domingo, novembro 13, 2022

BID ignora pressão do PT, confirma a candidatura de Ilan Goldfajn e a data de eleição


Apesar de pedido de Mantega, BID mantém candidatura de Ilan Goldfajn | O  Antagonista

Goldfajn é candidato, mas há outros quatro concorrentes

Ricardo Della Coletta
Folha

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) divulgou uma nota neste sábado (12) sobre o processo de seleção do novo presidente da instituição em que reafirma que a data do pleito será 20 de novembro.

No comunicado, divulgado pouco depois de vir à público um pedido feito por integrantes do governo de transição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que a eleição fosse adiada, num movimento para enfraquecer a candidatura de Ilan Goldfajn, o banco manteve o nome do ex-presidente do Banco Central do Brasil na lista dos cinco candidatos.

ENTREVISTAS – O BID também ressaltou que Goldfajn e os demais postulantes serão entrevistados pelos governadores da instituição —que são altos funcionários econômicos dos países membros— em reunião virtual realizada neste domingo (13).

“A eleição está marcada para ocorrer em uma reunião híbrida da Assembleia de Governadores no dia 20 de novembro de 2022”, destacou o BID.

“Os países membros propuseram cinco candidatos para o cargo de Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O período de nomeação foi encerrado na sexta-feira, 11 de novembro de 2022”, destaca ainda outro trecho da nota.

OUTROS CANDIDATOS – Além de Goldfajn, são candidatos a chefiar o banco, que é responsável por financiar projetos de desenvolvimento na América Latina, Cecilia Todesca Bocco (indicada da Argentina); Gerard Johnson (Trindade e Tobago); Gerardo Esquivel Hernández (México); e Nicolás Eyzaguirre Guzmán (Chile).

O PT pediu a outros países que as eleições para a escolha do novo presidente do BID sejam postergadas dizendo discordar da forma como o governo Jair Bolsonaro (PL) indicou Ilan Goldfajn.

O ex-presidente do BC foi indicado pelo governo Bolsonaro às vésperas do segundo turno, gerando insatisfação no PT. O pleito do partido foi enviado aos Estados Unidos pelo ex-ministro da Fazenda e atual integrante da equipe de transição Guido Mantega e reforçado publicamente por Gleisi Hoffmann, presidente do partido.

SEM COMBINAÇÃO – À Folha, Mantega afirmou que não há nada contra o nome de Goldfajn, mas que o candidato não foi combinado com outros países. “O Bolsonaro lançou uma candidatura quando estava próximo ao segundo turno, podendo perder, e perdeu. E quis impor um nome sem buscar apoio de outros países”, disse.

Segundo ele, o BID já vivia uma crise causada pelo recém-demitido presidente da instituição, Mauricio Claver-Carone —indicado pelo governo Trump com apoio do governo Bolsonaro e que, segundo o ex-ministro, não atendia às necessidades de países da América Latina.

De acordo com ele, ministros e ex-ministros latino-americanos entraram em contato dizendo estar desconfortáveis com a questão do BID. “Se você não tivesse outros candidatos, seria sinal que ele poderia ser favorito. Mas é remota a possibilidade de ele ser aprovado, então a gente quis prorrogar”.

PEDIU ADIAMENTO – O ex-ministro diz que enviou um email à secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, pedindo que o pleito fosse adiado. “Seria conveniente postergar essa eleição, e isso é possível, para daqui a uns 45, 60 dias, quando o presidente Lula já tiver assumido. Aí se faria uma negociação com os países, os principais países latino-americanos de modo a se encontrar um candidato de consenso”, afirmou.

De acordo com pessoas com conhecimento sobre o funcionamento do banco, o adiamento era bastante improvável. A postergação abriria brecha para que outros países membros no futuro solicitassem postergações por conta de suas dinâmicas eleitorais internas.

Segundo essas pessoas consultadas pela Folha, o pedido feito por Mantega tem como consequência o enfraquecimento da candidatura do brasileiro. Outros países que lançaram candidatos —como Argentina e México— poderão argumentar que o ex-presidente do BC não tem apoio no futuro governo do Brasil.


Crítica de jornalista ao “protagonismo” de Janja provoca polêmica nas redes sociais

Publicado em 13 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Eliane Cantanhede reclama da gasolina a R$ 5,15 e é esculachada por seu  passado golpista - Brasil 247

Eliane Cantanhêde tocou num assunto-tabu para o PT

Ranyelle Andrade
Metrópoles

Comentarista de política da GloboNews e do Estadão, a jornalista Eliane Cantanhêde revoltou internautas após criticar a excessiva participação ativa de Janja da Silva, esposa do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na transição de governo. “Ela não é política”, disse Catanhêde.

