quarta-feira, outubro 19, 2022

Religião, blasfêmias e fariseus dominam o debate político neste segundo turno

Publicado em 18 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

CUT defende Estado Laico e reforma política - CUT - Central Única dos Trabalhadores

Charge do Latuff (Arquivo Google)

Vinicius Torres Freire
Folha

A campanha do segundo turno começou com a agitação dos “apoios” de políticos e de gente conhecida aos candidatos. Na maior parte fofoca politiqueira, o assunto praticamente morreu. Faz pelo menos uma semana, a conversa dominante é religião, como indicam certas medidas de temperatura da lama nas redes sociais e como se ouve no comentarismo jornalístico ou parecido com isso.

O vídeo de 2017 de Jair Bolsonaro (PL) no templo maçom, seu “satanismo”, a “Carta aos Cristãos” de Lula da Silva (PT), Bolsonaro no Círio de Nazaré, Bolsonaro e seus fanáticos tumultuando as cerimônias católicas em Aparecida foram as notícias da querela religiosa.

MARÉS DE LIXO -O assunto ferve de diversas maneiras nos subterrâneos das redes, dizem pesquisadores que medem a altura dessas marés de lixo. Depois do tumulto causado por vendilhões do templo em Aparecida, “Bolsonaro Não é de Deus” era um dos assuntos no alto do ranking do Twitter.

E assim chegamos ao décimo dos vinte e oito dias de intervalo entre o primeiro e o segundo turno de votação.

O assunto “religião” não apenas é pautado pela campanha de Bolsonaro. Passou a organizar a política brasileira. Há um partido evangélico, no sentido amplo. A politização do Supremo, que vem de mais de década e já era degradante o suficiente, degenera em política religiosa por causa de Bolsonaro. Católicos e evangélicos votam mais do que nunca em direções majoritariamente opostas.

ESTADO LAICO? – As forças políticas laicas, até faz pouco dominantes ou majoritárias (agora, é duvidoso), não foram capazes de inventar uma reação a esse movimento, de várias frentes, de enquadrar a política pela religião. O ataque é estimulado, mas não determinado de todo, pelo bolsonarismo e pela torrente conservadora ou reacionária em que ele navega.

As lideranças da empresa religiosa, de bancadas parlamentares e mesmo líderes menos mundanos organizaram um bloco político direcionado, que influencia parte grande dos fiéis, tem um programa político-moral, ora adere a Bolsonaro e lança anátemas sobre políticos que julgam desviantes e sobre crentes que não andam na linha justa. Isso é o partido evangélico, “lato sensu”.

O movimento é tão forte que reescreve o passado recente.

CARTA AOS CRISTÃOS – Desde quarta-feira passada, pelo menos, vaza para jornais que uma parte do comando petista havia convencido Lula a publicar uma “Carta aos Cristãos”. Foi a única saída que arranjaram até agora para evitar o apedrejamento político-religioso.

Afora demagogias que quase qualquer político faz com quase qualquer eleitorado específico, religião jamais foi assunto de governos petistas ou tucanos, por falar nisso, menos ainda houve qualquer perseguição religiosa ou algo remotamente parecido.

Agora, Lula tem de participar de um auto de fé midiático. Assim será com qualquer candidato que se oponha à seita reacionária de Bolsonaro ou aos fariseus dinheiristas.

INDIGNIDADES – As blasfêmias e outras indignidades, como a imundície que bolsonaristas promoveram na igreja de Aparecida nesta quarta-feira, serviram para abafar a promessa renovada de golpe (a manipulação da composição do Supremo). Ocupam até agora o lugar de qualquer outra conversa política, pelo menos até que esse ruído canse.

Como lidar com a pauta da conversa bolsonarista é a questão. Bolsonaro não governou, fez campanha de sua revolução reacionária e parasitou o que restava de funcional no Estado. Bolsonaro, muito menos ainda que qualquer outro candidato, não discute planos de políticas de governo na eleição — também parasita a democracia.

Ao menos nas mídias, tem tido sucesso, como teve no 7 de Setembro. As forças de oposição e democráticas ainda não inventaram um jeito de mudar a conversa.

PT admite que Bolsonaro “abalou” Lula ao usar a tática de Trump contra Hillary

Publicado em 18 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Clinton e Trump jogam ao ataque no segundo debate | Euronews

Por trás de Hillary, o candidato Trump fazia caras e bocas

Mônica Bergamo
Folha

A estratégia do presidente Jair Bolsonaro (PL) de se aproximar fisicamente do ex-presidente Lula (PT) durante o debate realizado no domingo (16) é idêntica à adotada por Donald Trump durante um confronto com Hillary Clinton, em 2016, quando os dois disputavam a Presidência dos Estados Unidos.

