sábado, junho 25, 2022

Escândalo do MEC comprova que Bolsonaro interfere nas investigações da Polícia Federal

Publicado em 25 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Ribeiro contou a filha que "presidente ligou" alertando sobre buscas

Ribeiro contou à sua filha que foi avisado pelo presidente

Carlos Newton

Esse escândalo do Ministério da Educação mostra a que ponto chega a desfaçatez dessas autoridades no “novo normal” brasileiro. Mesmo depois da confusão armada em abril de 2020, quando o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, pediu demissão e denunciou a interferência do presidente da República em investigações da Polícia Federal, nem mesmo assim Jair Bolsonaro resolveu mudar de atitude.

Após negar infantilmente que as reuniões do Ministério fossem gravadas, o chefe do governo foi obrigado a divulgar o video em que, ao palavrões, afirmava ser inaceitável haver investigações “para foder a família e os amigos”. Foi uma vergonha para o governo e o país, mas Bolsonaro não liga para essas formalidades, seu único objetivo é continuar no poder.

TUDO ÀS CLARAS – Seria de se esperar que o presidente da República mudasse de atitude, mas aconteceu exatamente o contrário. Além de continuar interferindo na Polícia Federal, ampliou esse comportamento ilegal para usar – em benefício próprio, da família e dos amigos – também a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Gabinete de Segurança Institucional e a Agência Brasileira de Inteligência, inclusive com reuniões deliberativas realizadas acintosamente no Planalto.

Portanto, tudo o que está escrito neste artigo é rigorosamente verdadeiro e inquestionável. Essa atividade ilegal do presidente e do governo está inteiramente documentada, foram atos praticados em agenda oficial e se tornaram públicos e notórios, sujando a imagem do chefe do governo e da alta burocracia civil e militar.

Em qualquer país civilizado, haveria impeachment, processos e prisões. Mas no Brasil? Quem realmente se interessa, nesses três apodrecidos Poderes? É como se nada tivesse acontecido.

DISSE O EX-MINISTRO – Agora, mais um capítulo da novela sobre interferência do presidente na Polícia Federal e em outros órgãos de investigação e controle. Um grampo telefônico do Ministério Público Federal, instalado para desvendar o escândalo das propinas dos pastores no MEC, acabou por apontar mais provas da interferência do presidente Jair Bolsonaro nas investigações federais, conforme o então ministro Sérgio Moro denunciara em 2020,

A gravação mostra o ex-ministro Milton Ribeiro contando a uma filha que o presidente Bolsonaro lhe alertara sobre a possibilidade de uma operação de busca e apreensão.

“Hoje o presidente me ligou. Ele está com um pressentimento, novamente, de que podem querer atingi-lo através de mim”, disse Ribeiro a uma filha, no último dia 9 de junho. “Ele acha que podem querer fazer uma busca e apreensão em casa. É muito triste”, declarou o ex-ministro.

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P.S.
 – Aqui na filial Brazil, essa ocorrência nada significa. Mas se algo semelhante acontecesse na matriz U.S.A. ou em qualquer país importante, o mundo poderia vir abaixo. Mas aqui nos trópicos nada vai acontecer. Bolsonaro não é atingido e pode até ser reeleito, pois o principal adversário consegue ser ainda mais sujo do que ele e também é inatingível. A explicação deve estar naquela velha música de Chico Buarque e Ruy Guerra, que explicava não existir pecado do lado debaixo do Equador. (C.N.) 

Desde a proclamação da República, juízes e militares disputam o “poder moderador”

Publicado em 25 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Poder moderador | Humor Político – Rir pra não chorar

Charge do Nani (nanihumor.com)

Merval Pereira
O Globo

A crise institucional que se prenuncia com a disputa entre as Forças Armadas e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em torno das urnas eletrônicas, e do Supremo Tribunal Federal (STF) é o tema central de artigos da edição recente da Revista Insight Inteligência. O texto de Christian Lynch, professor de Pensamento Político Brasileiro do IESP – UERJ analisa o espectro do poder moderador no debate político republicano, disputado hoje pelos militares e judiciário. Um outro, de Wallace da Silva Mello, professor da UENF, discute as influências do intervencionismo militar em nossa história: positivismo, autoritarismo e culturalismo conservador.

