O governo brasileiro anunciou a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários nacionais em 17 países, ampliando as oportunidades de exportação para diversos segmentos do agronegócio. O resultado foi divulgado na última terça-feira, 9, em nota conjunta dos Ministérios da Agricultura e Pecuária e das Relações Exteriores. As negociações envolveram parceiros comerciais da América Latina, África e Eurásia. Entre os destinos contemplados estão Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e os países integrantes da União Econômica Eurasiática (UEE), formada por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia.
As novas autorizações abrangem uma variedade de produtos. A Argentina passou a permitir a importação de sêmen de pacu-caranha, enquanto a Bolívia abriu seu mercado para couro bovino salgado. El Salvador e Honduras autorizaram a entrada de material genético bovino produzido no Brasil. O Equador e a República Dominicana habilitaram a importação de milho-pipoca brasileiro. Já a Guiana aprovou o ingresso de sementes de coco, enquanto Honduras também autorizou a compra de mudas de cana-de-açúcar. A Nicarágua abriu espaço para sementes de pimenta habanero, e o Paraguai para sementes de mamona.
Na América do Sul, a Venezuela passou a aceitar sementes de maracujá brasileiras. Na África, a Etiópia autorizou a importação de farinhas e gorduras de pescado, de ruminantes e de outros animais, além de hemoderivados destinados à alimentação animal. A Nigéria, por sua vez, liberou a entrada de ovos férteis. Outro avanço relevante ocorreu na União Econômica Eurasiática, que autorizou a importação de castanha de caju brasileira. O bloco reúne cinco países e figura entre importantes parceiros comerciais do agronegócio nacional.