quarta-feira, março 24, 2021

OAB pede à PGR que Bolsonaro seja processado por crimes contra a saúde

Publicado em 24 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Amarildo (agazeta.com.br)

Aguirre Talento
O Globo

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) enviou nesta quarta-feira à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para que o presidente Jair Bolsonaro seja denunciado por crimes na gestão da pandemia da Covid-19.

A representação, enviada ao procurador-geral da República Augusto Aras, pede que Bolsonaro seja enquadrado nos crimes previstos nos artigos 132 (pergio para a vida ou saúde de outrem), 268 (infração de medida sanitária preventiva), 315 (emprego irregular de verbas ou rendas públicas) e 319 (prevaricação).

FALHAS – No documento, a OAB narra que a gestão do governo federal cometeu falhas como a distribuição equivocada de vacinas para o Estado do Amapá, quando as doses deveriam ir para o Amazonas, a demora no fornecimento de oxigênio para o Amazonas, que ocasionou um colapso no atendimento médico, e a aquisição de máscaras ineficazes na proteção contra a Covid-19.

A representação aponta que Bolsonaro, em maio de 2020, anunciou a assinatura de um protocolo sobre o uso da hidroxicloroquina, medicamento desaconselhado por entidades médicas por não ter a eficácia comprovada no combate à Covid-19, e passou a propagar o seu uso. Para a OAB, os gastos públicos para a compra da cloroquina configuram o crime de emprego irregular de verbas ou rendas públicas.

Caberá agora à PGR analisar se a conduta de Bolsonaro configura a prática de crimes. Alguns dos crimes citados na representação, como a infração de medida sanitária preventiva, já foram analisados em outros casos e a PGR chegou à conclusão de que não havia crime. A OAB, entretanto, apresentou novos fatos que precisam ser avaliados pela equipe de Aras.

Após suspeição de Moro, Dallagnol defende força-tarefa em Curitiba: ‘Lava Jato aplicou a lei. Não inventou nada’

Publicado em 24 de março de 2021 por Tribuna da Internet

‘R$ 5 bi devolvidos por criminosos não cresceram em árvores’, diz Dallagnol

Paulo Roberto Netto, Fausto Macedo e Ricardo Brandt
Estadão

Horas após a Lava Jato sofrer a maior derrota de sua história, o procurador Deltan Dallagnol, ex-coordenador da força-tarefa em Curitiba, afirmou que discorda do entendimento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que declarou a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso triplex do Guarujá.

Para Deltan, os atos questionados pelos ministros parar validar a suspeição de Moro ‘não foram decisivos’ para a condenação de Lula no caso. “A título de exemplo: a condução coercitiva não foi em nada relevante para a condenação; as interceptações sobre o ex-presidente não foram utilizadas para instruir o processo; e o levantamento do sigilo da delação de Palocci ocorreu em outra ação penal distinta”, disse o procurador. “Assim, com o devido respeito ao STF, entendo que acertaram os ministros que ficaram vencidos”.

“NÃO INVENTOU NADA” – O procurador afirmou que, apesar da derrota, a Lava Jato ‘investigou crimes e aplicou a lei’. “Não inventou nada”, frisou. “Os cinco bilhões já devolvidos por criminosos confessos aos cofres públicos não cresceram em árvores”.

O ex-coordenador da Lava Jato alega que cabe ao Supremo definir, agora, a partir de qual momento Moro teria começado a agir de forma parcial contra Lula. “Se a suspeição ocorreu ao final, próximo à condenação, menos atos e decisões precisarão ser renovados”, afirma.

“Se ocorreu no início da investigação, muito mais coisa pode ser anulada, não só na ação penal envolvendo o triplex, mas nas demais, envolvendo o ex-presidente e outros réus, que decorreram das mesmas investigações”.

ALERTA – Durante o julgamento desta terça-feira, dia 23, o ministro Edson Fachin alertou sobre a possibilidade da suspeição de Moro no caso triplex contaminar outros processos da Lava Jato. “Não basta dizer que este é um caso específico, é preciso ir além e reconhecer com imprescindível honestidade intelectual que esta decisão poderá implicar na anulação de todos os processos julgados pelo ex-magistrado.”, disse o ministro.