Bolsonaro é admirador de Trump, e seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP) mantém contato estreito com estrategistas das campanhas disputadas pelo norte-americano.

DISSE HILLARY – No pleito de 2016, Trump se manteve próximo da candidata ao longo do segundo debate entre presidenciáveis. Em um livro de memórias, Hillary afirmou que pôde sentir a respiração do republicano em seu pescoço, tamanha a proximidade.

Durante o debate promovido por Folha, UOL, TV Bandeirantes e TV Cultura no domingo, Jair Bolsonaro chegou a tocar fisicamente em Lula, postando-se bem ao lado do petista em vários momentos.

Em uma das passagens, após o candidato do PT prometer levantar sigilos impostos pela atual gestão do governo federal, o presidente da República passou cerca de dez segundos em silêncio, encarando seu adversário, para em seguida esboçar um sorriso discreto.

Bolsonaro vence debate na Band e revela o mitomaníaco Lula | Donny Silva

Lula falando, e Bolsonaro por trás, ridicularizando o rival

“FICA AQUI, LULA” – Expressando desconforto com a situação, Lula disse estar à disposição do candidato do PL. Bolsonaro, então, colocou a mão no ombro do ex-presidente e disse: “Fica aqui, Lula. Fica aqui”.

Em outro momento, o petista fez um questionamento ao mandatário sobre o desmatamento na Amazônia. “Então fica aqui que eu explico. Pode ficar aqui?”, respondeu Bolsonaro, apontando com o dedo indicador para o chão, em direção aos seus pés.

Integrantes do núcleo duro da campanha do PT acreditam que as atitudes fizeram com que Lula perdesse a sua concentração.

LULA SE PERDEU – O desempenho ruim do petista no terceiro bloco do debate teria sido uma das consequências. Lula falhou na gestão do tempo e deu oportunidade para que Bolsonaro falasse por mais de cinco minutos sozinho, sem contraponto. O equívoco foi comemorado pelo entorno do chefe do Executivo, como mostrou a Folha.

De acordo com pesquisa realizada pela consultoria Quaest, o petista recebeu mais comentários positivos nas redes sociais durante os dois primeiros blocos do debate, tendo entre 43% e 46% de menções positivas, índice superior ao de Bolsonaro.

No terceiro e último deles, Bolsonaro reverteu a situação e ultrapassou seu adversário, alcançando 51% dos comentários elogiosos.

LIVRO DE MEMÓRIAS – A experiência entre Hillary Clinton e Donald Trump nas eleições americanas de 2016 foi relatada pela democrata em um livro de memórias.

“Estávamos em um pequeno palco e não importava para onde eu fosse. Ele me seguia de perto, me encarando, fazendo caretas. Foi inacreditavelmente desconfortável. Ele estava literalmente respirando no meu pescoço. Minha pele arrepiou”, afirmou ela.

O trecho foi lido pela ex-secretária de Estado e registrado em áudio.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Caramba, amigos e amigas! Enfim, apareceu uma jornalista que assistiu ao mesmo debate do que eu. É por sua independência que tenho elogiado Mônica Bergamo aqui na Tribuna. Jornalista precisa ter informantes em todos os partidos, mas não deve permitir que esse relacionamento influa em seu trabalho de análise política. Mônica Bergamo é craque na profissão(C.N.)

Moraes (ele, sempre ele) dá 48 horas para Defesa entregar o relatório sobre as urnas

Publicado em 18 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Antijuridicamente, Moraes adota o argumento “parece que”

Cézar Feitoza
Folha

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Alexandre de Moraes, determinou nesta terça-feira (18) que o Ministério da Defesa entregue, em 48 horas, cópia dos documentos existentes sobre a auditoria das Forças Armadas no processo eleitoral. Na decisão, afirma Moraes: “As notícias de realização de auditoria das urnas pelas Forças Armadas, mediante entrega de relatório ao candidato à reeleição, parecem demonstrar a intenção de satisfazer a vontade eleitoral manifestada pelo Chefe do Executivo, podendo caracterizar, em tese, desvio de finalidade e abuso de poder”, disse.