Segundo a comentarista, o protagonismo da socióloga tem incomodado setores do Partido dos Trabalhadores. A jornalista ainda comparou Janja com outras primeiras-damas.

DISSE A COLUNISTA –  “Eu acho que um bom exemplo de primeira-dama foi a Ruth Cardoso que, como a Janja, tinha um brilho próprio, era uma professora universitária […] mas ela não tinha protagonismo, ela não tinha voz nas decisões políticas. Se tinha, era a quatro chaves dentro do quarto do casal”, afirmou Eliane Catanhêde, em referência à esposa de Fernando Henrique Cardoso. E disse a intromissão de Janja já incomodam o PT e podem dar confusão no governo.

“Ou seja, já incomoda, sim, porque ela já começou a participar de reunião, já vai dar palpite, e daqui a pouco ela vai dizer ‘ah, esse pode ser ministro, esse aqui não pode’. Isso dá confusão. Se é assim na transição, imagina quando Lula virar presidente”, completou.

REAÇÃO DOS INTERNAUTAS – A fala de Catanhêde levou a hashtag “Respeita a Janja” a se tornar um dos assuntos mais comentados das redes sociais neste sábado (12/11). “Janja entende muito, trabalha dia e noite e é um orgulho pro Brasil tê-la como primeira-dama. A mulher é socióloga com MBA em Gestão Social e Sustentabilidade”, opinou o youtuber Felipe Neto, destacando o currículo da esposa de Lula.

“Quem estava junto dessa mulher maravilhosa durante a campanha do Lula pôde entender a sua contribuição nos mínimos detalhes, inclusive, aquela nossa agenda no CPX aconteceu porque ela articulou internamente para que acontecesse e foi lindo”, afirmou Rene Silva, fundador do Voz da Comunidade.

FALA DE TRIGUEIRO – Os internautas ainda aproveitaram para elogiar a fala de André Trigueiro que sugeriu abolir o termo primeira-dama e chamou atenção ao criticar Eliane Catanhêde, dizendo que “lugar de mulher é onde ela quiser”.

“É preciso reinventar palavras e expectativas em relação ao papel da mulher do homem mais poderoso do Brasil. Já ficou muito claro nesse governo que [Janja] não será alguém que vai cumprir o papel de dona de casa subserviente ao marido. Lugar da mulher é onde ela quiser ficar. Isso o presidente falou na Avenida Paulista no discurso da vitória”, afirmou o jornalista.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A excelente jornalista Eliane Cantanhêde, que defendeu Lula ardorosamente na campanha eleitoral , tocou num assunto-tabu no PT. O fato concreto é que esse protagonismo de Janja passou dos limites. Ele gosta de aparecer, tem adoração por gente famosa e até convidou um ex-Big Brother para seu casamento, deixando importantes petistas de fora. Quando Anitta declarou voto em Lula, Janja imediatamente se ofereceu para gravar um dueto com a cantora, que nem lhe deu resposta. Agora, grudou na família Gil,  já fez Lula colocar Bela Gil na equipe de transição e está forçando a nomeação de Flora Gil para ministra da Cultura. Além de convidar suas duas cachorras para a posse, quer levar tudo quanto é artista e fazer um grande show no Palácio da Alvorada. Portanto, Eliane Cantanhêde tem razão. Se Lula não der um tranco em Janja, ela vai exigir uma sala no Planalto, que é um palácio pequenino, onde não cabe mais ninguém. (C.N.)

"Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil": entenda o tema da redação do Enem 2022

 A previsão é de que cerca de 3,4 milhões de candidatos façam o Enem 2022

Amanda Azevedo
Cadastrado por
Amanda Azevedo
Publicado em 13/11/2022 às 14:17 | Atualizado em 13/11/2022 às 14:57
FELIPE RIBEIRO/ACERVO JC IMAGEM
Neste primeiro dia de Enem 2022, os estudantes fazem, além da redação, provas de linguagens e ciências humanas - FOTO: FELIPE RIBEIRO/ACERVO JC IMAGEM

Com Agência Brasil

O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 é "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil".

O tema é o mesmo para o Enem impresso e para o digital. Neste primeiro dia, os estudantes fazem, além da redação, provas de linguagens e ciências humanas.

