domingo, junho 26, 2022

Tudo indica que o governo permitirá que o Vale do Javari continue a ser uma terra sem lei


Força-tarefa encontra pertences de Bruno Pereira e Dom Phillips em rio | VEJA

Depois que a PF se for, o crime voltará a dominar a região

Roberto Nascimento

Uma providência enérgica precisa ser tomada com urgência, para estancar a situação de faroeste tupiniquim na riquíssima região amazônica. Em busca do ouro e da riqueza fácil, migraram para a área do Rio Javari grupos de traficantes, milicianos, pistoleiros, o pior da espécie humana. Vicejam ali verdadeiras quadrilhas de assassinos cruéis, sem humanidade, sem alma, sem respeito a nada.

A comprovada omissão do Estado é uma realidade constrangedora, exibida diariamente pela imprensa internacional, através das notícias sobre a execução do indigenista Bruno Pereira e do repórter Dominic Phillips.

RECADO DAS QUADRILHAS – A morte deles, com requintes de crueldade, foi um recado das quadrilhas, sinalizando que ninguém deve se atrever a enfrentar a criminalidade que hoje domina o Vale do Rio Javari, onde vivem as últimas tribos arredias da Amazônia.

O objetivo ali é ganhar muito dinheiro com exportação de madeira, garimpo, pesca ilegal, grilagem de terras e comércio de armas e drogas, porque está comprovado que o país abandonou seu papel de preservação da lei e da ordem nessa região com vastas extensões ainda inexploradas.

E até agora o governo não anunciou nenhuma iniciativa para assumir o controle da situação, limitando-se a fornecer os meios para encontrar os corpos e prender os envolvidos, sem se preocupar em reverter a degradação que lá se verifica.

DISSE POSSUELO– É uma tristeza constatar a que ponto o Brasil chegou. Assisti à entrevista do programa Roda Viva da última segunda-feira, disponível no YouTube, com o consagrado sertanista Sidney Possuelo, aos 82 anos, em plena forma na defesa dos povos indígenas.

Sidney Possuelo trabalhou com os irmãos Villas Boas e foi presidente da Funai no governo do presidente Fernando Collor. Recentemente, devolveu ao governo a medalha de Honra ao Mérito que recebera pela defesa dos silvícolas.

Foi um protesto pelo fato de Bolsonaro ter recebido a mesma medalha, embora seu governo tenha abandonado os indígenas e a próprio Amazônia.

DECLARAÇÃO ABSURDA – Na entrevista, Possuelo lembrou a absurda e desumana declaração de Bolsonaro, que chegou ao cúmulo de afirmar que a Cavalaria brasileira foi incompetente em comparação com a Cavalaria dos Estados Unidos, que exterminou um número incalculável de índios norte- americanos.

Vale a pena assistir o que o sertanista disse ao longo do programa. Sua principal afirmação referiu-se à atuação das comunidades indígenas na preservação da floresta, possibilitando o redirecionamento dos ventos que se chocam com o paredão congelado da Cordilheira dos Andes e retornam provocando as chuvas, especialmente no Sudeste e no Sul, uma realidade comprovada cientificamente e que pode ser alterada pelo desmatamento acelerado.

Tudo isso é lamentável. Mostra que  o Brasil vai perdendo sua identidade de forma avassaladora. Estamos ficando violentos e sem alma humana. E ainda falam em Deus, em vão, pois nossos governantes estão muito longe da cristandade. A preocupação única parece ser angariar votos dos evangélicos na corrida eleitoral.

Para blindar Lula, PT tenta desesperadamente impedir a formação da CPI da Petrobras

Publicado em 26 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Pagamentos para nora, filho, reforma em triplex: as vezes em que Lula foi  citado na Lava Jato

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Carlos Newton

Já era esperado. No Congresso, tudo o que se faz – ou não se faz – depende diretamente da sucessão presidencial. Em momento algum o interesse público é levado em consideração, os parlamentares se preocupam apenas com o efeito eleitoral. Um bom exemplo são as comissões parlamentares de inquérito. São cogitadas, simultaneamente, as criações de duas CPIs. Uma delas seria sobre a Petrobras e o alto preço dos combustíveis e a outra devassaria as propinas evangélicas no Ministério da Educação.

