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Procuradoria cita interferência de Bolsonaro, e juiz manda ao STF caso Milton Ribeiro

 Sexta, 24 de Junho de 2022 - 15:40

por Fábio Serapião e José Marques | Folhapress

Procuradoria cita interferência de Bolsonaro, e juiz manda ao STF caso Milton Ribeiro
Foto: Isac Nóbrega/PR

O juiz Renato Coelho Borelli, da Justiça Federal do Distrito Federal, enviou os autos das investigações sobre o ex-ministro Milton Ribeiro e pastores suspeitos de atuarem no Ministério da Educação para análise do STF (Supremo Tribunal Federal) após suspeitas de interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas apurações.
 

O magistrado deu a decisão após o Ministério Público Federal apontar "indício de vazamento da operação policial e possível interferência ilícita por parte do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro nas investigações".
 

Como a Folha de S.Paulo revelou, o delegado federal responsável pelo pedido de prisão de Milton Ribeiro afirmou em mensagem enviada a colegas que houve "interferência na condução da investigação".
 

Bruno Calandrini diz no texto que a investigação foi "prejudicada" em razão de tratamento diferenciado dado pela polícia ao ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.
 

O juiz determinou a interrupção de interceptações telefônicas dos investigados e a remessa do processo para o Supremo. Ele solicita que a ministra Cármen Lúcia, que ficou responsável por decisões nas investigações sobre Milton Ribeiro quando ele era ministro, seja a relatora do caso

Bahia Noticias

Vacina contra Influenza será ofertada a toda a população na segunda

A campanha atingiu apenas 61% do público alvo, em Sergipe, sendo aplicadas 373.873 doses de vacinas. (Foto: SES)

em 24 jun, 2022 14:40

Termina nesta sexta-feira, 24, a Campanha Nacional da Vacinação contra a Influenza. Com término da campanha dos grupos prioritários, a partir de segunda-feira, 27, as doses remanescentes podem ser aplicadas em pessoas de outras faixas etárias que devem procurar os postos de vacinação dos municípios.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com a ampliação do público, todas as pessoas acima de 6 meses podem receber o imunizante, o qual está disponível em todas as 45 Unidades Básicas de Saúde, nos três shoppings da capital (Riomar, Jardins e Aracaju Parque Shopping), Parque da Sementeira (de 8h às 13 horas) e Carro da Vacina, que esta semana estará na Praça da Juventude, na Farolândia.

Para receber a vacina, basta apresentar cartão SUS, cartão de vacinação (se tiver) e comprovante de residência de Aracaju.

Cobertura vacinal

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a campanha atingiu apenas 61% do público alvo, em Sergipe, sendo aplicadas 373.873 doses de vacinas.

Entre as crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11meses e 29 dias) a cobertura vacinal foi de 47%; as Puérperas 39%; os trabalhadores da saúde 67% ; a cobertura vacinal dos Indígenas 96%; das gestantes 42%; e a cobertura vacinal dos idosos contra a influenza foi de 69%; já dos professores 56%.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que pessoas dos grupos inseridos anteriormente na campanha e que ainda não se vacinaram também poderão comparecer aos postos de saúde.

por Aisla Vasconcelos
com informações da SES e SMS

INFONET

Em defesa do país, Monteiro Lobato foi preso por criticar Getúlio Vargas e o Estado Novo

Publicado em 24 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Diário de Taubaté e Região – Quando Monteiro Lobato foi preso por criticar  a tortura do Estado Novo

Lobato, preso e fichado por defender o petróleo nacional

Do Diário de Taubaté

Além de brilhante escritor, Monteiro Lobato foi um nacionalista convicto que ao longo de sua vida defendeu a importância do Brasil se estruturar para explorar o petróleo disponível em terras nacionais, evitando que empresas estrangeiras usufruíssem do bem que é nosso.

O fato de defender livremente suas ideias, acabou levando Lobato à prisão. Insatisfeito com as políticas públicas direcionadas ao setor petrolífero, no dia 24 de maio de 1940, em plena Ditadura do Estado Novo, o escritor enviou cartas ao então presidente Getúlio Vargas e ao general Góes Monteiro, chefe do Estado-Maior do Exército.

