terça-feira, abril 27, 2021

Renan Calheiros recorre da liminar que suspende sua indicação para relator da CPI


O senador Renan Calheiros em sessão;

“Por que Bonsonaro está com tanto medo?”, pergunta Renan

Deu no G1 — Brasília

A 2ª Vara da Justiça Federal de Brasília concedeu nesta segunda-feira (26) liminar (decisão provisória) que suspende a eventual indicação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para relator da CPI da Covid.

O pedido foi formulado pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais defensoras do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. Renan Calheiros disse que recorrerá (leia mais abaixo).

INSTALAÇÃO – A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid tem instalação programada para esta terça-feira. Um acordo entre a maioria dos senadores da CPI prevê a eleição de Omar Aziz (PSD-AM) para presidente e de Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para vice. Pelo acordo, em seguida à eleição, Aziz escolheria Renan Calheiros como relator.

A indicação de Renan Calheiros como relator é a principal preocupação do governo, minoritário na comissão.

Na ação popular que levou à concessão da liminar, Carla Zambelli argumentou que a indicação de Renan Calheiros afronta a moralidade administrativa e compromete a “imparcialidade que se pretende de um relator” porque ele responde a processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

PAI DE GOVERNADOR – Além disso, a deputada sustenta que ele é pai do governador de Alagoas, Renan Filho, e um dos objetos de investigação da CPI será apurar o eventual desvio de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia de Covid.

Na decisão, a Justiça Federal determina que o nome de Renan Calheiros “não seja submetido à votação para compor a CPI em tela, e isso somente até a vinda da manifestação preliminar sua e da Advocacia Geral da União no caso”.

RENAN RECORRE – Em uma rede social, o senador Renan Calheiros afirmou que vai recorrer e que a decisão é uma “interferência indevida” no Senado.

“Medida orquestrada pelo governo Jair Bolsonaro e antecipada por seu filho. A CPI é investigação constitucional do Poder Legislativo e não uma atividade jurisdicional”, escreveu.

Segundo ele, a questão não tem relação com a Justiça de primeira instância. “Não há precedente na história do Brasil de medida tão esdrúxula como essa. Estamos entrando com recurso e pergunto: por que tanto medo?”


Afinal, por que o Supremo está segurando tanto o inevitável impeachment de Jair Bolsonaro?


Este foi o primeiro teste à nova formação do colegiado sob a presidência de Luiz Fux/Rosinei Coutinho/SCO/STF

Fux precisa marcar logo os julgamentos que envolvem Bolsonaro

Carlos Newton

Na política mundial, nunca houve um presidente tão sujeito a impeachment como Jair Bolsonaro, Já foram protocolados na Mesa da Câmara dos Deputados mais de 100 pedidos, algo jamais visto, recorde absoluto. Além disso, o Congresso abre a CPI da Covid e no Supremo diversas ações para provocar o afastamento do presidente, e essa possibilidade pode ser concretizar a qualquer momento – hipoteticamente, claro, porque tudo depende de vontade política, responsabilidade institucional e determinação moral por parte dos relatores e do presidente do Supremo Tribunal Federal.

Em tradução simultânea, pode-se dizer, sem medo de errar, que o impeachment de Jair Bolsonaro depende não só da disposição e do espírito público dos relatores Alexandre Moraes, Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello, mas também do apoio do presidente Luiz Fux, a quem cabe marcar o julgamento das denúncias contra Bolsonaro.

AS PRINCIPAIS AÇÕES – Alexandre de Moraes está relatando três ações que atingem o presidente Bolsonaro – fake news, atos antidemocráticos e interferência na Polícia Federal (caso Sérgio Moro).

Carmén Lúcia relata duas denúncias. Uma sobre o envolvimento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na defesa do senador Flávio Bolsonaro e a outra sobre descaso nos cuidados com as tribos indígenas na pandemia.

Há muitas outras ações contra Bolosnaro, como a relatada pelo ministro Marco Aurélio Mello, que denuncia o presidente por omissão no caso da pandemia e o obriga a instituir uma comissão independente para coordenar o combate à Covid-19.