O julgamento foi encerrado com o placar de três votos a dois pela parcialidade de Moro. O voto decisivo partiu da ministra Cármen Lúcia, que mudou de lado e se uniu à maioria pela suspeição do ex-juiz.

MÁCULA – A ministra criticou a ‘espetacularização’ da condução coercitiva de Lula, determinada pelo ex-juiz em março de 2016; a quebra do sigilo telefônico de advogados que atuaram na defesa do petista; a divulgação de áudio entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff envolvendo a nomeação do petista para a Casa Civil; e o levantamento do sigilo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci durante a campanha eleitoral de 2018. Para a ministra, esses episódios “maculam” a atuação do ex-juiz federal da Lava Jato.

Em nota, a defesa de Lula disse que ele foi “alvejado por inúmeras ilegalidades” praticadas por Moro e que a decisão “fortalece o sistema de Justiça e a importância do devido processo legal”.

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ÍNTEGRA DA MANIFESTAÇÃO DE DELTAN DALLAGNOL:

Hoje o STF, por apertada maioria de 3 a 2, declarou a suspeição do ex-juiz Sergio Moro e anulou o caso em que o ex-presidente Lula foi condenado em três instâncias por desvios da Petrobras e lavagem de dinheiro por meio de um apartamento triplex que recebeu reformas de uma empreiteira envolvida na Lava Jato. O STF entendeu que algumas decisões do ex-juiz, como aquela que determinou a condução coercitiva do ex-presidente Lula, apontariam sua parcialidade.

Entendo diferente. Pode-se até discordar do mérito das decisões e dizer que foram duras, mas não se pode a partir delas alegar que ocorreu um tratamento diferenciado do ex-presidente. Simplesmente se seguiu o mesmo padrão das demais decisões proferidas no curso da operação Lava Jato. Além de tudo isso, como bem colocou um dos ministros, para que se reconheça a imparcialidade, “não basta tratamento diferenciado, é preciso que tenha sido decisivo para o resultado do julgamento”. Nenhuma das decisões invocadas como base para a suspeição influenciou de modo significativo a condenação no caso triplex. A título de exemplo: a condução coercitiva não foi em nada relevante para a condenação; as interceptações sobre o ex-presidente não foram utilizadas para instruir o processo; e o levantamento do sigilo da delação de Palocci aconteceu em outra ação penal distinta. Assim, com o devido respeito ao STF, entendo que acertaram os Ministros que ficaram vencidos.

Um ponto que precisa ser esclarecido, para se compreender adequadamente o impacto da decisão do STF, é a partir de que momento o ex-juiz passou a ser considerado suspeito. Isso porque o julgamento se pautou num “conjunto da obra” de decisões proferidas. Se a suspeição ocorreu ao final, próximo à condenação, menos atos e decisões precisarão ser renovados. Se ocorreu no início da investigação (quando os atos questionados sequer existiam), muito mais coisa pode ser anulada, não só na ação penal envolvendo o triplex, mas nas demais, envolvendo o ex-presidente e outros réus, que decorreram das mesmas investigações.

Por fim, nada disso apaga a consistência dos fatos e das provas dos numerosos casos da operação Lava Jato, sobre os quais caberá ao Judiciário dar a última palavra. A Lava Jato investigou crimes e aplicou a lei, não inventou nada. Os cinco bilhões já devolvidos por criminosos confessos aos cofres públicos não cresceram em árvores. A maior garantia da legalidade dos atos é a fundamentação nos fatos, nas provas e na lei, e sua revisão por três instâncias. Seguimos acreditando no trabalho feito e na importância de os brasileiros perseverarem no esforço contra a corrupção e pelas mudanças que querem ver no país.

