quinta-feira, novembro 17, 2022

Na COP27, Lula promete o desmatamento zero e diz que “agronegócio será um aliado”

Publicado em 16 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Discurso do presidente eleito Lula na COP27 - Lula

Lula disse tudo o que o resto do mundo queria que dissesse

Francisco Artur
Correio Braziliense

O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que o agronegócio será “um aliado estratégico” para os próximos anos. A declaração, feita nesta quarta-feira (16/11) durante discurso na Conferência Internacional do Clima (COP27), no Egito, defendeu que o agro brasileiro será otimizado para que não seja necessário desmatar a floresta.

“No nosso governo, buscaremos um agro regenerativo e sustentável, com investimento em ciência, tecnologia e com educação no campo. Com os 30 milhões de hectares de terra degradada que temos, iremos torná-las agricultáveis, sem precisar desmatar um metro de terra para continuarmos a ser um dos maiores produtores de alimentos no mundo”, afirmou Lula.

MAIS FISCALIZAÇÃO – No discurso de Lula, o combate ao desmatamento foi além da relação com o agronegócio. Segundo ele, seu governo irá reativar os trabalhos da equipe de fiscalização e proteção ao meio ambiente.

A intenção é “zerar o desmatamento até 2030. O combate à mudança climática terá o mais alto perfil na estrutura do meu próximo governo”, prometeu Lula.

Durante o discurso, o presidente eleito também cobrou auxílio financeiro dos países mais ricos às nações subdesenvolvidas. “Não haverá futuro enquanto estivermos cavando um poço sem fundo entre ricos e pobres”, disse ele.

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GREENPACE ELOGIA, MAS VAI COBRAR AS PROMESSAS
Rosana Hessel

Após o discurso do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a COP27, o Greenpeace elogiou o discurso do vencedor das urnas no último dia 30, e classificou como “um excelente começo”. Contudo, alertou que vai cobrar o “cobrador”, em referência ao fato de Lula afirmar que cobrará dos países o cumprimento dos acordos assumidos.

“Lula reafirmou de forma enfática seu compromisso com o desmatamento zero até 2030, com a transição energética, e disse que vai cobrar os US$ 100 bilhões em financiamento climático prometidos pelos países ricos para conter o avanço da crise climática. Lula se colocou como ‘cobrador’ dos países ricos. O Greenpeace Brasil celebra saber que o Brasil, nas palavras do presidente eleito, terá um papel de destaque nas discussões sobre o clima”, destacou, em nota, Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Lula é a maior atração da COP 27. Disse tudo o que o resto do mundo queria ouvir. Se Bolsonaro fosse esperto teria feito o mesmo, mas cismou de liberar geral para grileiros, desmatadores, madeireiras, garimpeiros e tudo o mais que possa ser considerado execrável. Essa opção de Bolsonaro é verdadeiramente um espanto, e teve apoio de Augusto Heleno, que foi comandante das tropas do Exército na Amazônia. É uma situação intrigante, porque Bolsonaro perdeu muito voto devido aos erros da política ambiental. (C.N.)

Até Persio Arida “inventa” uma tese para defender o arrombamento do teto de gastos


Pérsio Arida afirma que responsabilidade social também precisa ter espaço - Foto: Reprodução / Vídeo

Arida dá um jeitinho de se adaptar às necessidades de Lula

Deu em O Tempo

Membro da equipe de transição do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e um dos cotados para o Ministério da Economia, o economista Persio Arida afirmou que a responsabilidade fiscal deve caminhar juntamente com a responsabilidade social. Arida, que é um dos pais do Plano Real, é um dos nomes mais ortodoxos do grupo formado pelo petista para tocar a área no período antes da posse.

A fala de Persio Arida, em evento do grupo empresarial Lide, em Nova York, vem dias depois de o mercado se assustar com um discurso em que Lula relativizou a importância da responsabilidade fiscal.