As duas comissões são consideradas absolutamente necessárias, mas apenas a CPI do MEC tem condições de ser criada no Senado, mas na Câmara a CPI da Petrobras parou nas 140 assinaturas e não vai adiante, de jeito algum.  

LULA BLINDADO – A cúpula do PT e dos partidos satélites (Rede, Solidariedade, PSOL e PCdoB) chegou à conclusão de que a CPI da Petrobras tem enorme potencial para atingir a candidatura do presidente Lula, porque a implantação da PPI (Política de Paridade Internacional) foi feita para aumentar os lucros e indenizar os investidores americanos que sofreram prejuízos devido à corrupção dos governos do PT, fato que levou a estatal a ser punida nos EUA.

Para o prejuízo não ir longe demais, a Petrobras se comprometeu a pagar US$ 933 milhões a título de indenização aos investidores norte-americanos pelas perdas provocadas pela rapina do PT, além de uma multa de US$ 853 milhões à SEC, entidade que regula o mercado de capitais nos EUA.

Tentando evitar que Lula seja culpado pelos altos preços dos combustíveis, revivendo os escândalos da Lava Jato, o quartel-general do PT agora luta desesperadamente para abortar a CPI da Petrobras, enquanto a base aliada de Bolsonaro não consegue as 179 assinaturas necessárias 

ALEGAÇÕES DE LULA – Na quinta-feira, dia 23, Lula criticou a iniciativa da base de Bolsonaro para instaurar a CPI da Petrobras no Congresso. “Eu não sei o que eles querem com essa CPI. Veja que engraçado. Estão tentando destruir a Petrobras a cada passo (…) e agora querem fazer CPI pra quê? Pra jogar a culpa em cima da Petrobras?”, declarou, em entrevista à Rádio Difusora do Amazonas.

“O que Bolsonaro quer é confusão. A culpa é do governo e somente do governo. Deveriam fazer uma CPI sobre o Bolsonaro e sobre as mentiras do governo”, acrescentou.

O ex-presidente criticou a política de paridade da importação, mas não mencionou que isso ocorreu devido aos prejuízos tidos pela Petrobras com a corrupção.

BOLSONARO ZOMBA – O presidente Jair Bolsonaro aproveita para ironizar o rival Lula e diz que assinaria a CPI da Petrobras se fosse deputado, mas não consegue mobilizar sua base aliada para conseguir criar a CPI que acabaria por investigar Lula. 

A incompetência política de Bolsonaro é acompanhada pelos candidatos da terceira via.  Ciro Gomes, do PDT, e Simone Tebet, do MDB, deveriam estar na linha de frente para a criação da CPI contra Lula, mas estão fazendo olhar de paisagem, parecem não entender o que está acontecendo de importante nos bastidores da política.

As duas Comissões Parlamentares de Inquérito são importantíssimas. No Senado, a oposição afirma já ter as 27 assinaturas para a CPI do MEC, mas na Câmara, continua marasmo da base aliada de Bolsonaro.

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P.S. – Como costuma dizer nosso amigo Pedro do Coutto, são coisas da política. (C.N.)

Bolsonaro segue no páreo com a caneta de presidente, mas a reeleição está complicada


Bolsonaro: não tem como Lula estar com "45% das intenções de voto"

Ilustração reproduzida do Metrópoles

Silvio Cascione
Estadão

Entre 25% e 30% dos eleitores consideram que o presidente Jair Bolsonaro faz um bom ou ótimo governo. Ainda que não seja popular, Bolsonaro tem níveis de apoio razoáveis para os padrões da América Latina hoje, com presidentes que sofrem com luas de mel curtas e uma grande insatisfação popular. Com esses números, Bolsonaro ainda está na disputa para a reeleição.

Há uma semana, neste mesmo espaço, argumentei que a rejeição a Lula tende a subir, o que tornaria a eleição mais competitiva. Se, enquanto isso, Bolsonaro também conseguir recuperar popularidade, a eleição será ainda mais apertada.