Além das cópias dos documentos, o presidente do TSE ainda pede que o Ministério da Defesa apresente, no prazo, quais foram as fontes de recursos utilizadas pelas Forças Armadas na fiscalização do pleito.

MAIS EXIGÊNCIAS – Moraes também determina que a defesa de Bolsonaro se manifeste em cinco dias sobre o possível uso político das Forças Armadas na fiscalização do pleito.

A decisão atende uma representação da Rede Sustentabilidade. No documento, o partido afirma que o presidente Bolsonaro tem se utilizado das Forças Armadas para tentar desacreditar o sistema eleitoral e fragilizar o Estado Democrático de Direito.

“Essa pretensão de envolvimento desvirtuado e direto das Forças Armadas no pleito eleitoral vem sendo instrumentalizada concretamente por meio de inúmeras ‘sugestões’ feitas a este Tribunal, a maior parte delas infundadas e sem qualquer suporte técnico, com o pretenso fim de dar maior confiabilidade ao sistema, sem nenhuma vulnerabilidade efetivamente apontar.”

TCU PEDE CÓPIAS – Os resultados da auditoria das urnas também foram requisitados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) na última semana. Apesar da “urgência” solicitada pelo Ministério Público junto à Corte de Contas, o prazo regimental para o envio da documentação se encerra em 26 de outubro.

Aliados do ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, afirmaram à Folha que a pasta ainda não viu detalhadamente a decisão de Moraes. Em rápida análise, no entanto, eles destacam que o pedido é amplo e impreciso.

O argumento é que Moraes pede a “cópia dos documentos existentes sobre eventual auditoria das urnas”. A fiscalização, porém, envolve diversas fases do processo eleitoral, como a verificação da integridade dos sistemas utilizados na urna e a checagem da totalização dos votos.

FISCALIZAÇÃO EM CURSO – Militares próximos ao ministro da Defesa ainda destacam que, apesar de o primeiro turno ter se encerrado, a fiscalização das Forças Armadas só se concluirá semanas após o segundo turno da eleição, após nova análise dos sistemas das urnas e conferência de eventuais anomalias na execução do processo de votação.

O incômodo com a repercussão da auditoria dos militares fez com que generais do Alto Comando do Exército passassem a evitar o assunto. Nesta semana, os 16 militares da mais alta patente da Força estão reunidos em Brasília, para uma série de discussões sobre questões administrativa internas e da conjuntura brasileira.

A principal discussão sobre o tema está relacionada à fiscalização das Forças Armadas no dia da eleição. Para checar se havia fraudes no sistema de votação, os militares acompanharam a realização do teste de integridade e, além disso, fizeram a checagem da transmissão dos votos, comparando informações de mais de 400 boletins de urna com os dados que chegaram ao TSE.

ANALISANDO OS DADOS – Militares foram enviados a mais 153 municípios para tirar fotos dos boletins de urna e enviar os arquivos, via aplicativo Signal, para uma equipe de técnicos das Forças Armadas. Esse grupo passou o domingo (2) da eleição em um andar do prédio do Ministério da Defesa, analisando os dados.

Como a Folha revelou, os militares não encontraram nenhum problema que pudesse prejudicar o resultado das eleições. Eles identificaram somente pequenas falhas, especialmente no teste de integridade. Os problemas, de acordo com os relatos, foram mínimos e poderiam ensejar somente recomendações de aperfeiçoamento ao TSE.

Segundo os relatos de militares que acompanharam o processo, houve casos de urnas desbloqueadas após o representante da Justiça Federal colocar três vezes o dedo no leitor de biometria — e o correto seria liberar após quatro contatos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Moraes (ele, sempre ele), não para quieto. Antigamente iriam dizer que está com bicho-carpinteiro. Agora, passou a dar decisões justificando com “parece que”. Já explicamos aqui na Tribuna que isso não existe em Direito factual. O “parece que” confunde-se com o “fumus boni iuris” (sinal de direito certo) e o “periculum in mora” (perigo de dano evitável), mas só aplicáveis para possível problema futuro. No entanto, o juridiquês adotado por Moraes usa o “parece que” como se fosse Bombril e tivesse mil e uma utilidades. Ora, se foi feita uma fiscalização e não houve erro detectado, Moraes exige ver para crer? Com que direito? Será que ele pensa que foram encontrados erros e os militares estão encobrindo? E se o Ministério da Defesa não cumprir o prazo, o que Moraes fará? (C.N.)