Para viabilizar a aquisição de vacinas, Lira e Pacheco cobrarão de Bolsonaro a saída de Ernesto Araújo

Publicado em 24 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (domtotal.com)

Malu Gaspar
O Globo

O encontro do presidente Jair Bolsonaro com os chefes do Legislativo e do Judiciário e um grupo de governadores, marcado para esta manhã, terá duas facetas distintas. Para o público externo, tudo foi programado para ser um ato de cooperação entre os poderes no combate à Covid-19, incluindo a pose para a foto, com o presidente de máscara, demonstrando união.

A portas fechadas, porém, a conversa será de cobrança. O alvo dessa vez não é só o ministro da Saúde, mas o chanceler Ernesto Araújo. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o da Câmara, Arthur Lira, vão pressionar Bolsonaro pela mudança do comando de sua política externa para facilitar a aquisição de vacinas da China e da Índia.

SEM DIÁLOGO – Eles consideram que a presença de Araújo à frente do Itamaraty prejudica as conversas com esses países e é um obstáculo na negociação de compra de doses e princípio ativo para a fabricação no Brasil.

Há também uma preocupação com os Estados Unidos, que tem enviado sinais de que deseja mudanças na política ambiental brasileira em troca da oferta de imunizantes ao país.

Nas últimas semanas, Lira e Pacheco realizaram reuniões com o embaixador da China e outros representantes do governo chinês, tentando encontrar maneiras de comprar mais doses e agilizar o envio dos insumos para a produção da vacina da Fiocruz, que também veio da China.

POSTURA – Ouviram dos chineses que, com Araújo no Itamaraty, não tem conversa. Eles consideram inaceitável a postura que o ministro vem adotando em relação a seu país desde o início do mandato de Bolsonaro.

Em janeiro, os chineses já haviam pressionado o Planalto pela demissão de Araújo, que nunca se retratou dos ataques feitos ao país  desde o início da pandemia. Tudo começou quando o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, escreveu numa rede social que a “culpa” pela pandemia do coronavírus era da China. Em resposta, o embaixador chinês em Brasília, Yang Wammin, exigiu retratação.

Araújo saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro, dizendo ser “inaceitável que o embaixador da China endosse ou compartilhe postagem ofensiva ao chefe de Estado do Brasil e aos seus eleitores”. Exigiu, também, uma retratação do embaixador chinês. Desde então, a tensão só aumentou.

DESDÉM – O próprio presidente da República desdenhou da “vacina chinesa” do Doria, em referência ao acordo do instituto Butantan com a chinesa Sinovac para a produção da Coronavac. E tanto o chanceler como o filho do presidente se posicionaram contra qualquer acordo com a China na licitação para a instalação da tecnologia 5G no Brasil.

Desde então, outros ministros passaram a intermediar a relação do governo com a China. Ainda assim, os reflexos se fizeram sentir. Em janeiro, enquanto o Butantan recebia remessas do princípio ativo direto da China, a Fiocruz, ligada ao governo federal, enfrentou diversos entraves burocráticos para desembaraçar o envio de suas doses ao Brasil. Na ocasião, até mesmo o vice-presidente Hamilton Mourão chegou a declarar que Araújo teria de deixar o cargo. Mas Jair Bolsonaro rechaçou a ideia.

COBRANÇA – Nesta manhã, os chefes do parlamento voltarão à carga, convencidos de que precisam tirar Araújo da frente para acelerar a chegada das vacinas ao Brasil. A ideia de Arthur Lira era importar não só as doses da Sinovac, mas também da Sinopharm, mas as conversas sempre empacam no mesmo ponto.  

Há dificuldades também com a Índia, que tem atrasado as entregas de doses à Fiocruz em razão de entraves burocráticos e políticos. A Índia tem motivos para má vontade com o Brasil, que não apoiou a proposta do país e da África do Sul de  suspender as patentes de vacinas enquanto durar a pandemia.

Ontem, a presidente da fundação, Nísia Trindade, disse ao presidente do Senado que vai entregar 12 milhões de doses a menos do que o previsto em abril, porque o princípio ativo para a fabricação das vacinas não chegou a tempo da Índia. Isso reduziu a previsão de entrega de vacinas de 30 milhões para 18 milhões de doses em abril.