MESMO DESAFIO – Bolsonaro tem o desafio de repetir Lula e Dilma, que viram seus índices de aprovação subir durante suas campanhas à reeleição, ainda que em contextos diferentes. Lula, em 2006, começou o ano com 36% de aprovação, viu a economia crescer e terminou o primeiro mandato com taxa de ótimo/bom acima de 50%.

Dilma, por sua vez, viveu uma situação parecida com a de Bolsonaro hoje – com grandes desafios econômicos. Na época, o Brasil estava à beira da recessão, e mesmo assim Dilma viu seus índices de aprovação saltarem de 32% para 42% entre julho e outubro de 2014.

Bolsonaro espera ter a mesma sorte em 2022. Isso, aliás, vinha ocorrendo no primeiro trimestre do ano, quando sua popularidade subiu três pontos percentuais.

PERDENDO FÔLEGO – Naquele momento, no início do ano, a economia se recuperava da pandemia, com crescimento do emprego e da renda. Mas essa recuperação já vem perdendo fôlego.

Com sua popularidade estacionada, e preocupado com uma iminente derrota, o presidente tem tentado atacar o principal problema reportado pelos eleitores – a inflação – mexendo na Petrobras e pressionando o Congresso e estados a baixarem impostos sobre as contas de luz e os combustíveis.

Quando a campanha esquentar, Bolsonaro também conta com uma forte propaganda para reconquistar eleitores que, hoje, o rejeitam.

NOVOS REAJUSTES – Há condições para que Bolsonaro vire o jogo. A economia, hoje, está melhor do que em 2014, e uma campanha eficiente pode ajudar o presidente da mesma forma como ajudou Dilma.

O problema, para ele, é que não basta uma pequena melhora: a julgar pelas pesquisas, ele precisa acelerar o passo para alcançar Lula, e o cenário econômico ainda deve trazer muitos obstáculos pela frente – a começar pela possibilidade grande de novos reajustes de combustíveis.

Além disso, a rejeição a Bolsonaro é bem maior do que a enfrentada por Lula e Dilma em eleições anteriores. A tendência é a de uma eleição competitiva – mas com Lula favorito.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Desconfio muito dessas análises que falam apenas em Lula e Bolsonaro, desconhecendo a existência dos outros candidatos. Na verdade, significam apenas ridículas tentativas de fortalecer a polarização, que é a única maneira de Lula ou Bolsonaro vencerem. Se a candidatura de terceira via passar para o segundo turno, a eleição deles já era… Mas quem se interessa? (C.N.)

sábado, junho 25, 2022

O Cafezinho



A cada hora, 3 brasileiros sofrem amputação de pernas ou pés

 Sábado, 25 de Junho de 2022 - 17:20

A cada hora, 3 brasileiros sofrem amputação de pernas ou pés
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

No período de 2012 a 2021, 245.811 brasileiros sofreram amputação de membros inferiores, envolvendo pernas ou pés, uma média de 66 pacientes por dia, o que significa pelo menos três procedimentos realizados por hora. As informações são da Agência Brasil.

 

O levantamento inédito foi feito pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), com base em dados do Ministério da Saúde. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da sociedade, Julio Cesar Peclat de Oliveira, afirmou que “o problema é que, quando a gente compara com os últimos anos, vemos que a situação vem piorando e, coincidentemente, com a pandemia de covid-19.”

 

Pela análise dos números, o médico interpretou que muitos pacientes perderam a continuidade do tratamento de doenças crônicas como, por exemplo, o diabetes, que é uma das principais causas de amputação de membros inferiores.

 

“É uma doença crônica e o tratamento tem de ser crônico, ou seja, não pode ser descontinuado”. Ele explicou que, quando a pessoa é diabética e não faz tratamento adequado e usa medicamentos, “ela descompensa a doença e fica mais vulnerável aos riscos de, por exemplo, ter uma ferida no pé que vai infectar e gangrenar, evoluindo com perda desse membro”.

 

Peclat de Oliveira afirmou que cerca de 70% das amputações são motivadas por uma pequena ferida ou calo no pé. Por isso, recomendou que o paciente diabético precisa ter disciplina rígida e fazer o autoexame diário, principalmente do chamado pé neuropático, caracterizado pela perda progressiva da sensibilidade.