RESPOSTA A GILMAR  – Persio Arida respondeu assim a a uma pergunta sobre o assunto feita pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF):

“A Lei de Responsabilidade Social é uma lei que teria metas, com planos a longo prazo e sistematizando indicadores. Uma lei que seria a “pari passu” com a nossa Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nós vamos ter que trabalhar nos próximos quatro anos num novo esquema de responsabilidade fiscal, porque o teto de gastos termina em 2026. Temos hoje, o senhor (Gilmar Mendes) sabe melhor do que ninguém, uma sobreposição de regras orçamentárias enorme que precisa ser simplificada, mas em grandes linhas nós temos que evoluir para uma Lei de Responsabilidade Fiscal e uma Lei de Responsabilidade Social. Ambas têm que ir juntas”, disse, acrescentando:

“Se nós fizermos apenas a Lei de Responsabilidade Fiscal pode ter certeza que mais cedo ou mais tarde haverá uma tal grita da sociedade, uma tal pressão, uma tal indignação com a desigualdade que vai ser impossível sustentar a responsabilidade fiscal. Se nós tivermos só responsabilidade social a crise macroeconômica da dívida vai se sobrepor a toda outra consideração. Temos que ter as duas leis e avançar de forma equilibrada nesses dois caminhos”, afirmou Persio Arida.

INDICADORES E METAS – Arida afirmou que hoje há mais gastos com assistência social, mas sem redução da fome e da desigualdade. Por isso, considera importante a construção de indicadores e metas.

“Nós temos hoje um paradoxo para dar um exemplo. Estamos gastando muito mais hoje do que estávamos gastando no Bolsa Família inicialmente concebido, mesmo que trouxermos a valores reais aqueles valores iniciais. Claramente houve um aumento de gastos. A pergunta é: houve uma consequente diminuição da pobreza? Nós não sabemos responder. A impressão é que não”, disse, afirmando que não há medição sobre os 450 programas sociais atualmente existentes.

“Políticas sociais sem responsabilidade fiscal geram uma crise econômica que acaba por inviabilizá-las. Temos exemplos opostos também”, disse em outro momento. E também defendeu que haja abertura econômica brasileira e também que se faça uma reforma do Estado, com revisão de gastos e mudanças administrativas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, Pérsio Arida também está inventando uma tese para ser favorável ao arrombamento do teto de gastos. Na verdade, é um privatista de carteira assinada, defende justamente teses opostas ao petismo. Está embromando para ser nomeado ministro da Fazenda. Se isso acontecer, será a Piada do Ano e só faltará ele ganhar também o Prêmio Nobel de Economia com essa tese inventada. (C.N.)

General Villas Bôas tentou incentivar o golpe militar, mas acabou fracassando


Mensagem de Villas Bôas não alcançou o efeito pretendido

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Desde de 1964, nunca houve tanta agitação a favor de um golpe militar. Pelo custo e envergadura da mobilização, que entrou na terceira semana, é evidente a existência de um forte movimento de extrema-direita, organizado com o propósito de melar a posse do presidente Lula da Silva. Nesta terça-feira, feriado da Proclamação da República, seria apenas mais um dia em que gente muito fanática, defensora de uma intervenção militar, protestasse à porta dos principais comandos militares do país, entre os quais os do Planalto, em Brasília — onde reside a maioria dos generais de quatro estrelas —, e no Rio de Janeiro, que abriga o maior contingente militar do país.

Seria apenas mais um dia de vigília bolsonarista, não fosse o tuíte do general da reserva Eduardo Villas Boas, uma indiscutível liderança militar, endossando as manifestações golpistas e pondo mais lenha na fogueira.

DISSE O GENERAL O ex-comandante do Exército poderia ter ficado na dele, mas não: decidiu surfar os protestos para reafirmar sua liderança junto aos descontentes com a derrota do presidente Jair Bolsonaro e, talvez, na tropa que está na ativa.

“A população segue aglomerada junto às portas dos quarteis pedindo socorro às Forças Armadas. Com incrível persistência, mas com ânimo absolutamente pacífico, pessoas de todas as idades, identificadas com o verde e o amarelo que orgulhosamente ostentam, protestam contra os atentados à democracia, à independência dos poderes, ameaças à liberdade e as dúvidas sobre o processo eleitoral”, afirmou.

Com isso, o velho general alimentou ainda mais as infundadas críticas e maliciosas suspeitas ao resultado das urnas, com a mesma ambiguidade com que Bolsonaro silencia diante do resultado oficial da eleição, e não reconhece publicamente a inequívoca vitória de Lula.