Nas pesquisas, a “alma imoral” das mulheres está rejeitando o machismo de Bolsonaro

Publicado em 18 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Ilustração do Maure (Correio Braziliense)

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Simone Lucie-Ernestine-Marie-Bertrand de Beauvoir (1908-1986), como seu próprio nome sugere, nasceu em berço de ouro, foi educada por professores particulares e estudou filosofia na Sorbonne, onde conheceu o filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980), seu companheiro, com quem foi sepultada seis anos após a morte do “marido”. Viveram juntos, mas nunca se casaram. Considerada a “mãe do moderno movimento das mulheres”, quando escreveu “O Segundo Sexo”, sua obra seminal, não se via como feminista. Sua motivação foi responder à pergunta “O que é uma mulher?”.

A primeira onda do feminismo foi a luta pelo sufrágio universal, desde o final do século XIX, porque as mulheres não tinham o direito de votar; a segunda, foi a luta contra a discriminação no lar, no trabalho e os preconceitos, que não podiam ser alterados apenas pela letra da lei.

NOVO PATAMAR – Simone de Beauvoir elevou o movimento feminista, do qual não fazia parte, a um novo patamar na década de 1960, ao trazer ao debate questões subjetivas que estavam associadas ao existencialismo. Ela diferenciava o ser fêmea do ser mulher.

O papel tradicional de esposa, de dona de casa e de mãe aprisionava as mulheres numa condição em que era afastada de outras mulheres e tinha a vida definida pelo marido. Simone via o “eterno feminino” como uma justificativa para essa desigualdade e buscou o “ser humano na condição feminina”, isto é, a alteridade das mulheres. Ou seja, no reconhecimento de que são pessoas com culturas singulares e subjetivas que pensam, agem e entendem o mundo de suas próprias maneiras.

Reconhecer a alteridade é o primeiro passo para a formação de uma sociedade justa, equilibrada, democrática e tolerante, onde todas e todos possam expressar-se, desde que respeitem também a alteridade alheia.

BOLSONARO MISÓGINO – Esta é a muralha da rejeição que separa o presidente Jair Bolsonaro da maioria das mulheres. Não reconhece a possibilidade de as mulheres escolherem entre si mesmas, como mulher, fundamentalmente diferente do homem e, ao mesmo tempo, a si mesmas como um membro igual da raça humana.

Vem daí a sua misoginia, e sua dificuldade de conviver, por exemplo, com mulheres parlamentares que pensam diferente e não seguem sua liderança, e com jornalistas que ousam fazer perguntas incômodas ou confrontá-lo com suas próprias opiniões.

O resultado aparece nas pesquisas claramente: Na pesquisa do Instituto Paraná, o que mais se aproximou do resultado do primeiro turno, divulgada na quinta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece com 47,6% de intenções de votos e o presidente Jair Bolsonaro com 44,1%.

VANTAGEM PETISTA – Lula perde entre os homens (46,2% contra 47,3%), em empate técnico, mas ganha com uma vantagem de quase oito pontos entre as mulheres (48,9% a 41,1%). Bolsonaro tem feito um enorme esforço para reverter essa diferença, principalmente entre as mulheres evangélicas, mas são muitos votos que precisam conquistados: Dos 156,4 milhções de eleitores aptos, 52%,65 são mulheres. São aproximadamente 6,4 milhões de votos de diferença.

Há um detalhe importante, que não aparece nas pesquisas: nas famílias bolsonaristas, muitas esposas e filhas votam em Lula. Quanto maior a pressão, mais consolidado esse voto, porque é o tipo da coisa que reforça a imagem machista e misógina de Bolsonaro e, ao mesmo tempo, desperta a alma feminina transgressora dos padrões de dominação masculina.

A propósito dessa contradição, a cultura judaica, tão perseguida, tem muita coisa a nos ensinar. Para o rabino Nilton Bonder, a “alma” seria nada mais que o componente consciente da necessidade de evolução, a parcela de nós capaz de romper com os padrões e com a moral conservadora. Sua natureza seria, portanto, transgressora, por não corroborar os interesses da moral tradicionalista.

“A ALMA IMORAL” – Um dos exemplos utilizados pelo rabino para explicar a tese, no livro a “Alma Imoral”, que serviu de roteiro para o monólogo interpretado por Clarice Niskier, de muito sucesso, é justamente a relação corpo-alma.

Ao longo dos anos, a cultura afirmou ser o corpo a fonte do imoral e a alma, do moral. O primeiro ato de Adão e Eva como seres conscientes foi cobrir o corpo nu, dando a noção de indecência e imoralidade do corpo, frente ao despertar da alma supostamente moral. No entanto, é justamente o contrário. A alma é imoral e não o corpo.