PETRÓLEO É NOSSO – Nessas cartas, Lobato criticava os rumos que a política do governo havia adotado em relação a exploração do petróleo nacional, acusando o Conselho Nacional de Petróleo de retardar deliberadamente a criação da indústria petrolífera nacional além de perseguir as indústrias nacionais já instaladas no Brasil.

Getúlio tomou as palavras de Lobato como injuriosas e assim um processo contra o escritor foi instalado. Era madrugada do dia 27 de janeiro de 1941, quando Monteiro Lobato foi arrancado de sua casa por agentes policiais e levado para a sede do DEOPS em São Paulo. Após ser qualificado, o escritor foi transferido para a Casa de Detenção.

Mais tarde, naquele mesmo dia 27, a Superintendência de Segurança Política e Social de São Paulo realizou uma busca e apreensão de documentos no prédio da Rua Felipe de Oliveira, 21, 9º andar, sala 4, onde ficava o escritório de Monteiro Lobato.

INQUÉRITO RÁPIDO – Entre os documentos encontrados estava a cópia da carta que o escritor havia remetido ao Presidente da República e ao general Góes Monteiro, o que, para o delegado Rui Tavares Monteiro, da Superintendência de Segurança Política e Social de São Paulo, já era subsídio suficientes para concluir o inquérito policial e declarar Lobato culpado do crime de injúria contra o então Presidente da República, em 1º de fevereiro de 1941.

Monteiro Lobato permaneceu preso na Casa de Detenção de São Paulo por quatro dias. Incomunicável, sem o direito de receber visitas, de conversar com outros detentos e de tomar banho de sol.

No dia 28, Lobato recebe um pacote enviado por sua esposa, Purezinha, com roupas de baixo, aspirinas e produtos para sua higiene pessoal. Ele põe tudo de lado, desamassa o papel do embrulho e escreve ali uma carta a sua esposa.

OS PENSAMENTOS – “Purezinha, só contarei o que é a vida em prisão. É a gente sozinho com os pensamentos, nunca o pensamento trabalha tanto. Mas de tanto trabalhar acaba girando num círculo. Meu dever era só cuidar de tua felicidade, Purezinha, e no entanto passei a vida a te contrariar e a fazer asneiras que tanto nos estragaram a vida”, escreveu, acrescentando:

“Estou preso há quase 3 dias e já me parecem 3 séculos. As horas tem mais de mil minutos. As noites não têm fim. Sou obrigado a não fazer nada. Não há o que ler – nem jornais. E a incomunicabilidade em que estou agrava tudo, porque me isola completamente do mundo exterior. Não posso falar com ninguém nem comunicar-me com ninguém.”

Purezinha e Ruth, filha mais nova de Lobato, conseguiram visitar o escritor apenas no dia 30, num encontro que foi monitorado pelo chefe dos investigadores, Heráclito Arantes Correa, que registrou toda a conversa por escrito.

INTERROGADO – No meio da tarde, neste mesmo dia, Lobato foi conduzido novamente a sede do DEOPS onde foi interrogado e confirmou tudo que havia escrito ao Presidente da República, e ao General Goes Monteiro.

Entre outras coisas, acusava o Conselho Nacional de Petróleo de retardar a criação da grande estrutura petrolífera nacional e de perseguir sistematicamente as empresas nacionais.

O escritor reiterou ainda, a acusação de que o Conselho Nacional de Petróleo agia única e exclusivamente no interesse do truste Standard Royal Dutch, confirmando todo o teor da carta em questão, esclarecendo que suas afirmações ali se encontravam plenamente justificadas pelos fatos apresentados. Lobato também explicou que escreveu ao General Góes Monteiro uma outra carta onde tachava o Presidente da República de displicente, porque o mesmo não tomava, em relação ao petróleo, as medidas reclamadas por ele, em defesa dos interesses nacionais.

IMPERIALISMO – Perguntado se estava convencido “de que o Conselho não passava dum ingênuo instrumento do imperialismo da Standard”, Lobato respondeu que sim, esta era a sua convicção.

O inquérito contra Lobato foi concluído no dia seguinte, 1º de fevereiro de 1941 e remetido ao Procurador Gilberto Goulart de Andrade, do Tribunal de Segurança Nacional, no Rio de Janeiro, onde tramitou até o dia 18 de março daquele ano, quando o procurador do caso pediu a prisão preventiva de Monteiro Lobato, por entender que o pedido de passaporte para a Argentina feito pelo escritor, deixava clara a possibilidade de fuga.