A previsão é de que cerca de 3,4 milhões de candidatos façam o exame. O Enem é realizado em 11.175 locais de prova em 1.747 municípios.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização das provas, 3.331.566 candidatos farão o Enem impresso e 65.066, o digital. As mulheres representam 61% dos candidatos e as pessoas negras, soma de pretos e pardos, 54,8% dos inscritos.

ANÁLISE DO TEMA

"Entre os povos tradicionais estão os indígenas, os quilombolas, as comunidades tradicionais de matriz africana ou de terreiro, os extrativistas, os ribeirinhos, os caboclos, os pescadores artesanais, os pomeranos, entre outros. É um tema inusitado, que levanta uma discussão muito necessária e que tem a cara do Enem", destaca a professora de redação Fernanda Bérgamo.

"É fundamental conhecer os textos de apoio, pois não sabemos se o Inep generalizou ou concentrou a discussão nos indígenas, por exemplo. Isso vai ser sinalizado nos textos motivadores", complementa a professora.

Bérgamo ressalta que é preciso atenção, ao escrever o texto, para incluir pelo menos dois desafios de valorização desses grupos, como pede o tema da redação. Ela cita que o candidato pode elencar a importância de discutir projetos específicos para produção familiar e valorização cultural desses grupos. "É bem interessante", afirma a professora.

De início pode haver estranhamento em relação ao tema por parte dos candidatos. "Nas aulas que dei nos últimos dias, comentei com meus alunos que o tema ia ser apresentado de forma complicada. Dei o exemplo do tema Os desafios para formação educacional de surdos no Brasil, do Enem 2017", comenta Bérgamo.

"Mas quando o estudante fizer a leitura dos textos de apoio saberá exatamente do que se trata. Vão gostar e saber desenvolver a redação. É um tema que privilegia o aluno que lê, que tem a capacidade de ler e interpretar os textos de apoio", observa a professora.

Veja os temas de redação de anos anteriores:

Enem 2021: Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil

Enem 2020: O Estigma Associado às Doenças Mentais na Sociedade Brasileira (Enem impresso), O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil (Enem digital) e A falta de empatia nas relações sociais no Brasil (Enem PPL e reaplicação)

Enem 2019: Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil

Correção da redação do Enem

redação será corrigida por pelo menos dois corretores, de forma independente.

Cada corretor atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências exigidas. A nota total de cada corretor corresponde à soma das notas atribuídas a cada uma das competências.

Considera-se que há discrepância entre dois corretores se suas notas totais diferirem por mais de 100 pontos; ou se a diferença de suas notas em qualquer uma das competências for superior a 80 pontos; ou se houver divergência de situação.

A nota final da redação do participante será atribuída da seguinte forma:

  • Caso não haja discrepância entre os dois corretores, a nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas
  • Caso haja discrepância entre os dois corretores, haverá recurso de ofício (automático) e a redação será corrigida, de forma independente, por um terceiro corretor
  • Caso não haja discrepância entre o terceiro corretor e os outros dois corretores, a nota final do participante será a média aritmética entre as duas notas totais que mais se aproximarem, sendo descartada a outra nota
  • Sendo a nota total do terceiro corretor equidistante das notas totais atribuídas pelos outros dois corretores e na impossibilidade de aproximação da nota atribuída pelo terceiro corretor com um dos outros dois, por não haver qualquer discrepância entre eles, a redação será corrigida por uma banca composta por três corretores, que atribuirá a nota final do participante, sendo descartadas as notas anteriores
  • Caso haja discrepância entre o terceiro corretor e apenas um dos corretores, a nota final do participante será a média aritmética entre as duas notas atribuídas pelos corretores que não apresentaram discrepância, sendo descartada a outra nota
  • Caso o terceiro corretor apresente discrepância com os outros dois corretores, haverá novo recurso de ofício e a redação será corrigida por uma banca composta por três corretores, que atribuirá a nota final ao participante, sendo descartadas as notas anteriores

Casos em que a redação poderá ter nota zero

A banca avaliadora poderá atribuir nota zero à redação que:

  • Não atender à proposta solicitada ou possuir outra estrutura textual que não seja a estrutura dissertativo-argumentativa, o que configurará “Fuga ao tema/Não atendimento à estrutura dissertativo-argumentativa”
  • Não apresentar texto escrito na Folha de Redação, que será considerada “Em branco”
  • Apresentar até sete linhas manuscritas ou apresentar até dez linhas escritas no Sistema Braile, qualquer que seja o conteúdo, o que configurará “Texto insuficiente”
  • Apresentar impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, o que configurará “Anulada”
  • Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto, o que configurará “Anulada”
  • Apresentar nome, assinatura, rubrica ou qualquer outra forma de identificação no espaço destinado exclusivamente ao texto da redação, o que configurará “Anulada”
  • Estiver escrita predominante ou integralmente em língua estrangeira, o que configurará “Anulada”
  • Apresentar letra ilegível, que impossibilite sua leitura por dois avaliadores independentes, o que configurará “Anulada”