CENÁRIO CATASTRÓFICO  – No véspera da eleição, Villas Boas já havia publicado um tuíte no qual traçou um cenário catastrófico em caso da vitória de Lula, o que tem tudo a ver com sua manifestação desta terça-feira, quando criticou a imprensa por não dar aos manifestantes a importância que gostaria:

“Talvez nossos jornalistas acreditem que ignorando a movimentação de milhões de pessoas elas desaparecerão. Não se apercebem eles que ao tentar isolar as manifestações podem estar criando mais um fator de insatisfação. A mídia totalmente controlada nos países na Cortina de Ferro não impediu a queda do Muro de Berlim. A História ensina que pessoas que lutam pela liberdade jamais serão vencidas”, advertiu.

E assim, com fina ironia, o general inverteu o significado histórico de um velho bordão das esquerdas contra as ditaduras: “O povo unido jamais será vencido!”.

quarta-feira, novembro 16, 2022

Alexandre de Moraes encaminha à PGR pedido de afastamento do ministro da Defesa


por Redação

Imagem sobre Alexandre de Moraes encaminha à PGR pedido de afastamento do ministro da Defesa
Foto: Rafaela Felicciano / Metrópoles

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes encaminhou, nesta quarta-feira (16), à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de afastamento do ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira. As informações são do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias.

 

No documento, o magistrado pede manifestação da PGR sobre pedido feito ao STF pelo deputado Marcelo Calero (PSD-RJ). O prazo para resposta é de 5 dias.

 

O pedido feito pelo parlamentar ocorre no âmbito do inquérito das milícias digitais antidemocráticas. No documento, Calero aponta diversas manifestações nas quais o ministro da Defesa coloca em dúvida o processo eleitoral no Brasil.

 

Os questionamentos incluem notas do Ministério da Defesa, que diziam apontar inconsistências nas urnas e fraudes nas eleições, mas não tinham nenhum ponto que certificasse ou colocasse em dúvida o processo eleitoral.

 

Calero argumentou que a permanência do ministro no cargo que ocupa coloca em risco a ordem constitucional e o estado democrático de direito. Além de atentar contra integridade física dos cidadãos que seriam “incentivados quase que involuntariamente” a apoiar a ruptura constitucional.

 

O Inquérito nº 4.874 foi instaurado a partir de indícios e provas da existência de uma organização criminosa, com forte atuação digital, que se articularia em diversos núcleos – político, de produção, de publicação e de financiamento –, com a finalidade de atentar contra a democracia e o Estado de Direito no país.

 

Também nesta quarta (16), um grupo de advogados protocolou no STF outro pedido de impeachment contra o general Paulo Sérgio Nogueira. Os juristas alegam que o militar cometeu crime de responsabilidade ao divulgar a nota do Ministério da Defesa que não reconhece e coloca em xeque o resultado da eleição presidencial.

Bahia NOtícias

Deputados pedem que Supremo investigue empresários que financiaram atos golpistas


Não tenho dia para ir embora", diz caminhoneiro no DF que pede intervenção federal, mas não sabe o que é isso - Agência de Notícias CEUB

É muito fácil identificar caminhões pertencentes a empresas

Bruna Lima
Metrópoles

Deputados do PSol pedem que o Supremo Tribunal Federal investigue os empresários apontados pelo Ministério Público Federal como financiadores dos atos golpistas que aconteceram após a derrota de Jair Bolsonaro. A petição, protocolada na segunda-feira (14/11), propõe que a apuração ocorra no âmbito do Inquérito das Fake News.

No documento enviado ao STF, os deputados baseiam o pedido em casos já revelados pela imprensa, de empresários citados em relatórios como financiadores dos atos que paralisaram estradas e clamam por intervenção militar.

QUEBRA DE SIGILO – Os parlamentares solicitam também que, após incluir a apuração no Inquérito das Fake News, a Suprema Corte determine a quebra do sigilo telefônico e bancário dos empresários, para fins de investigação.