Uma nova prisão, dessa vez sob a alegação preventiva, aconteceu no dia 20 de março, quando Lobato foi recolhido à Casa de Detenção de São Paulo, mas antes teve o direito de fazer um telefonema à sua esposa.

MANTÉM UM DIÁRIO – Desta vez Lobato está preparado e encara o período com serenidade. Mantém um diário onde relata as visitas recebidas. Logo nos primeiros dias, Purezinha, com a filha Ruth e a neta Joyce vão visita-lo e levam sua máquina de escrever portátil e papel.

Lobato trabalhou furiosamente, transformando o cárcere em escritório. Recebe visitas, escreve dezenas de cartas, denuncia as condições carcerárias do presídio e as torturas ali praticadas contra os presos políticos. De acordo com sua neta Joyce, o escritor ensina os presos a ler, além de dar aulas diárias de historia e de “conhecimento gerais” durante a sua permanência na prisão.

ERA INOCENTE – Os advogados Hilário Freire e Waldemar Medrado Dias, para sua defesa, apresentaram vários argumentos jurídicos em favor de sua absolvição, além de demonstrarem as enormes contribuições do escritor ao País, defendendo que não houve crime de injúria, visto que o teor das cartas não havia sido divulgado.

A principal estratégia da defesa foi traçar um paralelo do grande escritor com as maiores personalidades literárias mundiais, culminando por considerá-lo como homem público, de letras e um patriota, que inclusive havia feito uma expressiva dedicatória em seu livro ‘O Escândalo do Petróleo’, com quatro edições esgotadas à época, às Forças Armadas brasileiras.

O julgamento do escritor aconteceu no dia 8 de abril de 1941, no Tribunal de Segurança Nacional, onde Lobato foi inocentado, tendo reconhecido o livre exercício do direito de crítica, dadas as relações de amizade entre o autor e o destinatário, o caráter sigiloso da carta e a ausência dos elementos materiais e morais do crime de injúria.

VOLTA À PRISÃO – Mas o veredito é apelado imediatamente e Lobato volta a prisão, e o Tribunal Pleno, reforma a sentença absolutória por unanimidade de votos, e condena José Bento Monteiro Lobato à pena de seis meses de prisão.

Monteiro Lobato não se abateu, continuou a escrever cartas e a denunciar as péssimas condições da prisão.  Distribuía tudo o que lhe era enviado entre os presos e fez inúmeras amizades. O escritor descobre que pode usar a máquina de propaganda do Estado Novo em benefício próprio e reacende a polêmica do Petróleo.

Em uma das cartas à Geraldo Serra, escreve: “A quem perguntar pela minha ilustra pessoa – diga que estou ótimo, satisfeitíssimo, na sala livre, com um belo jardim para  passear à vontade e com ótimos companheiros.”  Em outra, ele chega a afirmar: “Estou como queria, colhendo o que plantei. A causa do petróleo ganha muito mais com a minha detenção do que com o comodismo palrador aí do escritório.”

AUMENTA A PRESSÃO – Os amigos de Lobato se organizam e crescem as manifestações de apoio após a condenação, tanto de conhecidos quanto de pessoas anônimas. De dentro da prisão Lobato se transforma em porta-voz dos outros presos e escreve constantemente aos amigos pedindo emprego para alguém que está sendo solto e revisão de processo e soltura daqueles que já haviam cumprido a pena. Lobato fez grandes amizades durante os meses que permaneceu preso e recebeu presentes, cartas e visitas dos presos durante vários anos.

Do lado de fora amigos se movimentam, redigem abaixo assinados, falam com autoridades e finalmente apelam a Getulio Vargas. Até que após três meses de prisão, Getulio concede o indulto a Lobato. Ele é solto no dia  20 de junho de 1941 mas os jornais são proibidos de noticiar o fato e Getulio impõe censura total a Lobato, impedindo-o de dar entrevistas até Março de 1945.

Mas a perseguição não parou por aí e Monteiro Lobato, que recusou convites para participar tanto do governo como do Partido Comunista, foi alvo de outras perseguições policiais, revelando a face autoritária deste período da nossa história.