CONDIÇÃO – Em jantar com empresários, nesta segunda-feira, Pacheco e Lira ouviram que empresas americanas iriam condicionar a venda de novas doses de vacina à mudança na política ambiental do Brasil.

Tudo isso será exposto na conversa com o presidente. Mas ela não será a única forma de os parlamentares demonstrarem seu incômodo com a atuação de Araújo. O chanceler tem uma audiência à tarde no Senado para prestar esclarecimentos sobre os acordos para aquisição de vacinas. À sua espera, perguntas duras e mais pressão.  

Após reunião sobre a pandemia, Bolsonaro anuncia comitê anti-Covid, mas insiste em ‘tratamento precoce’


Bolsonaro baixa o tom, mas continua a soltar as suas pérolas

Daniel Gullino e Jussara Soares
O Globo

Após uma reunião com chefes de Poderes, governadores e ministros no Palácio da Alvorada para discutir o enfrentamento à pandemia da Covid-19, nesta quarta-feira, dia 24, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a vacinação em massa, mas insistiu que o tratamento precoce – ainda sem eficácia comprovada – seja discutido

“A unanimidade é a intenção de cada vez mais nos dedicarmos à vacinação em massa no Brasil. Tratamos também da possibilidade de tratamento precoce e isso fica a cargo do ministro da Saúde, que respeito o dever e o direito do médico off-label tratar  os infectados. É uma doença, como todos sabem, ainda desconhecida. Uma nova cepa ou um novo vírus apareceu, e nós, logicamente, cada vez mais nos preocupamos em dar o atendimento adequado a essas pessoas”, afirmou.

COORDENAÇÃO – Bolsonaro anunciou ainda que vai criar uma coordenação com governadores para decidir semanalmente sobre os rumos do combate ao coronavírus “Fizemos uma reunião com todos os líderes da República, uma reunião bastante proveitosa, mas que harmonia, imperou a solidariedade e a intenção de minimizarmos os efeitos da pandemia. A vida em primeiro em lugar.  Resolvemos, entre outras coisas, que será criado uma coordenação junto com os governadores com o senhor o presidente do Senado Federal (Rodrigo Pacheco). Da nossa parte, o comitê se reunirá toda semana com autoridades para decidirmos e redirecionarmos o rumo no combate ao coronavírus”, afirmou.

A reunião começou a ser articulada na semana passada. Além dos chefes de Poderes, foram convidados governadores de seis estados (a maioria deles alinhados com o Planalto), o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas. Todos os ministros do governo federal foram convocados para participar.

PREVENÇÃO E COMBATE – De acordo a Secretaria de Comunicação Especial (Secom) da Presidência, “o objetivo do encontro é fortalecer o ambiente de união nacional para prevenção e combate ao vírus da Covid-19, além de ser um espaço para discussão de ações institucionais conjuntas”.

Foram convidados governadores de cinco regiões: Claudio Castro (Rio de Janeiro), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás), Renan Filho (Alagoas), Wilson Lima (Amazonas), Marcos Rocha (Rondônia), e Ratinho Jr. (Paraná). Com exceção de Renan Filho, todos os outros costumam se alinhar com Bolsonaro. O governador de Alagoas, contudo, também não costuma fazer embates públicos com o presidente, ao contrário da maioria dos governantes do Nordeste.

Na semana passada, Fux anunciou, durante uma sessão do STF, que foi convidado por Bolsonaro para integrar um comitê para debater o combate à pandemia e questionou aos colegas se eles concordavam com a participação dele no comitê. Os integrantes da Corte responderam que era fundamental a participação de Fux, como representante do Judiciário, mas desde que ele não avalizasse nenhuma política pública que depois possa ser questionada por ação no STF.