NA MESA DE FUX – As ações relatadas por Alexandre Moraes são pesadíssimas e qualquer uma delas pode causar o afastamento do presidente por 180 dias, para se defender. Fake news e atos antidemocráticos levam a assinatura do “gabinete do ódio”, que funciona no terceiro andar do Planalto, ao lado da sala do presidente. E o caso da denúncia de Moro (interferência na Polícia Federal) nem tem defesa, pois Bolsonaro é réu confesso. Mesmo assim, Moraes está sentado sobre as ações, sem concluir as investigações.

Cármen Lúcia continua travando o caso da ação da Abin para blindar Flávio Bolsonaro, mas já pediu do presidente Fux que leve a julgamento em plenário a denúncia do descaso de Bolsonaro com as tribos indígenas na pandemia.

Marco Aurélio Mello, no sábado, dia 24, também encaminhou ao presidente Fux a ação sobre as omissões de Bolsonaro no combate à pandemia.

PROVAS ABUNDANTES – Qualquer uma dessas denúncias que for a julgamento tem provas suficientes para incriminar Jair Bolsonaro. Ou seja, se o plenário juntar seis votos contra o presidente, ele estará automaticamente afastado, por 180 dias, para se defender na Câmara dos Deputados, como acontecer com Dilma Rousseff. E depois que é afastado, não volta nunca mais, na tradição republicana internacional.

A decisão é de convocar julgamento é de apenas uma pessoa, chamada Luiz Fux. Talvez ele lembre da mensagem do almirante Francisco Barroso e saiba que o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever.  

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P.S. – O jurista Jorge Béja me avisa que a ministra Cármen Lúcia tem em mãos também uma queixa-crime do Delegado Alexandre Saraiva, da Polícia Federal, contra o ministro Ricardo Salles. O delegado acusa Salles de proteger criminosos de extração de madeira.  O Dr. Béja aposta, sem medo de errar, porque é pule de 10, que a ministra vai surpreender. Dentro em breve ela vai conceder liminar de ofício determinando o afastamento temporário do ministro do cargo enquanto durar a investigação. Motivo: a permanência dele no exercício do cargo dificultará o inquérito para apuração do crime. (C.N .)


Subprocuradora entra na mira dos governadores após cobrar informações sobre gastos com a pandemia


Grupo de governadores deve pedir afastamento de Lindora

Camila Mattoso
Folha

Um grupo de governadores deve pedir ao Conselho Nacional do Ministério Público o afastamento da subprocuradora Lindora Araújo do Giac (Gabinete Integrado de Acompanhamento da Epidemia de Covid-19) e da investigação sobre possíveis desvios de verbas federais destinadas aos estados para combater a pandemia.

Como mostrou o Painel, a subprocuradora encaminhou um ofício com perguntas sobre gastos com a pandemia em que acusa os governadores de mau uso do dinheiro público. No documento, Lindora Araújo aborda suspeitas de desvios levantadas pelo presidente Jair Bolsonaro.

OMISSÃO – Os questionamentos foram encaminhados após a criação da CPI da Covid, que mira possíveis omissões do governo federal na pandemia. Na minuta do pedido ao qual o Painel teve acesso, os governadores apontam para o fato de o ofício ter sido encaminhado 48 horas após o Supremo Tribunal Federal ordenar a criação da CPI e sugerem a possibilidade de a subprocuradora utilizar a solicitação de informação para angariar dados de interesse do governo a serem utilizados na comissão.

Segundo eles, as perguntas enviadas se alinham com o discurso de parlamentares que querem ampliar o escopo da CPI e incluir os chefes dos executivos estaduais como alvos da apuração. Os governadores também afirmam que as perguntas da subprocuradora fazem juízo de valor sem apontar elementos e provas sobre as supostas irregularidades.

Uma das perguntas enviadas por Lindora, a de número 4, afirma que a desativação das unidades de saúde teria causado “prejuízo ao erário, não só em relação às vidas com a falta atual de leitos como decorrente da verba mal utilizada.”