“Todos esses fatos trazidos à baila da presente petição deixam claro que há em curso um amplo e sistemático modelo de financiamento de atos golpistas, somado à profusão de fake news, que tem graves consequências para a democracia brasileira. É fundamental que os poderes constituídos tomem as providências cabíveis para punir os responsáveis pelos atentados contra o Estado Democrático de Direito”, alega o documento.

Assinaram o pedido os deputados Ivan Valente, Sâmia Bomfim, Fernanda Melchionna, Glauber Braga, Talíria Petrone, Viviane da Costa Reis e Luiza Erundina.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – As investigações do Supremo são tipo fake, com muita espuma e pouco chope, como diz Mário Assis Causanilhas. É muito fácil saber a maioria dos empresários que financiam as manifestações, porque agiram como idiotas e mandaram frotas de caminhões com nome e endereço das empresas pintados nas carroçarias. Mesmo assim, com tamanha facilidade, as investigações não andam. Me engana que eu gosto, como dizia o grande jornalista Carlos Chagas. (C.N.)

País em dúvida sobre o teto de gastos é uma coisa de louco, e os juros já aumentaram…


charge-juros - Economia sem segredos

Charge do Cicero (Arquivo Google)

Carlos Alberto Sardenberg
O Globo

O mercado não fica “nervosinho”. Estressado? Sim, mas o pessoal se vira. As declarações de Lula e Mantega derrubam a Bolsa e jogam o dólar para cima? Ok, o negócio é comprar juros. Em apenas uma semana, os juros cobrados nos títulos do governo brasileiro com vencimento em janeiro de 2024 subiram de 11% para mais de 13% ao ano. Rendimento bom, não é mesmo?

Significado 1: os investidores cobram mais caro para financiar a dívida pública brasileira, na expectativa de que o governo Lula vá começar gastando sem qualquer regra de controle das contas públicas.

Significado 2: aumenta a despesa do governo com o pagamento de juros, reduzindo o espaço para outros gastos, sociais especialmente.

Significado 3: juros aqui permanecerão altos por mais tempo, com a inflação demorando para cair. Isso prejudica a população. Investidores financeiros se viram.

QUESTÃO DE LÓGICA – O pessoal do mercado e da economia real — investidores e consumidores — age com lógica: um governo que gasta mais, muito mais do que arrecada — não importando onde gasta —, acumula dívida que tem de ser financiada de algum modo. Com impostos (aumentar agora?), com corte de despesas (não passa pela cabeça de Lula e seu verdadeiro time econômico) ou com dívida nova para rolar dívida antiga (tipo cheque especial ou rotativo do cartão de crédito). Parece ser esta a opção.

Lula e Mantega — este parece ter assumido o papel de principal porta-voz do novo governo — repetem que governarão com responsabilidade. Em seguida, passam a esculhambar o teto de gastos e essa “tal de estabilidade fiscal”.

Lembram, corretamente, que o primeiro governo Lula fez superávits expressivos — para logo em seguida dizer que o Lula 3 não pode ficar de mãos atadas, ou seja, não pode haver controle de gastos. É coisa de louco, sem noção.

DOIS ENGANADORES – Ou pensam que estão enganando quem? Pedem que se lembre do Lula responsável de 2003, o Lula 1, para em seguida dar todos os sinais de que estão preparando um Dilma 2.

Acham que o pessoal já se esqueceu da proeza às avessas da nova matriz de Dilma, que conseguiu gerar recessão severa e inflação altíssima ao mesmo tempo? Ali está a origem do atraso e do empobrecimento por que passou a população brasileira. (E da ascensão da direita.)

É de espantar que usem a necessidade de combater a pobreza para justificar a volta da política que gerou desemprego e perda de renda. E de novo, Lula está perdendo uma grande oportunidade de ampliar seu leque de atuação.

SERIA RAZOÁVEL… – Formou-se um consenso de que, dado o desastre deixado por Bolsonaro, seria razoável uma licença para gastar em 2023. Partir disso para tentar aprovar no Congresso uma licença permanente para fazer déficits e dívidas — isso é simplesmente jogar fora a oportunidade de ir além do estreito PT.

