE e de Lula tiveram como ponto central a defesa da democracia e a constatação de que ela está sob ataque deliberado. Nenhum deles citou Bolsonaro ou o bolsonarismo, mas não era necessário. A descrição do processo e dos métodos evidenciou o destino dos recados.

A fala sobre responsabilização cairá como uma bigorna sobre a cabeça de um presidente que abdicou dos dois últimos meses de seu governo para ficar num bunker incitando tramoias golpistas, com postagens pseudo-enigmáticas e infantis nas redes sociais, ou mesmo com falas propositalemente dúbias para os apoiadores do cercadinho.

NÃO FUNCIONARÁ – Se Bolsonaro pretendia se fiar na costura de algum acordão que evitasse que passe por um processo de incitação a uma insurreição, está claro que não funcionará. Outra prova disso veio da diplomação: com exceção dele e de seus ministros no ocaso da atividade, toda a República estava ombreada na sede do TSE reconhecendo a vitória e a diplomação de Lula e Alckmin, a etapa que encerra o processo eleitoral.

Com a divulgação de mais ministros e a esperada aprovação da PEC da Transição nesta semana, novas etapas da passagem de bastão se cumprirão. Se Bolsonaro e seus seguidores que ainda estão acampados em quartéis aceitarão a realidade, são outros quinhentos.

Mas as falas desta segunda-feira não deixam espaço para maquinações ou margem para manobras. Os militares certamente perceberam isso e entenderam a mensagem, caso o capitão ainda esteja em negação.


Nesta segunda-feira, a emoção de Lula significou um amplo desabafo nacional


Diplomação de Lula: 5 momentos da cerimônia no TSE - BBC News Brasil

Na verdade, o choro de Lula lavou a alma desta nação

Vicente Limongi Netto  

O choro de Lula, ao ser diplomado presidente da República, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), significou um amplo desabafo nacional. Do povo, que votou no candidato do PT, confiando em um novo e esperançoso Brasil, e do próprio Lula, preso e humilhado, durante 580 dias. Lágrimas de milhões de almas lavadas.

Os alto-falantes dos deuses dos bons fluidos informam: sai um destrambelhado, insensível, grosseiro e nocivo presidente, entra Lula, vestido de fé e decidido a tirar o Brasil da inércia da fome, da insegurança, da discórdia e do desemprego.

PROJETOS IMPORTANTES – O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou três projetos visando acabar com excessos nada republicanos de gestores públicos e, também, impedir inacreditáveis abusos de autoridades prejudicando adversários, muitas vezes, de acordo com o senador, com apoio velado de parte da mídia.

Nessa linha, Calheiros propõe alteração no Código Eleitoral, redefinição de crimes de abusos de autoridades e, por fim, uma proposta alterando lei 9.504, de 1997, impondo e definindo regras mais severas a candidatos à cargo eletivo.

SUBSTITUTO DE TITE – Considero sem cabimento, o fim da picada, as especulações favoráveis à contratação de técnico estrangeiro para o lugar do medonho Tite. Nomes na mesa seguramente ficarão honrados com prováveis convites. E o custo financeiro de tanta baboseira?

Carlos Lancelotti e Pepe Guardiola, citados nas tolas, açodadas e desnecessárias especulações, comandam times bilionários e campeoníssimos, pela ordem, na Espanha e na Inglaterra. Duvido que trocariam o certo, a fama,  o luxo, salários milionários, pela seleção brasileira. Com elencos fantásticos que ambos dispõem, até eu, boleiro de 78 anos, ficaria entediado de ganhar campeonatos.

O futebol brasileiro tem excelentes treinadores. Experientes e vitoriosos no ofício. Não devem nada, em táticas e técnicas de futebol a nenhum famoso e badalado técnico estrangeiro. Cito dois deles, Dorival Junior e Fernando Diniz.


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