Só mesmo em Jeremoabo tamanha aberração acontece o povo morrendo devido (devido) ao COVID-19 e a Secretaria de Saúde fechada por seis dias

 


Ontem devido ao COVID-19 em Jeremoabo faleceu mais um ser humano, dessa vez o cidadão  JOSIVAN COSTA MENESES popularmente conhecido pela alcunha de IVAN DA RAÇÂO; porém, parece que para Secretaria de Saúde trata-se de apenas mais um número e nada mais, tanto é verdade que mesmo nesse sufoco e desespero, simplesmente fecharam a dita Secretaria de Saúde por seis dias ou seja, do dia  27.04 retornando as atividades  talvez no dia 03.05.

Tudo isso sob alegação de problemas técnicos, o único problema técnico só poderá ser os computadores haver contraído COVID-19; como nessa administração o impossível acontece nada poderá ser duvidado.

O usuário que precisar de atenção médica deverá procurar  quem, se o problema é técnico?

Com tantas salas ociosas, será que faltou iniciativa para  a saúde não sofrer solução de continuidade?

Ou a vida humana em Jeremoabo é semelhante a " pau de porteira" que substituindo por outro tudo voltará ao normal?

Que problema técnico tão grave é esse, para penalizar a população durante vários dias sem atendimento, na fase mais critica, que o povo mais depende de atenção para salvar  a própria vida? 

Esse (des)governo deveria até por uma questão de humanidade entender que com vidas humanas não se brinca.

Acorda povo de Jeremoabo, isso é só o começo, o pior ainda está para acontecer devido o despreparo para gerir a coisa pública.

E os vereadores, dizem o que?


segunda-feira, abril 26, 2021

Governo faz ‘mutirão’ para se defender contra 23 possíveis acusações na CPI da Covid

Publicado em 26 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Amorim (Arquivo Google)

Deu em O Globo

Preparando uma “operação de guerra” para a instalação da CPI da Covid nas próximas semanas, o Palácio do Planalto pediu a vários ministérios um relatório de todas as ações tomadas no combate à pandemia, principalmente em relação a temas em que o governo é mais atacado.

O documento, enviado por e-mail, foi revelado pelo portal UOL e obtido também pelo GLOBO. Na divisão, cada ministério ficou encarregado de responder algumas das acusações feitas ao governo como, por exemplo, a de que o presidente Bolsonaro pressionou os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich a aprovarem o uso da hidroxicloroquina.

COMITÊ DE CRISE – Ao todo, são 23 acusações listadas pelo governo, divididas entre 13 ministérios. Como o GLOBO revelou neste domingo, o Planalto montou um comitê de crise para se preparar para a CPI instalada no Senado.

O plano envolve desde a preparação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello até a tentativa de interlocução com pessoas próximas ao senador Renan Calheiros (MDB-AL), indicado como relator da comissão.

Nos últimos dias, o governo procurou uma aproximação com o ex-presidente José Sarney, que conversa semanalmente com Renan. O presidente Bolsonaro também ligou para Renan Filho, governador de Alagoas e primogênito do senador.

UM NOVO CARGO – Conforme o jornalista Lauro Jardim amumciou, o governo está transferindo Pazuello de Manaus para Brasília, onde terá um cargo no Palácio do Planalto.

A ideia é que o ex-ministro da Saúde dedique o seu tempo em Brasília a se debruçar sobre uma série de documentos, dados e informações oficiais que reforcem a narrativa de que o governo não foi omisso na pandemia nem na crise do oxigênio em Manaus.

Pazuello também terá à sua disposição um grupo de trabalho formado por integrantes de diferentes ministérios — que fornecerá subsídios para defender as ações do governo.

BLINDAR BOLSONARO – O pedido feito a quase todos os ministérios entra na construção desse arsenal produzido para a defesa do ex-ministro da Saúde e também a blindagem do presidente Jair Bolsonaro.

A decisão de realizar essa atuação coordenada do governo foi tomada durante uma reunião ministerial realizada no último dia 19 de abril, segundo o e-mail enviado para todas as pastas pela Subchefia de Articulação e Monitoramento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Sonhar ainda não é proibido nem paga imposto, mas vai ser impossível blindar Bolsonaro, porque ele se dedica de corpo e alma a se comprometer com irregularidades sanitárias, boicotando as instruções dos cientistas, todos os dias. (C.N.)