SUBVERSIVO – Seu livro “Peter Pan”, para crianças, foi tido como subversivo e apreendido por incitar os infantes a “doutrinas exóticas”, “práticas deformadoras do caráter”, pois ‘predispunham as crianças a doutrinas perigosas e a práticas deformadoras do caráter’.

Mesmo após a saída de Vargas, durante o governo do general Dutra, o escritor foi alvo da repressão política, tendo outro de seus livros, o Zé Brasil, apreendido pela polícia. Sobre este fato, numa entrevista dada ao jornal Folha da Noite, em 5 de fevereiro de 1948 Monteiro Lobato disse que era a própria Constituição quem lhe garantia o direito de “escrever histórias”.

O escritor morreu 5 meses após essa entrevista, sem saber quantas vezes esses fatos ainda se repetiriam, mesmo que Constituições afirmassem o direito ao pluralismo político e a livre expressão do pensamento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Artigo enviado por Carlos Pereira, mostra que pouco mudou no Brasil, porque os nacionalistas ainda são tidos como comunistas (no mau sentido), como aconteceu com o gigantesco Monteiro Lobato, que hoje é acusado até de racista(C.N.)

Ciro Gomes diz que notícia-crime das Forças Armadas contra ele é apenas “ação política”

Publicado em 24 de junho de 2022 por Tribuna da Internet


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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Ciro Gomes foi infeliz na sua colocação, por ter falado genericamente em Forças Armadas, quando deveria ter se referido à possível conivência de integrantes das forças de segurança, inclusive das Forças Armadas. Aliás, todos sabem que a incontinência verbal é um dos maiores defeitos do candidato do PDT. (C.N.)

Governo dará R$ 1 mil para caminhoneiros, R$ 600 de Auxílio Brasil e dobrará vale-gás

Publicado em 24 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Juros, inflação e desemprego: o “pacote de maldades” de Bolsonaro - Vermelho

Charge do J, Bosco (O Liberal)

Ana Flor
g1 Brasília

Fontes do Ministério da Economia informaram ao blog nesta quinta-feira (23) que a área econômica do governo deu aval à proposta do “voucher caminhoneiro”, que prevê auxílio de R$ 1 mil para a categoria e está em discussão no Congresso Nacional.

Agora, com o “ok” da equipe do ministro Paulo Guedes, o Congresso não terá mais a resistência do governo, e o auxílio poderá ser pago a até 800 mil caminhoneiros. Segundo cálculos da área econômica, a medida deve custar R$ 4,8 bilhões.

A ideia inicial era conceder um auxílio de R$ 400 aos caminhoneiros, mas o valor foi chamado de “esmola” por integrantes da categoria.

BASE POLÍTICA – O presidente Jair Bolsonaro tem os caminhoneiros com base de apoio político. Em 2018, por exemplo, o então deputado apoiou a greve da categoria. No ano passado, já como presidente, Bolsonaro anunciou o auxílio de R$ 400 e, diante de uma nova paralisação, Bolsonaro chamou os caminhoneiros de “aliados” e disse que faria “a parte” dele.

O governo também prevê outras medidas, como a ampliação do vale gás – que se tornaria mensal (atualmente é pago a cada 2 meses), formando um pacote que deve consumir quase R$ 6 bilhões do crédito extraordinário que o Congresso avalia incluir na PEC 16, em análise no Congresso, além do aumento do Auxílio Brasil para R$ 600 reais.

E os gastos extraordinários, de cerca de R$ 50 bilhões, podem subir para R$ 52 bilhões, segundo fontes do governo. O valor inclui, ainda, a compensação aos estados pela redução do ICMS sobre combustíveis, medida que o governo espera que ajude a reduzir o descontentamento da população com a alta do diesel e da gasolina. Não há certeza, entretanto, de que haverá redução do preço cobrado nos postos.

 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
 É a Farra do Boi em ano eleitoral. É por isso que se diz: “Se tivesse eleição todo ano, não haveria pobres no Brasil”. O carimbo que deve viabilizar a abertura do crédito extraordinário em ano eleitoral, é o de emergência em consequência da guerra na Ucrânia, que impactou preços internacionais dos combustíveis. (C.N.)


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