Lynch investiga as origens da disputa entre magistrados e militares em torno da herança do antigo poder moderador imperial, “ora interpretada por uma perspectiva liberal, judiciarista e normativista, ora por outra, autoritária, militarista e excepcionalista”. 

TUTELAR A REPÚBLICA – Baseada nessa doutrina judiciarista, se ancoraria a pretensão dos atores judiciários de tutelar a República contra sua classe política corrompida na década de 2010. E teria sido em nome da doutrina militarista do “poder moderador” que as Forças Armadas interviriam em nome da segurança nacional até a década de 1980, ameaçando fazê-lo novamente trinta anos depois”.

A criação de um poder moderador político, na visão de Christian Lynch, “dependeria da separação entre chefias de Estado e de governo e, portanto, do abandono do sistema presidencial de governo por outro, parlamentar ou semipresidencial”.

Também a existência de um poder moderador jurídico exigiria que o “Supremo deixasse de ser um órgão de cúpula do Judiciário para se tornar formalmente um tribunal constitucional de estilo europeu, acima dos três poderes”.

INTERVENCIONISMO – O professor Wallace da Silva Mello analisa o intervencionismo militar no pensamento político e social brasileiro sob o ponto de vista das influências principais. Ele acredita que “elementos relevantes” foram pouco explorados no estudo da relação dos militares com o poder político, “sobretudo a dimensão social da leitura e interpretação conservadora” que grupos civis e militares fizeram do Brasil.

Para o autor, três matrizes do pensamento social e político brasileiro fundamentaram o intervencionismo militar no país: “o positivismo político e filosófico, o autoritarismo das décadas de 1920-40 e o pensamento conservador culturalista, cujo expoente é Gilberto Freyre”.

Elas contribuíram – ainda que de diferentes formas – “para a consolidação de uma imagem ou função dos militares, em especial do Exército, como atores legítimos de intervir no jogo político no Brasil”.

ECOS MILITARISTAS – Trechos de pronunciamentos, discursos ou entrevistas de militares permitem, segundo o autor, perceber a presença de ecos dessas matrizes intervencionistas nos dias atuais, sobretudo no governo Bolsonaro.

Cita Christian Lynch, dizendo que as Forças Armadas se constituíram no “mais célebre grupo burocrático a reivindicar o papel de “vanguarda iluminista”.

Desde o final do Império, porta-vozes deles de inspiração positivista e jacobinista, como Benjamin Constant e Lauro Sodré, passaram a veicular a tese de que os soldados seriam “cidadãos fardados”: os militares seriam os mais patrióticos de todos os cidadãos; os únicos dotados de, num ambiente de decadência cívica e da classe política civil (a “pendantocracia”) e da apatia do povo, darem a vida pela Pátria.

AUTORITARISMO – O pensamento autoritário, na opinião de Wallace da Silva Mello, teve em Oliveira Vianna um dos mais produtivos autores do período. Segundo o autor, Oliveira Vianna denunciava as elites e seu “idealismo utópico”, que buscava adaptar ideias e modelos de outros povos no Brasil.

Para Lynch, embasados na identificação da distância entre o país real (estado social) e o país legal (instituições), autores como Oliveira Vianna propõem “um pedagogismo, no sentido de educar as elites nacionais, de modo que houvesse uma renovação intelectual e política que permitisse a identificação das mazelas que o país apresentava”.

Poucos trabalhos causaram tanto impacto quanto os de Gilberto Freyre, ressalta o professor Wallace Monteiro, enquanto Lynch diz que “o pensamento e a obra de Freyre podem ser entendidos com base na linhagem do conservadorismo culturalista, junto com José de Alencar e outros autores”.  O Exército é “alçado a uma posição de vanguarda nacional esclarecida, que atua a favor da nação”. A crítica e o medo do comunismo também aparecem como um elemento para valorizar a participação dos militares na política.

sexta-feira, junho 24, 2022

Grampos indicam que Milton Ribeiro foi avisado com antecedência que seria preso

Publicado em 24 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Justiça autoriza quebra de sigilo de Milton Ribeiro, sua esposa e pastores  - Brasil 247

O ministro e os pastores caíam em tentação a todo momento

Renato Alves
O Tempo

A Justiça Federal acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e enviou para o Supremo Tribunal Federal (STF) o caso dos pastores que comandavam um gabinete paralelo no Ministério da Educação (MEC). No pedido, o MPF apontou “indício de vazamento da operação policial e possível interferência ilícita por parte do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro nas investigações”

Na quinta-feira (23), o delegado do caso reclamou em grupo de mensagens com colegas da instituição sobre essa interferência. O juiz Ricardo Borelli, da 15ª Vara de Justiça Federal de Brasília, que estava com o caso e autorizou a operação desencadeada na quarta-feira (22), atendeu ao pedido do MPF. No STF, a relatora será a ministra Cármen Lúcia.