Atrito no Congresso pode desgatar André Mendonça, favorito de Bolsonaro em disputa por vaga no Supremo


Matheus Teixeira e Julia Chaib
Folha

O procurador-geral da República, Augusto Aras, e o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, apostam na falta de interlocução do advogado-geral da União, André Mendonça, com o Congresso para enfraquecê-lo na disputa pela próxima indicação de Jair Bolsonaro ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O chefe da AGU é atualmente visto como favorito para a vaga de Marco Aurélio, que irá se aposentar em 5 de julho com a idade limite de 75 anos. Além de ser um homem de confiança do presidente, Mendonça se enquadra no perfil “terrivelmente evangélico” prometido pelo chefe do Executivo para indicação à corte.

DESGASTE – Apesar disso, Mendonça não tem boa relação com o Congresso e teve a imagem desgastada dentro do STF devido à abertura de inquéritos para investigar críticos do presidente e pela atuação na discussão sobre realização de missas e cultos durante a pandemia da Covid-19.

O nome de Mendonça é bem visto pela ala ideológica do governo e pela base mais fiel a Bolsonaro no Legislativo. Pastores evangélicos próximos do chefe do Executivo seguem em campanha pelo nome do advogado-geral. O bloco de partidos do chamado Centrão, porém, trabalha contra sua indicação. E é justamente nesse movimento que Aras e Martins apostam suas fichas.

Bolsonaro está cada dia mais refém desse grupo, que comanda tanto a Câmara quanto o Senado, e o aval do Centrão pode ser decisivo para a escolha.Em sua primeira nomeação para o Supremo, por exemplo, antes de anunciar seu escolhido, Bolsonaro ouviu parlamentares dos partidos que se consideram de centro e integram a base aliada do Palácio do Planalto.

INDICAÇÃO – Foi indicado Kassio Nunes Marques, magistrado com relação próxima a políticos de MDB, PP e até PT, legenda responsável por sua indicação ao TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), corte que integrava até então.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais líderes do Centrão e conterrâneo de Kassio, foi apontado como um dos fiadores da escolha. Na sabatina antes de ser aprovado para o Supremo, o ministro afirmou ter ficado emocionado com o discurso de Nogueira, que é investigado no STF.Com a abertura da CPI da Covid, a aposta é que os senadores também devem usar a atuação na comissão como moeda de troca com o governo e como forma de pressionar Bolsonaro a fazer uma escolha que os atenda.

Os senadores têm peso na indicação porque cabe a eles a aprovação do nome escolhido pelo presidente. A Câmara dos Deputados, por sua vez, apesar de não participar do processo de nomeação para o STF, compõe o xadrez político da relação do Executivo com o Congresso e também deve pleitear seu espaço nessa negociação.

PRIMEIRA TURMA – O próximo indicado pode vir a ocupar, por exemplo, um assento na Primeira Turma do Supremo, que deverá julgar em breve a abertura de uma ação penal contra o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

O movimento incomum da PGR (Procuradoria-Geral da República) de desistir em setembro passado de uma denúncia contra Lira foi interpretado nos bastidores do Supremo como uma prova de que o político alagoano, que é um dos líderes do Centrão, terá influência na escolha do próximo ministro do tribunal.

O presidente da Câmara havia sido denunciado em junho por corrupção passiva no âmbito da Lava Jato sob acusação de ter recebido R$ 1,6 milhão em propina da empreiteira Queiroz Galvão. A denúncia afirmava que o valor seria um pagamento pelo apoio do PP à manutenção de Paulo Roberto Costa em uma diretoria da Petrobras.

ENVOLVIMENTO – Dois meses depois, porém, a Procuradoria se manifestou a favor de um pedido feito pela defesa de Lira e afirmou que, na verdade, não há provas sobre o envolvimento do político com o esquema de corrupção.

A peça foi assinada pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, uma das pessoas mais próximas de Aras, e foi interpretada como uma sinalização do procurador-geral em direção ao Centrão.