 

“De maneira geral, o recado é que devem fazer o autoexame dos pés, principalmente o paciente diabético”. O médico recordou que muitos pacientes não sabem que são diabéticos. Muitos só vão se inteirar disso quando vão ao consultório tratar varizes, marcam cirurgia e o médico constata que seus níveis glicêmicos estão nas alturas.

 

“No mundo, uma em cada cinco pessoas não sabe que é portador dessa doença. A pandemia nos revelou isso. Muitos pacientes que chegam ao consultório ou aos serviços de urgência com complicações do diabetes só descobrem que a têm após o atendimento”, destacou.

 

O diabetes é uma doença muito ligada ao sedentarismo e à obesidade e vem aumentando, progressivamente, em todo o mundo, segundo o médico. Durante a pandemia, iniciada em 2020, as pessoas tiveram menos acesso às unidades de saúde e as doenças crônicas “foram maltratadas por conta disso”. Segundo ele, o tabagismo é outra grande causa de amputações de membros pelo entupimento de artérias.

 

Alerta
Para especialistas da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, o aumento no número de amputações, durante o período da pandemia, é um alerta para as consequências da suspensão de tratamentos clínicos. “Os níveis estão alarmantes, realmente”, analisou o angiologista e cirurgião vascular. Outros fatores de risco incluem hipertensão arterial, dislipidemia, idade avançada, insuficiência renal crônica, estados de hipercoagubilidade e histórico familiar.

 

De acordo com a pesquisa, em 2020, quando a crise epidemiológica se instalou no Brasil, a média diária de amputações chegou a 75,64. Já em 2021, o número evoluiu para 79,19/dia. Entre 2020 e 2021, em torno de 56.513 brasileiros foram submetidos ao processo de amputação ou desarticulação de membros inferiores, o que significa uma média mensal de procedimentos de 2.354, em plena crise sanitária. Por dia, esse valor corresponde à média de 77,4 cirurgias.

 

Entre 2012 e 2021, o número de amputações subiu 56%. No ano passado, foi registrado o maior quantitativo de procedimentos (28.906), contra 18.908, no início da série. Pelos cálculos da SBACV, 2022 deverá mostrar elevação do total de amputações. O levantamento aponta que, pelo menos, 82,44 pessoas foram amputadas diariamente entre janeiro e março deste ano, com média mensal de 2.473 procedimentos.

 

Por regiões, a sondagem apurou que entre 2012 e 2021, a região Sudeste respondeu por 42% de todas as amputações efetuadas no Brasil, somando 103.509 pessoas amputadas. Em seguida, aparecem o Nordeste, com 80.124; o Sul, com 35.222; o Centro-Oeste (13.514); e o Norte (13.442). “Os grandes centros têm maior demanda de pacientes e, talvez, unidades de saúde mais bem preparadas”, estimou o presidente da SBACV. Destacou ainda que além do diabetes e do tabagismo, outra causa significativa de amputações de membros inferiores no Brasil são acidentes de trânsito, principalmente envolvendo motociclistas.

 

Por unidades da federação, a pesquisa revela que Alagoas foi o estado que mais apresentou alta no número de amputações (173%,) na comparação entre o início e o fim da série histórica, passando de 182 para 497 procedimentos. Também tiveram crescimentos significativos Roraima (160%), Ceará (146%) e Rondônia (116%). Em contrapartida, Amapá e Amazonas foram os únicos estados do país onde se observou queda no período, com reduções de 29% e 25%, respectivamente.

 

Em números absolutos, os estados que mais executaram procedimentos de amputações de membros inferiores no sistema público de saúde foram São Paulo (51.101), Minas Gerais (26.328), Rio de Janeiro (21.265), Bahia (21.069), Pernambuco (16.314) e Rio Grande do Sul (14.469). Já os estados com menor número de registros foram Amapá (315), Roraima (352), Acre (598), Tocantins (1.154) e Rondônia (1.383). O presidente da SBACV salientou que a possibilidade de o paciente sofrer uma amputação de membros inferiores independe da situação socioeconômica dele. “Se não tem aquela atenção em relação a seus pés, pode ser um paciente amputado”. Disse que as amputações se dão mais ao nível dos pés e dedos, podendo cortar também todo o anti pé, a perna abaixo do joelho e a perna no nível da coxa.