A redação que apresentar cópia dos textos da proposta de redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para a contagem do número mínimo de linhas.

https://jc.ne10.uol.com.br/

AUTOR

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 Amanda Azevedo
Publicado por
Amanda Azevedo
aazevedo@jc.com.br





Tema da redação é 'Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil'

 

Tema da redação é 'Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil'

por Isabela Palhares e Paulo Saldaña | Folhapress

Imagem sobre Tema da redação é 'Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil'
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O tema da redação do Enem 2022 é "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil", divulgou o ministro da Educação, Victor Godoy, nas redes sociais logo após o início da prova neste domingo (13).
 

Os candidatos devem elaborar um texto dissertativo e elaborar uma proposta de intervenção sobre o tema. Na edição passada, o tema havia sido "Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil'.
 

Além da redação, os candidatos também fazem neste domingo as provas de ciências humanas e Linguagens.
 

Eles terão cinco horas e meia para fazer a redação e responder a 90 questões objetivas. No próximo domingo (20), os candidatos fazem as provas de matemática e ciências da natureza.
 

O Enem deste ano recebeu o menor número de inscrições dos últimos 17 anos. A prova, que já teve mais de 8,7 milhões de inscritos, teve em 2022 apenas 3,4 milhões.
 

Durante o governo Bolsonaro, o Enem sofreu um processo de desidratação e passou a ter menos estudantes de escolas públicas e também excluiu os mais pobres e candidatos pretos e pardos.
 

Os portões dos locais de prova foram fechados às 13h e os candidatos começam a fazer as provas às 13h30 e têm até às 19h para escrever o texto e responder às 90 questões.
 

Os participantes só podem deixar a sala de provas, em definitivo, duas horas após o início da aplicação, às 15h30. Por causa da pandemia, os estudantes não podem tirar a máscara durante a aplicação.
 

Veja quais foram os últimos temas da redação do Enem
 

2021 - Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil
 

2020 - O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira
 

2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
 

2018 - Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet
 

2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
 

2016 - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
 

2015 - A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Bahia Notícias

Mancha na laringe de Lula é lesão pré-maligna e requer acompanhamento, diz oncologista


Dr José Guilherme Vartanian no Jornal Hoje - Globo 29 10 2011 Hospital ACCamargo - YouTube

Sem regressão, terá de haver cirurgia. diz o médico

Victoria Azevedo
Folha

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizou exames de rotina neste sábado (12), no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, antes de viajar ao Egito, onde participará da COP27, conferência da ONU sobre mudanças climáticas. Nos exames, foram apontadas inflamação das cordas vocais e leucoplasia na laringe, que é caracterizada por manchas brancas. Eles também mostraram “completa remissão do tumor diagnosticado em 2011”.

Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a leucoplasia não é uma “emergência médica”, mas que requer acompanhamento médico, uma vez que pode evoluir para um câncer. As probabilidades de isso ocorrer, no entanto, são de cerca de 10%.

REMISSÃO DO CÂNCER – Segundo boletim médico divulgado pelo hospital na tarde de sábado, “foram realizados exames de imagens: ecocardiograma, angiotomografias e PET scan, que estão normais e seguem mostrando completa remissão do tumor diagnosticado em 2011”.

“O exame de nasofibroscopia mostra alterações inflamatórias decorrentes do esforço vocal e pequena área de leucoplasia na laringe”, completa o boletim.

O presidente eleito foi acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, que é seu médico, e por Artur Katz e Rubens Brito.

LESÃO PRÉ-MALIGNA – Segundo o oncologista José Guilherme Vartanian, especialista em cabeça e pescoço do A.C.Camargo Cancer Center, a leucoplasia “não é uma emergência médica, mas é preciso acompanhamento de perto”, uma vez que ela é considerada uma “lesão potencialmente pré-maligna” e pode se tornar um câncer.

Ele cita três causas principais para a leucoplasia: tabagismo, etilismo e refluxo gastroesofágico. Para ele, num primeiro momento, é preciso “tirar o fator causal”, ou seja, tratar o que pode ter causado a leucoplasia, e seguir com acompanhamento médico. Caso não haja melhora e seja avaliada a necessidade de uma cirurgia, o procedimento é de baixo risco.