O Vereador Jairo do Sertão apresenta o contraditório

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Nota da redação deste Blog - Aproveito esse vídeo do Vereador Jairo  do Sertão, para explicar a população de Jeremoabo um dos motivos do "CAOS JÁ ESPERADO NO HOSPITAL DE JEREMOABO NO COMBATE AO COVID-19", onde contrariando todas as normas da OMS e do MS, colocaram parentes de contaminados pelo CORONAVIRUS para no mesmo local, respirando do mesmo ar, aglomerarem-se para os parentes supostamente sãos, cuidar dos doentes.

Políticos hipócritas

Por: Adiberto de Souza

Não bastasse terem em geral duas caras, os políticos são, em sua maioria, hipócritas. Com raras exceções, essas figuras fingem defender a população, mas, na verdade, só pensam nos próprios umbigos. Uns biltres! Vejam agora como quase todos foram à mídia se dizer preocupados com a pandemia, apresentar sugestões para conter o vírus, etcétera e tal. Ora, por que só estão fazendo isso um ano após milhares de brasileiros morrerem aos borbotões, tal qual moscas num prato de açúcar envenenado? A resposta é simples: porque estão vendo escassear os leitos de UTI nos hospitais particulares, para onde esses desgraçados correm quando precisam curar até unha encravada. Ademais, estão sentindo que a população já percebeu o desinteresse da classe política em combater a pandemia. Um bom exemplo dessa indiferença foi a corrida desenfreada de prefeitos à Brasília atrás de emendas ao Orçamento da União. Nenhum pediu um tostão furado para enfrentar o coronavírus em seus municípios. Por sua vez, os deputados e senadores também não se lembraram que, antes de liberar verbas para trator, calçamento de rua e o diabo a quatro que rende votos, seria mais prudente gastar dinheiro público com vacinas contra a covid-19. Decididamente, político é um dos piores trastes dessa sociedade dita moderna. Desconjuro!
INFONET

Salvador é 6ª capital do Brasil mais avançada na faixa etária de vacinação contra Covid

por Jade Coelho / Rebeca Menezes / Matheus Caldas

Salvador é 6ª capital do Brasil mais avançada na faixa etária de vacinação contra Covid
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

Salvador está na sexta posição entre as capitais do país mais avançadas em relação às faixas etárias de vacinação contra a Covid-19. Os números, levantados pelo Bahia Notícias a partir de dados oficiais disponibilizados pelas prefeituras, se referem à faixa de imunização beneficiada até esta terça-feira (23), quando a capital baiana imunizou idosos até 71 anos – a listagem, portanto, não leva em consideração que, a partir desta quarta (24), Salvador vai imunizar os idosos com 70 anos (leia mais aqui).

 

A líder no quesito é Manaus (AM), que, no momento, já vacina idosos entre 60 a 69 anos. A segunda colocada na lista é João Pessoa (PB), com imunização prevista para idosos de 64 anos. Boa Vista (RR) já permitiu o acesso às doses a pessoas entre 68 e 69 anos. 

 

Brasília (DF) já faz a vacinação para idosos de 69 anos. Enquanto isto, Rio Branco (AC), Maceió (AL) e Vitória (ES) vacinaram, até esta terça, idosos até 70 anos. Salvador, por sua vez, aparece junto com Goiânia (GO) no planejamento de vacinação para idosos de 71 anos. Portanto, a capital da Bahia está atrás de oito capitais brasileiras no quesito.

 

Vale lembrar que a líder, Manaus, recebeu mais doses na distribuição do Ministério da Saúde após a segunda onda de contaminação da Covid-19 levar à falta de oxigênio nos hospitais (relembre aqui). Ainda assim, a vacinação chegou a ser suspensa após dezenas de relatos de pessoas que furaram a fila de prioridade (veja aqui).