 

“E sempre que você faz uma amputação é na falência do tratamento clínico ou cirúrgico”. No caso de um tabagista inveterado, com entupimento da veia femural, por exemplo, se ele vai precocemente ao consultório com queixa de dor quando caminha, o médico consegue vascularizar a perna, leva sangue para o pé e resolve a situação do paciente. “O problema é quando esse paciente não chega nessa fase e procura o hospital público com gangrena no pé. Aí, já não se tem mais o que fazer. Salva a vida dele fazendo a amputação do pé ou da perna”. Peclat de Oliveira sustentou que tudo em medicina é prevenção. “Se você, ao menor sinal, faz a sua avaliação com um especialista, pode ser, simplesmente, diabetes descompensada de neuropatia”.

 

Próteses

Peclat comentou que pacientes submetidos a amputações, inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), conseguem ter sobrevida muito parecida com pacientes normais, com qualidade de vida. O problema é que grande parte dos pacientes amputados são idosos e fumantes, ou seja, não têm uma reserva cardiopulmonar boa e não conseguem protetizar, isto é, se adaptar ao uso de próteses. “Esses pacientes ficam acamados ou em uma cadeira de rodas para o resto da vida. Aí, sim, ele tem uma sobrevida menor e uma possibilidade de qualidade de vida péssima. É muito triste a realidade desses pacientes”. Acrescentou que a maior diferença do paciente amputado jovem para o crônico é que este não costuma se adaptar rapidamente a uma prótese.

 

Além de representar um grave problema de saúde pública, o crescimento constante no número de amputações no Brasil traz impactos negativos aos cofres públicos, consumindo parte das verbas em saúde destinadas aos estados. Somente em 2021, foram gastos R$ 62.271.535,96 em procedimentos realizados em todo o país. Entre janeiro de 2012 e março de 2022, considerando a inflação de cada ano, as despesas somaram R$ 660.021.572,69, com média nacional de R$ 2.685,08 por procedimento.

 

Recomendações
O cirurgião vascular titular da SBACV, Eliud Duarte Junior, coordenador nacional da Diretriz do Pé Diabético da Associação Médica Brasileira (AMB), afirmou que algumas medidas podem diminuir os riscos de complicações nos pés de pessoas diabéticas. Alimentar-se de forma equilibrada, praticar atividade física, manter controle da glicemia contribuem para a melhora do sistema vascular como um todo. Duarte Junior recomendou algumas medidas simples que podem ajudar na prevenção do pé diabético, quando incorporadas à rotina.

 

Entre as medidas, estão:

 

- não fazer compressas frias, mornas, quentes ou geladas nem escalda pés porque, devido à falta de sensibilidade acarretada pela neuropatia, a pessoa pode não perceber lesões nos pés;

- usar meias sem costuras ou com as costuras para fora, para evitar o atrito da parte áspera do tecido com a pele;

- não remover cutículas das unhas dos pés, porque qualquer machucado, por menor que seja, pode ser uma porta de entrada para infecções;

- não usar sandálias com tiras entre os dedos;

- cortar as unhas retas e acertar os cantos com lixa de unha, mas com muito cuidado;

- hidratar os pés, porque pele ressecada favorece o surgimento de rachaduras e ferimentos;

- nunca andar descalço, porque pode não sentir que o chão está quente ou que cortou ou feriu o pé;

- examinar sempre as plantas dos pés e tratar logo qualquer arranhão, rachadura ou ferimento, recorrendo, se preciso, à ajuda de um familiar ou amigo;

- não usar sapatos apertados ou de bico fino; tratar calosidades com profissionais de saúde; olhar sempre o interior dos calçados antes de usá-los; e enxugar bem entre os dedos após o banho, piscina ou praia.

 

Exames
O presidente da sociedade brasileira sustentou que a ida precoce a um especialista por pacientes com doenças crônicas evita a mutilação. Afiançou que, para os médicos e suas equipes, isso é demonstração de insucesso.