A carta de Mantega à secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, contestando a candidatura do brasileiro Ilan Goldfajn à presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento, revela muitas coisas. Primeiro, Mantega diz falar em nome de Lula e obviamente não faria isso sem o aval do presidente eleito. Logo, Mantega é o nome forte.

Segundo, Mantega quer indicar um desenvolvimentista, um economista da nova matriz. Goldfajn, ex-presidente do Banco Central, é de uma capacidade extraordinária, poderia ser presidente de qualquer BC do mundo. Porém é moderado, mais clássico.

DIZIA LACERDA – Logo, se Goldfajn não serve ao novo governo brasileiro, é sinal claro de que a política econômica vai para o lado de deixar “nervosinhos” os mercados. E a população com menos emprego e renda. Não sei por quê, mas me lembrei da frase genial de Carlos Lacerda, criticando a política econômica do governo Castello Branco:

—Essa política mata igualmente os pobres e os ricos: os pobres, de fome; os ricos, de raiva.

É curioso: Lacerda, um direitista, criticava uma política conservadora que deu uma bela arrumada nas contas públicas. Hoje, petistas citam a política ortodoxa do Lula 1, que permitiu estabilidade e a criação de programas sociais, para depois propor o contrário.

Na COP27, Lula promete o desmatamento zero e diz que “agronegócio será um aliado”


Discurso do presidente eleito Lula na COP27 - Lula

Lula disse tudo o que o resto do mundo queria que dissesse

Francisco Artur
Correio Braziliense

O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que o agronegócio será “um aliado estratégico” para os próximos anos. A declaração, feita nesta quarta-feira (16/11) durante discurso na Conferência Internacional do Clima (COP27), no Egito, defendeu que o agro brasileiro será otimizado para que não seja necessário desmatar a floresta.

“No nosso governo, buscaremos um agro regenerativo e sustentável, com investimento em ciência, tecnologia e com educação no campo. Com os 30 milhões de hectares de terra degradada que temos, iremos torná-las agricultáveis, sem precisar desmatar um metro de terra para continuarmos a ser um dos maiores produtores de alimentos no mundo”, afirmou Lula.

MAIS FISCALIZAÇÃO – No discurso de Lula, o combate ao desmatamento foi além da relação com o agronegócio. Segundo ele, seu governo irá reativar os trabalhos da equipe de fiscalização e proteção ao meio ambiente.

A intenção é “zerar o desmatamento até 2030. O combate à mudança climática terá o mais alto perfil na estrutura do meu próximo governo”, prometeu Lula.

Durante o discurso, o presidente eleito também cobrou auxílio financeiro dos países mais ricos às nações subdesenvolvidas. “Não haverá futuro enquanto estivermos cavando um poço sem fundo entre ricos e pobres”, disse ele.

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GREENPACE ELOGIA, MAS VAI COBRAR AS PROMESSAS
Rosana Hessel

Após o discurso do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a COP27, o Greenpeace elogiou o discurso do vencedor das urnas no último dia 30, e classificou como “um excelente começo”. Contudo, alertou que vai cobrar o “cobrador”, em referência ao fato de Lula afirmar que cobrará dos países o cumprimento dos acordos assumidos.

“Lula reafirmou de forma enfática seu compromisso com o desmatamento zero até 2030, com a transição energética, e disse que vai cobrar os US$ 100 bilhões em financiamento climático prometidos pelos países ricos para conter o avanço da crise climática. Lula se colocou como ‘cobrador’ dos países ricos. O Greenpeace Brasil celebra saber que o Brasil, nas palavras do presidente eleito, terá um papel de destaque nas discussões sobre o clima”, destacou, em nota, Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Lula é a maior atração da COP 27. Disse tudo o que o resto do mundo queria ouvir. Se Bolsonaro fosse esperto teria feito o mesmo, mas cismou de liberar geral para grileiros, desmatadores, madeireiras, garimpeiros e tudo o mais que possa ser considerado execrável. Essa opção de Bolsonaro é verdadeiramente um espanto, e teve apoio de Augusto Heleno, que foi comandante das tropas do Exército na Amazônia. É uma situação intrigante, porque Bolsonaro perdeu muito voto devido aos erros da política ambiental. (C.N.)

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