 

Confira abaixo o ranking completo:

 

1º: Manaus (69 a 60 anos)
2º: João Pessoa e Recife) (64 anos)
3º: Boa Vista (68 e 69 anos)
4º: Brasília (69 anos)
5º: Rio Branco, Maceió e Vitória (70 anos)
6º: Salvador e Goiânia (71 anos)
7º: Macapá (71 e 72 anos)
8º: São Paulo e Porto Alegre (72 anos)
9º: Natal, Aracaju, Campo Grande e São Luís (73 anos)
10º: Florianópolis (75 a 73 anos)
11º: Fortaleza e Rio de Janeiro (74 anos)
12º: Porto Velho, Curitiba e Belo Horizonte (75 anos)
13º: Cuiabá (79 a 75 anos)
14º: Teresina (76 anos)
15º: Palmas (78 anos)
16º: Belém (82 a 80 anos)

 

NÚMEROS GERAIS
Apesar de não ser a capital do país mais bem posicionada em relação ao avanço da vacinação entre as faixas etárias, Salvador é a terceira capital do país que mais vacinou pessoas. 

 

Até a publicação desta matéria, foram imunizados 239 mil soteropolitanos. A capital que mais vacinou, até o momento, é São Paulo (1.072.602), seguida pelo Rio de Janeiro (530.620).

 

O BN tentou contato com o secretário municipal de Saúde (SMS), Leo Prates, e a subcoordenadora de Doenças Imunopeveníveis da prefeitura, Doiane Lemos, com objetivo de repercutir as estratégias do município para ampliar a faixa etária de imunização. Contudo, a reportagem não obteve êxito.

Bahia Notícias

Morre ex-deputado Haroldo Lima, vítima da Covid-19

 

Morre ex-deputado Haroldo Lima, vítima da Covid-19
Foto: Marcello Casal Junior/ ABr

O ex-deputado baiano Haroldo Lima faleceu, vítima da Covid-19. A informação foi divulgada pelo secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, em postagem no Twitter na manhã desta quarta-feira (24).

 

"A Bahia perdeu hoje (24) para a Covid-19 mais um dos líderes que fizeram história na luta pela democracia, Haroldo Lima. Meus sentimentos aos amigos do PCdoB e a toda sua família", compartilhou o secretário.

 

No domingo (21), veio à tona que Lima estava hospitalizado, intubado e com o quadro grave, tratando há 19 dias de enfermidades que afetaram os pulmões.

 

Ele é natural de Caetité, no Sudoeste baiano, engenheiro de formação e militante histórico no combate à ditadura. Como político, foi deputado federal por cinco mandatos (saiba mais aqui).

Bahia Notícias

Proposta da PGE pretende reduzir salário de militares estaduais

 


Proposta da PGE pretende reduzir salário de militares estaduais
Foto: Divulgação

Uma ação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) tem provocado grande preocupação àqueles que juraram defender a sociedade baiana, mesmo com o risco da própria vida, principalmente neste momento de crise sanitária provocada pela Covid-19. Através de ações rescisórias, promovidas pela PGE, os profissionais da segurança pública podem perder direitos legalmente conquistados referentes a reajustes salariais.  

 

A Associação dos Oficiais Militares do Estado da Bahia (Força Invicta) repudia veementemente este ato, e clama ao governador da Bahia e demais autoridades que possam reparar este desprezível propósito de penalizar os defensores da ordem e da justiça, para que não deixem essa absurda injustiça acontecer. De acordo com o Presidente da Força Invicta, Ten Cel PM Copérnico Mota, a PGE segue propondo, reiteradamente, nos impor prejuízos na contramão das ações do próprio Governador do Estado, que luta pela vacinação antecipada da categoria.

 

A Força Invicta, que tem mais de 3.900 associados em toda a Bahia, promove uma campanha para cobrar o cancelamento das liminares que poderão provocar a redução de seus vencimentos a qualquer momento.

 

A sociedade, com certeza, não aprova esta injustiça!