 

“Faça seus exames regulares com um clínico geral e, ao menor sinal de descompensação com uma doença crônica como diabetes, hipertensão arterial, procure um angiologista ou cirurgião vascular, para que ele também possa orientar da melhor forma possível e evitar um desfecho tão trágico como uma mutilação. Isso não é ruim só para o paciente. Quando vou fazer uma amputação, eu e minha equipe ficamos mal. É uma demonstração de insucesso. É muito bom, por outro lado, quando a gente consegue salvar um membro. A gente odeia fazer uma amputação, mesmo que seja de um dedo. É muito ruim, e aquele paciente vai carregar aquilo para toda vida.”

Bahia Notícias

'PM seguirá Exército em caso de ruptura institucional', diz Bolsonaro no WhastApp

 Sábado, 25 de Junho de 2022 - 17:45

'PM seguirá Exército em caso de ruptura institucional', diz Bolsonaro no WhastApp
Foto: Alan Santos / PR

Após as revelações do caso envolvendo o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou, na manhã deste sábado (25), a grupos de WhatsApp uma ameaça feita no ano passado pelo presidente da Amebrasil (Associação dos Militares Estaduais do Brasil), coronel Marcos de Oliveira, intitulada "Polícia Militar seguirá o Exército em caso de ruptura institucional".

 

Segundo informação da coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo, o presidente "requentou" uma tentativa de intimidação feita em agosto de 2021. A postura do coronel da PM de Brasília foi feita pouco antes do 7 de setembro do ano passado, quando bolsonaristas saíram às ruas para pedir o fechamento do STF.

 

Veja abaixo o conteúdo encaminhado por Bolsonaro em dos grupos que participa:

 

Foto: Reprodução

Na Marcha para Jesus, Bolsonaro investe no discurso do bem que luta contra o mal

Publicado em 25 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

 (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Bolsonaro sabe fazer campanha e foi ovacionado pelos fiéis

Tainá Andrade
Correio Braziliense

Em evento da Marcha para Jesus, neste sábado, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, o presidente Jair Bolsonaro disse que ao formar os ministérios para o seu governo, “fez o contrário” do que gestões anteriores fizeram em Brasília, mesmo sob pressão. A justificativa para tal atitude, segundo ele, foi a “lealdade” ao povo.

“Não é fácil, um milagre a minha sobrevivência, porque não dizer quase um milagre uma eleição. Depois, também, formar um ministério com pressões as mais variadas possíveis para que Brasília continuasse como sempre esteve ao longo das últimas décadas, fizemos ao contrário. Apostamos porque sempre devi lealdade ao povo que está na minha frente”, declarou para uma multidão de aproximadamente 50 mil participantes, que o ovacionaram com gritos de “mito”.

EVENTO RELIGIOSO – Esta é a terceira vez que Bolsonaro participa do evento que reúne um público majoritariamente evangélico. Nesta edição, no entanto, o presidente enfrenta uma denúncia de esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC), que culminou na prisão do ex-ministro e pastor, Milton Ribeiro, a quem Bolsonaro avisou sobre a operação da Polícia Federal.

Mais uma vez, Bolsonaro disse que “é difícil” a missão de estar à frente da gestão do Brasil. Segundo ele, essa missão não é só material, mas espiritual. “As outras questões nós superaremos [questões relacionadas à economia], são as questões espirituais. É uma luta do bem contra o mal”. Em seu discurso, o chefe do Executivo informou que “tirou da zona de conforto quem queria o mal do país”.

“Eles se uniram, assolaram com a nossa democracia, nos acusam do que eles verdadeiramente são, se julgam os donos da verdade, acham que podem tudo, até mesmo nos escravizar. Sempre digo, para mim é mais fácil estar do outro lado, mas não podemos nos esquecer de uma coisa, todos nós aqui, sem exceção, teremos um ponto final um dia e o currículo que apresentaremos lá em cima é tudo aquilo que fizemos aqui embaixo”, afirmou.

O BEM E O MAL – Ao misturar trechos da Bíblia para explicar atitudes que tomou à frente do governo, Bolsonaro mencionou vários temas que diferem a direita da esquerda para exemplificar como são as batalhas entre o bem e o mal.