PROPINAS NO MEC – Na operação de quarta-feira, agentes prenderam o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e os dois pastores acusados de pedir propina para intermediar a liberação de verbas públicas para municípios mediante pagamento de propina, conforme denúncias feitas por prefeitos que estiveram com ambos em Brasília.

Os religiosos já frequentavam o Palácio do Planalto antes de Ribeiro assumir o ministério. O GSI chegou a impor sigilo sobre as visitas dos pastores ao Planalto, mas, diante da repercussão negativa, liberou a informação.

Em entrevistas e em áudio gravado por um prefeito, Milton Ribeiro diz ter aberto as portas do MEC aos pastores por ordem de Bolsonaro.

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TELEFONEMAS DO MINISTRO GRAMPEADOS
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O portal G1 mostrou transcrições de conversas telefônicas interceptadas pela PF, com autorização da Justiça, que apontam indícios de que Milton Ribeiro foi avisado sobre a operação com antecedência e que houve interferência na investigação. Esses trechos embasaram o pedido do MPF para caso ser remetido ao STF.

Confira trechos divulgados pelo G1. De início, a conversa com uma pessoa identificada como Waldomiro:

MILTON: Tudo caminhando, tudo caminhando. Agora… tem que aguardar né…. alguns assuntos tão sendo resolvidos pela misericórdia divina né…negócio da arma, resolveu… aquele… aquela mentira que eles falavam…que os ônibus estavam superfaturados no FNDE… pra… (ininteligível) também… agora vai faltar o assunto dos pastores, né? Mas eu acho assim, que o assunto dos pastores… é uma coisa que eu tenho receio um pouco é de… o processo… fazer aquele negócio de busca e apreensão, entendeu?

Conversa com pessoa identificada como Adolfo:

MILTON: (…) mas algumas coisas já foram resolvidas né… acusação de que houve superfaturamento… isso já foi… agora, ainda resta o assunto do envolvimento dos pastores, mas eu creio que, no devido tempo, vão ser esclarecidos….

Em conversa com um parente:

MILTON: Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão…em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? se houver indícios né…

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Realmente, é muito triste. E nada disso estaria acontecendo se o ministros e seus pastores se comportassem de forma republicana, mas eles agiam no governo como se estivessem nos templos, aplicando nos fiéis aqueles golpes de estelionato. Agora, deveria vir o arrependimento, mas esse tipo de gente, que usa em benefício próprio a crença alheia, geralmente não se arrepende de nada, embolsa o dízimo e se esconde no altar. (C.N.)


Polícia solta homem que se apresentou como cúmplice do assassinato de Bruno e Dom

 

Viciado em drogas inventou uma história muito criativa

Rayssa Motta
Estadão

A Polícia Federal (PF) soltou o homem que se apresentou na quinta-feira, 23, em São Paulo para confessar envolvimento no assassinato do indigesta Bruno Pereira e do repórter britânico Dom Phillips. Os investigadores dizem que a versão dele é “pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados”.

Na manhã de quinta-feira, Gabriel Pereira Dantas procurou policiais na Praça de Sé, na região central da capital paulista, e disse que queria se entregar. Ele foi levado para o 2.º Distrito Policial, no Bom Retiro, onde detalhou com “riqueza de detalhes”, segundo os delegados que o ouviram, como ajudou a esconder os pertences, a ocultar os corpos e a afundar o barco de Bruno e Dom.

ESCOLTA POLICIAL – Ao final da tarde, ele foi transferido para a superintendência da Polícia Federal em São Paulo sob forte escolta policial. Ao ser interrogado novamente, segundo a PF, ele permaneceu calado. As investigações do duplo homicídio são conduzidas por autoridades federais.

A Polícia Civil de São Paulo chegou a solicitar a prisão temporária dele, mas a Justiça do Amazonas negou o pedido. O delegado Roberto Monteiro, policial tarimbado no combate à criminalidade que comanda a Delegacia Seccional Centro, disse que acreditava na versão e que parte das informações passadas pelo suspeito já haviam sido confirmadas. “É uma versão que tem fundamento”, afirmou. “Ele relata com muita riqueza de detalhes.”