 

ENTENDA MELHOR O QUE ESTÁ ACONTECENDO

Esta proposta da PGE tem o objetivo de desconstituir as ações ajuizadas por militares estaduais, sobretudo oficiais, que obtiveram o direito aos reajustes de 34,06% e/ou de 17,28% sobre o soldo e GAP. Estas ações estão sendo manejadas e sustentadas por uma nova modalidade, questionável de ação rescisória, criada pelo CPC/2015, que permitiria ao Estado da Bahia desfazer decisões transitadas em julgado a qualquer tempo, mesmo que o trânsito tenha ocorrido há mais de 2 anos. Ou seja, mesmo quem já recebe o reajuste há vários anos pode vir a ter seus vencimentos reduzidos e, quem sabe, ter que devolver o que eventualmente já obteve, inclusive em sede de precatório

 

Segundo a Diretoria Jurídica da Força Invicta, o que causa mais preocupação é que a PGE, de forma reprovável e absurda, está postulando a obtenção de tutelas provisórias visando à imediata suspensão dos reajustes incorporados ao patrimônio do militar estadual e, como fato concreto, o Tribunal de Justiça da Bahia já está concedendo liminares nestas ações rescisórias, suspendendo a execução das ações em curso sem sequer dar oportunidade de defesa aos eventuais interessados.

Bahia Notícias

Bolsonaristas dão apoio envergonhado a Moro, num aceno para 2022

por Fábio Zanini | Folhapress

Bolsonaristas dão apoio envergonhado a Moro, num aceno para 2022
Foto: Maryanna Oliveira/ Câmara dos Deputados

A decisão do Supremo que apontou a suspeição de Sergio Moro obrigou bolsonaristas a esquecerem por alguns momentos seu ódio contra o ex-juiz.

Nas redes, apoiadores do presidente tiveram de engolir a repulsa ao antigo aliado por um propósito maior, a rejeição à ameaça esquerdista representada por Lula.

Isso pode indicar uma tendência para o segundo turno da eleição de 2022: na hora do vamos ver, o racha na direita pode ficar pequeno diante do fantasma vermelho.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Bia Kicis (PSL-DF), é uma das que foram obrigadas a fazer malabarismo retórico para defender Moro, sem que isso ficasse muito na cara. O jeito que arrumou foi derramar-se em elogios ao voto do ministro do STF Kassio Nunes Marques, que rejeitou a suspeição do ex-juiz (e acabou entre os derrotados na Segunda Turma).

Segundo Kicis, Kassio deu um voto "extremamente técnico e bem embasado".

A deputada é uma das que enfrentam dilemas de consciência desde que Moro saiu do governo Bolsonaro atirando, em abril passado. Ela era uma das grandes aliadas no Congresso do então ministro da Justiça.

Uma ironia extra é o fato de a parlamentar ser conhecida como uma crítica feroz dos ministros do STF. Ou seja, foi obrigada a dar um duplo salto carpado: defender o ex-aliado Moro usando como argumento voto de membro de uma corte que detesta.

Expediente parecido adotou a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), conhecida por ter convidado Moro para ser seu padrinho de casamento pouco antes do rompimento ruidoso do ex-ministro com Bolsonaro (e com ela, por tabela).

Numa série de tuítes, ela reproduziu trechos do voto do ministro Nunes Marques, sem no entanto, fazer elogios diretamente a ele.

Outro expoente do bolsonarismo que teve de aderir a um certo contorcionismo foi o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). Disse que a parcialidade que deveria ser julgada é a de Gilmar Mendes.

Fez ainda questão de colocar a parcialidade de Moro entre aspas em um tuíte, indicando que não concorda que tenha havido.

"Carmen fala que houve parcialidade no julgamento de Lula. E a parcialidade de Gilmar no julgamento da 'parcialidade' de Moro, quem julgará?", afirmou.

Editor do jornal Brasil Sem Medo, ligado ao filósofo Olavo de Carvalho, Bernardo Kuster disse que a suspeição de Moro, com a consequente reabilitação política de Lula, representou a derrota da Justiça.

"Com o voto alterado de Cármem Lúcifer, serão anulados todos os atos do ex-juiz relacionados a Lula. É o fim. A justiça foi morta", disse.

O Movimento Avança Brasil, apoiador incondicional do presidente, também criticou a conclusão sobre Moro.

"Ao transformar Moro em um juiz parcial nos casos do Lula, eles destruíram toda a Operação Lava Jato. Agora só falta definirem que deveremos indenizar todos os marginais corruptos que saquearam o Brasil", escreveu.