“É uma cirurgia simples, de baixo risco. Geralmente, o paciente vai de alta [hospitalar] no dia seguinte. É simples e rápido”, diz Vartanian.

REPOUSO VOCAL – O pós-operatório, segundo ele, implicaria uma semana de repouso vocal e exercícios com fonoaudióloga. Ele diz que o impacto na voz do paciente depende da localização, na laringe, da leucoplasia.

O oncologista clínico do Grupo Oncoclínicas Pedro De Marchi, especialista em câncer de cabeça e pescoço e coordenador médico do Instituto Oncoclínicas, diz que o tratamento para a leucoplasia é “basicamente observação” e, caso possível, “ressecção da lesão”, via cirurgia.

“Vai depender muito da localização, mas, em geral, essas lesões são passíveis de ressecções simples. Muitas das vezes endoscópicas”, disse, esclarecendo que o fato de um paciente discursar ou falar muito não interfere na chance de a lesão progredir para um câncer “de maneira alguma”.

PRESERVAÇÃO DA VOZ – Assinala o especialista que, uma vez realizada a cirurgia e o paciente se recuperando dela, “não existe nenhum tipo de limitação” em relação à preservação da voz.

“A partir do momento que faz o procedimento, a voz pode ficar comprometida por alguns dias. Mas, quando cicatriza depois do procedimento cirúrgico e o paciente se recupera da cirurgia, vida normal. Nada específico em relação a discursar e falar, não existe nenhum tipo de limitação”, diz De Marchi.

Médico-chefe do serviço de cirurgia de cabeça e pescoço do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Marco Aurélio Kulcsar diz que, se a lesão for pequena, “nem alteração da voz tem”.

CIRURGIA RÁPIDA –  O profissional afirma que, com seus pacientes, uma vez diagnosticada a lesão, ele reavalia o quadro em 15 dias. Caso não haja melhora e considerando o tamanho e localização da lesão, assim como os antecedentes da pessoa, ele realiza a cirurgia.

No sábado, Lula estava acompanhado no hospital de sua esposa, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja, e do deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP).

Nas redes sociais, Padilha escreveu que “os resultados foram ótimos” e que Lula está firme e forte para mudar o Brasil. “O tumor que ele teve há 10 anos está em completa remissão e sua saúde está pronta para governar o país pelos próximos anos”, disse o parlamentar, sem se referir à leucoplasia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Excelente reportagem de Victoria Azevedo, muito elucidativa. Confirma totalmente a informação da Tribuna da Internet, no sentido de que, no próximo exame de Lula, caso a lesão não regrida por via medicamentosa, o presidente eleito terá de fazer a cirurgia preventiva, pois no caso nem é possível fazer biopsia, para definir se há câncer ou não. Quanto à cobertura da imprensa, foi constrangedora a mancada de O Globo, Estadão, Correio Braziliense, Veja etc., etc. Todos publicaram a versão do PT, com Alexandre Padilha, que é médico, “comemorando” os excelentes resultados do exame de Lula, conforme registrou a Veja. Somente O Globo depois se mancou e deu uma matéria explicando o que é leucoplasia, que é cancerosa em quase 20% dos casos. (C.N.)


Braga Netto tem insuflado militares contra urnas e contra bloqueios nas redes sociais


Presidential Chief of Staff Walter Braga Netto debates strategic management  and governance issues for Brazil | Portal FGV

Braga Netto também não aceita a derrota e insufla o golpe

Guilherme Amado
Metrópoles

Tem partido do candidato derrotado a vice-presidente de Jair Bolsonaro, general Walter Braga Netto, a pressão sobre os militares para que eles se posicionem contra o sistema eleitoral e o bloqueio das redes sociais bolsonaristas.

Braga Netto é um dos mais inflamados no entorno de Jair Bolsonaro, e tem tentado fazer com que os militares também acenem com a militância bolsonarista, como ocorreu nesta sexta-feira (11/11) com uma nota divulgada pelos comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica.

Na avaliação do ex-ministro, é importante que os militares capitalizem politicamente o apoio que vêm recebendo de extremistas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Braga Netto tomou gosto pela política e já escolheu sua sala no escritório alugado pelo PL em Brasília para abrigar Bolsonaro e sua entourage. São cerca de 12 salas, em dois andares, no prédio onde já funciona a sede do partido. (C.N.)


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