Em depoimento à Polícia Civil, Dantas disse que morava em Manaus, mas se mudou para Atalaia do Norte depois de ter sido ameaçado por traficantes.

DISSE À POLÍCIA – Dantas afirmou que estava na cidade há poucos dias quando se envolveu no crime. Recém-chegado, teria se aproximado de um homem conhecido como “Pelado” ao frequentar o Bar e Mercearia dos Amigos. Não se sabe se ele se refere a Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, ou Jeferson da Silva, o Pelado da Dinha. Ambos foram presos na investigação das mortes de Bruno e Dom.

No dia do crime, ele disse que estava bebendo com Pelado e recebeu o convite para sair de barco. Eles teriam encontrado a embarcação de Bruno e Dom no rio Madeira, na altura da comunidade Vila Isabel. O suspeito afirma que o jornalista e o indigenista não tinham “prática em andar rápido” e foram alcançados após uma perseguição. Dantas atribuiu a execução a Pelado, que segundo ele usou uma espingarda calibre 16.

Em sua versão, considerada verossímil pela Polícia Civil, ele passou os últimos dias em fuga. O objetivo seria chegar ao Rio de Janeiro. Entre trechos percorridos de barco e de carona, Gabriel Dantas diz que cruzou três estados.

TRAJETO LONGO – Ele afirma ter saído de Atalaia do Norte, no Amazonas, e viajado por Manaus (AM), Santarém (PA), Trairão (PA), Cuiabá (MT), Guarantã do Norte (MT) e Rondonópolis (MT) antes de chegar a São Paulo.

Usuário de drogas, também relatou ter passado por uma casa de acolhimento para dependentes químicos no Pará. O trajeto soma mais de 8,5 mil quilômetros.

No caminho, disse que contou com a ajuda de um caminhoneiro, que chegou a abrigá-lo e a dar R$ 150 para ele passar os seus primeiros dias na capital paulista, sem saber que o homem era suspeito de participação no assassinato de Bruno e Dom. O caminhoneiro foi interrogado pela Polícia Civil em Goiás e confirmou a versão do suspeito.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É cada maluquice que chega a desmoralizar o trabalho da Polícia. Mas a pior informação foi a do caminhoneiro, que teria confirmado a versão do toxicômano. E ainda lhe deu R$ 150 para seguir em frente. É mesmo desmoralizante. (C.N.)

Governo dará R$ 1 mil para caminhoneiros, R$ 600 de Auxílio Brasil e dobrará vale-gás


Juros, inflação e desemprego: o “pacote de maldades” de Bolsonaro - Vermelho

Charge do J, Bosco (O Liberal)

Ana Flor
g1 Brasília

Fontes do Ministério da Economia informaram ao blog nesta quinta-feira (23) que a área econômica do governo deu aval à proposta do “voucher caminhoneiro”, que prevê auxílio de R$ 1 mil para a categoria e está em discussão no Congresso Nacional.

Agora, com o “ok” da equipe do ministro Paulo Guedes, o Congresso não terá mais a resistência do governo, e o auxílio poderá ser pago a até 800 mil caminhoneiros. Segundo cálculos da área econômica, a medida deve custar R$ 4,8 bilhões.

A ideia inicial era conceder um auxílio de R$ 400 aos caminhoneiros, mas o valor foi chamado de “esmola” por integrantes da categoria.

BASE POLÍTICA – O presidente Jair Bolsonaro tem os caminhoneiros com base de apoio político. Em 2018, por exemplo, o então deputado apoiou a greve da categoria. No ano passado, já como presidente, Bolsonaro anunciou o auxílio de R$ 400 e, diante de uma nova paralisação, Bolsonaro chamou os caminhoneiros de “aliados” e disse que faria “a parte” dele.

O governo também prevê outras medidas, como a ampliação do vale gás – que se tornaria mensal (atualmente é pago a cada 2 meses), formando um pacote que deve consumir quase R$ 6 bilhões do crédito extraordinário que o Congresso avalia incluir na PEC 16, em análise no Congresso, além do aumento do Auxílio Brasil para R$ 600 reais.