Do outro lado da cerca destra, a direita que critica Bolsonaro lamentou até com mais ênfase a decisão do Supremo e a vitória do petista.

"Moro considerado suspeito. Todos os atos processuais serão anulados, os valores pagos, devolvidos e aqueles que foram presos ainda poderão ser indenizados pelo Estado. Bem vindos ao Brasil", disse o vereador paulistano Rubinho Nunes (Patriota), um dos líderes do MBL (Movimento Brasil Livre).

Já o ex-deputado tucano Xico Graziano, que rompeu com Bolsonaro, disse que Moro enfrentou "quase sozinho Lula", e que suspeito deveria ser o STF.

Desde que saiu do governo, o ex-juiz é chamado de traidor e outros impropérios pelos aliados do presidente. Em alguns momentos, parecia representar ameaça até maior a Bolsonaro que o PT.

As reações à decisão do STF revelam que o verdadeiro inimigo dos conservadores ainda é o ex-presidente. E mostram que não há mágoa que não possa ser esquecida num segundo turno.

Bahia Notícias

A derrota de Bolsonaro contra o toque de recolher


por Fernando Duarte

A derrota de Bolsonaro contra o toque de recolher
Foto: Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro tem perdido as últimas batalhas na guerra sobre as medidas restritivas para enfrentar a pandemia. Depois de parecer menos arredio e acabar por ingressar no Supremo Tribunal Federal contra decretos do toque de recolher na Bahia e outras duas unidades da federação, veio do ministro Marco Aurélio Melo a decisão que manteve os textos dos governadores. Apesar de estimular uma claque raivosa, a tentativa de invalidar as restrições foi inócua. Ou seja, só serviu como cortina de fumaça. Clique aqui e leia a coluna completa!

Bolsonaro vai se reunir com governadores nesta quarta para discutir pandemia


Bolsonaro vai se reunir com governadores nesta quarta para discutir pandemia
Foto: Alan Santos/ PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai se encontrar com sete governadores nesta quarta-feira (24). O evento, que não acontece há 300 dias, terá como tema central a pandemia.

 

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, os governadores convidados são próximos do presidente - a exceção é o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB) - e representarão as diferentes regiões do Brasil. Todos eles adotam medidas restritivas para combater a circulação do coronavírus, ações que são criticadas por Bolsonaro.

 

De acordo com a publicação, o coordenador do Fórum de Governadores, Wellington Dias (PP-PI), disse que o combinado foi levar uma série de demandas para o presidente. Dias, que é governador do Piauí, não foi convidado.

Bahia Notícias

Ministro do STJ mantém prisão da desembargadora Ilona Reis, do TJ-BA

 

Ministro do STJ mantém prisão da desembargadora Ilona Reis, do TJ-BA
Foto: Jefferson Peixoto / Ag. Haack/ Bahia Notícias

O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão preventiva da desembargadora Ilona Reis, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), investigada no âmbito da Operação Faroeste. A decisão foi tomada no esteio de um dispositivo do Pacote Anticrime que prevê a revisão, a cada 90 dias, da necessidade de se continuar, ou não, com a prisão.

 

O ministro ainda argumentou permanecem os fundamentos que culminaram na prisão da desembargadora, ré na operação, acusada de receber mais de R$ 500 mil para vender sentenças. "As provas carreadas aos autos indicam, portanto, que Ilona Márcia Reis parece adotar comportamentos que visam a confundir a investigação criminal, o que demonstra que sua liberdade pode colocar em risco a aplicação da lei penal e a instrução criminal [...] [A prisão preventiva] como a única medida necessária e adequada para garantir a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a aplicação da lei penal”, diz trecho da decisão. 

 

Og Fernandes justificou também que “com intuito de afastar, desde logo, eventual alegação de excesso de prazo, é importante destacar a complexidade da investigação, que conta com grande número de investigados e o concurso de diversos crimes, além de um enorme material probatório a ser periciado pela Autoridade Policial”.

Bahia Notícias

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