A tradição tem três eixos: a família, os contratos sociais e as crenças.

PROCESSO CIVILIZATÓRIO -A família foi moldada para atender às necessidades reprodutivas; os contratos sociais, para preservação da vida humana; e as crenças, para respaldar tudo isso no plano ideológico. O processo civilizatório é a transgressão das tradições, ultrapassando-as, geração após geração, porém, ao mesmo tempo, preserva esses objetivos vitais.

No teatro, Clarice Niskier apresenta o monólogo em estado de nudez real e, ao mesmo tempo, simbólica. A alma desnuda, em conflito com o corpo vestido, coloca em xeque dogmas religiosos. “A psicologia evolucionista aponta o corpo como o gerador da moralidade. É justamente para dar conta de seus interesses de preservação que a moralidade é engendrada. Esta moralidade é oposta às forças transgressoras da alma. Assim, a alma vive do que a sociedade reconhece como imoral”, argumenta o rabino.

Traduzindo, como o voto é secreto, em todas as famílias, a mulher ou a filha votam com a alma, em quem quiser, independentemente das vontades de maridos, namorados e irmãos.

Forças Armadas não atenderão exigências de Moraes sobre fiscalização das eleições

Publicado em 18 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, durante audiência no Senado

Ministro da Defesa dará uma resposta curta e grossa a Moraes

Bela Megale
O Globo

As Forças Armadas vão informar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não fizeram auditoria nas urnas eletrônicas. Segundo fontes do alto escalão militar ouvidas pela coluna, o trabalho realizado pelas Forças Armadas se limitou, apenas, à “fiscalização dos sistemas eletrônicos de votação”, e dentro daquilo que já está previsto nas normas estabelecidas pelo TSE.

Com essa afirmação, a Defesa pretende sustentar que agiu “estritamente dentro da legalidade”, já que não teria feito nada além do que que é definido pela corte eleitoral.

Dessa forma, não deverão ser apresentadas as tais auditorias eleitorais externas que órgãos como o TSE e o Tribunal de Contas da União já cobraram das Forças Armadas.

Este será o teor central da resposta que a Defesa vai encaminhar ao presidente da corte eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes. O magistrado solicitou que a Defesa entregasse a eventual auditoria das urnas em até 48 horas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, as Forças Armadas não entregarão ao TSE os relatórios da equipe que trabalhou nas eleições, e o ministro Alexandre Moraes não poderá fazer nada, absolutamente nada, porque os militares são subordinados diretamente à Presidência da República, não cabe à Justiça exigir o inteiro teor de relatórios sobre fiscalização que foi feita à pedido do próprio TSE, já sabido que não foram encontradas falhas no sistema de votação eletrônica.  E o trêfego argumento de Moraes – no estilo “parece que” – precisa ser expurgado pela Justiça brasileira em todas as suas instâncias, quando não envolver flagrante ameaça de danos pessoais ou institucionais. (C.N.)

Padre Kelmon usa função religiosa para visitar Roberto Jefferson na prisão domiciliar


Candidato do PTB à Presidência, Padre Kelmon já recebeu auxílio emergencial  | O TEMPO

Padre Kelmon foi a revelação do ano como presidenciável

Edoardo Ghirotto
Metrópoles

Padre Kelmon tem feito visitas constantes à casa de Roberto Jefferson, onde o ex-presidente do PTB cumpre prisão domiciliar. Como se apresenta como um líder religioso, Kelmon tem passe livre para encontrar Jefferson, que não pode receber visitas sem autorização judicial.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que prendeu Jefferson no inquérito das milícias digitais, proibiu o petebista de ter comunicação exterior e de receber visitas sem permissão. As regras não se aplicam a líderes religiosos e a advogados.

Jefferson decidiu treinar Kelmon para explorar os 15 minutos de fama que o padre obteve ao se portar como linha auxiliar de Bolsonaro no debate da Globo.

O PTB acredita que Kelmon poderá ser um porta-voz de Jefferson se for preparado corretamente. Grandes veículos de imprensa já entraram em contato com o partido para agendar entrevistas com o padre da Igreja Ortodoxa do Peru.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O padre Kelmon é uma figura carismática, que parece ter mais futuro na política do que na exploração dos fiéis. Se for candidato a vereador em 2024, pode se considerar eleito(C.N.)

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