E os gastos extraordinários, de cerca de R$ 50 bilhões, podem subir para R$ 52 bilhões, segundo fontes do governo. O valor inclui, ainda, a compensação aos estados pela redução do ICMS sobre combustíveis, medida que o governo espera que ajude a reduzir o descontentamento da população com a alta do diesel e da gasolina. Não há certeza, entretanto, de que haverá redução do preço cobrado nos postos.

 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
 É a Farra do Boi em ano eleitoral. É por isso que se diz: “Se tivesse eleição todo ano, não haveria pobres no Brasil”. O carimbo que deve viabilizar a abertura do crédito extraordinário em ano eleitoral, é o de emergência em consequência da guerra na Ucrânia, que impactou preços internacionais dos combustíveis. (C.N.)

PF descobriu que ex-ministro e pastor do MEC tinham celulares secretos para se comunicarem

Publicado em 24 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Ministro Milton Ribeiro e o pastor Arilton Moura

Ex-ministro e o pastor se falavam em celulares desconhecidos

Igor Gadelha
Metrópoles

A Polícia Federal descobriu, em escuta telefônica,  que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e o pastor Arilton Moura possuíam telefones secretos para se comunicarem. A descoberta ocorreu durante uma primeira interceptação telefônica autorizada pela Justiça no âmbito da investigação sobre um suposto esquema de corrupção no MEC. E outro dirigente do MEC também tinha celular não-declarado.

 “Foi descoberto que os alvos Milton, Arilton e Luciano (Musse, ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do MEC) possuem números de telefones celulares que até então eram desconhecidos e que devem constar de eventual nova decisão de interceptação”, escreveu a PF em relatório enviado ao Ministério Público Federal, ao qual a coluna teve acesso.

PROVA FUNDAMENTAL – A descoberta levou a PF a pedir a prorrogação da interceptação telefônica dos investigados e o deferimento de interceptação de novos terminais celulares móveis.

No arrastão do MEC, além do ex-ministro e dos pastores apadrinhados pelo presidente Jair Bolsonaro, a Polícia Federal prendeu também Helder Bartolomeu, genro de pastor lobista Arilton Santos, casado com Victoria Camacy Correia Bartolomeu, uma das filhas do pastor que acabou arrastada para o caso.

Como revelou a coluna, Victoria foi a filha de Arilton que oficialmente comprou um carro da esposa do ex-ministro, Myriam Pinheiro Ribeiro. Documentos obtidos pela coluna mostram que o veículo foi vendido pela família Ribeiro a Victoria Bartolomeu por R$ 60 mil, para esquentar dinheiro e  para encobrir propinas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – E Bolsonaro ainda teve coragem de defender o ex-ministro, dizendo que ele vai provar que é inocente. Aliás, nem precisa provar. Se Lula hoje é considerado “inocente”, porque Milton Ribeiro também não pode ser? Aliás, em comparação a Lula, o ex-ministro Ribeiro é um aprendiz em matéria de corrupção enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. Aliás, Bolsonaro também mostra boa experiência no ramo, com a especialização familiar em rachadinhas e negócios imobiliários em dinheiro vivo. (C.N)


Que não seja uma reprise do que aconteceu antes das eleições de 2020 já que o prefeito está precisando de votos para seus deputados.

 Estou recebendo essas fotos que segundo informação será a sede  do Escritório da Empresa Nativille em Jeremoabo; será ou seria uma boa por se tratar de mais uma empresa que poderá beneficiar Jeremoabo com mais alguns empregos, a exemplo da Empresa Nordestina.

Por falar em Nordestina, a manteiga fabricada pela mesma é usada na minha residência inclusive o leite da Nativille, só consumo outras marcas quando está em falta no supermercado.

Mesmo sabendo que a criação de 5 mil empregos pela Nativille em Jeremoabo é conversa para boi dormir, espero que não seja mais uma reprise do estelionato eleitoral fabricado pelo prefeito, isso porque agora em outubro haverá eleições, o prefeito está precisando de votos para seus deputados.

Como as eleições serão em outubro, o prefeito está espalhando que essa construção está pronta até setembro, por coincidência ou não, véspera das eleições.






                             Foto Divulgação - WhatsApp


Comentário de um leitor:

 Algo nesse projeto parece estranho, pois se o leite é mantido resfriado, o esses tanques estão fazendo a céu aberto? Podemos estar diante de nova tecnologia ou algo que desconheço.

... o que esses tanques..


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