“Nessa briga para o bem contra o mal nós sabemos o que está na mesa, um lado defende o aborto, o outro é contra. Um lado defende a família, o outro quer cada vez mais desgastar seus valores, um lado é contra a ideologia de gênero, o outro é favorável. Um lado quer que o seu povo se arme, para que se afaste cada vez mais à sombra daqueles que querem roubar a sagrada liberdade. Eu tenho dito, povo armado jamais será escravizado. Vendam as suas capas, comprem espadas, está no livro que chamamos de Bíblia sagrada. Ali, mesmo pra quem não é cristão existem muitos ensinamentos para a nossa vida”, afirmou.

Para ele, ainda, “cada um quer a sua própria Carta Magna” para ditar o que é verdade na Constituição.

CRISE DA PANDEMIA – Bolsonaro acredita que a população sofreu com a falta de liberdade diante da pandemia e com a pressão para que o governo tomasse uma decisão em relação às restrições. Por isso, com sua postura contrária, ele conseguiu demonstrar como funciona a política.

“Muitos queriam que a gente tomasse uma decisão, entendo que a minha chegada no Executivo servisse para que o brasileiro, em geral, começasse a entender o que é político e o que representa para nós cada um dos três poderes. Creio que esse momento está praticamente vencido”, pontuou.

Ao lado dele estava a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o empresário Luciano Hang, o senador Esperidião Amin (PP-SC), os deputados estaduais Osmar Vicentini (PSL), Sargento Lima e Jessé Lopes (ambos do PL), o prefeito da cidade, Fabrício José Satiro de Oliveira (PSB), o prefeito de Itajaí, cidade próxima a Balneário,Volnei Morastoni (PMDB), e o ex-secretário especial de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro tem uma vantagem – sabe mesmo fazer campanha popular, no estilo Jânio Quadros, que se apresentava com uma vassoura, dizendo que ia varrer a sujeira de política. Bolsonaro é um Jânio militarizado e evangelizado. Conta com o povão para ser reeleito e realmente tem possibilidade de virar o jogo contra Lula, assim como a terceira via também tem chance de passar para o segundo turno. Esta será uma eleição eletrizante. (C.N.)

Após ser preso pela PF, pastor Arilton disse à advogada que poderia “destruir todo mundo”

Publicado em 25 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Empresário diz à PF que pastor Arilton Moura pediu R$ 100 mil como  'colaboração' - Brasil 247

Pastor pediu R$ 100 mil a empresário como uma “colaboração”

Pedro Grigori
Correio Braziliense

O pastor Arilton Moura, preso na última quarta-feira (22/6) sob acusação de atuar no “balcão de negócios” do Ministério da Educação (Mec), prometeu “destruir todo mundo” se a investigação atingisse a família dele. A ameaça foi interceptada pela Polícia Federal e o áudio foi divulgado pelo jornal O Globo.

Em telefonema com a advogada, o pastor diz que havia sido detido pela Polícia Federal e demonstrava preocupação com a esposa. “Eu preciso que você ligue para a minha esposa, acalme minha esposa. Porque se der qualquer problema com a minha menininha, eu vou destruir todo mundo”, disse.

ENTRA EM ORAÇÃO – Em resposta, a advogada pede que o pastor fique calmo. “Entra em oração para se acalmar e a gente cuida das coisas por aqui”.

Arilton foi detido em Belém, na mesma ação que prendeu o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, e o pastor Gilmar Santos, de quem é considerado “braço direito”. Os dois pastores são acusados de pedirem propina a prefeitos em troca da liberação de verba e investimentos do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para municípios.

Atualmente, Arilton é assessor de assuntos políticos da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros da Assembleia de Deus no Brasil. Antes disso, foi secretário extraordinário para Integração de Ações Comunitárias do governo Simão Jatene (PSDB) no Pará, e antigo presidente paraense do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), que hoje é o Podemos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O Planalto recomenda que o pastor Arilton Moura, que foi libertado sexta-feira, junto com os demais envolvidos, pelo desembargador federal Ney Bello, do TRF-1, cotado para ser promovido ao STJ, permaneça permanentemente em oração, para evitar cair em tentação de destruir todo mundo. E aí onde se lê “todo mundo”, por favor leia-se a “cúpula do governo federal”.  E “vade retro”, diria o padre Quevedo, que era um religioso sério e não explorava a fé em benefício próprio. (C.N.)

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