Outro movimento de Aras lido nos bastidores do STF como mais um episódio da disputa ocorreu no último dia 16, quando ele informou à corte que abriu um procedimento preliminar para investigar a conduta de Mendonça à frente do Ministério da Justiça.

LEI DE SEGURANÇA NACIONAL – o ser provocado, Aras afirmou ao tribunal que já apura o fato de Mendonça ter usado a Lei de Segurança Nacional, criada na ditadura militar, para basear a instauração de inquéritos contra críticos de Bolsonaro.A disputa pelo STF também ficou clara no julgamento do Supremo sobre a constitucionalidade de decretos que proíbem missas e cultos como forma de conter o avanço da pandemia da Covid-19.

Na contramão da jurisprudência do tribunal, Aras e Mendonça se posicionaram a favor da decisão do ministro Kassio contra as normas que vetaram celebrações religiosas. A atuação dos dois foi elogiada por aliados de Bolsonaro e compartilhada pela militância do presidente nas redes sociais. Apesar disso, ao mesmo tempo que ganharam pontos com a base evangélica, eles também foram duramente criticados pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo.

Em relação a Mendonça, o magistrado disse que o chefe da AGU parece ter chegado de Marte por ter feito críticas a ônibus e metrôs lotados como se o governo federal não tivesse responsabilidade sobre isso. “Me parece que está havendo um certo delírio nesse contexto geral. É preciso que cada um de nós assuma sua responsabilidade. Isso precisa ficar muito claro. Não tentemos enganar ninguém, até porque os bobos ficaram fora da corte”, disse.

CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS – Já sobre Aras, Gilmar criticou o fato de o procurador-geral ter afirmado que ele não poderia ter dado uma decisão individual sobre as celebrações religiosas pelo fato de Kassio ser o único relator do tema no Supremo.

No processo de escolha de Kassio, ele foi levado por Bolsonaro para um jantar com Gilmar para que o integrante do Supremo avalizasse o nome do indicado. Gilmar é relator da ação que questiona o foro especial do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, no Supremo, e, apesar de fazer duras críticas ao governo, já se encontrou com o chefe do Executivo fora da agenda em mais de uma ocasião.

Além deles, outro nome que corre por fora para a vaga de Marco Aurélio é o do juiz federal William Douglas, pastor com apoio de atores importantes da base evangélica.

Justiça Federal de Brasília impede Renan Calheiros de assumir relatoria da CPI

 

Acordo entre senadores permite que Renan seja escolhido para produzir o relatório final do grupo de investigação caso o senador Omar Aziz fique com a presidência do colegiado

Renato Souza
postado em 26/04/2021 19:15 / atualizado em 26/04/2021 19:16
 (crédito: Sergio Lima/AFP)
(crédito: Sergio Lima/AFP)

Uma liminar expedida pelo juiz Charles Renald Frazão, da 2ª Vara Federal de Brasília, nesta segunda-feira (26), impede o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de assumir a relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar "ações e omissões do governo federal" em meio à pandemia de covid-19. A Justiça atendeu pedido da deputada federal Carla Zambelli, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro.

Existe um acordo para que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) seja escolhido relator caso Aziz assuma a presidência da CPI. Calheiros é um crítico do governo Bolsonaro, e a avaliação no Planalto é a de que ele vai usar todas as ferramentas para afundar o Executivo nas acusações e criar um ambiente de oposição aos atos do governo.

A CPI pode decidir pelo indiciamento de investigados, e o Ministério Público decide se oferece ou não denúncia. Caso o colegiado avalie que o presidente da República cometeu ato de responsabilidade, por erros ou crimes durante a pandemia, pode enviar à Câmara pedido de abertura de impeachment.

A decisão da Justiça é liminar, ou seja, provisória e pode ser derrubada por meio de recurso. A tendência é que a determinação seja revertida antes da instalação da CPI, às 10 horas desta terça-feira (27). Zambelli afirma, na petição, que Renan é alvo de "apurações e processos determinados pelo Supremo Tribunal Federal, envolvendo fatos relativos a improbidade administrativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o que compromete a esperada imparcialidade que se pretende de um relator”.

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